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		<title>Senado aprova fim da escala 6&#215;1; transição para jornada de 40 horas concentra debate</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 19:38:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Constituição]]></category>
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					<description><![CDATA[PEC recebeu 75 votos favoráveis e um contrário nos dois turnos e segue para promulgação; adaptação de empresas, regras setoriais e produtividade estão entre os próximos desafios O Senado aprovou, na quarta-feira, 14 de outubro, em dois turnos, a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de seis dias de trabalho para [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading">PEC recebeu 75 votos favoráveis e um contrário nos dois turnos e segue para promulgação; adaptação de empresas, regras setoriais e produtividade estão entre os próximos desafios</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Senado aprovou, na quarta-feira, 14 de outubro, em dois turnos, a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de seis dias de trabalho para um de descanso e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial. A PEC 221/2019 recebeu 75 votos favoráveis e um contrário em cada votação e segue para promulgação pelo Congresso Nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aprovação encerra a etapa de votação no Congresso, mas não altera imediatamente a rotina dos trabalhadores. O texto estabelece uma <strong>transição</strong> em duas etapas: o limite semanal cai para 42 horas dois meses após a publicação da emenda e chega a 40 horas 12 meses depois dessa primeira redução — totalizando 14 meses de adaptação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que muda com a proposta</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A PEC prevê até oito horas diárias de trabalho e dois dias de repouso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos. A redução da carga horária ocorre sem corte de salário, e o texto admite compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As novas regras também alcançarão os contratos em vigor, conforme o texto aprovado. A mudança, portanto, não ficará restrita aos trabalhadores contratados depois da emenda constitucional.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th>Ponto central</th><th>Regra aprovada</th></tr></thead><tbody><tr><td>Jornada máxima semanal</td><td>Redução de 44 para 40 horas</td></tr><tr><td>Limite diário</td><td>Até oito horas, com possibilidade de compensação nos termos previstos</td></tr><tr><td>Descanso</td><td>Dois dias de repouso semanal remunerado</td></tr><tr><td>Domingo</td><td>Preferência para que um dos dias de descanso coincida com o domingo</td></tr><tr><td>Remuneração</td><td>Sem redução salarial</td></tr><tr><td>Contratos existentes</td><td>Também abrangidos pela mudança</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As regras foram divulgadas pela Agência Senado e pela cobertura da votação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando começa a valer</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A aprovação parlamentar não deve ser confundida com a entrada imediata em vigor. O calendário depende da promulgação e da publicação da emenda, e não da data em que os senadores concluíram a votação. Por isso, ainda não é adequado fixar datas de calendário para as duas reduções com base apenas na aprovação de 14 de outubro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cronograma previsto é:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Dois meses após a publicação: a jornada máxima passa para 42 horas semanais, com dois dias de repouso semanal remunerado.</li>



<li>Doze meses após a primeira etapa: o limite chega a 40 horas semanais, encerrando o período de adaptação de 14 meses.g1.globo+1</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A exigência de dois dias de descanso e a redução da carga semanal são mudanças relacionadas, mas distintas. O fim da escala 6&#215;1 trata da distribuição entre dias de trabalho e repouso; o teto de 40 horas estabelece o limite de duração semanal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Comércio e serviços terão de reorganizar escalas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A aplicação das novas regras tende a exigir atenção especial das atividades que funcionam aos fins de semana ou mantêm atendimento por períodos prolongados. O desafio operacional será compatibilizar o horário de funcionamento dos estabelecimentos com a nova distribuição de folgas e horas de cada empregado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa, por si só, que empresas terão de fechar dois dias por semana. O limite aprovado se refere à jornada do trabalhador, e a manutenção do atendimento dependerá da organização das equipes, das escalas e das regras aplicáveis a cada atividade. A PEC prevê espaço para compensação por negociação coletiva, mas o relator reconheceu que questões específicas ainda precisarão de regulamentação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a votação, senadores favoráveis à proposta defenderam uma adaptação com previsibilidade. Jayme Campos (União-MT) pediu uma transição “com diálogo” e condições para que o setor produtivo absorva a nova jornada.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Indústria: produtividade e continuidade da produção entram no debate</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na indústria e em outras atividades organizadas por turnos, a discussão envolve a manutenção da produção com menos horas semanais por trabalhador. Na sessão, parlamentares defenderam qualificação profissional e aumento da produtividade como parte da adaptação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Carlos Portinho (PL-RJ), líder do partido no Senado, declarou voto favorável, mas ressaltou a necessidade de considerar os efeitos sobre os empregadores e a preservação do emprego. Marcos Pontes (PL-SP) também apoiou o texto e destacou a qualificação como instrumento para elevar a produtividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As manifestações mostram que o amplo apoio à aprovação não eliminou as divergências sobre sua implementação. Houve concordância em torno da ampliação do descanso, mas diferentes posições sobre flexibilidade, custos e instrumentos de adaptação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Setores com jornadas próprias aguardam esclarecimentos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das questões levantadas no plenário foi o tratamento de categorias que já trabalham menos de 40 horas semanais. O senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) apresentou uma emenda para esclarecer que a proposta não reduziria automaticamente essas jornadas, prevendo, quando necessário, sua redistribuição segundo a regra de cinco dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relator, Omar Aziz (PSD-AM), considerou que a alteração modificaria o mérito do texto, e não apenas sua redação. Diante disso, o destaque para votação foi retirado. Aziz reconheceu que pontos relacionados às cargas horárias de setores específicos precisarão ser regulamentados rapidamente pelo Congresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa discussão não autoriza concluir que jornadas especiais serão automaticamente ampliadas para 40 horas. O limite constitucional é um teto, e o enquadramento de categorias com regras próprias exige observar o texto promulgado e a regulamentação pertinente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Municípios e compensações aos empregadores também foram discutidos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os possíveis efeitos sobre as despesas municipais foram mencionados pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS). A senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR), por sua vez, defendeu contrapartidas do governo aos empregadores que precisarão se adaptar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas manifestações representam preocupações e propostas apresentadas no debate. A cobertura oficial da votação não informa a aprovação de um mecanismo geral de compensação financeira às empresas. Portanto, não há base para tratar subsídios, desonerações ou ressarcimentos como benefícios já garantidos pela PEC.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mais descanso é o principal argumento dos defensores</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os parlamentares que defenderam a proposta destacaram a ampliação do tempo disponível para convivência familiar, cuidados pessoais e recuperação do desgaste da rotina de trabalho. Ao abrir a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que os trabalhadores conhecem “o valor de um dia a mais de descanso”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Senadoras também chamaram atenção para a situação das mulheres que acumulam trabalho remunerado e responsabilidades domésticas. Zenaide Maia (PSD-RN) questionou o tempo disponível para acompanhar os filhos na escola, levá-los ao médico e participar da vida familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os benefícios esperados foram centrais na defesa da PEC, mas sua implementação continuará sujeita ao acompanhamento dos efeitos sobre emprego, organização do trabalho e condições de prestação dos serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do resultado expressivo, propostas alternativas permanecem em discussão. A Agência Senado menciona a PEC 12/2026, apresentada por Rogério Marinho (PL-RN), que prevê a possibilidade de um regime flexível com remuneração conforme as horas trabalhadas. Governistas criticaram a iniciativa durante a votação. Ela não se confunde com a PEC aprovada nem altera automaticamente suas regras.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Próxima etapa será transformar o texto em novas rotinas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com o encaminhamento à promulgação, o foco passa da votação para a aplicação. Empresas precisarão planejar escalas; sindicatos e empregadores deverão discutir os ajustes permitidos pela negociação coletiva; e o Congresso terá de enfrentar questões setoriais reconhecidas durante o debate.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A referência imediata é o cronograma aprovado: primeiro, 42 horas semanais; depois, 40 horas, preservados os salários e assegurados dois dias de descanso. O desafio dos próximos meses será implementar essa mudança com clareza sobre direitos, previsibilidade para o setor produtivo e acompanhamento dos efeitos sobre o mercado de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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