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	<title>Educação &#8211; Portal BR</title>
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	<description>Notícias no Brasil</description>
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	<title>Educação &#8211; Portal BR</title>
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		<title>Queda generalizada em ranking expõe realidade das universidades brasileiras</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/queda-generalizada-em-ranking-expoe-realidade-das-universidades-brasileiras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 16:47:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[A edição de 2026 do ranking Global 2000, do Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR), mostrou uma perda generalizada de posições das universidades brasileiras. Das 52 instituições nacionais incluídas na lista, 45 recuaram em relação à classificação de 2025 — o equivalente a 87% —, enquanto cinco avançaram e duas mantiveram a colocação. O resultado [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A edição de 2026 do ranking Global 2000, do Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR), mostrou uma perda generalizada de posições das universidades brasileiras. Das 52 instituições nacionais incluídas na lista, 45 recuaram em relação à classificação de 2025 — o equivalente a 87% —, enquanto cinco avançaram e duas mantiveram a colocação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado mostra que a qualidade do ensino caiu, o CWUR mede um conjunto amplo de indicadores de formação de ex-alunos, empregabilidade, reconhecimento do corpo docente e, sobretudo, pesquisa científica. Assim, a queda de posições indica principalmente perda de competitividade relativa diante de universidades estrangeiras, em especial as que ampliaram investimentos em ciência e inovação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O retrato do ranking</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Universidade de São Paulo (USP) segue como a instituição brasileira mais bem colocada, na 119ª posição mundial — dentro do grupo das 0,6% mais bem avaliadas entre as 21.291 instituições analisadas pelo CWUR. Mesmo assim, caiu uma posição em relação a 2025, quando estava em 118º lugar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aparece em seguida, na 346ª colocação, com recuo de 15 posições. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) fecha o pódio brasileiro em 379º lugar, dez postos abaixo da edição anterior.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/01/ranking-lista-global-universidades-cwur-2026.ghtml"></a></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th class="has-text-align-left" data-align="left">Posição no Brasil</th><th class="has-text-align-left" data-align="left">Instituição</th><th class="has-text-align-left" data-align="left">Ranking em 2026</th><th class="has-text-align-left" data-align="left">Variação ante 2025</th></tr></thead><tbody><tr><td>1</td><td>Universidade de São Paulo (USP)</td><td>119º</td><td>-1 posição</td></tr><tr><td>2</td><td>Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)</td><td>346º</td><td>-15 posições</td></tr><tr><td>3</td><td>Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)</td><td>379º</td><td>-10 posições</td></tr><tr><td>4</td><td>Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)</td><td>476º</td><td>Estável</td></tr><tr><td>5</td><td>Universidade Estadual Paulista (Unesp)</td><td>479º</td><td>-25 posições</td></tr><tr><td>6</td><td>Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)</td><td>508º</td><td>-11 posições</td></tr><tr><td>7</td><td>Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)</td><td>621º</td><td>-4 posições</td></tr><tr><td>8</td><td>Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)</td><td>682º</td><td>-14 posições</td></tr><tr><td>9</td><td>Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)</td><td>732º</td><td>-5 posições</td></tr><tr><td>10</td><td>Universidade Federal do Paraná (UFPR)</td><td>799º</td><td>-16 posições</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: CWUR, Global 2000 de 2026.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pesquisa é o principal ponto de pressão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O desempenho em pesquisa foi o fator mais crítico do levantamento. Das 52 instituições brasileiras listadas, 44 caíram especificamente nesse indicador, que responde por 40% da pontuação final do CWUR.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/01/ranking-lista-global-universidades-cwur-2026.ghtml"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ranking avalia a produção científica, a presença de trabalhos em periódicos de alto impacto, a influência das publicações e o volume de citações. Também considera a formação de ex-alunos, seu sucesso profissional e distinções acadêmicas recebidas por docentes.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th class="has-text-align-left" data-align="left">Indicador do CWUR</th><th class="has-text-align-left" data-align="left">Peso na nota final</th><th class="has-text-align-left" data-align="left">O que é avaliado</th></tr></thead><tbody><tr><td>Educação</td><td>25%</td><td>Sucesso acadêmico de ex-alunos</td></tr><tr><td>Empregabilidade</td><td>25%</td><td>Desempenho profissional de ex-alunos em grandes empresas</td></tr><tr><td>Corpo docente</td><td>10%</td><td>Distinções acadêmicas de alto nível</td></tr><tr><td>Pesquisa</td><td>40%</td><td>Produção, publicações de destaque, influência e citações</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O CWUR afirma que sua metodologia não se baseia em pesquisas de reputação nem em dados enviados pelas próprias universidades. Na edição de 2026, a organização analisou 81 milhões de dados referentes a 21.291 instituições; as 2 mil primeiras compõem a lista Global 2000.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Investimento e concorrência internacional</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para Nadim Mahassen, presidente do CWUR, o recuo brasileiro reflete “anos de financiamento inadequado e a desvalorização da ciência e da educação como bens públicos”. Na avaliação da entidade, a perda de capacidade relativa ameaça a produção científica, a inovação e o desenvolvimento de longo prazo do país.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/01/ranking-lista-global-universidades-cwur-2026.ghtml"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os países que expandem financiamento, infraestrutura e internacionalização científica avançam mais rapidamente, o fato de 45 das 52 universidades brasileiras terem perdido posições revela um problema estrutural de competitividade. <a href="https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/01/ranking-lista-global-universidades-cwur-2026.ghtml" target="_blank" rel="noopener"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O debate não se resume a uma colocação em ranking internacional. Universidades públicas e centros de pesquisa são responsáveis por parcela relevante da ciência brasileira, pela formação de profissionais qualificados e pelo desenvolvimento de soluções em áreas como saúde, agricultura, energia, tecnologia e meio ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reverter a perda de competitividade exige previsibilidade no financiamento de pesquisa, valorização de professores e pesquisadores, infraestrutura laboratorial, bolsas para estudantes, colaboração internacional e políticas de longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Inteligência artificial nas escolas: ferramenta de aprendizagem ou atalho perigoso?</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/inteligencia-artificial-nas-escolas-ferramenta-de-aprendizagem-ou-atalho-perigoso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 01:04:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[Sete em cada dez alunos do Ensino Médio já utilizam IA generativa em pesquisas escolares, mas somente 32% afirmam ter recebido orientação sobre o uso dessas ferramentas A inteligência artificial já entrou nas salas de aula brasileiras, mesmo antes de muitas escolas definirem claramente como ela deve ser utilizada. Estudantes recorrem a assistentes digitais para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Sete em cada dez alunos do Ensino Médio já utilizam IA generativa em pesquisas escolares, mas somente 32% afirmam ter recebido orientação sobre o uso dessas ferramentas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência artificial já entrou nas salas de aula brasileiras, mesmo antes de muitas escolas definirem claramente como ela deve ser utilizada. Estudantes recorrem a assistentes digitais para pesquisar conteúdos, resumir textos, revisar redações, resolver exercícios e produzir trabalhos. Professores, por sua vez, experimentam a tecnologia para preparar aulas, adaptar atividades e organizar materiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A velocidade dessa transformação coloca a educação diante de uma pergunta que não pode ser respondida apenas com proibição ou entusiasmo: a inteligência artificial está ajudando os estudantes a aprender ou oferecendo um atalho para evitar o esforço necessário à aprendizagem?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados da pesquisa TIC Educação 2024 mostram que <strong>70% dos alunos do Ensino Médio utilizam ferramentas de IA generativa em pesquisas escolares</strong>. Entretanto, apenas <strong>32% dizem ter recebido orientação da escola sobre como usar essas tecnologias</strong>. A distância entre a adoção e a preparação revela que a IA chegou primeiro pelas mãos dos estudantes e somente depois passou a ser discutida pelas instituições de ensino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro levantamento, a TIC Kids Online Brasil 2025, constatou que 65% dos usuários de Internet com idades entre 9 e 17 anos já incorporaram a IA generativa em alguma atividade cotidiana. Entre eles, 59% usaram a tecnologia para estudar ou realizar pesquisas escolares, 42% para procurar informações e 21% para criar textos, imagens ou outros conteúdos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A tecnologia que responde em segundos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para um estudante diante de uma atividade difícil, a IA oferece algo sedutor: uma resposta rápida, organizada e aparentemente segura. Em poucos segundos, ela pode explicar uma fórmula matemática, resumir um capítulo de história, sugerir argumentos para uma redação ou traduzir um texto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Utilizada com acompanhamento, a tecnologia pode funcionar como uma espécie de tutora auxiliar. O estudante pode pedir que uma explicação seja apresentada de maneira mais simples, solicitar novos exemplos ou comparar diferentes formas de resolver um problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também pode ajudar alunos com dificuldades de leitura, barreiras linguísticas ou necessidades específicas. Um conteúdo complexo pode ser transformado em tópicos, perguntas, esquemas ou exercícios graduais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema começa quando a resposta pronta substitui a investigação. Copiar um texto gerado, entregar uma atividade sem compreendê-la ou pedir que a ferramenta resolva integralmente uma tarefa pode produzir uma boa aparência acadêmica sem que tenha ocorrido aprendizagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse caso, a IA deixa de ser instrumento e passa a ocupar o lugar do estudante.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Trabalho feito por IA é plágio?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nem todo uso de inteligência artificial pode ser classificado automaticamente como plágio. Pedir explicações, sugestões de estrutura ou revisão gramatical não é igual a apresentar um texto integralmente produzido por uma ferramenta como se fosse resultado do próprio esforço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A questão central é a transparência. Quando a atividade exige produção autoral, entregar uma resposta gerada sem informar o uso da tecnologia pode violar as regras de integridade acadêmica da escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudante também não deve assumir que a IA é autora confiável ou fonte de pesquisa. Esses sistemas produzem textos com base em padrões aprendidos, podendo apresentar informações falsas, referências inexistentes, interpretações equivocadas ou conclusões enviesadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, trabalhos escolares precisam continuar exigindo consulta às fontes originais, comparação de informações e explicação do raciocínio utilizado. A UNESCO alerta que a popularização da IA generativa avança mais rapidamente do que as políticas públicas e a preparação das instituições, deixando escolas com dificuldades para validar ferramentas e proteger seus usuários.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Avaliações precisam mudar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão não se resolve apenas com programas que prometem detectar textos produzidos por IA. Essas ferramentas podem errar, classificar produções humanas como artificiais e estimular uma relação de desconfiança entre professores e alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança mais importante está no formato das atividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez de pedir somente um texto final produzido fora da sala de aula, o professor pode acompanhar diferentes etapas: escolha do tema, pesquisa, fichamento, elaboração de argumentos, primeira versão, revisão e apresentação oral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também pode pedir que o estudante compare a resposta da IA com livros, documentos e fontes confiáveis, identificando erros e limitações. Outra possibilidade é exigir que o aluno explique quais comandos utilizou, o que aproveitou, o que descartou e por quê.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma atividade assim não premia apenas a resposta final. Ela avalia o processo intelectual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Provas presenciais, debates, seminários, experiências práticas e projetos relacionados à realidade da comunidade também tendem a ganhar importância. Quanto mais pessoal, contextualizada e argumentativa for a tarefa, menor será a possibilidade de substituição completa do estudante por uma ferramenta automática.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Professores também precisam aprender</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cobrar uso responsável dos alunos sem preparar os educadores seria transferir para o professor um problema que exige política institucional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A TIC Educação 2024 mostrou que 54% dos professores participaram, nos 12 meses anteriores à pesquisa, de atividades de desenvolvimento profissional sobre tecnologias digitais aplicadas ao ensino. Entre os participantes dessas formações, 59% citaram conteúdos relacionados ao uso de IA em atividades educacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A formação precisa ir além de ensinar comandos. O professor deve compreender como a tecnologia produz respostas, quais dados são coletados, que tipos de erro podem ocorrer e como avaliar atividades realizadas com seu auxílio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A UNESCO propõe que a formação docente em IA envolva cinco dimensões: visão centrada no ser humano, ética, fundamentos e aplicações da tecnologia, pedagogia e desenvolvimento profissional. A entidade destaca que a relação tradicional entre professor e estudante passou a incluir um terceiro elemento: professor, IA e aluno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não diminui o papel do educador. Ao contrário, aumenta sua importância como mediador, responsável por transformar informação em conhecimento e por ensinar os estudantes a questionar as respostas recebidas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Dados de crianças exigem proteção</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O uso de IA também envolve proteção de dados. Ao conversar com uma plataforma, o estudante pode fornecer nome, idade, escola, textos pessoais, informações familiares, fotografias ou relatos emocionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação se torna mais delicada porque 10% das crianças e adolescentes pesquisados pela TIC Kids Online Brasil 2025 disseram utilizar IA generativa para conversar sobre problemas pessoais ou emoções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Lei Geral de Proteção de Dados determina que o tratamento das informações de crianças e adolescentes seja realizado considerando seu melhor interesse. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados reforça que esse princípio deve orientar qualquer operação envolvendo esse público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de adotar uma plataforma, a escola precisa saber quais dados são coletados, onde ficam armazenados, se são utilizados para treinamento dos sistemas e como podem ser apagados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também deve evitar que estudantes incluam dados pessoais, prontuários, avaliações individuais ou informações confidenciais em ferramentas abertas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gratuidade aparente não significa ausência de custo. Muitas plataformas obtêm valor por meio dos dados, do comportamento e das interações dos usuários.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A IA pode ampliar a desigualdade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência artificial também pode aprofundar diferenças já existentes entre estudantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto alguns possuem computador, Internet rápida, assinatura de ferramentas avançadas e apoio familiar, outros dependem de celulares com pacotes limitados ou do acesso disponível na escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora 96% das escolas brasileiras tenham conexão com a Internet, a infraestrutura adequada ainda é desigual. Na rede municipal, 51% das escolas possuíam computadores para atividades educacionais e 47% contavam simultaneamente com Internet e dispositivos destinados aos estudantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença aparece no uso pedagógico. Nas escolas estaduais, 67% dos estudantes utilizavam a Internet para realizar atividades solicitadas pelos professores. Na rede municipal, o índice era de 27%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se uma atividade exigir IA sem que todos tenham acesso equivalente, a inovação pode se transformar em nova forma de exclusão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As escolas precisam oferecer alternativas, equipamentos e tempo de uso acompanhado. Também devem evitar que serviços pagos se tornem condição informal para obter melhores resultados acadêmicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Brasil começa a estabelecer orientações</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Educação publicou, em julho de 2026, um referencial para o desenvolvimento e o uso responsável da inteligência artificial na educação. O documento reúne recomendações práticas e diretrizes políticas destinadas às diferentes etapas de ensino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Conselho Nacional de Educação também colocou em consulta pública, em maio de 2026, uma proposta de diretrizes orientadoras para o uso da IA na educação brasileira. O debate envolveu formação docente, ética, proteção de dados, avaliação, gestão educacional e redução das desigualdades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas orientações são importantes porque cada escola não deveria enfrentar isoladamente questões que envolvem direitos de crianças, contratação de plataformas, segurança digital e políticas de avaliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, uma diretriz nacional precisará ser transformada em regras compreensíveis dentro das instituições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comunidade escolar deve saber claramente:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>quando o uso da IA é permitido;</li>



<li>quando deve ser informado;</li>



<li>quais ferramentas foram avaliadas pela escola;</li>



<li>quais dados não podem ser inseridos;</li>



<li>como a utilização será considerada nas avaliações;</li>



<li>quais consequências existem para a apresentação de trabalhos não autorais.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Proibir ou ensinar?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A proibição completa pode parecer uma solução simples, mas é difícil impedir que os estudantes utilizem IA fora da escola. Também seria incoerente ignorar uma tecnologia que provavelmente estará presente no ensino superior e no mercado de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A liberação sem regras, porém, transfere para crianças e adolescentes decisões complexas sobre confiabilidade, ética, privacidade e autoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caminho mais responsável está na educação para o uso crítico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudante deveria aprender a perguntar à IA, mas também a desconfiar dela. Deveria saber revisar uma resposta, localizar a fonte original, identificar argumentos frágeis e reconhecer quando a tecnologia não é adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo da escola não pode ser formar alunos capazes apenas de produzir respostas rápidas. Precisa formar pessoas capazes de compreender problemas, avaliar evidências e tomar decisões.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ferramenta ou atalho?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência artificial pode ser as duas coisas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É ferramenta quando estimula curiosidade, oferece explicações alternativas, melhora a acessibilidade e ajuda o estudante a desenvolver uma ideia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Torna-se atalho perigoso quando substitui leitura, escrita, cálculo, reflexão e autoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença não está somente na tecnologia, mas na atividade proposta, na orientação oferecida e na responsabilidade de quem a utiliza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio das escolas brasileiras não é competir com a IA nem fingir que ela não existe. É ensinar uma geração que já utiliza essas ferramentas a não entregar a elas aquilo que a educação tem de mais importante: a capacidade humana de pensar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Greve nas universidades e institutos federais do Brasil</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/greve-nas-universidades-e-institutos-federais-do-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2024 23:15:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje a UFPE, Universidade Federal de Pernambuco, também decretou greve após assembleia extraordinária, docentes vão enviar documentação para a reitoria para formalizar o movimento, que deve começar a partir de segunda (22/04). A categoria exige reajuste salarial de 22,7%, seguindo a pauta nacional, e a paralisação afetará 111 cursos de graduação da UFPE. O Ministério [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Hoje a UFPE, Universidade Federal de Pernambuco, também decretou greve após assembleia extraordinária, docentes vão enviar documentação para a reitoria para formalizar o movimento, que deve começar a partir de segunda (22/04). A categoria exige reajuste salarial de 22,7%, seguindo a pauta nacional, e a paralisação afetará 111 cursos de graduação da UFPE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Fazenda afirma que não há possibilidade de aumento salarial em 2024, e propõe melhorias em benefícios este ano, com reajustes previstos apenas para 2025. Um levantamento feito pela Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (Adufepe) mostra que, até a terça-feira (16/04), das 69 universidades brasileiras, 18 estavam em greve.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O secretário de Gestão de Pessoas do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, José Celso Cardoso Jr., acredita que o assunto é complexo e não se esgotará no curto prazo, até porque a base do governo no Congresso tem tido dificuldades para alavancar grandes mudanças. “A reconstrução tem que ir pelos caminhos de menor resistência legislativa. E é incremental, porque você não consegue recompor perdas, capacidade administrativa, do dia para a noite. Esse é um processo que vai percorrer todo o terceiro mandato do presidente Lula”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os representantes dos trabalhadores de universidades e institutos federais pediram recomposição de recursos o mais rapidamente possível, ainda em 2024.&nbsp;“Estamos em greve por recomposição salarial. De 2013 a 2023, as nossas perdas chegam a 40%”, afirmou o coordenador de Educação da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra Sindical), Sandro Pimentel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele disse esperar que a reunião marcada para o dia 19 “não seja mais uma embromação”, mas “que o governo faça a apresentação concreta orçamentária”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As greves no ensino superior trazem várias consequências negativas para o Brasil, tanto em curto prazo quanto em longo prazo, como a interrupção do processo educacional, atraso na conclusão dos cursos pelos estudantes, impactando negativamente suas perspectivas de emprego e renda futuras, reputação internacional, prejudicando a colaboração internacional e o intercâmbio acadêmico, desperdício de recursos públicos, prejuizo na pesquisa e desenvolvimento, limitando o avanço do conhecimento e o desenvolvimento científico do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Greve no ensino superior do Brasil</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/greve-no-ensino-superior-do-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Apr 2024 04:47:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[Docentes e técnicos administrativos (TAEs) já estão em greve desde 11 de março. A mobilização foi organizada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) e afeta pelo menos 30 universidades. Segunda-feira (15), mais 18 universidades federais entram em greve. A Lei Orçamentária Anual (LOA) [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Docentes e técnicos administrativos (TAEs) já estão em greve desde 11 de março. A mobilização foi organizada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) e afeta pelo menos 30 universidades. Segunda-feira (15), mais 18 universidades federais entram em greve.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024, aprovada com R$ 200 milhões a menos que no ano anterior, e os cortes realizados pelo MEC em 2023 desagradaram a classe. Os representantes do setor não ficaram satisfeitos com a promessa do ministro da Educação, Camilo Santana, de repor R$ 250 milhões. A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) quer pelo menos R$ 2,5 bilhões a mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As reivindicações são: recomposição salarial e pela data base; restauração do orçamento das Instituições Federais de Ensino; reestruturação das carreiras dos docentes e técnicos administrativos; ampliação dos programas de assistência estudantil; revogação do novo ensino médio; melhoria das condições de trabalho; fim de assédios moral e sexual nas IFE; criação de condições efetivas que garantam a unificação entre ensino, pesquisa e extensão; revogação da Portaria MEC 983/2020; recomposição da força de trabalho por meio de concurso público; contra a PEC 32/2020 e qualquer outra contrarreforma administrativa que siga suas diretrizes; autonomia e democracia universitária; pelo fim da contribuição previdenciária de aposentados/as e pensionistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ifes também aprovou a participação na Jornada de Luta “0% de reajuste não dá!”, convocada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), nos dias 16, 17 e 18 de abril. O primeiro dia será marcado por uma audiência pública para debater as mobilizações e paralisações das servidoras e dos servidores técnico-administrativos de universidades e institutos federais na Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, às 16h.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 17, as e os servidores públicos federais farão uma grande marcha em Brasília, com concentração às 9h em frente à Catedral, com saída em direção ao bloco K do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Já no dia 18, as categorias presentes realizarão suas atividades de mobilização específicas pela reestruturação das carreiras das e dos SPF.</p>
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