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	<title>Meio ambiente &#8211; Portal BR</title>
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	<description>Notícias no Brasil</description>
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	<title>Meio ambiente &#8211; Portal BR</title>
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		<title>Cágado-iaçá entra na lista brasileira de espécies ameaçadas após forte declínio na Amazônia</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/cagado-iaca-entra-na-lista-brasileira-de-especies-ameacadas-apos-forte-declinio-na-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 03:30:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[Nova classificação coloca o Podocnemis sextuberculata na categoria “Em Perigo” e reforça a necessidade de proteger praias de desova, combater a captura ilegal e envolver comunidades amazônicas nas ações de conservação Uma das espécies mais conhecidas entre os quelônios da Amazônia passou a integrar oficialmente a lista brasileira de animais ameaçados de extinção. O cágado-iaçá, [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading">Nova classificação coloca o <em>Podocnemis sextuberculata</em> na categoria “Em Perigo” e reforça a necessidade de proteger praias de desova, combater a captura ilegal e envolver comunidades amazônicas nas ações de conservação</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das espécies mais conhecidas entre os quelônios da Amazônia passou a integrar oficialmente a lista brasileira de animais ameaçados de extinção. O cágado-iaçá, também chamado de pitiú e identificado cientificamente como <em>Podocnemis sextuberculata</em>, foi classificado como <strong>Em Perigo</strong> na atualização publicada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em junho de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inclusão foi formalizada pela Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026, publicada no Diário Oficial da União no dia seguinte. O documento atualizou a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção para répteis, anfíbios, aves, mamíferos e invertebrados terrestres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora algumas reportagens utilizem o termo “tracajás” de forma ampla para se referir aos cágados amazônicos, a espécie que entrou na categoria <strong>Em Perigo</strong> foi especificamente o cágado-iaçá. O tracajá propriamente dito, <em>Podocnemis unifilis</em>, e a tartaruga-da-amazônia, <em>Podocnemis expansa</em>, permanecem classificadas nacionalmente em uma categoria de menor preocupação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">População caiu mais de 50%</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança de classificação foi motivada principalmente pela redução expressiva da população do cágado-iaçá. Segundo informações do Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade, as populações analisadas diminuíram mais de 50% ao longo de aproximadamente 36 anos, período equivalente a três gerações da espécie.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O declínio foi observado principalmente no Amazonas e no oeste do Pará, área que representa cerca de 70% da distribuição da espécie no Brasil. A dimensão da perda levou os especialistas a elevar o nível de risco de “Quase Ameaçado” para “Em Perigo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A categoria “Em Perigo” indica que a espécie enfrenta um risco elevado de desaparecer da natureza caso as pressões atuais continuem. Para chegar a essa classificação, os pesquisadores consideram fatores como redução populacional, tamanho das populações, distribuição geográfica, fragmentação dos ambientes, intensidade da captura e medidas de proteção já existentes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Captura ilegal e destruição dos locais de reprodução</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os quelônios amazônicos sofrem historicamente com a retirada de animais adultos e ovos para consumo e comércio ilegal. Durante o período de reprodução, as fêmeas saem da água para depositar os ovos em praias e bancos de areia, ficando mais expostas à captura humana e à perturbação dos ninhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Operações realizadas pelo Ibama continuam encontrando tartarugas, tracajás e iaçás mantidos ou transportados ilegalmente. Em setembro de 2025, por exemplo, uma fiscalização no rio Tapajós, no Pará, resgatou 33 quelônios vivos e encontrou evidências de caça irregular de animais silvestres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da captura, a espécie enfrenta alterações nos rios e nas praias utilizadas para reprodução. Mudanças no nível das águas, destruição do habitat, ocupação das margens, circulação de embarcações, atividades turísticas próximas aos ninhos e intervenções que modificam o funcionamento natural dos rios podem reduzir o sucesso da desova e a sobrevivência dos filhotes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proteção das praias é especialmente importante porque ovos e filhotes ficam vulneráveis durante semanas. Em áreas de maior risco, equipes de conservação e moradores transferem os ovos para berçários protegidos que reproduzem as condições naturais, acompanhando a incubação até o nascimento e a soltura dos animais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Uma relação histórica com as comunidades amazônicas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O cágado-iaçá faz parte da alimentação e da cultura de comunidades ribeirinhas e indígenas. Por isso, especialistas defendem que as medidas de conservação não sejam construídas apenas com fiscalização e proibições, mas também com diálogo, educação ambiental e participação direta das populações locais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença das comunidades é considerada fundamental para vigiar praias, proteger ninhos, registrar desovas, evitar a retirada clandestina de ovos e acompanhar a soltura dos filhotes. Em muitas regiões remotas, os próprios moradores são os primeiros a identificar invasões e ameaças aos locais de reprodução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse modelo procura conciliar a proteção da biodiversidade com os modos de vida amazônicos. A estratégia é impedir a exploração predatória e o comércio ilegal, sem ignorar as relações culturais e alimentares construídas ao longo de gerações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Programa já devolveu milhões de filhotes à natureza</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil mantém desde 1979 o Programa Quelônios da Amazônia, coordenado pelo Ibama em parceria com comunidades tradicionais, universidades, pesquisadores, órgãos públicos e organizações da sociedade civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o instituto, o programa já participou do manejo, monitoramento e retorno à natureza de mais de 107 milhões de filhotes de tartaruga-da-amazônia, tracajá e iaçá. As ações incluem identificação de áreas de reprodução, proteção das praias, acompanhamento dos ninhos, transferência de ovos ameaçados, criação de berçários e soltura dos filhotes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos resultados, a queda registrada nas populações do cágado-iaçá mostra que as iniciativas precisam ser ampliadas e mantidas durante longos períodos. A soltura de filhotes é importante, mas não resolve sozinha o problema quando animais adultos continuam sendo capturados ou quando praias de reprodução são destruídas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que muda com a lista oficial</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A inclusão na Lista Nacional Oficial de Espécies Ameaçadas produz efeitos legais e administrativos. A classificação ajuda a estabelecer restrições à captura, ao transporte, ao comércio e à exportação, além de orientar ações de fiscalização e licenciamento ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lista também permite direcionar recursos públicos, pesquisas e programas de recuperação para as espécies em maior risco. Ela serve como referência para Planos de Ação Nacional, criação e gestão de unidades de conservação, avaliação de impactos ambientais e definição de medidas para reduzir danos causados por obras e atividades econômicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atualização de 2026 foi baseada em uma das maiores avaliações de fauna já realizadas no país. O processo analisou mais de 15 mil espécies e reuniu pesquisadores, técnicos e especialistas de diferentes instituições. Somadas as listas dos diferentes grupos de animais, o Brasil passou a reconhecer oficialmente cerca de 1.280 espécies ameaçadas de extinção.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um alerta vindo dos rios</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A entrada do cágado-iaçá na categoria “Em Perigo” revela que mesmo espécies ainda encontradas em grandes áreas da Amazônia podem sofrer um declínio silencioso. A presença eventual de animais nos rios não significa necessariamente que suas populações estejam estáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Proteger o iaçá exige conservar os rios, manter praias de desova, combater o tráfico, fiscalizar a captura ilegal e fortalecer os projetos comunitários. Também será necessário acompanhar as populações ao longo dos próximos anos para verificar se as medidas adotadas estão conseguindo interromper a redução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que reconhecer uma situação de risco, a nova classificação representa um chamado para agir enquanto ainda existem populações capazes de se recuperar. O futuro desses quelônios dependerá da união entre ciência, poder público e comunidades que vivem diariamente junto aos rios da Amazônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Cidades brasileiras estão preparadas para novos desastres climáticos?</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/cidades-brasileiras-estao-preparadas-para-novos-desastres-climaticos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 01:38:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desastres climáticos]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[Enchentes no Rio Grande do Sul revelaram que alertas, planos de contingência e obras de proteção precisam funcionar antes da chuva e não somente depois da tragédia As enchentes, enxurradas, deslizamentos, secas e incêndios florestais deixaram de ser acontecimentos considerados excepcionais. Em diversas regiões brasileiras, eventos extremos passaram a ocorrer com maior frequência, atingindo cidades [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Enchentes no Rio Grande do Sul revelaram que alertas, planos de contingência e obras de proteção precisam funcionar antes da chuva e não somente depois da tragédia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As enchentes, enxurradas, deslizamentos, secas e incêndios florestais deixaram de ser acontecimentos considerados excepcionais. Em diversas regiões brasileiras, eventos extremos passaram a ocorrer com maior frequência, atingindo cidades que cresceram sobre margens de rios, encostas, várzeas e áreas sem infraestrutura adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pergunta já não é apenas se um novo desastre climático acontecerá, mas quando ocorrerá, qual será sua intensidade e quantas cidades estarão realmente preparadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil avançou na previsão meteorológica e no monitoramento. Em março de 2026, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o Cemaden, ampliou de 1.133 para 1.295 o número de municípios acompanhados. Entretanto, o próprio órgão identifica 2.095 cidades brasileiras prioritárias e suscetíveis a deslizamentos, enxurradas e inundações. Isso significa que centenas de municípios considerados vulneráveis ainda precisam ser incorporados à rede completa de monitoramento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O alerta meteorológico, porém, é apenas uma parte do sistema. Para salvar vidas, a informação precisa chegar rapidamente às Defesas Civis municipais, ser interpretada por equipes capacitadas e resultar em ações concretas: fechamento de vias, evacuação das áreas ameaçadas, abertura de abrigos, retirada de pacientes, proteção dos serviços essenciais e comunicação clara com a população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma cidade preparada não é aquela que possui apenas um documento arquivado. É aquela que conhece suas áreas de risco, treina suas equipes e moradores, mantém rotas de fuga desobstruídas e sabe exatamente o que fazer quando a água começa a subir.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Rio Grande do Sul como alerta nacional</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O caso gaúcho demonstra que os desastres climáticos não podem mais ser tratados como ocorrências isoladas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em setembro de 2023, as enchentes no Vale do Taquari provocaram pelo menos 50 mortes confirmadas ainda naquele mês. Municípios como Muçum, Roca Sales, Encantado, Arroio do Meio e Cruzeiro do Sul sofreram perdas humanas, destruição de residências, quedas de pontes e interrupções nos serviços públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Poucos meses depois, no final de abril e durante maio de 2024, o <a href="https://www.radar-rs.com.br">Rio Grande do Sul</a> enfrentou um desastre de dimensão ainda maior. O balanço consolidado utilizado pelo governo estadual registrou 478 municípios afetados, aproximadamente 2,4 milhões de pessoas atingidas e mais de 180 mortes. A tragédia alcançou áreas rurais, cidades do interior, a Região Metropolitana e Porto Alegre.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os episódios consecutivos mostraram que não se tratava de uma fatalidade imprevisível. A repetição das enchentes no Vale do Taquari e em outras bacias hidrográficas indicava que os padrões de risco estavam mudando e que muitas estruturas urbanas, planos municipais e sistemas de proteção não estavam dimensionados para eventos daquela magnitude.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Planos existiam, mas nem sempre funcionaram</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Pesquisa de Informações Básicas Municipais de 2024, divulgada pelo IBGE, permite observar a diferença entre preparação formal e capacidade real de resposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pela metodologia da pesquisa, 459 dos 497 municípios gaúchos declararam ter sido atingidos pelas tempestades iniciadas em abril de 2024. Desse grupo, 388 cidades, equivalentes a 84,5%, afirmaram possuir plano de contingência de proteção e Defesa Civil. No entanto, apenas 323 municípios, ou 70,4% dos atingidos, efetivamente colocaram seus planos em prática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 65 cidades, o plano existente não foi executado. Entre os problemas informados estavam falta de treinamento, insuficiência de recursos humanos, ausência de equipamentos, viaturas e outros materiais necessários à resposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O dado revela uma fragilidade importante: elaborar um plano não significa estar preparado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um plano de contingência precisa conter responsáveis, telefones, equipamentos disponíveis, áreas prioritárias, rotas de retirada, locais de abrigo, procedimentos para pessoas com deficiência, idosos, crianças, hospitais, escolas e animais. Também deve ser atualizado, testado em simulações e conhecido pela população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando os nomes estão desatualizados, os veículos não funcionam, os servidores não foram treinados ou os abrigos ficam dentro das próprias áreas inundáveis, o documento perde sua utilidade justamente no momento em que deveria orientar a resposta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um em cada quatro municípios atingidos não tinha sistema de alerta</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A comunicação também apresentou falhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dos 459 municípios gaúchos atingidos analisados pelo IBGE, 289 emitiram algum tipo de alerta durante o evento. Outros 55 não emitiram aviso, apesar de possuírem condições ou estruturas para isso, enquanto 115 cidades informaram não dispor de sistema de alerta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo entre os municípios que enviaram avisos, alcançar toda a população foi difícil. Aplicativos de mensagens, redes sociais, sirenes, carros de som, rádio, televisão e alertas por celular precisam funcionar de forma integrada, porque parte dos moradores pode estar sem Internet, energia elétrica ou cobertura telefônica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mensagem também deve ser objetiva. Não basta informar que existe “risco de chuva forte”. O cidadão precisa saber qual bairro deve ser evacuado, quando sair, para onde ir, quais vias evitar e o que levar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alertas excessivamente técnicos ou genéricos podem não provocar reação. Por outro lado, avisos frequentes sem consequências visíveis podem gerar descrédito. A comunicação de risco exige precisão, antecedência e confiança entre a Defesa Civil e a comunidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Porto Alegre, Canoas e São Leopoldo: grandes cidades também são vulneráveis</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As enchentes de 2024 derrubaram a ideia de que apenas pequenos municípios do interior estariam expostos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Mapa Único do Plano Rio Grande estimou que mais de 417 mil endereços e aproximadamente 751 mil pessoas foram diretamente atingidos por inundações, enxurradas e deslizamentos. Entre as cidades com maior número absoluto de atingidos estavam Canoas, com mais de 152 mil pessoas; Porto Alegre, com cerca de 121 mil; e São Leopoldo, com aproximadamente 88 mil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Eldorado do Sul, Muçum, Canoas, Roca Sales e outros municípios, parcelas expressivas da população ficaram dentro das áreas diretamente atingidas. Hospitais, unidades básicas de saúde, escolas, equipamentos de assistência social, museus, estradas e pontes também foram alcançados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses números mostram que cidades economicamente importantes e dotadas de estruturas administrativas maiores também podem entrar em colapso quando vários elementos falham simultaneamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma inundação de grandes proporções, não é apenas a casa do morador que fica ameaçada. O sistema de bombeamento pode parar, o acesso ao hospital pode ser interrompido, a escola pode se transformar em abrigo, o transporte coletivo pode deixar de operar e a estação de tratamento de água pode perder capacidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a adaptação climática deve ser incorporada ao planejamento urbano inteiro, e não ficar restrita à Defesa Civil.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Drenagem urbana não resolve tudo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A ampliação de bueiros, galerias, canais e estações de bombeamento é necessária, especialmente nas áreas urbanas sujeitas a alagamentos. Mas a drenagem convencional tem limites.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando rios ultrapassam níveis históricos, o solo está saturado e grandes volumes de água chegam simultaneamente de diferentes bacias, nenhuma cidade consegue resolver o problema apenas aumentando tubulações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevenção precisa combinar obras de engenharia com proteção de áreas naturais. Várzeas, banhados, matas ciliares e áreas permeáveis funcionam como espaços de armazenamento temporário da água. Quando são aterrados ou ocupados, o volume que antes se espalhava em áreas naturais passa a se concentrar sobre ruas e bairros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cidade resiliente precisa reduzir a impermeabilização, criar parques inundáveis, recuperar margens de rios, preservar áreas de absorção e impedir novas construções em locais de risco elevado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Reconstruir no mesmo lugar pode reconstruir o risco</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de uma enchente, existe grande pressão para restaurar rapidamente casas, comércios, escolas e estradas. A urgência é compreensível, mas repetir a mesma ocupação pode preparar a próxima tragédia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas áreas precisam de obras de proteção. Outras podem exigir elevação de construções, mudança dos padrões de uso ou reassentamento das famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A retirada permanente de moradores deve ser realizada com diálogo, indenização adequada e oferta de habitação em locais com acesso a trabalho, escola, saúde e transporte. Simplesmente afastar famílias pobres para bairros distantes não representa uma solução socialmente justa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também é necessário impedir que terrenos desocupados por razões de segurança sejam novamente ocupados alguns anos depois. Isso exige fiscalização, destinação pública e planejamento contínuo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Abrigos improvisados não podem ser a única resposta</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante as enchentes gaúchas, milhares de pessoas foram acolhidas em escolas, ginásios, igrejas, clubes e espaços organizados por voluntários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Plano Rio Grande registrou que o Estado chegou a ter cerca de 90 mil pessoas em alojamentos durante maio de 2024. Entre os abrigados havia crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência. Uma parcela considerável dos espaços era administrada pela assistência social, mas muitos também dependiam diretamente de voluntários e organizações comunitárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A solidariedade foi fundamental, mas não pode substituir uma política pública permanente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os municípios precisam cadastrar previamente locais seguros, verificar acessibilidade, banheiros, cozinhas, energia, abastecimento de água e capacidade de acomodação. Também devem planejar separação de espaços familiares, atendimento médico, proteção de crianças, segurança das mulheres e acolhimento de animais domésticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O abrigo deve possuir gestão definida antes da emergência. Quando tudo precisa ser organizado durante o desastre, aumentam os riscos de falta de alimentos, conflitos, doenças, desinformação e desaparecimento de pessoas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Defesa Civil precisa de orçamento permanente</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas prefeituras mantêm estruturas reduzidas de Defesa Civil, com poucos servidores e equipamentos compartilhados com outras secretarias. Em períodos sem desastre, a prevenção costuma perder espaço para necessidades mais visíveis e imediatas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse modelo cria um ciclo perigoso: economiza-se na prevenção, o desastre provoca prejuízos muito maiores e, depois, são mobilizados recursos emergenciais para reconstruir o que foi destruído.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Defesa Civil municipal precisa de orçamento contínuo para capacitação, veículos, embarcações, equipamentos de comunicação, geradores, sensores, manutenção e simulações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também deve contar com equipes técnicas capazes de trabalhar com meteorologia, engenharia, geologia, assistência social, saúde, habitação e comunicação. Desastres climáticos não respeitam a divisão administrativa das secretarias.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que mudou depois das enchentes gaúchas?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A tragédia de 2024 provocou uma reorganização dos instrumentos estaduais de planejamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Plano Rio Grande incluiu propostas de ampliação das redes hidrometeorológicas, instalação de sistemas mais avançados de previsão e alerta, fortalecimento das unidades regionais de Defesa Civil, construção de centros de operações e elaboração de protocolos de contingência para áreas de risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estado também criou o Mapa Único do Plano Rio Grande, reunindo informações sobre as áreas diretamente atingidas. Esse tipo de base é importante para orientar habitação, infraestrutura, saúde, educação e reassentamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o verdadeiro teste não está na quantidade de projetos anunciados. Está na execução das obras, na manutenção dos equipamentos e na capacidade de transformar mapas técnicos em decisões urbanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um município pode conhecer perfeitamente sua mancha de inundação e, ainda assim, continuar autorizando construções no local. Pode receber um alerta preciso e não possuir veículos para retirar a população. Pode reformar uma estação de bombeamento e deixar de realizar sua manutenção alguns anos depois.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As cidades estão preparadas?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta mais honesta é: <strong>algumas estão mais preparadas do que antes, mas o conjunto das cidades brasileiras ainda não está pronto para enfrentar eventos extremos com a intensidade e a frequência que vêm sendo observadas</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expansão do Cemaden para 1.295 municípios representa avanço, mas ainda está abaixo da meta de alcançar as 2.095 cidades consideradas prioritárias para desastres geo-hidrológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Rio Grande do Sul, a maioria dos municípios atingidos afirmou possuir plano de contingência, mas parte deles não conseguiu executá-lo. Um quarto das cidades afetadas não possuía sistema de alerta, e somente 63% emitiram avisos durante a crise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência gaúcha mostrou que preparação real depende de uma sequência completa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>previsão confiável;</li>



<li>alerta compreensível;</li>



<li>equipes treinadas;</li>



<li>retirada antecipada;</li>



<li>abrigos adequados;</li>



<li>obras mantidas;</li>



<li>planejamento urbano;</li>



<li>controle da ocupação;</li>



<li>orçamento permanente;</li>



<li>reconstrução adaptada ao novo risco.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um único elo falha, os danos aumentam. Quando vários falham ao mesmo tempo, a cidade pode parar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A prevenção precisa acontecer em dias de sol</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Desastres climáticos não começam quando o rio transborda. Eles começam anos antes, quando uma área de risco é ocupada, uma galeria deixa de receber manutenção, um plano não é atualizado ou um orçamento preventivo é reduzido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma forma, a preparação não pode começar apenas quando a previsão anuncia chuva extrema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nos dias de sol que as cidades precisam testar sirenes, limpar canais, treinar equipes, mapear moradores vulneráveis, recuperar margens de rios e decidir onde não será mais permitido construir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As enchentes de 2023 e 2024 transformaram o Rio Grande do Sul em um dos exemplos mais dolorosos da nova realidade climática brasileira. A principal lição não é que toda tragédia possa ser evitada, mas que grande parte das mortes, perdas e interrupções pode ser reduzida quando prevenção, planejamento e resposta funcionam de maneira integrada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O próximo evento extremo não deverá ser tratado como surpresa. Depois do que aconteceu nas cidades gaúchas, alegar desconhecimento do risco já não é uma justificativa aceitável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Amazônia ainda perde 370 km² em um mês, apesar da queda recente no desmatamento</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/amazonia-ainda-perde-370-km%c2%b2-em-um-mes-apesar-da-queda-recente-no-desmatamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 13:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1382</guid>

					<description><![CDATA[Alertas recuaram em maio e no acumulado desde agosto, mas exploração ilegal de madeira, avanço agropecuário, incêndios e degradação continuam ameaçando a maior floresta tropical do planeta Por Redação Portal BR15 de junho de 2026 A Amazônia brasileira perdeu aproximadamente 370 quilômetros quadrados de vegetação em maio de 2026, área equivalente a 37 mil hectares. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Alertas recuaram em maio e no acumulado desde agosto, mas exploração ilegal de madeira, avanço agropecuário, incêndios e degradação continuam ameaçando a maior floresta tropical do planeta</h2>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por Redação Portal BR</strong><br /><strong>15 de junho de 2026</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">A Amazônia brasileira perdeu aproximadamente <strong>370 quilômetros quadrados de vegetação em maio de 2026</strong>, área equivalente a 37 mil hectares. Embora o número represente uma destruição significativa, os dados mais recentes não indicam aumento geral do desmatamento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo informações divulgadas com base no sistema de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, os alertas de desmatamento na Amazônia ficaram <strong>61,4% abaixo do resultado registrado em maio de 2025</strong>. Foi o menor índice já observado para o mês de maio na série utilizada pelas autoridades ambientais.¹</p>
<p class="wp-block-paragraph">No período de agosto de 2025 a maio de 2026, a redução chegou a <strong>37,5%</strong> em comparação com os mesmos dez meses do ciclo anterior.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram avanço no combate à derrubada da floresta, mas não significam que o problema esteja resolvido. Centenas de quilômetros quadrados continuam sendo eliminados, enquanto outras áreas sofrem degradação provocada por incêndios, retirada seletiva de madeira, garimpo, abertura de estradas e secas prolongadas.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Queda percentual não significa desmatamento zero</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A redução dos alertas precisa ser analisada com cautela. Uma queda de 61,4% significa que a destruição foi menor do que no mesmo mês do ano anterior, mas não que tenha deixado de ocorrer.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os 370 quilômetros quadrados identificados em maio representam uma extensão superior à área territorial de muitas cidades brasileiras. Cada região derrubada provoca perda de vegetação, fragmentação dos habitats, expulsão de animais e liberação do carbono armazenado nas árvores e no solo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A meta anunciada pelo Brasil é eliminar o desmatamento até 2030. Para que isso ocorra, as reduções anuais precisarão ser mantidas e aprofundadas, inclusive durante a estação seca, quando historicamente aumentam a derrubada, as queimadas e a dificuldade de fiscalização.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Deter e Prodes possuem funções diferentes</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Os números mensais utilizados pelas equipes de fiscalização são produzidos pelo sistema Deter, desenvolvido pelo Inpe. Sua função é localizar rapidamente alterações na cobertura vegetal e orientar operações do Ibama e de outros órgãos ambientais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O Deter funciona como um sistema de alertas. Seus dados não representam a taxa anual definitiva do desmatamento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A medição oficial é produzida pelo Prodes, também administrado pelo Inpe. O sistema analisa imagens de satélite com maior detalhamento e calcula a área de corte raso registrada entre agosto de um ano e julho do ano seguinte.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No ciclo encerrado em julho de 2025, o Prodes identificou aproximadamente <strong>5.796 quilômetros quadrados desmatados na Amazônia Legal</strong>. O resultado representou queda de 11,08% e o menor índice em 11 anos.²</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mesmo sendo o melhor resultado desde 2014, a área destruída continua elevada e mostra a distância existente entre a situação atual e a promessa de desmatamento zero.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Degradação pode não aparecer como corte raso</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O corte completo da vegetação é apenas uma das formas de destruição da floresta.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A exploração seletiva de madeira abre estradas clandestinas, derruba espécies de alto valor comercial e facilita a entrada de novos invasores. Depois da retirada das árvores mais valiosas, a área restante frequentemente é queimada e transformada em pastagem.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em uma grande operação realizada em 2025 nos estados do Amazonas, Pará e Rondônia, agentes ambientais apreenderam o equivalente a mais de 5 mil caminhões de madeira, fecharam serrarias e aplicaram milhões de reais em multas.³</p>
<p class="wp-block-paragraph">A retirada ilegal de madeira também pode ser escondida por documentos falsos ou por projetos de manejo utilizados para “esquentar” produtos extraídos de áreas protegidas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Essa degradação nem sempre é contabilizada imediatamente como desmatamento por corte raso, mas reduz a capacidade da floresta de armazenar carbono, produzir umidade e resistir aos incêndios.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Incêndios tornam a floresta mais vulnerável</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O fogo não faz parte do funcionamento natural da floresta amazônica úmida. A maioria dos incêndios é iniciada por ação humana, especialmente para limpar áreas anteriormente derrubadas ou renovar pastagens.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Durante períodos de seca extrema, as chamas escapam para áreas de floresta ainda em pé. O fogo mata árvores, abre o dossel e deixa o ambiente mais seco, aumentando a possibilidade de novos incêndios nos anos seguintes.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Forma-se, assim, um ciclo de degradação: a seca favorece o fogo, o fogo enfraquece a floresta e a floresta degradada se torna ainda mais suscetível à falta de chuva e às altas temperaturas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Estudos e levantamentos ambientais alertam que a degradação provocada por incêndios, exploração madeireira e secas já atinge uma parcela expressiva da Amazônia e pode superar, em determinados períodos, os danos causados pelo corte raso.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Expansão agropecuária permanece como pressão</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A transformação da floresta em áreas destinadas à produção agropecuária permanece entre os principais vetores do desmatamento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em muitos casos, o processo começa com a retirada da madeira comercial, seguida pela queima da vegetação restante e pela formação de pastagens. Posteriormente, essas terras podem ser revendidas ou destinadas a outras culturas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Relatórios internacionais publicados em 2026 apontam que a expansão agrícola continua sendo o principal fator de perda de florestas tropicais no mundo. Também existem preocupações com mudanças em acordos privados que impediam a compra de soja cultivada em áreas recentemente desmatadas na Amazônia.⁴</p>
<p class="wp-block-paragraph">A produção de alimentos não precisa depender da abertura de novas áreas. Especialistas defendem o aproveitamento de terras já desmatadas e degradadas, o aumento da produtividade e a rastreabilidade das cadeias de carne, soja e madeira.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Terras indígenas e áreas protegidas são barreiras</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Terras indígenas, unidades de conservação e florestas públicas desempenham papel estratégico na manutenção da vegetação.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Quando essas áreas possuem fiscalização, demarcação e presença permanente do Estado, tornam-se barreiras contra grilagem, garimpo, exploração madeireira e ocupações ilegais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, a ausência de regularização fundiária facilita a apropriação de terras públicas. Áreas são invadidas, desmatadas e utilizadas para tentar comprovar uma posse que não existia anteriormente.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Combater a destruição exige identificar os responsáveis financeiros, e não apenas os trabalhadores encontrados operando máquinas ou transportando madeira. As investigações precisam alcançar empresas, compradores, intermediários e proprietários que lucram com o desmatamento.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Impacto chega à agricultura e às cidades</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A preservação da Amazônia não interessa apenas aos moradores da Região Norte.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A floresta libera grandes volumes de umidade na atmosfera, contribuindo para a formação de chuvas que alcançam outras regiões do Brasil. A alteração desse sistema pode afetar lavouras, reservatórios de água, geração hidrelétrica e abastecimento urbano.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A derrubada e as queimadas também liberam gases de efeito estufa, intensificando o aquecimento global. O desmatamento permanece entre as principais fontes das emissões brasileiras.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Quanto maior a temperatura, maior a possibilidade de secas, ondas de calor e incêndios intensos. Os efeitos ambientais, portanto, também se transformam em prejuízos econômicos e sociais.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Fiscalização precisa ser permanente</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A queda registrada nos últimos meses mostra que políticas públicas, monitoramento por satélite e operações de fiscalização podem produzir resultados.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, ações temporárias não são suficientes. O combate ao desmatamento exige orçamento, servidores, equipamentos, integração entre órgãos e punição efetiva aos responsáveis.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Também são necessárias alternativas econômicas para as populações locais. Bioeconomia, manejo sustentável, turismo comunitário, recuperação de áreas degradadas e valorização dos produtos da floresta podem gerar renda sem destruir a vegetação.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A proteção da Amazônia não deve ser tratada como obstáculo ao desenvolvimento. A própria floresta oferece serviços ambientais essenciais para a agricultura, a energia, o abastecimento de água e a estabilidade climática.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Redução precisa continuar</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Os números mais recentes são positivos, mas não autorizam o Brasil a reduzir a vigilância.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em apenas um mês, 370 quilômetros quadrados desapareceram. Ao mesmo tempo, extensas regiões continuam sofrendo com exploração ilegal, fogo e degradação.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O desafio agora é transformar uma queda temporária em tendência permanente. Para alcançar o desmatamento zero até 2030, será necessário impedir novas invasões, responsabilizar os financiadores dos crimes ambientais e criar oportunidades econômicas para quem mantém a floresta em pé.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A Amazônia ainda perde território todos os dias. A redução dos índices representa uma conquista, mas o verdadeiro resultado somente será alcançado quando a destruição deixar de fazer parte do modelo de ocupação e desenvolvimento da região.</p>
<p class="wp-block-paragraph">
<hr>
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			</item>
		<item>
		<title>Cidades precisam trazer a floresta de volta para enfrentar calor e eventos extremos, alertam pesquisadores</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/cidades-precisam-trazer-a-floresta-de-volta-para-enfrentar-calor-e-eventos-extremos-alertam-pesquisadores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 13:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1365</guid>

					<description><![CDATA[Especialistas defendem mais arborização, redução de áreas asfaltadas e recuperação de rios urbanos. Debate ganha urgência diante da previsão de temperaturas acima da média e dos impactos crescentes das mudanças climáticas no Brasil. Por Redação Portal BR13 de junho de 2026 As florestas, os rios e as áreas verdes precisam deixar de ser tratados como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><strong>Especialistas defendem mais arborização, redução de áreas asfaltadas e recuperação de rios urbanos. Debate ganha urgência diante da previsão de temperaturas acima da média e dos impactos crescentes das mudanças climáticas no Brasil.</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por Redação Portal BR</strong><br /><strong>13 de junho de 2026</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">As florestas, os rios e as áreas verdes precisam deixar de ser tratados como elementos separados das cidades e passar a ocupar posição central no planejamento urbano brasileiro. A avaliação é de pesquisadores reunidos no Seminário Internacional Transmutar, realizado pelo Instituto Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O debate ganhou destaque neste sábado, 13 de junho, ao propor uma mudança profunda na forma como os centros urbanos são organizados. Em vez de cidades dominadas por asfalto, concreto e veículos, especialistas defendem bairros mais arborizados, edifícios integrados à vegetação e sistemas eficientes de transporte coletivo.</p>
<h2 class="wp-block-heading">As chamadas “fitópolis”</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Um dos conceitos apresentados no encontro foi o das <strong>fitópolis</strong>, cidades planejadas a partir de princípios observados na organização das plantas e dos ecossistemas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A proposta foi defendida pelo pesquisador italiano Stefano Mancuso, fundador do Laboratório Internacional de Neurobiologia Vegetal da Universidade de Florença. Segundo ele, as cidades devem funcionar como organismos capazes de se adaptar às mudanças ambientais, reduzir temperaturas e melhorar a qualidade de vida.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mancuso sustenta que a substituição de aproximadamente 20% das superfícies asfaltadas por áreas arborizadas já produziria benefícios importantes. Em um modelo urbano considerado ideal pelo pesquisador, a cobertura vegetal chegaria a pelo menos 60%, acompanhada por transporte público eficiente e pela redução progressiva dos veículos movidos a combustíveis fósseis.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Árvores e outras formas de vegetação ajudam a diminuir a temperatura das ruas, oferecem sombra, absorvem parte da água das chuvas e armazenam carbono. Também podem contribuir para a melhoria da qualidade do ar e para a formação de corredores ecológicos destinados à fauna urbana.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Conhecimento antigo da Amazônia</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O arqueólogo e antropólogo Eduardo Góes Neves, professor da Universidade de São Paulo, lembrou que a integração entre áreas habitadas e florestas não é uma ideia recente.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas arqueológicas identificaram formas de urbanização indígena desenvolvidas há cerca de 2,5 mil anos no atual território do Acre. Em períodos posteriores, sistemas semelhantes se espalharam por diferentes regiões da Amazônia.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Esses assentamentos mantinham áreas de moradia, cultivo e circulação interligadas a bosques e outros espaços naturais. Ao contrário de muitos centros urbanos modernos, não procuravam expulsar completamente a natureza do território ocupado.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para o pesquisador, essas experiências podem ajudar o Brasil a pensar em “cidades-jardins”, nas quais florestas, rios e população façam parte de um mesmo planejamento. Ele também chama atenção para a desigualdade ambiental: bairros de maior renda costumam apresentar mais árvores e áreas verdes, enquanto comunidades vulneráveis enfrentam maior exposição ao calor e à ausência de infraestrutura.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Calor aumenta pressão sobre as cidades</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A discussão ocorre em um mês no qual as temperaturas devem permanecer acima da média histórica em grande parte do país. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia indica elevação térmica em todas as regiões durante junho, com aumentos que podem chegar a 1,5°C acima da média em determinadas áreas do Sudeste, Sul e Centro-Oeste.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ondas de calor, chuvas intensas, enchentes e períodos prolongados de seca ampliam a pressão sobre sistemas urbanos de drenagem, abastecimento de água, energia, saúde e transporte.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O próprio Ministério do Meio Ambiente reconhece que secas na Amazônia, aumento da aridez no Nordeste, ondas de calor no Sudeste e Centro-Oeste e inundações como as registradas no Rio Grande do Sul exigem novas políticas de prevenção e adaptação.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O Programa Cidades Verdes Resilientes, coordenado pelo governo federal, pretende aproximar desenvolvimento urbano sustentável, adaptação climática e justiça socioambiental. A implementação, entretanto, depende da adesão dos municípios, da disponibilidade de recursos e da continuidade dos projetos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Desmatamento diminui, mas pressão continua</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O Brasil encerrou 2025 com redução de 20,6% na área de vegetação nativa desmatada em comparação com o ano anterior. Foi a primeira vez desde 2019 que o total anual ficou abaixo de 1 milhão de hectares.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar da melhora, o país ainda perdeu 984.794 hectares de vegetação nativa durante o ano — média aproximada de 2.698 hectares por dia. Amazônia e Cerrado concentraram mais de 84% de toda a área desmatada, e a expansão agropecuária permaneceu como o principal vetor de pressão.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os números mostram que a proteção ambiental precisa ocorrer simultaneamente dentro e fora dos centros urbanos. Preservar grandes biomas é fundamental, mas ampliar a arborização das cidades, recuperar margens de rios, proteger nascentes e reduzir a impermeabilização do solo também são medidas essenciais.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Planejamento precisa sair do papel</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Transformar cidades brasileiras em espaços mais verdes exigirá ações permanentes, e não apenas campanhas de plantio de árvores. Especialistas apontam a necessidade de inventários da arborização, escolha adequada das espécies, manutenção das mudas, criação de parques, recuperação de cursos d’água e revisão das regras de ocupação do solo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O Instituto Inhotim é citado como exemplo de recuperação ambiental. Localizado em uma área de transição entre Mata Atlântica e Cerrado, o espaço já regenerou 75 hectares de floresta nativa e conserva mais de mil espécies de plantas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O desafio agora é transportar essas experiências para as cidades, especialmente para as regiões periféricas. Diante do aumento das temperaturas e da frequência de eventos extremos, a arborização urbana deixa de ser apenas uma questão estética e passa a ser considerada infraestrutura essencial para a saúde, a segurança e a qualidade de vida da população.</p>
<p class="wp-block-paragraph">
<hr>
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			</item>
		<item>
		<title>El Niño se aproxima e coloca o Brasil em alerta para chuvas intensas, secas e temperaturas elevadas</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/el-nino-se-aproxima-e-coloca-o-brasil-em-alerta-para-chuvas-intensas-secas-e-temperaturas-elevadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 12:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1335</guid>

					<description><![CDATA[Aquecimento do Oceano Pacífico avança rapidamente, e organismos meteorológicos apontam alta probabilidade de formação do fenômeno ainda em 2026; efeitos podem atingir agricultura, energia, cidades e saúde pública As condições para a formação de um novo episódio de El Niño estão se fortalecendo no Oceano Pacífico Equatorial. Dados divulgados nesta terça-feira, 9 de junho de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Aquecimento do Oceano Pacífico avança rapidamente, e organismos meteorológicos apontam alta probabilidade de formação do fenômeno ainda em 2026; efeitos podem atingir agricultura, energia, cidades e saúde pública</h2>
<p class="wp-block-paragraph">As condições para a formação de um novo episódio de <strong>El Niño</strong> estão se fortalecendo no Oceano Pacífico Equatorial. Dados divulgados nesta terça-feira, <strong>9 de junho de 2026</strong>, pelo Instituto Nacional de Meteorologia mostram que as águas do Pacífico Tropical estão aquecendo rapidamente, aproximando o sistema climático dos critérios utilizados para confirmar o fenômeno.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na região conhecida como Niño 3.4, uma das principais áreas utilizadas no monitoramento, a anomalia média da temperatura da superfície do mar passou de <strong>–0,03 °C em abril para 0,49 °C em maio</strong>. Na primeira semana de junho, o valor chegou a aproximadamente <strong>0,7 °C acima da média</strong>, indicando condições oceânicas favoráveis ao desenvolvimento do El Niño.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar desse aquecimento, o fenômeno ainda precisa apresentar persistência e uma resposta consistente da atmosfera para ser oficialmente caracterizado. Até o boletim mais recente da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, o sistema permanecia tecnicamente em condição neutra, embora muito próximo da transição.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Probabilidade chega a 80% nos próximos meses</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A Organização Meteorológica Mundial estima em <strong>80% a probabilidade de formação do El Niño entre junho e agosto de 2026</strong>. A possibilidade de continuidade do fenômeno até pelo menos novembro se aproxima ou ultrapassa 90%, segundo os modelos climáticos reunidos pela entidade.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A NOAA apresenta uma projeção semelhante. O centro climático norte-americano calcula <strong>82% de chance de surgimento do El Niño entre maio e julho</strong>, com possibilidade de 96% de permanência entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ainda existe incerteza sobre a intensidade máxima. A Organização Meteorológica Mundial informa que a maior parte dos modelos indica um episódio pelo menos moderado, com possibilidade de alcançar intensidade forte. A NOAA ressalta, porém, que nenhum nível de intensidade individual superava 37% de probabilidade em seu boletim de maio.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Essa diferença reforça que previsões sazonais trabalham com probabilidades. Um El Niño forte aumenta a possibilidade de determinados impactos, mas não determina sozinho onde, quando ou com qual intensidade ocorrerão secas, tempestades e ondas de calor.</p>
<h2 class="wp-block-heading">O que é o El Niño</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O El Niño é a fase quente do fenômeno climático chamado <strong>El Niño–Oscilação Sul</strong>, conhecido pela sigla ENOS. Ele ocorre quando as águas superficiais do Pacífico Equatorial central e oriental ficam persistentemente mais quentes do que a média e essa alteração passa a modificar os ventos e a circulação atmosférica.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em condições normais, os ventos alísios empurram parte das águas superficiais mais aquecidas em direção ao oeste do Pacífico. Quando esses ventos enfraquecem ou mudam de comportamento, o calor permanece ou se desloca para o centro e o leste do oceano.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Essa transformação interfere na formação de nuvens, na distribuição das chuvas e na circulação de massas de ar em diferentes partes do planeta. Os episódios normalmente surgem em intervalos irregulares, duram cerca de nove a 12 meses e costumam atingir sua intensidade máxima entre novembro e fevereiro.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Sul pode enfrentar chuva acima da média</h2>
<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, um dos efeitos históricos mais conhecidos do El Niño é o aumento das chuvas na Região Sul, principalmente durante o inverno e a primavera.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O fenômeno pode intensificar o transporte de umidade da Amazônia para o Sul do país, fortalecer correntes de vento em diferentes níveis da atmosfera e favorecer a permanência de frentes frias e sistemas de baixa pressão. Esse conjunto aumenta a possibilidade de tempestades, elevados acumulados de chuva, inundações e períodos prolongados de solo encharcado.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para o trimestre entre maio e julho de 2026, o INMET já identifica maior probabilidade de chuva acima da média no Rio Grande do Sul. As temperaturas, no curto prazo, devem permanecer mais próximas da média histórica, embora o cenário possa mudar conforme a evolução do Pacífico e do Atlântico.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O histórico das chuvas extremas de abril e maio de 2024 reforça a necessidade de cautela. Naquela ocasião, a fase final de um El Niño forte contribuiu para intensificar o transporte de umidade e a permanência de frentes frias sobre o Rio Grande do Sul. O desastre, entretanto, resultou da combinação do fenômeno com o aquecimento do Atlântico e bloqueios atmosféricos, e não de uma única causa.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Norte e Nordeste podem ter redução das chuvas</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Enquanto o Sul tende a apresentar maior volume de precipitação, áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar condições mais secas durante episódios de El Niño.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O fenômeno costuma aumentar a possibilidade de redução das chuvas na faixa norte dessas regiões, afetando rios, reservatórios, abastecimento de água, agricultura e geração de energia. Partes do Centro-Oeste e do Sudeste também podem registrar maior frequência de veranicos, especialmente durante a primavera e o início do verão.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os efeitos, contudo, não acontecem de maneira uniforme. Uma mesma região pode apresentar excesso de chuva em determinado período e estiagem em outro. A intensidade também depende da temperatura dos oceanos Atlântico e Índico e da atuação de outros sistemas atmosféricos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Agricultura precisará acompanhar o clima</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A agricultura está entre as atividades mais sensíveis ao El Niño.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No Sul, chuva excessiva pode encharcar o solo, favorecer doenças causadas por fungos, prejudicar a aplicação de produtos, atrasar o plantio e dificultar a entrada de máquinas nas lavouras. Culturas de inverno, como trigo e aveia, podem sofrer principalmente durante a floração, o enchimento dos grãos e a maturação.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O excesso de umidade também pode comprometer a qualidade dos grãos e dificultar a colheita. Nas lavouras de verão, a chuva pode melhorar inicialmente a disponibilidade de água, mas acumulados excessivos elevam os riscos de erosão, doenças e perdas produtivas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No Norte, Nordeste e em partes do Centro-Oeste e Sudeste, o problema pode ser o inverso. Menor regularidade das chuvas e períodos prolongados de estiagem podem prejudicar a implantação das lavouras de soja e milho e reduzir a produtividade de cultivos que dependem exclusivamente da chuva.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Produtores, cooperativas e órgãos de assistência técnica deverão acompanhar previsões atualizadas, disponibilidade de água no solo, calendários agrícolas e condições fitossanitárias.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Energia e abastecimento também podem ser afetados</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Uma nota técnica conjunta do INPE, INMET, Funceme e Censipam alerta que eventos extremos associados ao El Niño podem afetar o abastecimento de água, a segurança alimentar, a produção de energia, a mobilidade urbana, a saúde pública e diferentes atividades econômicas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em áreas com estiagem, reservatórios de hidrelétricas podem receber menor volume de água, aumentando a pressão sobre o sistema elétrico e a necessidade de utilização de fontes de geração mais caras.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, chuvas intensas podem provocar danos em redes elétricas, estradas, pontes, portos, sistemas de drenagem e serviços de comunicação. Empresas também podem enfrentar interrupções logísticas, atrasos no transporte e aumento dos custos de seguros e manutenção.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Calor merece atenção</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O El Niño normalmente contribui para elevar a temperatura média global. A Organização Meteorológica Mundial prevê temperaturas acima da média em grande parte do planeta entre junho e agosto de 2026.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O aquecimento provocado pelo fenômeno ocorre sobre uma atmosfera que já apresenta temperaturas elevadas em razão das mudanças climáticas. Embora não existam evidências conclusivas de que o aquecimento global esteja tornando o El Niño mais frequente, uma atmosfera e oceanos mais quentes podem ampliar alguns de seus efeitos, fornecendo mais calor e umidade para ondas de calor e chuvas extremas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Temperaturas elevadas podem aumentar os riscos de desidratação, problemas respiratórios e cardiovasculares, especialmente entre idosos, crianças, trabalhadores expostos ao sol e pessoas com doenças preexistentes.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Fenômeno não significa desastre inevitável</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A formação do El Niño não significa que todas as regiões enfrentarão eventos extremos, nem permite prever com meses de antecedência onde ocorrerá uma enchente ou uma seca severa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Previsões climáticas indicam tendências para períodos mais longos e grandes áreas. Já a previsão do tempo consegue detalhar chuvas, tempestades e temperaturas com maior precisão apenas quando os eventos se aproximam.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Cada El Niño possui características próprias. A localização das águas mais aquecidas, a intensidade, a duração e a interação com outros oceanos podem alterar significativamente seus efeitos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Por essa razão, meteorologistas recomendam acompanhar boletins oficiais e evitar interpretações alarmistas baseadas apenas no nome do fenômeno.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Planejamento deve começar antes dos extremos</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A alta probabilidade de formação do El Niño oferece uma oportunidade para governos, empresas e comunidades anteciparem medidas de prevenção.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Municípios podem revisar planos de contingência, limpar redes de drenagem, monitorar encostas, preparar abrigos e atualizar sistemas de alerta. Estados precisam avaliar rodovias, pontes, barragens e estruturas de defesa civil.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No campo, o planejamento envolve análise do solo, escolha de cultivares, manejo de doenças, conservação de água e revisão dos períodos de plantio e colheita.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Empresas de energia, transportes, alimentos, seguros e construção também devem considerar diferentes cenários climáticos em suas decisões.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A previsão não elimina o risco, mas permite reduzir danos. O possível retorno do El Niño em 2026 mostra que a adaptação climática deixou de ser apenas um tema ambiental e passou a representar uma necessidade econômica, social e de segurança pública.</p>
<p class="wp-block-paragraph">
<hr>
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			</item>
		<item>
		<title>Dia Mundial dos Oceanos coloca poluição plástica e proteção da costa no centro do debate ambiental</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/dia-mundial-dos-oceanos-coloca-poluicao-plastica-e-protecao-da-costa-no-centro-do-debate-ambiental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 13:43:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[Tema de 2026 propõe uma nova relação entre sociedade e ambiente marinho. No Brasil, Semana do Meio Ambiente começa nesta segunda-feira com debates sobre oceanos, clima, resíduos e conservação da biodiversidade. Por Portal BR — 8 de junho de 2026 O Dia Mundial dos Oceanos, celebrado nesta segunda-feira, 8 de junho, chama a atenção para [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tema de 2026 propõe uma nova relação entre sociedade e ambiente marinho. No Brasil, Semana do Meio Ambiente começa nesta segunda-feira com debates sobre oceanos, clima, resíduos e conservação da biodiversidade.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por Portal BR — 8 de junho de 2026</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Dia Mundial dos Oceanos, celebrado nesta segunda-feira, 8 de junho, chama a atenção para a necessidade de proteger os mares diante do avanço da poluição, das mudanças climáticas, da exploração desordenada dos recursos naturais e da perda de biodiversidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2026, a campanha das Nações Unidas tem como tema <strong>“Reimaginar nossa relação com o oceano”</strong>. A proposta é aproximar a sociedade de um ambiente que, embora muitas vezes pareça distante da rotina urbana, influencia diretamente o clima, a alimentação, a economia, a produção de oxigênio e a qualidade de vida no planeta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mobilização internacional ocorre em um momento no qual governos, pesquisadores e organizações ambientais defendem mudanças mais rápidas na forma como os recursos marinhos são utilizados. A mensagem central é que o oceano não deve ser visto apenas como uma fonte de matérias-primas, alimentos e rotas comerciais, mas como um sistema essencial à manutenção da vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Semana do Meio Ambiente começa com foco no oceano</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a Semana Nacional do Meio Ambiente de 2026 começou nesta segunda-feira e seguirá até quinta-feira, 11 de junho, na Biblioteca Nacional de Brasília.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro dia da programação tem como tema <strong>“Oceano, território e vida”</strong>. O evento reúne debates, oficinas, exposições, atividades culturais e experiências educativas sobre clima, adaptação, proteção dos oceanos, combate à poluição por plástico, conservação ambiental, sociobioeconomia e financiamento climático.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o lema “Cuidar do Meio Ambiente é Cuidar da Vida”, a iniciativa procura mostrar que a proteção da natureza está ligada à saúde pública, à segurança alimentar, à geração de renda e ao desenvolvimento das próximas gerações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os debates também reforçam que os problemas ambientais não podem ser tratados de maneira isolada. Resíduos descartados nas cidades podem alcançar rios e chegar ao mar, enquanto alterações climáticas ocorridas nos oceanos influenciam chuvas, temperaturas e eventos extremos em diferentes regiões do país.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Plástico ameaça animais, pesca e turismo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A poluição marinha por resíduos sólidos, especialmente pelo plástico, permanece entre os principais desafios ambientais enfrentados pelos oceanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sacolas, garrafas, embalagens, redes de pesca e pequenos fragmentos podem permanecer no ambiente durante longos períodos. Animais marinhos correm o risco de ingerir esses materiais ou ficar presos em resíduos descartados de maneira inadequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério do Meio Ambiente alerta que o lixo no mar prejudica a biodiversidade, os serviços prestados pelos ecossistemas, a saúde humana, a pesca, a navegação e o turismo. A solução depende de ações coordenadas que envolvam coleta adequada, reciclagem, saneamento, fiscalização, educação ambiental e redução do consumo de produtos descartáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema possui dimensão mundial. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, aproximadamente 7 bilhões das 9,2 bilhões de toneladas de plástico produzidas entre 1950 e 2017 transformaram-se em resíduos, destinados a aterros, lixões ou dispersos no ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de microplásticos aumenta a preocupação porque partículas muito pequenas podem ser encontradas na água, nos sedimentos e em organismos marinhos. A prevenção precisa começar antes que o resíduo chegue ao oceano, com políticas de economia circular e responsabilidade compartilhada entre fabricantes, comércio, governos e consumidores.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Proteção marinha avança no litoral gaúcho</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos avanços recentes da conservação brasileira ocorreu no litoral sul do Rio Grande do Sul, com a criação de novas unidades de conservação na região do Albardão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A área abriga ecossistemas utilizados para alimentação, reprodução e crescimento de espécies ameaçadas. Entre elas estão a toninha — considerada o golfinho mais ameaçado do Atlântico Sul Ocidental —, além de tartarugas, tubarões, raias, aves migratórias e outros mamíferos marinhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Área de Proteção Ambiental do Albardão possui aproximadamente 56 mil hectares e procura conciliar conservação com atividades tradicionais, especialmente a pesca artesanal. O projeto também prevê oportunidades ligadas ao ecoturismo e ao desenvolvimento sustentável das comunidades costeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a ampliação, cerca de <strong>26,73% da Zona Econômica Exclusiva brasileira</strong> passou a estar sob alguma forma de proteção marinha. A meta internacional assumida pelo país é chegar a pelo menos 30% dos ambientes marinhos protegidos até 2030.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio não se resume, entretanto, à criação das áreas. Para produzir resultados, as unidades precisam de planos de manejo, fiscalização, pesquisa científica, recursos financeiros e participação das comunidades que vivem e trabalham nos territórios protegidos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mudanças climáticas aumentam riscos na zona costeira</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As mudanças climáticas ampliam os riscos enfrentados pelos ambientes costeiros e marinhos. Elevação do nível do mar, erosão, aquecimento da água, acidificação, chuvas intensas e alteração das correntes podem afetar cidades, portos, praias, manguezais, recifes e comunidades pesqueiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Plano Temático de Oceano e Zona Costeira do Governo Federal reconhece que os impactos climáticos estão transformando esses ecossistemas e criando ameaças à biodiversidade e às populações que dependem diretamente deles. O documento defende uma abordagem integrada entre políticas ambientais, urbanas, econômicas e sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O monitoramento climático também aponta elevada probabilidade de formação do El Niño em 2026, embora sua intensidade ainda não possa ser prevista com segurança. Para a Região Sul, os especialistas indicam tendência de chuvas acima da média e risco de eventos extremos associados a inundações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A adaptação das cidades costeiras exige planejamento urbano, preservação de dunas, restingas e manguezais, melhoria da drenagem, saneamento e regras para ocupação de áreas vulneráveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Oceano também sustenta atividades econômicas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A proteção ambiental não representa um obstáculo à economia. Pelo contrário, a degradação dos oceanos pode gerar prejuízos para a pesca, o turismo, o transporte marítimo, a produção de alimentos e a infraestrutura das cidades costeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Praias limpas atraem visitantes e fortalecem restaurantes, pousadas, hotéis, passeios e pequenos negócios. Ecossistemas preservados ajudam a proteger a costa contra tempestades, oferecem abrigo para espécies comerciais e mantêm atividades tradicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse conjunto de atividades compõe a chamada economia azul, baseada no uso sustentável dos recursos oceânicos. Para que ela seja duradoura, o crescimento econômico precisa respeitar os limites ambientais e garantir benefícios às comunidades locais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Responsabilidade começa longe da praia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A proteção dos oceanos não depende apenas das pessoas que vivem no litoral. Resíduos descartados em ruas, córregos e rios podem percorrer grandes distâncias até chegar ao mar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as atitudes individuais estão reduzir o uso de plásticos descartáveis, separar materiais recicláveis, não abandonar resíduos em espaços públicos e participar de ações comunitárias de limpeza e educação ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As medidas pessoais, porém, precisam ser acompanhadas de políticas públicas. Universalização do saneamento, coleta seletiva, logística reversa, fiscalização e redução da geração de resíduos são indispensáveis para enfrentar o problema em escala nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste 8 de junho, o Dia Mundial dos Oceanos reforça que a conservação marinha está diretamente relacionada ao futuro das cidades, da economia e da vida humana. Reimaginar essa relação significa deixar de tratar o oceano como destino final de resíduos e reconhecer seu papel como patrimônio ambiental, social e econômico.</p>
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		<title>Após Dia Mundial do Meio Ambiente, Brasil reforça alerta para mudanças climáticas e incêndios florestais</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/apos-dia-mundial-do-meio-ambiente-brasil-reforca-alerta-para-mudancas-climaticas-e-incendios-florestais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 18:12:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[Com o início do período de maior risco de queimadas, país amplia ações preventivas enquanto eventos extremos, desmatamento e perda de biodiversidade permanecem entre os principais desafios ambientais. Por Portal BR — 6 de junho de 2026 Um dia após a celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, o Brasil chega a este sábado, 6 [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Com o início do período de maior risco de queimadas, país amplia ações preventivas enquanto eventos extremos, desmatamento e perda de biodiversidade permanecem entre os principais desafios ambientais.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por Portal BR — 6 de junho de 2026</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dia após a celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, o Brasil chega a este sábado, 6 de junho, diante de um cenário que combina avanços no combate ao desmatamento e às queimadas com a necessidade de acelerar medidas de adaptação às mudanças climáticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Celebrado mundialmente em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente de 2026 teve como tema central a <strong>ação climática</strong>. As atividades internacionais foram sediadas em Baku, no Azerbaijão, com a campanha destacando a urgência de reduzir emissões, proteger ecossistemas e preparar cidades e comunidades para eventos extremos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o tema ganha importância especial diante do aumento da frequência de períodos de seca, ondas de calor, chuvas intensas e incêndios florestais. Uma pesquisa divulgada em maio apontou que <strong>85% dos brasileiros já percebem efeitos das mudanças climáticas em seu cotidiano</strong>, enquanto 46% consideram esses impactos intensos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Prevenção aos incêndios entra no centro das atenções</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com a aproximação do período mais seco em diferentes regiões do país, o Governo Federal iniciou a organização das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em maio, mais de 20 órgãos federais participaram da primeira reunião do ano da Sala de Situação sobre Incêndios Florestais. A iniciativa, coordenada pela Casa Civil e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, procura integrar monitoramento, fiscalização, brigadas, Defesa Civil e assistência às populações atingidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento antecipado ocorre porque o fogo pode se espalhar rapidamente durante períodos de baixa umidade, altas temperaturas e vegetação seca. Além de destruir áreas naturais, os incêndios afetam a qualidade do ar, ameaçam animais silvestres e podem causar problemas respiratórios na população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente indicam que as áreas queimadas no Brasil durante 2025 ficaram <strong>39% abaixo da média dos oito anos anteriores</strong>. O resultado foi considerado positivo, mas não elimina o risco de novos episódios graves durante o segundo semestre de 2026.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Alertas de desmatamento apresentam redução</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O combate à retirada ilegal de vegetação também permanece entre as prioridades da política ambiental brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, as áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia Legal totalizaram aproximadamente 1.324 quilômetros quadrados. O volume representou uma redução de <strong>35%</strong> em comparação com o mesmo período anterior. No Cerrado, a diminuição foi de 6%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A queda é um sinal favorável, mas os números ainda representam uma perda expressiva de vegetação nativa. O desmatamento destrói habitats, reduz a biodiversidade, interfere no regime de chuvas, favorece a erosão do solo e aumenta a emissão de gases responsáveis pelo aquecimento global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O monitoramento por satélite realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais permite localizar áreas de desmatamento, degradação e incêndios. Os alertas fornecidos pelos sistemas do Inpe são utilizados para direcionar operações de fiscalização em diferentes biomas brasileiros.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mudanças climáticas afetam cidades e atividades econômicas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os impactos ambientais não ficam restritos às florestas. Nas cidades, o aumento das temperaturas pode ampliar as chamadas ilhas de calor, enquanto a ocupação inadequada do solo e a falta de drenagem tornam determinadas regiões mais vulneráveis a alagamentos e deslizamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na agricultura, alterações no regime de chuvas podem reduzir a produtividade, aumentar os custos de produção e afetar os preços dos alimentos. Secas prolongadas também pressionam o abastecimento de água e a geração de energia hidrelétrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas áreas costeiras, a elevação do nível do mar, a erosão e a poluição representam ameaças a ecossistemas, comunidades e atividades econômicas ligadas à pesca e ao turismo. A proximidade do Dia Mundial dos Oceanos, celebrado em 8 de junho, amplia o debate sobre a necessidade de reduzir o descarte de resíduos e proteger a biodiversidade marinha.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Semana do Meio Ambiente terá programação nacional</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério do Meio Ambiente promoverá, entre os dias <strong>8 e 11 de junho</strong>, uma programação gratuita na Biblioteca Nacional de Brasília.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o tema <strong>“Cuidar do Meio Ambiente é Cuidar da Vida”</strong>, a Semana Nacional do Meio Ambiente de 2026 terá painéis, oficinas, exposições, sessões de cinema, atividades infantis e experiências interativas. O objetivo é aproximar a população dos debates sobre conservação, clima, qualidade de vida e desenvolvimento sustentável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A programação reforça que a proteção ambiental não depende apenas da atuação dos órgãos públicos. Empresas, comunidades, produtores rurais, instituições de ensino e consumidores também desempenham papel importante na redução de impactos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sustentabilidade precisa fazer parte das decisões econômicas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O debate ambiental está cada vez mais relacionado ao desenvolvimento econômico. Empresas que adotam eficiência energética, reaproveitamento de materiais, redução de desperdícios e tratamento correto de resíduos podem diminuir custos e aumentar sua competitividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o país, preservar florestas e recursos hídricos também significa proteger a agricultura, a geração de energia, o turismo e o abastecimento das cidades. O desafio é conciliar crescimento econômico, geração de empregos e conservação dos recursos naturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A transição para uma economia de baixo carbono exige investimentos em energia limpa, transporte coletivo, saneamento, recuperação de áreas degradadas e tecnologias capazes de reduzir emissões. Também depende de fiscalização ambiental, planejamento urbano e políticas públicas permanentes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ações individuais também fazem diferença</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Atitudes cotidianas não substituem as responsabilidades dos governos e das grandes empresas, mas ajudam a reduzir o impacto ambiental. Separar resíduos, evitar o desperdício de água e alimentos, reduzir o consumo de produtos descartáveis e priorizar meios de transporte menos poluentes são algumas medidas possíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste 6 de junho, a mensagem deixada pelo Dia Mundial do Meio Ambiente é que o enfrentamento da crise climática não pode ficar restrito a uma única data. O resultado dependerá de ações contínuas, monitoramento científico e decisões capazes de transformar compromissos ambientais em medidas concretas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Minha Coleta lança plataforma em blockchain para rastrear e certificar créditos de logística reversa</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/minha-coleta-lanca-plataforma-em-blockchain-para-rastrear-e-certificar-creditos-de-logistica-reversa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2025 00:26:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Tecnologia registra créditos como NFTs e emite certificados digitais imutáveis, aumentando a transparência e coibindo fraudes como a dupla contagem A greentech brasileira Minha Coleta anunciou uma plataforma de blockchain para gestão de resíduos que rastreia e certifica créditos de logística reversa por meio de NFTs e certificados digitais imutáveis. O objetivo é dar transparência [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Tecnologia registra créditos como NFTs e emite certificados digitais imutáveis, aumentando a transparência e coibindo fraudes como a dupla contagem</p>



<p class="wp-block-paragraph">A greentech brasileira Minha Coleta anunciou uma plataforma de blockchain para gestão de resíduos que rastreia e certifica créditos de logística reversa por meio de NFTs e certificados digitais imutáveis. O objetivo é dar transparência de ponta a ponta à cadeia da reciclagem e evitar fraudes, como a dupla contagem de material.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a empresa, a solução roda sobre a Hyperledger Besu, um cliente Ethereum voltado a aplicações corporativas, permitindo registros auditáveis e à prova de manipulação. A escolha do Besu alinha a plataforma a padrões abertos amplamente usados no mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do registro e certificação, a plataforma funciona também como um marketplace para negociação dos créditos ambientais entre coletores, operadores e empresas obrigadas a comprovar metas de logística reversa, tudo com lastro em dados registrados em blockchain.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A impressão digital única de cada crédito (via NFT) e o histórico imutável de transferências ajudam a coibir a dupla contagem e outras irregularidades, oferecendo rastreabilidade “do gerador ao destino final”. A proposta é acelerar a economia circular e simplificar as auditorias regulatórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista tecnológico, o uso da pilha Besu, mantida sob a guarda da LF Decentralized Trust (ex-Hyperledger Foundation), aproxima a solução dos ecossistemas que o Brasil vem consolidando para tokenização e infraestrutura de confiança, incluindo iniciativas citadas no mercado como RBB e Drex.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para empresas e municípios, a promessa é reduzir custos operacionais, automatizar conformidade e integrar dados de campo, inclusive com possibilidades de conexão a IoT e IA para medições em tempo real e melhor gestão de indicadores ESG.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que importa</strong><br>O Brasil avança em mecanismos de rastreabilidade e compensação ambiental. Ao ancorar créditos de logística reversa em blockchain, a Minha Coleta reforça a segurança, auditabilidade e liquidez desses ativos, elementos essenciais para metas ESG e cumprimento regulatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sobre a Minha Coleta:</strong>  A startup atua em soluções de gestão de resíduos e logística reversa, com foco em transformar dados operacionais em resultados de sustentabilidade e compliance para empresas de diferentes portes.<br><br>Visite o projeto em <a href="https://www.minhacoleta.com/">www.minhacoleta.com</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estamos ingerindo microplásticos todos os dias</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/estamos-ingerindo-microplasticos-todos-os-dias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2025 19:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo a pesquisa ambiental publicada em fevereiro deste ano, na Science Direct, microplásticos (MPs) representam um problema de saúde pública atual, 90% das amostras de proteínas animais e vegetais testadas deram positivo para microplásticos, pequenos fragmentos de polímero que podem variar de menos de 5 milímetros a 1 micrômetro. O nível médio mais elevado de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo a pesquisa ambiental publicada em fevereiro deste ano, na Science Direct, microplásticos (MPs) representam um problema de saúde pública atual, 90% das amostras de proteínas animais e vegetais testadas deram positivo para microplásticos, pequenos fragmentos de polímero que podem variar de menos de 5 milímetros a 1 micrômetro.</p>
<p>O nível médio mais elevado de microplásticos nas amostras de frutas e vegetais foi de 223.000 (52.600–307.750) e 97.800 (72.175–130.500), respetivamente. Em particular, as maçãs eram as amostras de frutas mais contaminadas, enquanto a cenoura era o vegetal mais contaminado. Por outro lado, o menor nível médio de microplásticos foi observado em amostras de alface 52.050 (26.375–75.425).</p>
<p>Os microplásticos podem atrair e concentrar produtos químicos tóxicos presentes no ambiente, como pesticidas e poluentes industriais. Quando consumidos, esses produtos químicos podem ser absorvidos pelo corpo humano, aumentando o risco de doenças e vários problemas de saúde, quando ingeridos através de alimentos contaminados, podem entrar no sistema digestivo, causar irritação gastrointestinal e interferir na absorção de nutrientes.</p>
<p>Estudos sugerem que a exposição a microplásticos pode ter efeitos sistêmicos no corpo, incluindo inflamação, estresse oxidativo, danos ao DNA e distúrbios metabólicos. Esses efeitos podem aumentar o risco de doenças crônicas, como câncer, diabetes e doenças cardiovasculares.</p>
<p>Alguns tipos de plásticos contêm substâncias químicas conhecidas como disruptores endócrinos, que podem interferir no funcionamento do sistema endócrino humano. Isso pode levar a uma série de problemas de saúde, incluindo distúrbios hormonais, infertilidade e problemas de desenvolvimento.</p>
<p>Assim, com base nos resultados obtidos é urgente a realização de estudos toxicológicos e epidemiológicos para investigar os possíveis efeitos dos microplásticos na saúde humana. É importante salientar que a pesquisa sobre os efeitos dos microplásticos na saúde humana ainda está em andamento, e mais estudos são necessários para entender completamente os riscos associados à exposição a essas partículas. No entanto, é prudente tomar medidas para reduzir a exposição aos microplásticos sempre que possível, tanto para proteger a saúde pessoal quanto para preservar o meio ambiente.</p>
<h2>Como evitar comer alimentos com microplásticos?</h2>
<p>Evitar completamente consumir alimentos com microplásticos pode ser difícil, já que essas partículas estão cada vez mais presentes no meio ambiente e podem acabar nos alimentos que consumimos. No entanto, você pode tomar algumas medidas para reduzir sua exposição a eles:</p>
<p>Escolha alimentos frescos e minimamente processados, como frutas, legumes, grãos integrais e carnes frescas, prefira alimentos orgânicos, pois geralmente são cultivados sem o uso de plásticos em sua produção.</p>
<p>Opte por alimentos que não estejam embalados em plásticos sempre que possível. Escolha produtos embalados em vidro, papel ou materiais biodegradáveis e evite usar utensílios de cozinha de plástico.</p>
<p>Evite aquecer alimentos no micro-ondas, quando o plástico é aquecido no micro-ondas, especialmente plásticos de baixa qualidade ou não adequados para uso em micro-ondas, há o risco de que substâncias químicas presentes no plástico possam migrar para os alimentos, isso pode incluir substâncias como bisfenol A (BPA) e ftalatos, que são conhecidos por serem disruptores endócrinos e podem causar uma série de problemas de saúde quando ingeridos.</p>
<p>Use um filtro de água em casa para remover microplásticos e contaminantes da sua água potável, verifique os rótulos dos produtos de higiene pessoal, como esfoliantes e pastas de dente, e evite aqueles que contenham microesferas de plásticos.</p>
<p>Contribua para a redução da quantidade de plásticos no meio ambiente, evitando produtos descartáveis de plástico sempre que possível e optando por alternativas reutilizáveis. Embora seja difícil evitar completamente os microplásticos, tomar essas medidas pode ajudar a reduzir sua exposição a eles e contribuir para um estilo de vida mais saudável e sustentável.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Economia e meio ambiente</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/economia-e-meio-ambiente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Jun 2025 01:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[A relação entre economia e meio ambiente é intrínseca e interdependente, pois a economia depende dos recursos naturais fornecidos pelo meio ambiente, como água, ar limpo, alimentos, energia e matérias-primas. No entanto, muitos desses recursos são finitos e estão sendo esgotados a taxas alarmantes. Portanto, é essencial gerenciar esses recursos de forma sustentável para garantir [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A relação entre economia e meio ambiente é intrínseca e interdependente, pois a economia depende dos recursos naturais fornecidos pelo meio ambiente, como água, ar limpo, alimentos, energia e matérias-primas. No entanto, muitos desses recursos são finitos e estão sendo esgotados a taxas alarmantes. Portanto, é essencial gerenciar esses recursos de forma sustentável para garantir seu suprimento contínuo para as gerações futuras.</p>
<p>As atividades econômicas, como produção industrial, agricultura, mineração e transporte, muitas vezes causam impactos negativos no meio ambiente, como poluição do ar, da água e do solo, desmatamento, perda de biodiversidade e mudanças climáticas. Esses impactos podem ter consequências graves para a saúde humana, ecossistemas naturais e economias locais e globais.</p>
<p>Investir na conservação e proteção do meio ambiente pode trazer uma série de benefícios econômicos, sociais e ambientais. Isso inclui a preservação de ecossistemas saudáveis que fornecem serviços essenciais, como regulação do clima, purificação da água, polinização de culturas e proteção contra desastres naturais. Além disso, o ecoturismo e outras atividades baseadas na natureza podem gerar empregos e renda para as comunidades locais.</p>
<p>A transição para uma economia verde e sustentável pode abrir novas oportunidades de negócios e impulsionar a inovação tecnológica. Empresas que adotam práticas sustentáveis podem se beneficiar de eficiências operacionais, redução de custos, acesso a novos mercados e maior resiliência a futuras mudanças ambientais e regulatórias.</p>
<p>A degradação ambiental e as mudanças climáticas representam riscos significativos para a estabilidade econômica e financeira. Investir em medidas de adaptação e mitigação pode ajudar a fortalecer a resiliência econômica a longo prazo, reduzindo os custos associados a desastres naturais e interrupções na cadeia de suprimentos.<br />
Em resumo, a economia e o meio ambiente estão intrinsecamente ligados, e uma abordagem integrada que promova o desenvolvimento econômico sustentável e a conservação ambiental é essencial para garantir um futuro próspero para as gerações presentes e futuras.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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