<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Saúde &#8211; Portal BR</title>
	<atom:link href="https://www.portalbr.com.br/categoria/saude/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.portalbr.com.br</link>
	<description>Notícias no Brasil</description>
	<lastBuildDate>Wed, 24 Jun 2026 00:23:07 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>

<image>
	<url>https://www.portalbr.com.br/wp-content/uploads/2024/04/logo-portalbr-com2-150x150.png</url>
	<title>Saúde &#8211; Portal BR</title>
	<link>https://www.portalbr.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Fila do SUS vira corredor de sofrimento para pacientes que esperam exames e atendimento</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/fila-do-sus-vira-corredor-de-sofrimento-para-pacientes-que-esperam-exames-e-atendimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 00:23:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1427</guid>

					<description><![CDATA[Demora que passa de um ano expõe falta de estrutura, investimento insuficiente e a sensação de abandono entre brasileiros que dependem da saúde pública A fila do Sistema Único de Saúde deixou de ser apenas um problema administrativo e passou a representar, para milhares de brasileiros, uma corrida contra o tempo. Em várias cidades do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><strong>Demora que passa de um ano expõe falta de estrutura, investimento insuficiente e a sensação de abandono entre brasileiros que dependem da saúde pública</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">A fila do Sistema Único de Saúde deixou de ser apenas um problema administrativo e passou a representar, para milhares de brasileiros, uma corrida contra o tempo. Em várias cidades do país, pacientes aguardam meses, e em muitos casos mais de um ano, por consultas com especialistas, exames de imagem, cirurgias eletivas e procedimentos fundamentais para diagnóstico e tratamento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A demora atinge principalmente quem não tem condições de pagar consulta particular, exame ou plano de saúde. Para essas pessoas, esperar não é uma escolha: é a única alternativa. O problema é que, quando o exame chega tarde demais, uma doença que poderia ser tratada no início já pode estar avançada.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Levantamentos recentes mostram que a fila por atendimento especializado continua sendo um dos grandes gargalos do SUS. O próprio governo federal reconheceu a necessidade de criar programas para reduzir filas de cirurgias, exames e consultas, enquanto conselhos e entidades da área da saúde apontam o subfinanciamento crônico como uma das causas centrais da crise.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Embora o Ministério da Saúde divulgue aumento no número de procedimentos realizados, a realidade sentida por muitos pacientes ainda é de espera prolongada, falta de médicos especialistas, dificuldade para marcação de exames e ausência de previsão clara. Em alguns municípios, o cidadão sequer consegue saber em que posição está na fila.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O drama se agrava nos casos de suspeita de câncer, doenças cardíacas, problemas neurológicos e ortopédicos. Um exame atrasado pode significar perda de mobilidade, agravamento da dor, incapacidade para trabalhar e, nos casos mais graves, morte antes do atendimento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A questão também expõe uma escolha política. Enquanto a saúde pública enfrenta falta de recursos, estrutura e planejamento, o país segue destinando bilhões para despesas eleitorais e disputas de poder. Para críticos, a mensagem que chega à população é dura: a saúde não parece ser prioridade na mesma proporção em que são priorizadas as campanhas, os acordos políticos e a busca pela permanência no poder.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O orçamento federal da saúde para 2026 é bilionário, mas especialistas alertam que o tamanho do SUS, o envelhecimento da população, a inflação médica e a demanda represada exigem investimento muito maior e melhor gestão. Ao mesmo tempo, o Fundo Eleitoral segue movimentando cifras elevadas para financiar campanhas políticas, reforçando o contraste entre a urgência da população e as prioridades do sistema político.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na prática, quem sofre é o cidadão comum. É o trabalhador que sente dor e não consegue consulta. É o idoso que espera por uma cirurgia. É a mãe que tenta marcar exame para o filho. É o paciente que descobre tarde demais uma doença que poderia ter sido tratada antes.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A fila do SUS não é apenas uma lista de nomes. É uma lista de vidas em espera. E quando o atendimento não chega, o Estado falha justamente onde deveria ser mais humano: no direito básico à saúde.</p>
<hr>
<p style="font-size:12px;color:#555"><a href="https://www.portalbr.com.br/fila-do-sus-vira-corredor-de-sofrimento-para-pacientes-que-esperam-exames-e-atendimento/">https://www.portalbr.com.br/fila-do-sus-vira-corredor-de-sofrimento-para-pacientes-que-esperam-exames-e-atendimento/</a><br />
<a href="https://arweave.net.br"> Web3/Blockchain Arweave</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Reduflação encarece produtos silenciosamente e troca de ingredientes acende alerta para a saúde</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/reduflacao-encarece-produtos-silenciosamente-e-troca-de-ingredientes-acende-alerta-para-a-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 14:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estilo de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1385</guid>

					<description><![CDATA[Embalagens menores, fórmulas mais baratas e informações pouco percebidas dificultam a comparação nas prateleiras; fiscalização fragmentada deixa o consumidor responsável por descobrir o que mudou Por Redação Portal BR15 de junho de 2026 O consumidor brasileiro nem sempre encontra um reajuste claramente indicado na etiqueta do supermercado. Em muitos casos, a inflação aparece de maneira [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Embalagens menores, fórmulas mais baratas e informações pouco percebidas dificultam a comparação nas prateleiras; fiscalização fragmentada deixa o consumidor responsável por descobrir o que mudou</h2>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por Redação Portal BR</strong><br /><strong>15 de junho de 2026</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">O consumidor brasileiro nem sempre encontra um reajuste claramente indicado na etiqueta do supermercado. Em muitos casos, a inflação aparece de maneira menos visível: a embalagem continua parecida, o preço permanece igual ou até aumenta, mas a quantidade entregue é menor.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A prática é conhecida como <strong>reduflação</strong>. Em vez de elevar diretamente o preço de um pacote de biscoitos, chocolate, café, sabão ou papel higiênico, o fabricante reduz o peso, o volume, o número de unidades ou o tamanho do produto.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Existe ainda uma mudança mais difícil de perceber. Algumas empresas mantêm a quantidade, mas alteram a fórmula, reduzindo ingredientes de maior valor e ampliando a presença de componentes mais baratos. Essa prática é frequentemente chamada de <strong>reduflação qualitativa</strong> ou <em>skimpflation</em>.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No caso dos alimentos, a alteração não afeta apenas o bolso. Dependendo da nova composição, o produto pode passar a ter mais açúcar, sódio, gordura saturada, amido, aromatizantes e outros aditivos, ao mesmo tempo que perde fibras, proteínas, frutas, leite, cacau ou outros ingredientes originalmente valorizados pelo consumidor.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A mudança de fórmula não significa automaticamente que o alimento se tornou perigoso. O impacto depende dos componentes utilizados, das quantidades, do perfil nutricional final e da frequência de consumo. O problema começa quando a nova versão é apresentada como se fosse exatamente o mesmo produto, sem que a transformação seja facilmente compreendida pelo comprador.</p>
<h2 class="wp-block-heading">O preço permanece, mas o custo por quilo aumenta</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Uma embalagem que passa de 500 para 400 gramas sofreu uma redução de 20%. Caso o preço continue igual, o consumidor estará pagando 25% a mais por cada quilo do produto.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O cálculo mostra por que observar apenas o preço da embalagem pode gerar uma percepção enganosa. O pacote pode continuar custando R$ 10, mas a quantidade adquirida caiu.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A redução também interfere no orçamento doméstico. Um produto que antes durava dez dias pode passar a durar oito. No final do mês, a família precisará comprar uma unidade adicional, mesmo que o preço aparentemente não tenha sido reajustado.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As consequências são maiores para as famílias de renda mais baixa, que destinam uma parcela superior do orçamento à alimentação, higiene e limpeza. Pequenas reduções repetidas em dezenas de itens acabam produzindo um aumento significativo nas despesas mensais.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Embalagem semelhante dificulta a identificação</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A reduflação é mais difícil de perceber quando a indústria conserva cores, logotipo, formato e dimensões externas semelhantes às da embalagem anterior.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O conteúdo pode diminuir enquanto o pacote mantém praticamente a mesma aparência. Em alguns casos, aumenta o espaço vazio, muda o formato interno ou cresce a espessura da base do recipiente.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O consumidor que compra o produto habitualmente tende a reconhecer a marca e a cor, sem conferir novamente o peso líquido.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As normas de defesa do consumidor exigem que reduções quantitativas sejam informadas de maneira clara, precisa e ostensiva. Também devem ser apresentadas informações corretas sobre quantidade, composição e características do produto.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar da obrigação, avisos temporários, letras pequenas, baixo contraste e excesso de informações visuais podem fazer com que a mudança passe despercebida.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Cumprir formalmente uma norma não é o mesmo que garantir que o consumidor realmente compreenda a alteração.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Troca de ingredientes é ainda menos visível</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A redução do peso pode ser descoberta com uma comparação entre embalagens. A troca de ingredientes exige uma análise mais cuidadosa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Um produto com maior participação de cacau pode receber mais açúcar e gordura. Uma bebida anteriormente baseada em leite pode ganhar maior presença de soro, amidos ou óleos. Um item que utilizava fruta pode passar a depender mais de aromas, corantes e concentrados.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As possibilidades variam conforme a categoria e não significam, isoladamente, irregularidade. As empresas podem reformular seus produtos desde que utilizem ingredientes autorizados, respeitem os padrões legais e atualizem corretamente a rotulagem.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O problema para o consumidor é que a marca, as imagens e a identidade visual podem permanecer praticamente iguais, ainda que a composição tenha mudado.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A lista de ingredientes é uma das principais ferramentas para identificar essas alterações. Nos alimentos com mais de um ingrediente, ela precisa estar presente no rótulo. Produtos com listas extensas e substâncias pouco utilizadas na cozinha doméstica geralmente apresentam maior grau de ultraprocessamento.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Reformulação pode aumentar açúcar, gordura e sódio</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A substituição de um ingrediente não deve ser avaliada apenas pelo preço. É necessário observar como ela altera o conjunto nutricional.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, produtos ultraprocessados frequentemente apresentam quantidades elevadas de açúcares, gorduras e sódio, além de baixa presença de fibras, vitaminas e minerais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O documento também alerta que algumas reformulações divulgadas como mais saudáveis não trazem benefício evidente. Um fabricante pode reduzir a gordura, mas aumentar o açúcar para preservar o sabor e a textura. Também pode diminuir o açúcar e utilizar outros ingredientes que mantêm a elevada densidade calórica ou o caráter ultraprocessado.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O consumo excessivo de sódio e gorduras saturadas está relacionado ao aumento do risco de doenças cardiovasculares. O excesso de açúcar contribui para cáries, ganho de peso, obesidade e outras doenças crônicas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa que o consumo ocasional de um produto reformulado provocará imediatamente uma doença. O risco está principalmente na ingestão frequente, na quantidade consumida e na substituição de alimentos in natura ou minimamente processados por produtos de menor qualidade nutricional.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Menos ingrediente valorizado e mais marketing</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A redução qualitativa pode ocorrer sem que o produto apresente aumento expressivo de calorias.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Uma fórmula pode manter valores semelhantes na tabela nutricional e, ainda assim, reduzir a proporção do ingrediente que dava identidade ao alimento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O consumidor pode continuar vendo frutas, leite, chocolate, mel ou cereais destacados na parte frontal, enquanto a participação desses componentes na receita foi modificada.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a fiscalização não deveria se limitar a verificar se a tabela nutricional está presente. Também é necessário analisar denominação de venda, imagens, alegações publicitárias, ordem dos ingredientes e possibilidade de a apresentação criar uma impressão equivocada.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O rótulo pode estar tecnicamente preenchido e, ao mesmo tempo, ser difícil de interpretar para quem tem poucos segundos para escolher entre dezenas de produtos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Nova rotulagem melhorou comparação</h2>
<p class="wp-block-paragraph">As atuais regras brasileiras de rotulagem nutricional trouxeram avanços importantes.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A tabela deve apresentar valores por porção e por 100 gramas ou 100 mililitros, permitindo comparar produtos vendidos em embalagens de tamanhos diferentes. Também se tornou obrigatória a declaração de açúcares totais e adicionados e do número de porções existentes em cada embalagem.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Produtos com quantidades elevadas de açúcares adicionados, gordura saturada ou sódio devem apresentar a identificação frontal em formato de lupa, conforme os critérios estabelecidos pela Anvisa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A medida facilita a identificação dos nutrientes considerados críticos. Entretanto, a lupa não informa se houve redução de cacau, fruta, leite, proteína ou fibra em relação à fórmula anterior.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ela também não substitui a leitura da lista de ingredientes. Um produto pode não atingir o limite necessário para receber a advertência frontal e ainda assim possuir uma composição diferente daquela que o consumidor conhecia.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Fiscalização existe, mas não acompanha cada mudança em tempo real</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A Anvisa coordena os Programas Nacionais de Monitoramento de Alimentos, voltados à avaliação da segurança sanitária e da conformidade dos produtos comercializados no país.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Estados, municípios e Distrito Federal também realizam monitoramentos conforme suas prioridades locais. Os programas nacionais selecionam categorias de alimentos e análises com base em critérios como risco sanitário, consumo, histórico de irregularidades, notificações e capacidade dos laboratórios oficiais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os ciclos nacionais são organizados a cada dois anos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Esse modelo permite concentrar recursos nos problemas considerados mais relevantes. Ao mesmo tempo, revela uma limitação: não existe análise laboratorial e comparação pública permanente de todas as reformulações lançadas pelas milhares de marcas existentes no país.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A fiscalização ocorre por amostragem, prioridades sanitárias, denúncias e ações específicas. Dessa forma, mudanças de quantidade e composição que não produzam risco imediato podem permanecer fora do foco dos órgãos públicos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A existência de regras e programas oficiais, portanto, não elimina a percepção de fiscalização insuficiente. Para o consumidor, falta uma forma simples de consultar o histórico de cada produto e descobrir quando o peso, a fórmula ou o valor nutricional foram alterados.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Defesa do consumidor e vigilância sanitária atuam em áreas diferentes</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A reduflação envolve pelo menos duas dimensões.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A primeira é econômica e relacionada ao direito do consumidor: quantidade menor, informação pouco clara, publicidade e possível indução ao erro. Nessa área, atuam a Secretaria Nacional do Consumidor e os Procons.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A segunda é sanitária: composição, rotulagem, ingredientes permitidos, contaminações e segurança do alimento. Nessa frente, a responsabilidade é compartilhada pela Anvisa e pelas vigilâncias sanitárias estaduais e municipais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Essa divisão é necessária, mas pode dificultar uma resposta rápida. Uma denúncia sobre redução de peso pode ser tratada pelo Procon, enquanto uma suspeita relacionada à fórmula deve ser analisada pela vigilância sanitária.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Sem integração de dados, o consumidor pode ser encaminhado entre diferentes órgãos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Empresas alegam aumento dos custos</h2>
<p class="wp-block-paragraph">As indústrias argumentam que reduzir quantidades ou reformular produtos pode ser necessário para lidar com aumentos de matérias-primas, energia, embalagens, transporte, câmbio e salários.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo essa justificativa, diminuir a embalagem permite manter o produto em determinada faixa de preço e evita uma redução maior nas vendas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A explicação econômica pode ser legítima, mas não elimina o dever de transparência. O consumidor precisa saber quanto está levando e o que está comendo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A liberdade empresarial para definir tamanho, receita e preço não autoriza esconder alterações relevantes ou utilizar a confiança construída por uma marca para vender um produto diferente sem comunicação compreensível.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Como identificar a reduflação</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O consumidor pode adotar alguns cuidados no supermercado:</p>
<ul class="wp-block-list">
<li>comparar o preço por quilo, litro, metro ou unidade;</li>
<li>conferir o peso líquido mesmo em produtos comprados habitualmente;</li>
<li>observar avisos sobre redução de quantidade;</li>
<li>comparar a lista de ingredientes com embalagens anteriores;</li>
<li>analisar os valores por 100 gramas ou 100 mililitros;</li>
<li>verificar a presença da lupa de alto teor;</li>
<li>desconfiar de expressões como “nova fórmula” quando não houver explicação;</li>
<li>guardar fotografias, embalagens e notas fiscais em caso de suspeita.</li>
</ul>
<p class="wp-block-paragraph">Quando houver informação incompleta, publicidade enganosa ou irregularidade, a reclamação pode ser encaminhada ao Procon, ao Consumidor.gov.br e à vigilância sanitária local, conforme a natureza do problema.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Transparência precisa acompanhar a reformulação</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O Brasil avançou na rotulagem nutricional, mas ainda precisa tratar com maior clareza as mudanças de fórmula.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Uma medida possível seria obrigar avisos temporários e destacados não apenas quando houver redução da quantidade, mas também quando uma reformulação alterar substancialmente os ingredientes principais ou o perfil nutricional.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Outra alternativa seria a criação de um banco público com versões anteriores dos rótulos. O consumidor, os pesquisadores e os órgãos de fiscalização poderiam comparar fórmulas, quantidades e alegações ao longo do tempo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Também seria importante ampliar as análises laboratoriais e publicar os resultados em linguagem acessível.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A reduflação não pode ser tratada apenas como estratégia comercial. Quando diminui a quantidade sem reduzir o preço, ela afeta o poder de compra. Quando substitui ingredientes e modifica a qualidade nutricional, pode atingir também a saúde.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Entre embalagens parecidas e fórmulas alteradas, o consumidor não deve ser obrigado a atuar sozinho como fiscal. Cabe ao poder público garantir que a informação seja realmente clara, que as normas sejam cumpridas e que a economia de custos da indústria não seja transferida silenciosamente para o bolso e para a alimentação das famílias brasileiras.</p>
<p class="wp-block-paragraph">
<hr>
<p style="font-size:12px;color:#555"><a href="https://www.portalbr.com.br/reduflacao-encarece-produtos-silenciosamente-e-troca-de-ingredientes-acende-alerta-para-a-saude/">https://www.portalbr.com.br/reduflacao-encarece-produtos-silenciosamente-e-troca-de-ingredientes-acende-alerta-para-a-saude/</a><br />
<a href="https://arweave.net.br"> Web3/Blockchain Arweave</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Segurança dos alimentos, suplementos e saúde integral marcam a semana de bem-estar</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/seguranca-dos-alimentos-suplementos-e-saude-integral-marcam-a-semana-de-bem-estar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 17:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estilo de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1302</guid>

					<description><![CDATA[Na véspera do Dia Mundial da Segurança dos Alimentos, especialistas e autoridades reforçam cuidados com higiene, procedência dos produtos, atividade física e uma relação equilibrada com a alimentação. Por Portal BR — 6 de junho de 2026 A semana de 1º a 6 de junho foi marcada por debates importantes sobre alimentação, segurança sanitária e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na véspera do Dia Mundial da Segurança dos Alimentos, especialistas e autoridades reforçam cuidados com higiene, procedência dos produtos, atividade física e uma relação equilibrada com a alimentação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por Portal BR — 6 de junho de 2026</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A semana de 1º a 6 de junho foi marcada por debates importantes sobre alimentação, segurança sanitária e qualidade de vida. A proximidade do Dia Mundial da Segurança dos Alimentos, celebrado neste domingo, 7 de junho, chama a atenção para os cuidados necessários desde a produção até o preparo das refeições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também ganharam destaque a fiscalização de suplementos alimentares, a prevenção dos transtornos alimentares e o incentivo à prática regular de atividades físicas. Em comum, essas pautas mostram que saúde e bem-estar não dependem de soluções rápidas, mas de informação confiável, prevenção e hábitos sustentáveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Segurança dos alimentos entra no centro do debate</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Dia Mundial da Segurança dos Alimentos de 2026 terá como tema <strong>“Do impacto às soluções: alimentos seguros em todos os lugares”</strong>. A campanha organizada pela Organização Mundial da Saúde e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura destaca a importância de utilizar dados científicos para prevenir contaminações e orientar políticas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a OMS, alimentos contaminados podem transmitir mais de 200 tipos de doenças. Os problemas podem ser provocados por bactérias, vírus, parasitas, toxinas ou substâncias químicas presentes na água e nos alimentos. Apesar do impacto sobre a saúde e a economia, grande parte dessas ocorrências pode ser evitada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A segurança precisa ser observada em toda a cadeia: produção rural, transporte, armazenamento, indústria, supermercados, restaurantes e residências. O alimento pode apresentar boa aparência e, ainda assim, oferecer risco quando conservado ou manipulado de maneira inadequada.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cuidados simples reduzem o risco de contaminação</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A OMS reúne as principais medidas preventivas em cinco orientações: manter mãos, utensílios e superfícies limpos; separar alimentos crus dos preparados; cozinhar completamente; conservar em temperaturas seguras; e utilizar água e matérias-primas de procedência confiável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Carnes cruas devem ficar separadas de saladas, frutas e refeições prontas. Facas e tábuas utilizadas no preparo também precisam ser higienizadas antes de entrarem em contato com outro tipo de alimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Produtos refrigerados não devem permanecer por longos períodos fora da geladeira. Embalagens estufadas, violadas, enferrujadas ou com alterações de cheiro, textura e cor exigem atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O consumidor também deve verificar a data de validade, as condições de armazenamento e as informações do fabricante. Em estabelecimentos comerciais, limpeza, refrigeração adequada e proteção contra insetos são sinais importantes de cuidado sanitário.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Recolhimento de suplemento acende alerta</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou o recolhimento de um suplemento alimentar contendo magnésio L-treonato. A medida foi anunciada em 1º de junho porque o composto não possui autorização para ser utilizado como constituinte de suplementos alimentares no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O episódio reforça a necessidade de verificar a procedência dos produtos antes da compra. A presença de uma substância no comércio ou nas redes sociais não significa que sua segurança, qualidade ou eficácia tenham sido comprovadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Suplementos não substituem refeições equilibradas e não devem ser tratados como solução automática para cansaço, emagrecimento, ganho de força ou melhora da memória. A necessidade de suplementação varia conforme idade, alimentação, rotina e condições individuais de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de consumir esses produtos, especialmente de maneira contínua, é recomendável buscar orientação de um médico ou nutricionista. Também é possível consultar no portal da Anvisa informações sobre produtos sujeitos à vigilância sanitária.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Alimentação saudável não deve ser associada à culpa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Dia Mundial de Ação contra os Transtornos Alimentares, lembrado em 2 de junho, ampliou nesta semana o debate sobre a relação entre alimentação, saúde mental e imagem corporal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A orientação divulgada pela Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde destaca que a prevenção deve estimular uma alimentação adequada, sem culpa e sem a chamada cultura da dieta. Também recomenda um estilo de vida ativo que não tenha o peso corporal como único objetivo e que favoreça uma percepção positiva do próprio corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Restrições excessivas, medo intenso de determinados alimentos e cobranças permanentes relacionadas à aparência podem prejudicar o bem-estar físico e emocional. Alimentar-se de forma saudável envolve variedade, regularidade, acesso a alimentos adequados e respeito às necessidades individuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também é importante desconfiar de conteúdos que prometem transformações rápidas, classificam alimentos isoladamente como “milagrosos” ou “proibidos” e incentivam práticas extremas sem acompanhamento profissional.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Movimento melhora corpo, mente e convivência</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A atividade física também esteve entre os temas recentes da agenda de promoção da saúde. Em 30 de maio, aproximadamente cinco mil pessoas participaram de uma corrida e caminhada promovida em Brasília com apoio do Ministério da Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ação integrou a estratégia Viva Mais Brasil, que procura incentivar atividade física, alimentação adequada, autocuidado e prevenção de doenças crônicas. O Ministério destaca que o movimento pode beneficiar a saúde física, a disposição cotidiana e o bem-estar mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser ativo não significa necessariamente frequentar uma academia ou praticar esportes competitivos. Caminhadas, dança, bicicleta, brincadeiras, jardinagem e atividades realizadas em grupo também ajudam a reduzir o tempo sedentário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha deve considerar preferências, condições de saúde e segurança. Pessoas que apresentam sintomas, limitações ou permanecem inativas há muito tempo podem procurar orientação profissional antes de iniciar atividades intensas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Bem-estar vai além de alimentação e exercícios</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A saúde mental não depende apenas de fatores emocionais. Condições de vida, apoio social, saúde física, ambiente, renda e relações familiares também interferem no bem-estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, uma rotina saudável não deve ser apresentada como uma obrigação individual impossível de cumprir. Acesso a alimentos de qualidade, espaços seguros para atividade física, atendimento de saúde e tempo para descanso também dependem de políticas públicas e das condições sociais de cada pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sono adequado, convivência, momentos de lazer e redução do estresse fazem parte do cuidado. Pequenas mudanças mantidas ao longo do tempo costumam ser mais realistas do que metas rígidas que provocam ansiedade e abandono.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Informação confiável protege a saúde</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A circulação de conteúdos enganosos sobre alimentação e saúde continua sendo um desafio. Vídeos e publicações podem divulgar produtos sem autorização, dietas restritivas, falsas curas e recomendações sem base científica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de seguir uma orientação, o consumidor deve verificar quem produziu a informação, se existem referências confiáveis e se o conteúdo está sendo utilizado para vender determinado produto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sites do Ministério da Saúde, da Anvisa, de universidades e de entidades profissionais oferecem materiais revisados por especialistas. Em caso de sintomas, alterações persistentes na alimentação ou dúvidas sobre suplementos, a avaliação individual deve ser feita por profissionais habilitados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cuidado diário deve substituir soluções rápidas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A principal mensagem desta semana é que qualidade de vida resulta da combinação de diferentes fatores. Alimentação variada, segurança no preparo, movimento, descanso, saúde mental e acompanhamento profissional quando necessário formam uma base mais segura do que promessas imediatas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na véspera do Dia Mundial da Segurança dos Alimentos, o alerta vale tanto para governos e empresas quanto para consumidores. Garantir refeições seguras e adequadas é uma responsabilidade compartilhada — e uma condição fundamental para a saúde pública.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Enchentes no Rio Grande do Sul- Como funciona a Quimioprofilaxia para a Leptospirose?</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/enchentes-no-rio-grande-do-sul-como-funciona-a-quimioprofilaxia-para-a-leptospirose/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 May 2024 18:59:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1009</guid>

					<description><![CDATA[Desde o final de abril de 2024 o Rio Grande do Sul vem enfrentando a maior catástrofe climática da história do Estado &#8211; as enchentes. Entre tantas perdas dessa tragédia ainda há o risco de aparecimento de diversas zoonoses &#8211; doenças ou infecções transmissíveis entre animais e seres humanos, como a Leptospirose. E agora? Como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o final de abril de 2024 o Rio Grande do Sul vem enfrentando a maior catástrofe climática da história do Estado &#8211; as enchentes. Entre tantas perdas dessa tragédia ainda há o risco de aparecimento de diversas zoonoses &#8211; doenças ou infecções transmissíveis entre animais e seres humanos, como a Leptospirose. E agora? Como podemos nos proteger?</p>
<p>A Leptospirose é uma doença infecciosa causada pela bactéria do gênero Leptospira, a qual está presente, principalmente, na urina de roedores. Além disso, bovinos, suínos e cães também podem adoecer e ser foco de transmissão ao homem.</p>
<p>Em períodos de inundações torna-se uma doença comum, uma vez que a falta de saneamento básico propicia que a urina dos ratos, presente no esgoto, se espalhe pela água, lama, solo, vegetação, lixo e alimentos. O contágio ocorre principalmente por meio da penetração da bactéria em lesões de pele, mucosas (boca e nariz), e até mesmo pela pele íntegra que esteja em contato prolongado com águas contaminadas.</p>
<p><strong>Sinais e Sintomas</strong></p>
<p>O período de manifestação da doença é de aproximadamente 5 a 14 dias após a exposição, mas pode perdurar até um mês.</p>
<p>Os sintomas iniciais podem ser inespecíficos e facilmente confundidos com outras doenças. Na fase precoce manifesta-se dores de cabeça, febre, dores no corpo, falta de apetite, náuseas e/ou vômitos. É importante salientar que dentre as dores no corpo, a localização nas panturrilhas é considerada típica da doença, embora não esteja presente em todos os casos. Esse quadro clínico leve normalmente regride entre 3 e 7 dias sem deixar sequelas. Já na fase tardia (grave) temos a síndrome de Weil, caracterizada pela tríade de icterícia rubínica (coloração alaranjada na pele e mucosas), insuficiência renal e hemorragias (mais comumente pulmonar). Além de tosse seca, dificuldade para respirar e expectoração com sangue.</p>
<p><strong>Diagnóstico</strong></p>
<p>O diagnóstico específico é feito a partir de exame sorológico, no qual será verificado se há presença de anticorpos para leptospirose (indireto) ou a presença da bactéria (direto). Quanto antes for iniciado o tratamento, maior será a chance de evitar a evolução para quadros mais graves da doença.<br />
Profilaxia e Quimioprofilaxia &#8211; o que as autoridades recomendam?</p>
<p>Segundo o dicionário, profilaxia refere-se ao conjunto de medidas que têm por finalidade prevenir ou atenuar as doenças, suas complicações e consequências. Quando a profilaxia está baseada no emprego de medicamentos, trata-se da quimioprofilaxia.</p>
<p>Nesse sentido, a Sociedade Brasileira de Infectologia, a Sociedade Gaúcha de Infectologia e a Secretária de Saúde do Estado emitiram uma nota técnica conjunta sobre as indicações de quimioprofilaxia para a Leptospirose. Nesta nota, recomenda-se o uso de antibiótico como prevenção somente para pessoas expostas a águas contaminadas e para pessoas em equipes de resgate.</p>
<p>Faz parte da profilaxia evitar o contato com água de enchentes ou lama, mas se for inevitável recomenda-se permanecer o mínimo de tempo possível. Quanto maior o tempo de exposição, maior o risco.<br />
Ao realizar a limpeza de ambientes atingidos por inundações, é importante usar calça comprida, botas e luvas de borracha. As superfícies atingidas devem ser lavadas com água e sabão, e em seguida desinfetadas (na proporção de 400 ml de água sanitária para um balde com 20 litros de água limpa, deixando agir por 30 minutos).<br />
Os alimentos e medicamentos atingidos por água de enchente são impróprios para consumo e devem ser descartados. Se a caixa d’água foi invadida, lave e desinfete antes de reabastecê-la.</p>
<p>Lembrando que a automedicação não é indicada. Ao suspeitar da doença, procure um médico e relate o contato com exposição de risco. A antibioticoterapia está indicada em qualquer período da doença, mas sua eficácia costuma ser maior na 1ª semana do início dos sintomas.</p>
<p>Eduarda Gabriel da Silva, acadêmica de medicina do 4º semestre UFPel</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
