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	<title>Segurança pública &#8211; Portal BR</title>
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	<description>Notícias no Brasil</description>
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		<title>AtlasIntel: 53% apoiam classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas; governo Lula resiste e invoca soberania</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 13:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Segurança pública]]></category>
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					<description><![CDATA[Pesquisa revela distância entre a opinião da maioria dos brasileiros e a posição do Palácio do Planalto. O governo rejeita o enquadramento imposto pelos Estados Unidos, enquanto críticos afirmam que o discurso de soberania acaba favorecendo politicamente as facções A classificação do Primeiro Comando da Capital, o PCC, e do Comando Vermelho, o CV, como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 class="wp-block-heading">Pesquisa revela distância entre a opinião da maioria dos brasileiros e a posição do Palácio do Planalto. O governo rejeita o enquadramento imposto pelos Estados Unidos, enquanto críticos afirmam que o discurso de soberania acaba favorecendo politicamente as facções</h3>
<p class="wp-block-paragraph">A classificação do Primeiro Comando da Capital, o PCC, e do Comando Vermelho, o CV, como organizações terroristas voltou ao centro do debate nacional sobre segurança pública. Uma pesquisa da AtlasIntel mostra que <strong>53,1% dos brasileiros aprovam a decisão dos Estados Unidos de incluir as duas facções na lista de organizações terroristas estrangeiras</strong>.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O levantamento indica que 44,7% desaprovam a medida e 2,2% não souberam responder. A pesquisa ouviu 1.273 pessoas entre 30 de maio e 3 de junho de 2026, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Outro dado amplia a pressão sobre o Palácio do Planalto: <strong>55,9% dos entrevistados afirmaram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria adotar no Brasil a mesma classificação para o PCC e o Comando Vermelho</strong>. Outros 40,8% disseram ser contrários.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa também revelou que 50,8% dos brasileiros estariam mais dispostos a votar em candidatos favoráveis ao enquadramento das facções como organizações terroristas. O resultado demonstra que a segurança pública poderá ocupar posição central no debate eleitoral de 2026.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Estados Unidos endurecem tratamento contra as facções</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A classificação norte-americana do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras entrou em vigor em 5 de junho de 2026.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A medida permite que autoridades dos Estados Unidos adotem sanções financeiras, bloqueios de ativos, investigações criminais e restrições contra pessoas ou empresas que mantenham relações diretas ou indiretas com integrantes das organizações.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As duas facções nasceram no sistema penitenciário brasileiro, mas expandiram sua atuação para outros países e passaram a operar em áreas como tráfico internacional de drogas, armas, extorsão, lavagem de dinheiro, combustíveis, imóveis e serviços financeiros.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Investigações recentes identificaram esquemas bilionários de lavagem de dinheiro ligados ao crime organizado em postos de combustíveis, distribuidoras, fintechs e fundos de investimento. A presença das facções na economia formal mostra que o problema ultrapassou há muito tempo os limites das prisões e das comunidades dominadas pelo tráfico.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Governo Lula rejeita decisão em nome da soberania</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O governo brasileiro reagiu contra a classificação feita pelos Estados Unidos. A principal justificativa apresentada pelo presidente Lula e por integrantes de sua administração é a defesa da soberania nacional.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo o governo, o enquadramento poderia abrir espaço para sanções contra empresas brasileiras, operações internacionais sem autorização das autoridades nacionais ou até ações estrangeiras em território brasileiro.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Lula criticou a decisão norte-americana e afirmou que o Brasil não aceitaria ser tratado como uma “republiqueta”. Ao mesmo tempo, declarou que PCC e Comando Vermelho são terroristas para as comunidades brasileiras, mas defendeu que o combate seja conduzido internamente pelas instituições nacionais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Essa posição produz uma aparente contradição política: o presidente reconhece publicamente que as facções aterrorizam famílias, bairros e cidades, mas rejeita o enquadramento jurídico internacional que poderia ampliar as sanções financeiras contra esses grupos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Críticos veem proteção indireta às organizações</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Parlamentares e setores da oposição afirmam que o argumento da soberania está sendo utilizado pelo governo para evitar o endurecimento do tratamento contra o PCC e o Comando Vermelho.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação desses críticos, as facções já exercem domínio territorial, impõem regras próprias, controlam atividades econômicas e desafiam diretamente o poder do Estado. Por esse raciocínio, classificá-las como terroristas seria reconhecer juridicamente uma realidade enfrentada diariamente pela população.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O resultado da pesquisa AtlasIntel fortalece essa crítica. Para a maioria dos entrevistados, a classificação não representa necessariamente uma agressão à soberania brasileira. O levantamento apontou que 49,7% não consideram que a decisão dos Estados Unidos viole a soberania nacional, enquanto 47,7% identificam esse risco.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O governo, portanto, enfrenta dificuldades para convencer parte expressiva da população de que rejeitar a classificação internacional é a melhor maneira de proteger os interesses brasileiros.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Politicamente, a insistência no argumento da soberania pode transmitir a impressão de que o governo está mais preocupado em confrontar os Estados Unidos do que em utilizar todos os instrumentos disponíveis contra as facções.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Congresso discute classificação brasileira</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que classifica PCC e Comando Vermelho, além de outros grupos latino-americanos, como organizações terroristas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O projeto prevê também o bloqueio imediato de bens e ativos financeiros ligados às organizações. O texto, no entanto, ainda precisa cumprir outras etapas de tramitação na Câmara e no Senado antes de se transformar em lei.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O debate brasileiro não precisa ficar limitado a aceitar ou rejeitar automaticamente a decisão dos Estados Unidos. O Congresso pode criar uma classificação própria, baseada na Constituição, na legislação brasileira e no interesse nacional.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Essa solução permitiria endurecer o tratamento jurídico contra as facções sem transferir a autoridades estrangeiras o controle das ações realizadas dentro do território brasileiro.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Soberania também significa impedir que facções controlem territórios</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A defesa da soberania nacional não se limita a impedir interferências de outros países.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Também significa garantir que nenhum grupo criminoso seja capaz de estabelecer fronteiras informais, cobrar taxas de moradores, controlar serviços, impedir a entrada de agentes públicos ou decidir quem pode circular em determinadas comunidades.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Quando uma organização armada domina bairros, interfere no comércio, infiltra-se em empresas e movimenta bilhões de reais, a soberania do Estado já está sendo desafiada internamente.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Por essa razão, o governo federal precisa explicar de maneira mais convincente como pretende enfrentar o poder territorial, financeiro e político das facções sem recorrer ao enquadramento como terrorismo.</p>
<h2 class="wp-block-heading">População exige resposta mais firme</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Os números da AtlasIntel mostram que uma parcela majoritária da sociedade deseja uma reação mais dura contra o crime organizado.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A população convive com assaltos, tráfico de drogas, domínio territorial, extorsões, lavagem de dinheiro e confrontos armados. Para esses brasileiros, a discussão jurídica sobre a diferença entre facção criminosa e organização terrorista parece distante da realidade cotidiana.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O desafio do governo Lula é demonstrar que sua defesa da soberania não será utilizada como justificativa para rejeitar instrumentos eficazes de combate ao crime.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O país precisa preservar sua autonomia, mas também deve bloquear contas, confiscar bens, prender lideranças, impedir a comunicação entre criminosos, recuperar territórios e atingir as fontes de financiamento das facções.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A soberania nacional somente será efetiva quando o Estado brasileiro voltar a exercer autoridade integral sobre todas as áreas do país.</p>
<p class="wp-block-paragraph">
<hr>
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