<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Portal BR</title>
	<atom:link href="https://www.portalbr.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.portalbr.com.br</link>
	<description>Notícias no Brasil</description>
	<lastBuildDate>Wed, 09 Sep 2026 23:49:31 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1</generator>

<image>
	<url>https://www.portalbr.com.br/wp-content/uploads/2024/04/logo-portalbr-com2-150x150.png</url>
	<title>Portal BR</title>
	<link>https://www.portalbr.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Banco Master expõe crise de confiança no STF e coloca segurança jurídica sob suspeita</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/banco-master-expoe-crise-de-confianca-no-stf-e-coloca-seguranca-juridica-sob-suspeita/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 23:49:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1588</guid>

					<description><![CDATA[Relatórios da Polícia Federal, decisões monocráticas conflitantes e relações entre autoridades e investigados ampliaram a percepção de que o sistema de Justiça brasileiro perdeu previsibilidade e transparência. O caso Banco Master deixou de ser apenas uma investigação financeira e se transformou em uma crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Relatórios da Polícia Federal, decisões monocráticas conflitantes e relações entre autoridades e investigados ampliaram a percepção de que o sistema de Justiça brasileiro perdeu previsibilidade e transparência.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso Banco Master deixou de ser apenas uma investigação financeira e se transformou em uma crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e o governo federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Comissão de Valores Mobiliários condenou administrativamente Daniel Vorcaro ao pagamento de R$ 20 milhões por fraude relacionada ao fundo Brazil Realty. Outras pessoas e empresas também foram condenadas, com multas que somaram R$ 201 milhões. As decisões ainda podem ser contestadas, e não equivalem, por si só, a uma condenação criminal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Relatório da PF coloca Moraes no centro da controvérsia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens, registros de encontros e informações sobre contratos entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo as reportagens, o material aponta contato de Vorcaro com Moraes durante a crise do banco, também há referências a um contrato milionário entre o banco e o escritório da esposa de Moraes. Esses elementos justificam investigação e escrutínio público.  A cobertura de veículos como Gazeta do Povo, Revista Oeste e Jovem Pan apresenta Mendonça como o ministro disposto a enfrentar o sistema e levar o caso ao plenário do STF.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crise se agravou quando Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da instituição. No dia seguinte, Flávio Dino suspendeu a medida e determinou a reintegração dos servidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Reuters classificou o episódio como uma rara disputa pública entre ministros do STF e informou que a decisão de Dino ainda deveria ser submetida ao plenário. A sessão prevista para analisar a crise acabou cancelada pelo presidente da Corte, Edson Fachin.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema não é apenas quem está certo em cada decisão. O problema é a aparência de que ministros diferentes podem produzir ordens opostas, com efeitos imediatos, enquanto o cidadão e as instituições aguardam uma solução posterior. Quando decisões monocráticas se anulam publicamente, a previsibilidade da Justiça fica comprometida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O próprio Fachin afirmou que existem “sérios elementos de fatos” que precisam de encaminhamento institucional e ressaltou que o cargo de ministro não representa privilégio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dias Toffoli deixou a relatoria da investigação do Banco Master e posteriormente declarou suspeição em ação relacionada à CPI do caso. Isso demonstra a existência de questionamentos sobre a imparcialidade, Cristiano Zanin negou um mandado de segurança que pretendia obrigar a Câmara a instalar uma CPI. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto a Cármen Lúcia, notícias indicam que seu voto poderá ser decisivo em eventual análise sobre a abertura de investigação contra Moraes. Até o momento, não há decisão pública dela, mas muitos suspeitam que pode haver uma tentativa de blindagem. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A segurança jurídica sofreu um abalo grave, a combinação de relações privadas entre investigados e autoridades, relatórios contestados, decisões monocráticas conflitantes, sigilos prolongados e disputas públicas entre ministros destrói a confiança de que a Justiça atua com distância, previsibilidade e igualdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entidades empresariais, a OAB e setores da sociedade civil já pediram sessões públicas, regras mais claras de impedimento e suspeição, decisões fundamentadas e maior transparência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta institucional precisa ser uma investigação independente, pública e imparcial, contra Moraes,  Vorcaro, agentes da PF ou qualquer outra autoridade, sem proteção partidária. Sem isso, a percepção de que o Brasil possui uma Justiça seletiva continuará crescendo, e a segurança jurídica permanecerá sendo a primeira vítima da crise.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>El Niño 2026 pode ser o mais intenso desde 1950: prevenção precisa virar prioridade antes que a emergência chegue</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/el-nino-2026-pode-ser-o-mais-intenso-desde-1950-prevencao-precisa-virar-prioridade-antes-que-a-emergencia-chegue/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 01:41:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1575</guid>

					<description><![CDATA[Com possibilidade de um El Niño excepcionalmente forte, o Brasil já conhece os riscos: excesso de chuva e enchentes no Sul, seca em parte do Norte e Nordeste, ondas de calor, incêndios e prejuízos à agricultura. O alerta existe com meses de antecedência. A questão agora é saber se União, estados e municípios transformarão previsão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Com possibilidade de um El Niño excepcionalmente forte, o Brasil já conhece os riscos: excesso de chuva e enchentes no Sul, seca em parte do Norte e Nordeste, ondas de calor, incêndios e prejuízos à agricultura. O alerta existe com meses de antecedência. A questão agora é saber se União, estados e municípios transformarão previsão em prevenção, ou voltarão a agir quando o desastre já estiver instalado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil entra nos últimos meses de 2026 diante de um alerta climático que não pode ser tratado como mais uma previsão meteorológica de rotina. O Instituto Nacional de Meteorologia informou, com base nas projeções da NOAA, que existe probabilidade igual ou superior a <strong>90% de ocorrência de um El Niño classificado como muito forte</strong> nos próximos trimestres. Mais impressionante: a estimativa divulgada pelo INMET aponta <strong>69% de possibilidade de o episódio se tornar o mais intenso registrado desde 1950</strong>, podendo alcançar anomalia de temperatura de pelo menos 2,5 °C no Pacífico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa que cada cidade brasileira sofrerá uma catástrofe. El Niño modifica probabilidades climáticas e seus impactos variam conforme região, relevo, bacias hidrográficas, urbanização e sucessão de sistemas meteorológicos. Mas significa algo politicamente muito importante: <strong>o risco é conhecido antecipadamente</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quando um risco dessa magnitude é conhecido com antecedência, a responsabilidade do poder público muda. Não basta emitir alerta quando o rio já está subindo, enviar Defesa Civil quando bairros já estão inundados ou anunciar recursos depois de casas, lavouras, estradas e vidas terem sido atingidas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A previsão está dada</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No Sul do Brasil, o cenário merece atenção especial. O INMET informa que o El Niño tende a favorecer chuvas acima da média na Região Sul. O próprio instituto já registrou que, em julho de 2026, os acumulados ficaram entre <strong>30% e 90% acima da média</strong>, dependendo da localidade. A previsão é de continuidade de uma configuração favorável a precipitações acima do normal nos próximos meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O boletim conjunto produzido por INMET, INPE, ANA, Cemaden, Serviço Geológico do Brasil, Defesa Civil Nacional e outros órgãos também projeta intensificação do El Niño durante o segundo semestre, com elevada probabilidade de um evento <strong>muito forte entre a primavera e o início do verão</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização Meteorológica Mundial vai na mesma direção: o El Niño está se fortalecendo e deverá influenciar intensamente temperatura e precipitação nos próximos meses. A entidade ressalta que previsões antecipadas existem justamente para permitir que governos protejam vidas e meios de subsistência <strong>antes</strong> dos extremos climáticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, ninguém poderá dizer mais adiante que não havia informação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O problema não começa quando começa a chover</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Prevenção de desastre não é colocar caminhões, helicópteros e barcos na rua depois que a população precisa ser resgatada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Prevenção significa limpar e ampliar sistemas de drenagem; revisar diques e comportas; retirar famílias de áreas de risco extremo; mapear encostas; desassorear onde tecnicamente indicado; fiscalizar ocupações vulneráveis; recuperar estruturas de contenção; verificar pontes; preparar hospitais; estabelecer rotas de evacuação; garantir geradores, água potável, medicamentos e abrigos; proteger sistemas de telecomunicações; treinar equipes municipais; revisar barragens; monitorar rios; estabelecer estoques estratégicos e manter comunicação direta com a população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo, a preparação envolve ainda planejamento para excesso ou falta de água, orientação agronômica, seguro rural, defesa sanitária, infraestrutura de estradas e pontes e mecanismos para diminuir perdas de produtores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas regiões em que o El Niño tende a reduzir as chuvas, o desafio é diferente: segurança hídrica, reservatórios, abastecimento, agricultura, ondas de calor e incêndios florestais passam a exigir preparação antecipada. O Cemaden já apontava em julho <strong>157 municípios classificados em seca severa</strong>, evidenciando que o país poderá enfrentar extremos opostos simultaneamente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Eleição não pode ser mais importante que prevenção</h2>



<p class="wp-block-paragraph">2026 é ano eleitoral. A máquina política brasileira naturalmente está tomada por alianças, candidaturas, pesquisas, convenções, estratégias partidárias e pela disputa pelo poder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso faz parte da democracia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que não pode acontecer é o calendário eleitoral consumir a atenção administrativa de governos enquanto uma ameaça climática de grande magnitude se forma diante do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Governadores continuam governadores durante a eleição. Prefeitos continuam responsáveis por suas cidades. Ministros continuam responsáveis por seus ministérios. O Governo Federal não entra em férias porque existem urnas em outubro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A população tem o direito de perguntar agora, e não depois da enchente, quais obras foram concluídas, quais continuam apenas no papel, quais municípios possuem planos de contingência atualizados, quantas famílias permanecem em áreas de risco, quais rios têm monitoramento adequado, onde faltam radares e estações, qual capacidade de abrigo existe e quanto do orçamento de prevenção já foi efetivamente executado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente aqui que a cobrança pública deve ser mais dura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Cemaden ampliou sua rede e passou a monitorar <strong>1.295 municípios</strong> em março de 2026, incluindo novas cidades consideradas vulneráveis a inundações, enxurradas e deslizamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dinheiro autorizado não é necessariamente obra pronta. Projeto selecionado não é drenagem funcionando. Convênio assinado não retira uma família de área de risco. Estação de monitoramento não substitui plano de evacuação. E alerta recebido no celular não resolve uma ponte incapaz de suportar uma cheia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Brasil não pode transformar previsão em retrospectiva</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de toda grande tragédia climática, aparecem as mesmas frases: “evento excepcional”, “volume nunca visto”, “situação imprevisível”, “ninguém poderia imaginar”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o El Niño de 2026-2027, esse discurso terá muito menos força.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Meteorologistas estão avisando. Institutos brasileiros estão avisando. A NOAA está avisando. A Organização Meteorológica Mundial está avisando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fenômeno pode se estender pelo menos até o início de 2027 e existe uma possibilidade real de entrar para a história entre os episódios mais intensos já observados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado final ainda não pode ser conhecido. Não é possível prever hoje qual cidade será inundada, onde ocorrerá uma enxurrada ou exatamente quanto choverá em determinado município meses adiante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas gestão de risco não exige certeza absoluta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exige agir diante de uma probabilidade elevada combinada com consequências potencialmente graves.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O verdadeiro teste dos governos começa antes do desastre</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se as previsões se confirmarem, haverá tempo para discutir responsabilidades depois. Neste momento, porém, ainda existe algo mais valioso: tempo para evitar parte dos danos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É agora que prefeitos precisam revisar pontos críticos. É agora que estados precisam concluir obras emergenciais e testar seus sistemas de resposta. É agora que União, estados e municípios precisam compartilhar informações, equipamentos e recursos. É agora que hospitais, concessionárias, escolas e estruturas de Defesa Civil precisam saber como reagir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha eleitoral passará.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os efeitos de uma enchente, de uma seca prolongada, de uma ponte destruída ou de uma família que perdeu tudo podem durar anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil já recebeu o alerta. A ciência fez sua parte ao antecipar o risco. Daqui em diante, prevenção deixa de ser apenas uma questão meteorológica e passa a ser uma questão de <strong>prioridade política, gestão pública e responsabilidade</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se os governos utilizarem os próximos meses para preparar cidades e comunidades, muitas perdas poderão ser reduzidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se esperarem o desastre chegar para descobrir o que deveria ter sido feito, então a pergunta será inevitável: S<strong>e todos sabiam que o risco estava vindo, por que não fizeram mais enquanto ainda havia tempo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quando o Bolsa Família supera o emprego formal: um alerta sobre dependência, baixa produtividade e o fracasso em criar autonomia</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/quando-o-bolsa-familia-supera-o-emprego-formal-um-alerta-sobre-dependencia-baixa-produtividade-e-o-fracasso-em-criar-autonomia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 02:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bolsa família]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1581</guid>

					<description><![CDATA[Em dez estados, um levantamento de junho de 2026 mostra mais famílias atendidas pelo Bolsa Família do que vínculos formais de emprego. A fotografia é preocupante e deveria provocar uma discussão séria sobre desenvolvimento econômico, qualificação profissional e portas de saída dos programas sociais. O quadro apresentado, construído a partir de dados do Ministério do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em dez estados, um levantamento de junho de 2026 mostra mais famílias atendidas pelo Bolsa Família do que vínculos formais de emprego. A fotografia é preocupante e deveria provocar uma discussão séria sobre desenvolvimento econômico, qualificação profissional e portas de saída dos programas sociais. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro apresentado, construído a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e do Novo Caged, chama atenção. Maranhão, Pará, Bahia, Piauí, Paraíba, Alagoas, Amazonas, Acre, Sergipe e Amapá aparecem com mais famílias recebendo Bolsa Família do que postos formais de trabalho registrados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Maranhão, por exemplo, o estoque de empregos formais chegou a cerca de <strong>646,6 mil em junho</strong>, enquanto o Bolsa Família alcançava aproximadamente <strong>1,17 milhão de famílias</strong>. O próprio MDS informa que, em junho, Bahia tinha cerca de 2,38 milhões de famílias beneficiárias, Pará 1,28 milhão e Maranhão 1,17 milhão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma imagem desconfortável de uma parte do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um país saudável deveria caminhar para que cada vez mais famílias dependessem de renda proveniente do trabalho, da atividade empresarial e da produção — e cada vez menos de transferências permanentes do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema começa quando o auxílio, criado para proteger quem precisa, deixa de ser uma ponte para autonomia e passa a fazer parte permanente da estrutura econômica de regiões inteiras.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O verdadeiro escândalo é existir tão pouco emprego formal</h3>



<p class="wp-block-paragraph">É tentador olhar para esses números e concluir simplesmente que milhões de brasileiros se “acomodaram”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os próprios dados, porém, mostram um quadro mais complexo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O IBGE revelou que, no primeiro trimestre de 2026, a informalidade atingia <strong>57,6% dos ocupados no Maranhão, 56,5% no Pará e 53,2% no Amazonas</strong>. No Maranhão, apenas 53,4% dos empregados do setor privado tinham carteira assinada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja: há muita gente trabalhando que simplesmente não aparece na coluna do Novo Caged utilizada no gráfico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não diminui a gravidade do problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo contrário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mostra um país onde milhões sobrevivem de bicos, comércio informal, pequenos serviços, trabalho por conta própria e atividades com baixa produtividade e baixa proteção social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crítica, portanto, deveria ser ainda maior: <strong>como o Brasil chegou ao ponto de possuir regiões em que o mercado formal é tão pequeno diante da população vulnerável?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Onde estão as indústrias?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Onde estão os investimentos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Onde estão as empresas capazes de contratar?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Onde está a formação profissional?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Onde está a infraestrutura necessária para gerar riqueza?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Transferir renda é muito mais fácil do que criar uma economia capaz de sustentar centenas de milhares de bons empregos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Bolsa Família não pode se transformar em projeto de vida</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Programas de transferência de renda cumprem uma função importante quando uma família enfrenta pobreza, desemprego ou insegurança alimentar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema começa quando a política pública perde de vista sua finalidade mais importante: <strong>fazer com que aquela família um dia não precise mais dela</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um programa social eficiente deveria ser acompanhado de qualificação profissional, alfabetização, formação técnica, creches, intermediação de emprego, incentivo ao empreendedorismo, infraestrutura e expansão econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sucesso não deveria ser comemorado apenas pelo número de pessoas que entram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deveria ser medido também pelo número de famílias que conseguem sair porque sua renda aumentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um governo que apresenta como grande conquista apenas o crescimento contínuo da quantidade de beneficiários corre o risco de transformar um indicador de vulnerabilidade em troféu político.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pobreza não é patrimônio eleitoral.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O Brasil precisa parar de administrar pobreza e começar a produzir prosperidade</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo feitas essas ressalvas, os números continuam revelando um problema estrutural enorme.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No primeiro semestre de 2026, o Brasil criou <strong>921.645 empregos formais</strong>, levando o estoque nacional para pouco mais de <strong>48 milhões de vínculos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É positivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a concentração regional da pobreza, da informalidade e da baixa formalização mostra que crescimento econômico e oportunidades continuam distribuídos de maneira extremamente desigual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos estados, existe uma parcela imensa da população cujo relacionamento econômico mais estável não é com uma empresa empregadora, mas com algum mecanismo de assistência pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nenhuma nação deveria considerar isso normal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo de um país desenvolvido não pode ser montar o maior sistema possível de transferência de renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deve ser construir uma economia na qual o menor número possível de cidadãos precise dele.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Benefício social não pode virar instrumento eleitoral</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Existe ainda uma questão política inevitável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Programas sociais movimentam milhões de famílias e, consequentemente, possuem enorme peso eleitoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É legítimo questionar governos quando tratam benefícios financiados pelo contribuinte como se fossem uma concessão pessoal de determinado presidente, governador, prefeito ou partido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O dinheiro não pertence a político algum.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele é público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um governo tenta transmitir ao cidadão a sensação de que o benefício depende da permanência de determinada liderança no poder, abre-se espaço para uma relação política perigosa de dependência.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A dependência eleitoral é construída quando falta alternativa</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Há uma diferença enorme entre ajudar uma família pobre e mantê-la indefinidamente sem perspectiva de ascensão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se uma pessoa vive em uma região sem indústria, com infraestrutura precária, educação deficiente e poucas empresas contratando, não é surpreendente que dependa do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse caso, o fracasso é muito mais amplo do que o comportamento do beneficiário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o fracasso de décadas de políticas públicas incapazes de criar oportunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, responsabilizar exclusivamente o cidadão pobre seria confortável demais para o poder público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estado arrecada impostos, administra trilhões de reais e possui instrumentos para investir em educação, estradas, saneamento, segurança, tecnologia, crédito e ambiente empresarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se, depois de décadas, milhões continuam sem condições de se sustentar fora de programas assistenciais, alguma coisa está profundamente errada.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O auxílio deve existir, mas a porta de saída também</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Uma política social madura deveria ter duas mãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma protege quem caiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A outra ajuda essa pessoa a levantar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bolsa Família sem crescimento econômico combate momentaneamente a miséria, mas não elimina suas causas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Transferência de renda sem qualificação preserva vulnerabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Benefício sem geração de emprego protege o presente, mas não constrói o futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E assistência usada como marketing eleitoral degrada uma política pública legítima transformando cidadão vulnerável em peça de propaganda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil deveria comemorar quando uma família deixa o Bolsa Família porque passou a ganhar mais, e não tratar permanentemente o aumento do cadastro como símbolo de sucesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Melhor Idade: novo portal reúne saúde, aposentadoria, tecnologia, direitos e qualidade de vida para quem chegou aos 60+</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/melhor-idade-novo-portal-reune-saude-aposentadoria-tecnologia-direitos-e-qualidade-de-vida-para-quem-chegou-aos-60/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 03:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estilo de vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1584</guid>

					<description><![CDATA[Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, o site Melhor Idade nasce com a proposta de reunir, em um único endereço, informações práticas para pessoas idosas, familiares e cuidadores — com conteúdos sobre saúde, INSS, tecnologia, atividades físicas, alimentação, turismo, direitos e vida cotidiana. O Brasil está mudando de idade, e rapidamente. O Censo Demográfico [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, o site Melhor Idade nasce com a proposta de reunir, em um único endereço, informações práticas para pessoas idosas, familiares e cuidadores — com conteúdos sobre saúde, INSS, tecnologia, atividades físicas, alimentação, turismo, direitos e vida cotidiana.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil está mudando de idade, e rapidamente. O Censo Demográfico de 2022 mostrou que a população com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em apenas 12 anos, passando de cerca de 14 milhões de pessoas em 2010 para 22,2 milhões em 2022. Considerando o recorte legal de pessoa idosa, que começa aos 60 anos, levantamentos do IBGE já apontavam que esse grupo representava aproximadamente 15% da população brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É diante dessa transformação que surge o <strong><a href="https://melhor-idade.noradar.com/?utm_source=chatgpt.com">Melhor Idade</a></strong>, portal especializado disponível em <a href="https://melhor-idade.noradar.com/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener">melhor-idade.noradar.com</a>. A proposta é funcionar como uma grande central de informação para uma geração que vive mais, permanece ativa por mais tempo e precisa de conteúdos que acompanhem seus novos desafios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que falar sobre envelhecimento, o site procura tratar a maturidade como uma fase completa da vida, na qual saúde, independência, renda, lazer, aprendizado e participação social continuam sendo fundamentais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Informação pensada especialmente para pessoas idosas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na internet, não falta informação. O problema é encontrar conteúdos organizados, escritos de maneira compreensível e realmente direcionados às necessidades de quem tem 60, 70, 80 anos ou mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Melhor Idade foi estruturado justamente para atender esse público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez de misturar assuntos voltados para todas as faixas etárias, o portal organiza matérias a partir das situações vividas pela população idosa e por suas famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa explicar desde como utilizar um aplicativo no celular até questões mais complexas relacionadas a aposentadoria, prevenção de doenças, alimentação, exercícios, direitos, cuidados e segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A linguagem busca ser direta e acessível, evitando transformar tecnologia ou burocracia em obstáculos desnecessários.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Saúde e prevenção ganham espaço especial</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pilares do portal é a área dedicada à saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O envelhecimento aumenta a importância da prevenção e do acompanhamento de condições como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, osteoporose, problemas articulares, alterações de memória, dificuldades de visão e audição, entre muitas outras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Saúde lembra que a pessoa idosa tem direito à atenção integral pelo SUS, incluindo ações de promoção, prevenção, proteção e recuperação da saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Melhor Idade, os conteúdos de saúde procuram explicar sintomas, fatores de risco, exames, tratamentos e formas de prevenção em linguagem compreensível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há também espaço para alimentação, exercícios e abordagens complementares, como informações sobre ervas e chás, sempre dentro da perspectiva de que essas práticas <strong>não devem substituir diagnóstico, acompanhamento médico ou tratamentos prescritos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa distinção é especialmente importante em uma faixa etária na qual é comum o uso simultâneo de vários medicamentos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Aposentadoria e INSS sem linguagem burocrática</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro tema central é aposentadoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para milhões de brasileiros, entender o INSS pode ser tão difícil quanto conseguir o próprio benefício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Regras de aposentadoria, tempo de contribuição, documentação, perícias, pensão por morte, BPC, revisão de benefício, prova de vida, requerimentos e recursos administrativos frequentemente envolvem termos técnicos que confundem quem procura orientação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Melhor Idade dedica uma área específica a esses assuntos, procurando transformar regras e procedimentos em explicações passo a passo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O portal também aborda direitos assegurados pela legislação brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estatuto da Pessoa Idosa considera pessoa idosa aquela com <strong>60 anos ou mais</strong> e determina prioridade na garantia de direitos como vida, saúde, alimentação, educação, cultura, esporte, lazer, trabalho, cidadania, liberdade, dignidade e convivência familiar e comunitária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os direitos existentes estão benefícios relacionados a transporte, prioridade de atendimento, descontos culturais, estacionamento, proteção contra violência e, para quem atende aos requisitos legais, o Benefício de Prestação Continuada.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tecnologia sem medo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez uma das áreas mais importantes do projeto seja <strong>Tecnologia sem medo</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada vez mais serviços essenciais migraram para a internet.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Banco, INSS, consultas médicas, documentos, passagens, compras, comunicação com familiares e até serviços públicos dependem hoje de smartphones e computadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem não cresceu utilizando essas ferramentas, uma tarefa aparentemente simples pode virar motivo de insegurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Melhor Idade trabalha com tutoriais detalhados para ensinar ações como configurar o celular, instalar aplicativos, utilizar WhatsApp, fazer chamadas de vídeo, acessar serviços digitais, identificar golpes, criar senhas seguras e navegar pela internet.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta não é apenas ensinar onde clicar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É ajudar a pessoa a entender <strong>o que está fazendo e por que está fazendo</strong>, diminuindo a dependência de terceiros.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Inteligência artificial também pode ser ferramenta para a melhor idade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço da inteligência artificial abre outra oportunidade importante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ferramentas de IA podem ajudar uma pessoa idosa a escrever uma mensagem, entender um texto difícil, criar uma receita com ingredientes disponíveis, planejar uma viagem, aprender sobre determinado assunto ou simplesmente tirar dúvidas do cotidiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O portal também orienta sobre esse novo universo, mostrando possibilidades de uso da inteligência artificial e cuidados necessários para não confiar cegamente em respostas automáticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma forma de aproximar uma tecnologia recente de uma geração que muitas vezes foi injustamente tratada como incapaz de acompanhar as mudanças digitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Idade não impede aprendizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que muitas vezes falta é explicação adequada.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Exercícios e atividades para diferentes condições</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Manter-se ativo é outra preocupação presente no Melhor Idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A área de atividades e esportes procura apresentar exercícios que podem ser realizados em casa ou em ambientes externos, sempre considerando que pessoas diferentes possuem condições físicas diferentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alongamento, caminhada, fortalecimento, equilíbrio, mobilidade e outras práticas podem contribuir para autonomia e qualidade de vida quando realizadas de maneira adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conteúdo procura explicar os movimentos passo a passo e alertar para adaptações necessárias em situações de limitação física.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A intenção não é substituir avaliação profissional, mas ajudar o leitor a compreender melhor a importância do movimento e encontrar caminhos para uma rotina mais ativa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Alimentação, turismo, cultura e lazer também fazem parte da vida</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Envelhecer não significa transformar a vida apenas em consultas médicas e medicamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, o Melhor Idade também abre espaço para alimentação, culinária, viagens, turismo, filmes, livros, cultura, esportes, atividades de lazer e convivência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Viajar depois dos 60, por exemplo, pode exigir planejamento diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acessibilidade, deslocamentos, seguro, medicação, clima, hospedagem e ritmo dos passeios passam a ser elementos importantes na escolha de um destino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, pessoas idosas possuem direitos específicos relacionados ao lazer e ao transporte. O Estatuto assegura, entre outras garantias, desconto mínimo de 50% em ingressos para atividades artísticas, culturais, esportivas e de lazer e benefícios no transporte interestadual para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Familiares e cuidadores também encontram informação</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O envelhecimento de uma pessoa modifica muitas vezes a rotina de toda a família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Filhos e netos passam a procurar informações sobre cuidadores, adaptações da casa, alimentação, segurança, acompanhamento médico e formas de preservar a autonomia da pessoa idosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, o Melhor Idade não é voltado exclusivamente para quem passou dos 60.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele também pode servir como fonte de consulta para familiares e profissionais envolvidos com o cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questões como contratação de cuidador, organização da rotina, prevenção de quedas, uso de medicamentos, lares para idosos e convivência familiar fazem parte desse universo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um público que não pode mais ser tratado como nicho</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A transformação demográfica brasileira torna iniciativas desse tipo cada vez mais relevantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2010, pessoas com 65 anos ou mais representavam 7,4% da população. Em 2022, já eram 10,9%. Enquanto isso, a participação das crianças de até 14 anos diminuiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso altera praticamente tudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Modifica o sistema de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muda o mercado imobiliário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Transforma o transporte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Afeta Previdência e mercado de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cria novos produtos e serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aumenta a necessidade de acessibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E exige que a própria internet aprenda a conversar melhor com pessoas mais velhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem trata a população idosa como um pequeno nicho está olhando para um Brasil que já não existe.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Independência é uma das palavras-chave</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez o principal valor de um portal dedicado à melhor idade seja ajudar a preservar independência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saber como utilizar o celular sem depender do filho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entender o próprio benefício previdenciário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conhecer os próprios direitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aprender a identificar um golpe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Compreender um exame médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Encontrar uma atividade física compatível com suas condições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Planejar uma viagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Descobrir uma nova tecnologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo isso contribui para autonomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E autonomia tem relação direta com dignidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O próprio Estatuto da Pessoa Idosa estabelece que devem ser asseguradas oportunidades para preservação da saúde física e mental e para desenvolvimento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Melhor Idade quer se tornar uma grande biblioteca digital para quem tem 60+</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta do projeto é ampliar continuamente o número de guias e matérias, transformando o site em uma biblioteca especializada sobre envelhecimento ativo e vida depois dos 60 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saúde e doenças, aposentadoria e INSS, tecnologia, direitos, alimentação, atividades físicas, turismo, segurança, cuidadores, cultura e qualidade de vida formam um universo enorme de temas que podem fazer diferença na rotina de milhões de brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O envelhecimento populacional não é uma previsão distante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele já está acontecendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, à medida que o Brasil envelhece, cresce também a necessidade de informação produzida especificamente para esse público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Melhor Idade</strong> surge justamente nesse espaço: utilizando a internet não para afastar quem possui menos familiaridade com a tecnologia, mas para aproximar, explicar e ampliar possibilidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque chegar aos 60, 70 ou 80 anos não significa deixar de aprender, viajar, descobrir, participar ou planejar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Significa entrar em uma nova etapa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E informação de qualidade pode ajudar essa etapa a ser vivida com mais <strong>autonomia, segurança, conhecimento e qualidade de vida</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conheça o portal:</strong> <a href="https://melhor-idade.noradar.com/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener">Melhor Idade &#8211; No Radar</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Governo Lula fecha 2025 com rombo de R$ 55 bilhões e dívida em alta</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/governo-lula-fecha-2025-com-rombo-de-r-55-bilhoes-e-divida-em-alta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 01:22:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1570</guid>

					<description><![CDATA[Dados oficiais confirmam uma forte reversão nas contas públicas. Governo Central passou de superávit de R$ 54,1 bilhões em 2022 para déficit de R$ 61,7 bilhões em 2025; dívida bruta alcançou 78,7% do PIB O Brasil encerrou 2025 com um resultado fiscal muito diferente daquele registrado no último ano do governo de Jair Bolsonaro. Enquanto [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dados oficiais confirmam uma forte reversão nas contas públicas. Governo Central passou de superávit de R$ 54,1 bilhões em 2022 para déficit de R$ 61,7 bilhões em 2025; dívida bruta alcançou 78,7% do PIB</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil encerrou 2025 com um resultado fiscal muito diferente daquele registrado no último ano do governo de Jair Bolsonaro. Enquanto 2022 terminou com superávit primário de R$ 54,1 bilhões nas contas do Governo Central, o terceiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva fechou com déficit primário de R$ 55 bilhões no setor público consolidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança de sinal é real e revela uma deterioração preocupante das contas públicas, segundo o <a href="https://www.tesourotransparente.gov.br/publicacoes/boletim-resultado-do-tesouro-nacional-rtn/2022/12">Resultado do Tesouro Nacional de dezembro de 2022</a>, o Governo Central, formado pelo Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registrou superávit de <strong>R$ 54,1 bilhões</strong> naquele ano. Em 2025, pelo mesmo critério do Tesouro, o resultado foi um déficit de <strong>R$ 61,7 bilhões</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já pelo critério do Banco Central, que considera todo o setor público consolidado, incluindo governos estaduais, municipais e empresas estatais, o país passou de superávit de <strong>R$ 126 bilhões em 2022</strong> para déficit de <strong>R$ 55 bilhões em 2025</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os números da virada fiscal</h2>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><th>Indicador</th><th>2022 – Bolsonaro</th><th>2025 – Lula</th></tr><tr><td>Resultado primário do Governo Central – Tesouro</td><td><strong>+ R$ 54,1 bilhões</strong></td><td><strong>– R$ 61,7 bilhões</strong></td></tr><tr><td>Resultado primário do setor público consolidado – Banco Central</td><td><strong>+ R$ 126 bilhões</strong></td><td><strong>– R$ 55 bilhões</strong></td></tr><tr><td>Resultado nominal, incluindo juros</td><td><strong>– R$ 460,4 bilhões</strong></td><td><strong>– R$ 1,062 trilhão</strong></td></tr><tr><td>Dívida Bruta do Governo Geral</td><td><strong>73,5% do PIB</strong></td><td><strong>78,7% do PIB</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Valores positivos representam superávit; valores negativos, déficit. Os montantes são nominais e não foram corrigidos pela inflação.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A comparação demonstra que, adotando-se o mesmo grupo de contas em cada ano, houve uma clara inversão. No conceito do Governo Central, o saldo saiu de R$ 54,1 bilhões positivos para R$ 61,7 bilhões negativos. No setor público consolidado, passou de R$ 126 bilhões positivos para R$ 55 bilhões negativos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que significa superávit primário</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado primário corresponde à diferença entre as receitas e as despesas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando as receitas superam as despesas primárias, há superávit. Quando os gastos ultrapassam a arrecadação, ocorre déficit, popularmente chamado de rombo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O superávit de 2022 foi obtido por uma combinação de aumento expressivo das receitas, contenção de algumas despesas e redução dos gastos extraordinários relacionados à pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A receita líquida do Governo Central cresceu 7,7% acima da inflação em relação a 2021, enquanto a despesa total avançou 2,1% em termos reais. Entre os principais fatores positivos estavam:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>aumento real de R$ 102,4 bilhões na arrecadação do Imposto de Renda;</li>



<li>crescimento real de R$ 34,2 bilhões na CSLL;</li>



<li>elevação de R$ 36,8 bilhões nas receitas de concessões e permissões;</li>



<li>aumento real de R$ 40,4 bilhões em dividendos e participações;</li>



<li>crescimento real de R$ 30,4 bilhões nas receitas de exploração de recursos naturais;</li>



<li>melhora do emprego formal e da arrecadação previdenciária;</li>



<li>redução real de 6,1% nas despesas com pessoal, influenciada pela ausência de reajustes para servidores civis.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Os dividendos adicionais recebidos pela União vieram principalmente da Petrobras, que respondeu por crescimento real de R$ 34,1 bilhões nessa rubrica. Também contribuíram os recursos da privatização da Eletrobras, os bônus de concessões e a alta internacional do petróleo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Tesouro registrou que o preço médio internacional do barril subiu 42,3%, aumentando royalties, participações especiais, lucros e dividendos ligados ao setor petrolífero. Esses dados constam no <a href="https://cdn.tesouro.gov.br/sistemas-internos/apex/producao/sistemas/thot/arquivos/publicacoes/46073_1449893/boletim_dez22.pdf">boletim fiscal oficial de 2022</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também houve forte redução dos créditos extraordinários: os gastos associados ao combate à Covid-19 caíram R$ 113,7 bilhões, embora parte dessa economia tenha sido compensada pela ampliação do Auxílio Brasil e de outros benefícios durante o período eleitoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso mostra que o resultado positivo não foi produzido por uma única medida. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado positivo de 2022 não significa que todas as obrigações do governo tenham sido quitadas. O Tribunal de Contas da União apontou que o estoque de restos a pagar chegou a R$ 255,2 bilhões no final daquele exercício, com crescimento nominal de 9,3%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do total, 77,2% correspondiam a despesas empenhadas em 2022 e ainda não pagas até 31 de dezembro. Esse estoque incluía despesas obrigatórias, benefícios previdenciários, recursos da saúde, transferências e outros compromissos do Orçamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que 2025 terminou no vermelho</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.tesourotransparente.gov.br/publicacoes/boletim-resultado-do-tesouro-nacional-rtn/2025/12">Tesouro Nacional</a> informou que a receita líquida do Governo Central cresceu 2,8% acima da inflação em 2025. O problema é que as despesas aumentaram 3,4%, ritmo superior ao crescimento das receitas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais aumentos reais registrados em relação a 2024 estavam:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>R$ 41,4 bilhões em benefícios previdenciários;</li>



<li>R$ 16,9 bilhões em pessoal e encargos sociais;</li>



<li>R$ 10,8 bilhões no Benefício de Prestação Continuada;</li>



<li>R$ 10 bilhões na complementação da União ao Fundeb;</li>



<li>R$ 11,9 bilhões em despesas discricionárias;</li>



<li>R$ 6,8 bilhões em subsídios, subvenções e Proagro;</li>



<li>R$ 6,3 bilhões em sentenças judiciais e precatórios.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A valorização do salário mínimo elevou despesas previdenciárias, assistenciais e trabalhistas. Também houve reajustes para o funcionalismo federal, ampliação dos beneficiários da Previdência e do BPC, crescimento dos gastos com educação e pagamento de obrigações judiciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, algumas receitas extraordinárias diminuíram. Os ingressos com concessões e permissões recuaram R$ 10 bilhões em termos reais, enquanto os dividendos recebidos pela União caíram R$ 26,3 bilhões. A redução foi puxada principalmente por menores repasses da Petrobras, do BNDES e do Banco do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com aumento da arrecadação do Imposto de Renda, do IOF e das contribuições previdenciárias, o crescimento das receitas não foi suficiente para acompanhar as despesas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Juros superaram R$ 1 trilhão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro torna-se ainda mais grave quando são incluídos os juros da dívida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2025, os juros nominais do setor público alcançaram <strong>R$ 1,007 trilhão</strong>, equivalentes a 7,91% do PIB. Somando os juros ao déficit primário, o resultado nominal ficou negativo em <strong>R$ 1,062 trilhão</strong>, ou 8,34% do PIB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o <a href="https://www.bcb.gov.br/content/estatisticas/hist_estatisticasfiscais/202601_Texto_de_estatisticas_fiscais.pdf">Banco Central</a>, o aumento da conta de juros foi influenciado pela taxa Selic elevada e pelo crescimento do estoque da dívida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Dívida Bruta do Governo Geral chegou a <strong>R$ 10 trilhões</strong>, equivalentes a 78,7% do PIB. Em 2022, ela correspondia a 73,5% do PIB. Isso representa crescimento de 5,2 pontos percentuais em três anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Estatais também contribuíram para o resultado negativo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As empresas estatais, excluídas Petrobras e bancos públicos da metodologia do Banco Central, registraram déficit primário próximo de R$ 5,8 bilhões em 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O saldo negativo das estatais agravou o resultado consolidado. Enquanto os governos estaduais e municipais produziram superávit primário de R$ 9,5 bilhões, o Governo Central e as empresas estatais permaneceram no vermelho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do impacto imediato, empresas públicas deficitárias podem exigir aportes, garantias da União ou empréstimos, aumentando os riscos para os contribuintes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Houve uma deterioração fiscal clara durante o governo Lula. Em 2025, as despesas cresceram acima das receitas, o Governo Central voltou ao déficit, as estatais permaneceram no vermelho e a dívida pública avançou para 78,7% do PIB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo descontando as diferenças de metodologia e as obrigações herdadas, o Brasil saiu de um resultado primário positivo em 2022 para um saldo negativo em 2025. A reversão preocupa porque reduz a capacidade de investimento do Estado, aumenta as despesas com juros e pode levar a mais impostos, cortes futuros ou crescimento ainda maior da dívida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>IA no Radar reúne catálogo, comparador e guias para ajudar brasileiros a entender a inteligência artificial</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/ia-no-radar-guia-inteligencia-artificial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 03:46:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1567</guid>

					<description><![CDATA[Portal apresenta centenas de ferramentas, conteúdos educativos, biblioteca de prompts e orientações sobre produtividade, privacidade, mercado de trabalho e uso responsável da tecnologia. A inteligência artificial deixou de ser um assunto restrito a pesquisadores e empresas de tecnologia. Atualmente, ferramentas baseadas em IA participam da criação de textos e imagens, análise de documentos, programação, segurança [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portal apresenta centenas de ferramentas, conteúdos educativos, biblioteca de prompts e orientações sobre produtividade, privacidade, mercado de trabalho e uso responsável da tecnologia.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência artificial deixou de ser um assunto restrito a pesquisadores e empresas de tecnologia. Atualmente, ferramentas baseadas em IA participam da criação de textos e imagens, análise de documentos, programação, segurança digital, atendimento ao consumidor, educação, medicina, marketing e inúmeras outras atividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O rápido crescimento desse mercado, porém, trouxe um novo problema: como descobrir qual ferramenta usar, entender suas limitações e separar recursos realmente úteis das promessas publicitárias?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O portal brasileiro <a href="https://ia.noradar.com?utm_source=chatgpt.com">IA no Radar</a> foi desenvolvido para ajudar a responder essas perguntas. O site reúne informações organizadas sobre ferramentas de inteligência artificial, guias educativos, comparações, profissões, prompts e cuidados necessários para utilizar a tecnologia com produtividade, segurança e senso crítico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um catálogo com centenas de ferramentas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais recursos do portal é o <a href="https://ia.noradar.com/catalogo/?utm_source=chatgpt.com">Catálogo de Inteligências Artificiais</a>, que apresenta centenas de soluções organizadas de acordo com sua finalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O usuário pode encontrar ferramentas destinadas à produção de textos, criação de imagens, edição de vídeos, programação, pesquisa, automação, atendimento, produtividade, educação, saúde, marketing, análise de dados e segurança digital, entre outras áreas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As fichas procuram explicar o que cada inteligência artificial faz, qual empresa está por trás do produto, em quais atividades ela pode ser utilizada e quais são seus principais pontos fortes e limitações. Essa abordagem ajuda o visitante a entender que nenhuma IA é perfeita ou indicada para todas as situações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma ferramenta pode ser excelente para transcrever reuniões, por exemplo, mas não ser apropriada para pesquisas acadêmicas. Da mesma forma, uma solução eficiente na criação de imagens pode apresentar limitações relacionadas a direitos autorais, privacidade ou fidelidade visual.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Comparador permite avaliar até três IAs</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para facilitar a escolha, o portal também oferece um <a href="https://ia.noradar.com/comparador/?utm_source=chatgpt.com">comparador de inteligências artificiais</a>. A ferramenta permite selecionar até três soluções e analisar, lado a lado, suas características, especialidades, vantagens, limitações e aplicações recomendadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O recurso é especialmente útil porque o mercado de IA muda rapidamente. Novas ferramentas aparecem constantemente, enquanto produtos conhecidos recebem atualizações, mudam de preço ou incorporam funções que antes pertenciam a outras plataformas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que apontar uma suposta “melhor IA”, o comparador incentiva uma escolha baseada na necessidade do usuário. A solução mais famosa nem sempre é a mais adequada, assim como a mais cara não é necessariamente a mais segura ou eficiente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Guias para iniciantes e profissionais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A seção de <a href="https://ia.noradar.com/guias/?utm_source=chatgpt.com">guias sobre inteligência artificial</a> atende tanto pessoas que estão começando quanto profissionais que precisam aprofundar seus conhecimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os conteúdos explicam fundamentos como aprendizado de máquina, modelos de linguagem, inteligência artificial generativa, agentes autônomos, criação de prompts, automação e RAG — tecnologia que permite conectar uma IA a documentos e fontes específicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os materiais disponíveis está o guia <a href="https://ia.noradar.com/guias/como-escolher-uma-ia/?utm_source=chatgpt.com">Como escolher uma IA</a>, que apresenta uma metodologia baseada em definição da tarefa, qualidade, privacidade, segurança, custo, integração e risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O portal também disponibiliza um plano de aprendizagem de 30 dias, criado para conduzir o leitor desde os conceitos iniciais até aplicações práticas, avaliação de respostas, segurança e desenvolvimento de pequenos projetos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Prompts para obter respostas melhores</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outra área importante é a biblioteca de prompts. Prompts são as instruções fornecidas aos sistemas de inteligência artificial. Quanto mais claro for o pedido, maiores são as chances de receber uma resposta útil e adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O IA no Radar apresenta exemplos para atividades como planejamento, estudo, redação, análise de dados, marketing, atendimento, organização pessoal, pesquisa e criação de conteúdo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo não é incentivar que o usuário simplesmente copie uma instrução pronta, mas mostrar como adaptar o comando ao seu contexto, informar o público, definir o formato esperado e estabelecer critérios para avaliar a resposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse cuidado é importante porque uma resposta bem escrita pode conter informações incorretas. A IA deve ser tratada como ferramenta de apoio, e não como fonte infalível.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Privacidade e LGPD também fazem parte do conteúdo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O portal dedica atenção especial aos riscos associados ao uso indiscriminado dessas tecnologias. Entre os temas abordados estão proteção de dados, Lei Geral de Proteção de Dados, propriedade intelectual, segurança, vieses, informações falsas e necessidade de supervisão humana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de enviar um documento para uma inteligência artificial, o usuário precisa saber onde os dados serão processados, por quanto tempo serão armazenados e se poderão ser utilizados para treinar modelos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Prontuários médicos, documentos de clientes, contratos, processos, dados pessoais, informações financeiras e segredos empresariais não devem ser enviados a ferramentas de consumo sem avaliação e autorização adequadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A orientação do portal é proporcional ao risco: quanto maior a possibilidade de uma decisão afetar a saúde, a liberdade, o emprego, o crédito ou os direitos de uma pessoa, maior deve ser a participação de profissionais habilitados e menor deve ser a autonomia concedida à IA.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Profissões e transformações no trabalho</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O IA no Radar também acompanha o impacto da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho. A tecnologia não afeta apenas profissionais da informática. Jornalistas, professores, designers, médicos, advogados, administradores, contadores, vendedores e trabalhadores de diferentes setores já convivem com ferramentas capazes de automatizar parte de suas atividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez de apresentar apenas previsões alarmistas, o portal procura mostrar quais tarefas podem ser transformadas, quais habilidades humanas continuam fundamentais e como o profissional pode se preparar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pensamento crítico, conhecimento especializado, criatividade, comunicação, responsabilidade e capacidade de conferir resultados tornam-se ainda mais importantes em ambientes onde a IA produz respostas rapidamente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Informação para usar a tecnologia com responsabilidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta do IA no Radar é funcionar como um ponto de orientação em um universo tecnológico que muda quase todos os dias. O portal combina catálogo, comparação e formação, permitindo que o usuário descubra uma ferramenta e, ao mesmo tempo, aprenda a avaliá-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa combinação é relevante porque conhecer o nome de uma inteligência artificial não significa compreender seu funcionamento. Para usar a tecnologia de maneira profissional, também é necessário analisar qualidade, fontes, privacidade, custo total, integração, suporte, acessibilidade e possibilidade de corrigir ou contestar resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao reunir essas informações em português e apresentá-las de maneira acessível, o <a href="https://ia.noradar.com?utm_source=chatgpt.com">IA no Radar</a> busca aproximar a inteligência artificial de estudantes, trabalhadores, empreendedores, empresas e pessoas interessadas em entender uma das maiores transformações tecnológicas da atualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Acesse:</strong> <a href="https://ia.noradar.com?utm_source=chatgpt.com">https://ia.noradar.com</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Macas nos corredores e bilhões em outras prioridades: o retrato incômodo da saúde pública brasileira</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/macas-nos-corredores-e-bilhoes-em-outras-prioridades-o-retrato-incomodo-da-saude-publica-brasileira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 17:48:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1547</guid>

					<description><![CDATA[Enquanto pacientes enfrentam pronto-socorros superlotados, falta de leitos, espera por exames, internações, os profissionais trabalham no limite para manter o atendimento. Do outro lado das contas públicas, bilhões financiam campanhas eleitorais, viagens oficiais e outras despesas que alimentam o debate sobre as prioridades do Estado brasileiro. Entrar em um pronto atendimento de hospital público brasileiro [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Enquanto pacientes enfrentam pronto-socorros superlotados, falta de leitos, espera por exames, internações, os profissionais trabalham no limite para manter o atendimento. Do outro lado das contas públicas, bilhões financiam campanhas eleitorais, viagens oficiais e outras despesas que alimentam o debate sobre as prioridades do Estado brasileiro.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entrar em um pronto atendimento de hospital público brasileiro nota-se superlotação, uma realidade que há décadas se repete em diferentes regiões do país: pacientes acomodados em macas (quando tem), ou então ficam sentados em cadeiras e isto tudo em corredores; idosos ao lado de jovens; pessoas com problemas respiratórios, traumas, dores, infecções e outras enfermidades disputando o mesmo espaço e respirando o mesmo ar insalubre, pois janelas não existe; familiares aguardando o atendimento do seu ente querido; e mesmo no meio do caus, profissionais correm de um lado para outro para atender com dignidade as emergências sucessivas, muitas vezes, esses corredores ultrapassam a função de ser apenas uma área temporária de atendimento, tornando-se o local de estadia até conseguir um leito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se trata apenas de percepção. Casos registrados em 2026 mostram que a superlotação continua sendo um problema concreto da assistência pública brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, pacientes relataram em abril sofrimento com a superlotação e permanência em corredores. A unidade possuía 39 vagas no pronto-socorro, mas naquele dia havia <strong>74 pacientes somente no setor</strong>. Documentos obtidos pela reportagem mostraram ocupação de <strong>151% em janeiro e 171% em março de 2026</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Rio Grande do Sul, a Santa Casa de Rio Grande informou em junho que todos os seus 50 pontos de cuidado da emergência estavam ocupados e que pacientes excedentes precisavam ser acomodados em macas e até em salas de medicação. A ocupação chegou a <strong>152,38%</strong> e, no dia seguinte, atingiu <strong>185,7%</strong>. Havia 11 pacientes esperando uma vaga de UTI; seis estavam em ventilação mecânica. O PS de Pelotas também enfrenta todos os dias superlotação, com macas e cadeiras nos corredores, profissionais da saúde enfrentam dia e noite um ambiente de guerra, mas, sempre com o máximo do zelo, ética e profissionalismo vão acomodando os novos pacientes em macas ou cadeiras entre um corredor e outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Teresina, pacientes da UPA do Renascença também reclamaram em maio de 2026 de demora e superlotação. A Fundação Municipal de Saúde reconheceu uma alta demanda, especialmente de pacientes ortopédicos por acidentes de trânsito e quedas, embora tenha afirmado que todos receberam assistência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses episódios têm endereços diferentes, mas o cenário é familiar para quem depende da urgência pública: a emergência deixa de ser porta de passagem e passa a funcionar como enfermaria improvisada porque simplesmente não existe leito disponível para transferir o paciente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quem segura a emergência quando a estrutura não acompanha a demanda</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No meio desse cenário estão médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, residentes e demais trabalhadores da saúde. Nos hospitais de ensino, estudantes e internos também convivem com uma realidade que nenhuma sala de aula consegue reproduzir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É fácil olhar para uma fila e responsabilizar quem está usando o jaleco. Mas frequentemente o profissional que está diante do paciente não controla o número de leitos, a compra de medicamentos, a escala completa das especialidades, o fluxo de regulação nem o orçamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Conselho Federal de Medicina discutiu em dezembro de 2025 justamente o impacto da superlotação. Especialistas apontaram que ela ocorre quando a quantidade de pacientes supera a capacidade estrutural e que um dos maiores gargalos está na impossibilidade de retirar da emergência aqueles que já deveriam estar internados. Um estudo brasileiro citado no encontro associou <strong>cada dia adicional de permanência no pronto-socorro aumenta 6% as chances de morte hospitalar</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de condições de trabalho também aparece nas fiscalizações. Em Canoas, no Rio Grande do Sul, o Cremers registrou superlotação, problemas nas escalas, falta de insumos e medicamentos. Em procedimentos posteriores, a Justiça exigiu regularização de profissionais e comprovação do fornecimento de medicamentos, equipamentos e outros materiais necessários ao atendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São situações nas quais a expressão popular de que os profissionais precisam “fazer milagres” deixa de parecer exagero. Não porque a medicina funcione por milagre, mas porque equipes são obrigadas a tentar manter padrões de assistência dentro de estruturas que, em determinados momentos, já ultrapassaram seus limites físicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal de Contas da União encontrou problemas recentes. Em auditoria divulgada em junho de 2026 sobre o programa Agora Tem Especialistas, o TCU informou que, no componente ambulatorial,  consultas e exames especializados , apenas 6,9% do que estados e municípios haviam planejado foi realizado em 2025.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O contraste com outras despesas públicas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente nesse ponto que cresce a revolta de quem aguarda em uma maca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as eleições de 2026, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha tem aproximadamente <strong>R$ 4,9 bilhões em recursos públicos</strong>, já disponibilizados pela União ao Tribunal Superior Eleitoral para distribuição aos partidos. O fundo existe por determinação legal e seu valor decorre do processo orçamentário aprovado pelo Congresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, enquanto famílias ouvem que determinado tratamento, vaga ou serviço enfrenta limitação de recursos, o sistema político brasileiro reserva quase R$ 5 bilhões para financiar campanhas eleitorais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As viagens a serviço de todo o governo federal também somavam, em 2026, cerca de R$ 1,11 bilhões, segundo o Portal da Transparência, o volume ajuda a dimensionar o tamanho da máquina pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2025, o Palácio do Planalto abriu licitações estimadas em cerca de R$ 1,76 milhões para móveis e eletrodomésticos. Entre os itens estavam 38 máquinas de polir calçados avaliadas em R$ 62,7 mil e 18 frigobares estimados em R$ 44,2 mil. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O Fundo Nacional de Cultura possui em 2026 orçamento atualizado de aproximadamente R$ 3,18 bilhões. Isso é recurso público destinado à política cultural, onde geralmente a parte maior fica com seleto número de artistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo Lula liberou R$ 520 milhões para propaganda antes da eleição, mais que o dobro de presedente antecessor em 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nenhum desses valores resolveria sozinho a crise nacional da saúde. Compará-los diretamente com um orçamento de centenas de bilhões seria economicamente simplista. Mas o efeito político é inevitável: para quem espera horas em uma cadeira ou vê um familiar em uma maca de corredor, cada gasto considerado dispensável transforma-se em símbolo de prioridades desconectadas da realidade cotidiana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cidadão precisa de médicos especialistas disponíveis, medicamentos, maca, cobertor, exame no tempo necessário, cirurgia, UTI e dignidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Brasil não pode se acostumar com o corredor como enfermaria</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez o maior risco seja a normalização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma maca no corredor deixa de causar espanto. A emergência com 150% da capacidade vira rotina. O familiar leva cobertor de casa. O enfermeiro improvisa. O médico tenta encontrar uma vaga que não existe. O paciente espera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E todos passam a considerar isso apenas “o SUS sendo SUS”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não deveria ser assim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O SUS é uma das maiores redes públicas de saúde do mundo e realiza desde vacinação e atenção básica até transplantes, tratamento de câncer e procedimentos de altíssima complexidade. Exatamente por sua importância, seus fracassos na porta da emergência não podem ser tratados como inevitáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É legítimo que a sociedade questione cada bilhão gasto fora das áreas essenciais. Fundo eleitoral, viagens, estruturas administrativas, eventos, móveis, estádios e políticas culturais possuem justificativas, leis e finalidades próprias. Algumas são necessárias; outras podem e devem ser debatidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas existe um teste simples para qualquer Estado que se diz comprometido com seus cidadãos:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um país capaz de financiar campanhas bilionárias, grandes eventos e uma enorme máquina pública não pode aceitar como normal que uma pessoa doente passe a noite em uma maca de corredor esperando por um leito.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de qualquer slogan eleitoral, essa deveria ser uma promessa básica de governo, em Brasília, nos Estados e em cada prefeitura: <strong>ninguém deveria precisar perder a dignidade justamente no momento em que mais precisa do poder público.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Rastreabilidade bovina em blockchain amplia segurança, qualidade e competitividade da pecuária brasileira</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/rastreabilidade-bovina-em-blockchain-amplia-seguranca-qualidade-e-competitividade-da-pecuaria-brasileira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 11:45:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Blockchain]]></category>
		<category><![CDATA[Rastreabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1477</guid>

					<description><![CDATA[Tecnologia permite acompanhar o histórico dos animais, fortalece a inspeção veterinária e ajuda produtores e frigoríficos a atender às exigências dos mercados mais rigorosos A pecuária brasileira está entrando em uma nova fase, na qual produzir carne de qualidade já não é suficiente. É preciso demonstrar, com informações confiáveis, onde o animal nasceu, por quais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Tecnologia permite acompanhar o histórico dos animais, fortalece a inspeção veterinária e ajuda produtores e frigoríficos a atender às exigências dos mercados mais rigorosos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A pecuária brasileira está entrando em uma nova fase, na qual produzir carne de qualidade já não é suficiente. É preciso demonstrar, com informações confiáveis, onde o animal nasceu, por quais propriedades passou, quais vacinas recebeu, como foi alimentado e em que condições chegou ao frigorífico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, a rastreabilidade bovina deixa de ser apenas uma exigência burocrática e passa a ocupar posição estratégica na sanidade animal, na gestão das propriedades, na segurança dos alimentos e na abertura de mercados. Quando associada à tecnologia blockchain, ela ainda pode oferecer registros mais transparentes, verificáveis e resistentes a alterações posteriores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil já possui o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, o SISBOV, utilizado para o controle das informações necessárias à certificação oficial de animais destinados, especialmente, a mercados que exigem rastreabilidade individual. O Ministério da Agricultura também desenvolve o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, o PNIB, com planejamento para o período de 2025 a 2032. A proposta é ampliar gradualmente a identificação individual, superando limitações do controle baseado apenas em lotes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Da identificação do animal ao histórico completo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A rastreabilidade bovina começa pela atribuição de uma identificação única ao animal. Essa identidade pode estar vinculada a brincos convencionais, dispositivos eletrônicos, RFID, códigos numéricos ou outras tecnologias reconhecidas pelos programas sanitários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir da identificação, o sistema constrói uma linha do tempo. Nascimento, propriedade de origem, vacinação, tratamentos veterinários, pesagens, alimentação, reprodução, compra, venda, transporte, mudança de propriedade, morte e abate podem ser registrados conforme a finalidade do programa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o Ministério da Agricultura, a identificação individual possibilita localizar com rapidez animais afetados por doenças e seus possíveis contatos, além de acompanhar tratamentos, movimentações, quarentenas e estratégias de vacinação. O PNIB foi elaborado justamente para fortalecer a segurança alimentar, o controle sanitário e a capacidade de resposta às emergências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização Mundial de Saúde Animal define a rastreabilidade como a capacidade de acompanhar um animal ou grupo de animais durante todas as fases de sua vida. A entidade recomenda que a identificação e a rastreabilidade estejam sob responsabilidade das autoridades veterinárias, ainda que diferentes instituições participem da coleta e do tratamento das informações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A importância para a inspeção veterinária</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para médicos-veterinários, fiscais agropecuários e responsáveis técnicos, uma base confiável de rastreabilidade funciona como uma ferramenta de investigação sanitária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando surge uma suspeita de doença contagiosa, não basta examinar apenas o animal afetado. É necessário descobrir de onde ele veio, com quais animais teve contato, quais propriedades visitou e quais transportes foram realizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com registros individualizados, a inspeção pode identificar mais rapidamente os animais expostos, delimitar áreas de risco, determinar quarentenas e evitar restrições desnecessárias sobre propriedades que não participaram da cadeia de transmissão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A rastreabilidade também ajuda a verificar o cumprimento dos calendários de vacinação, acompanhar tratamentos, analisar períodos de carência de medicamentos veterinários e reunir evidências para auditorias. Informações organizadas permitem uma resposta mais direcionada e reduzem o tempo necessário para reconstruir o histórico sanitário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A FAO ( Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) considera a rastreabilidade uma base dos sistemas de controle sanitário na produção de alimentos de origem animal, ligando saúde animal, saúde pública, segurança dos alimentos e acesso aos mercados. Movimentações formais e informais de animais estão entre os fatores que podem favorecer a disseminação de enfermidades, tornando o controle do trânsito uma parte essencial da defesa sanitária.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Controle de qualidade começa antes do frigorífico</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A qualidade da carne não depende somente da inspeção realizada no momento do abate. Ela começa na genética, na alimentação, no manejo, na sanidade, no bem-estar e nas condições de transporte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um sistema de rastreabilidade pode reunir informações sobre peso, desenvolvimento, dieta, tratamentos, ocorrências sanitárias e desempenho produtivo. Isso permite comparar animais, identificar práticas que apresentam melhores resultados e corrigir falhas de manejo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o pecuarista, o histórico individual ajuda na seleção de animais, no planejamento reprodutivo e na avaliação da produtividade. Para frigoríficos, cooperativas e compradores, os registros podem contribuir para programas de bonificação, classificação de carcaças e aquisição de animais que atendam a padrões específicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A FAO observa que sistemas de identificação apoiam o monitoramento da saúde, da produtividade, da movimentação e do comércio dos animais. Eles também podem auxiliar na seleção de exemplares com melhor desempenho e no aprimoramento da gestão do rebanho.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que a blockchain acrescenta</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nos sistemas convencionais, os dados permanecem armazenados em bancos controlados por uma única organização, ou seja, centralizados em um único local, o que pode gerar perda irreversível dos dados, ou por acidentes ou por hackeamento. Já na blockchain, é introduzido um modelo de registros distribuído em  milhares de servidores, nos quais cada lançamento recebe mecanismos de validação, referência temporal e ligação com registros anteriores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, isso dificulta que uma informação seja apagada ou modificada sem deixar evidências. Uma vacinação registrada, por exemplo, pode permanecer associada à identidade do animal, à propriedade, ao responsável e à data do procedimento, na blockchain <a href="https://www.arweave.com.br">Arweave</a> por exemplo, os dados ficam armazenados por 200 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Revisões científicas sobre blockchain nas cadeias agroalimentares apontam transparência, imutabilidade, redundância, automação e compartilhamento controlado como algumas das características que podem fortalecer a rastreabilidade. A tecnologia pode ainda ser integrada a QR Codes, sensores, RFID e contratos inteligentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a blockchain não transforma automaticamente uma informação falsa em verdadeira. Se alguém cadastrar uma vacinação que não ocorreu ou associar o brinco ao animal errado, o sistema poderá preservar um dado incorreto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a tecnologia precisa estar acompanhada de identificação segura, treinamento, responsabilidade profissional, auditoria, inspeções presenciais e regras claras sobre quem pode incluir cada tipo de informação. A blockchain protege o histórico do registro, mas a qualidade inicial dos dados continua dependendo das pessoas, dos equipamentos e dos procedimentos adotados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O mercado internacional exige provas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os países importadores estão aumentando as exigências relacionadas à origem dos alimentos, à sanidade, à sustentabilidade e ao uso da terra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A União Europeia inclui bovinos e produtos derivados entre as cadeias abrangidas pelo regulamento de produtos livres de desmatamento. Pelas datas atualmente divulgadas pela Comissão Europeia, as obrigações começarão a ser aplicadas em 30 de dezembro de 2026 para operadores de médio e grande porte e em 30 de junho de 2027 para a maior parte das micro e pequenas empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A blockchain não é uma exigência obrigatória para todas as exportações. Ela é uma ferramenta que pode facilitar a comprovação da origem, a organização dos documentos e a apresentação de evidências aos compradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o Brasil, uma rastreabilidade mais completa pode ajudar a demonstrar que animais não passaram por propriedades com irregularidades ambientais, que cumpriram exigências sanitárias e que foram produzidos dentro de padrões verificáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso reduz riscos para importadores, frigoríficos e redes varejistas. Também permite separar produtores regulares daqueles que tentam inserir animais de origem desconhecida ou irregular dentro da cadeia formal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Emater Trace: tecnologia criada pela Arte Final</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro desse movimento de digitalização foi desenvolvido o <strong><a href="https://www.emater.com.br" data-type="link" data-id="https://www.emater.com.br">Emater Trace</a></strong>, sistema brasileiro de rastreabilidade bovina criado pela empresa <a href="https://www.artefinal.net">Arte Final</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A plataforma foi projetada para construir um passaporte digital individual para cada animal. O cadastro pode reunir identificadores como SISBOV, PNIB e RFID, além de informações sobre a propriedade, o produtor e o histórico dos eventos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os acontecimentos que podem integrar a linha do tempo estão nascimento, vacinação, dieta, transporte, compra, venda, exportação, morte e outras ocorrências relevantes. Cada animal recebe uma identificação própria e pode ser consultado por meio de QR Code em uma página pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a estrutura do projeto, os registros podem ser publicados automaticamente na rede descentralizada Arweave, formando uma camada permanente de comprovação. A proposta é que informações importantes não permaneçam apenas em um servidor convencional que possa ser alterado, perdido ou desativado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema possui áreas diferentes para administração e para produtores. O responsável pela propriedade pode cadastrar animais e eventos dentro das identificações autorizadas, enquanto a administração acompanha usuários, propriedades, créditos e publicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O passaporte público foi concebido para apresentar os dados relevantes do animal de maneira organizada, inclusive com opções de idiomas para facilitar consultas de compradores e parceiros internacionais. A <a href="https://www.artefinal.net">Arte Final</a> informa que atua desde 2000 no desenvolvimento de soluções digitais e atualmente trabalha com Web3, Arweave, armazenamento descentralizado, certificação blockchain e rastreabilidade de produtos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Integração com os sistemas oficiais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Emater Trace deve ser entendido como uma plataforma tecnológica complementar. Ele não substitui o SISBOV, o PNIB, a Guia de Trânsito Animal, os serviços de inspeção ou as certificações exigidas pelo Ministério da Agricultura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que os registros tenham validade dentro de programas sanitários e comerciais oficiais, é necessária a integração com as normas, identificadores e procedimentos reconhecidos pelas autoridades competentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa interoperabilidade é um dos maiores desafios do setor. Sistemas privados, plataformas estaduais, frigoríficos, laboratórios, entidades certificadoras e órgãos públicos precisam trabalhar com padrões compatíveis. Caso contrário, o produtor será obrigado a preencher as mesmas informações repetidamente em diferentes plataformas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário ideal é aquele em que o dado é registrado uma única vez, verificado por quem possui competência e compartilhado de maneira segura com os participantes autorizados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tecnologia brasileira como ativo estratégico</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Desenvolver essa tecnologia no Brasil é importante porque a pecuária nacional possui características que nem sempre são compreendidas por plataformas estrangeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O país apresenta propriedades de diferentes tamanhos, longas distâncias, áreas com conectividade limitada e grande diversidade de sistemas de criação. Uma solução nacional pode ser adaptada ao trabalho em campo, à realidade dos pequenos produtores e às regras brasileiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O domínio da tecnologia também evita dependência completa de empresas internacionais para armazenar e interpretar informações estratégicas sobre o rebanho nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o desenvolvimento local gera conhecimento, qualificação profissional e oportunidades para empresas brasileiras nos setores de software, agronegócio, certificação, sensores, telecomunicações e segurança de dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O próprio Ministério da Agricultura reconhece a rastreabilidade como instrumento de competitividade, segurança alimentar e acesso a mercados. O Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos representa uma oportunidade para que soluções públicas e privadas evoluam de maneira coordenada.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Do custo à valorização do produtor</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A implantação da rastreabilidade exige investimento em brincos, leitores, internet, equipamentos, capacitação e tempo de lançamento das informações. Para que o sistema alcance pequenos e médios produtores, o processo precisa ser simples, acessível e compatível com a rotina da propriedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O produtor também precisa receber benefícios concretos. Bonificações, acesso a mercados, redução de perdas, melhora na gestão, facilidade para obter certificações e valorização dos animais são fatores capazes de transformar a rastreabilidade de obrigação em vantagem econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o consumidor consulta um QR Code e conhece a origem do produto, o trabalho realizado na propriedade se torna mais visível. O cuidado com alimentação, vacinação, bem-estar e sustentabilidade deixa de ser apenas uma afirmação publicitária e passa a contar com registros verificáveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um novo passaporte para a pecuária</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A rastreabilidade bovina em blockchain não resolve sozinha todos os problemas sanitários, ambientais e comerciais. Porém, pode formar uma infraestrutura confiável para conectar produtores, veterinários, transportadores, frigoríficos, compradores e consumidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Emater Trace representa uma iniciativa brasileira nessa direção. Ao criar um passaporte digital permanente para o animal, o projeto procura valorizar o produtor responsável e ampliar a transparência da cadeia pecuária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço dessa tecnologia dependerá da qualidade dos dados, da integração com os sistemas oficiais e da adesão dos profissionais que atuam no campo. Se esses elementos forem reunidos, o Brasil poderá não apenas atender às novas exigências internacionais, mas também liderar o desenvolvimento de uma pecuária mais segura, eficiente e transparente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ex-chefe de gabinete de Lula afirma que R$ 249 mil foram usados para quitar empréstimo com empresária investigada</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/ex-chefe-de-gabinete-de-lula-afirma-que-r-249-mil-foram-usados-para-quitar-emprestimo-com-empresaria-investigada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 03:22:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Investigação de fraudes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1527</guid>

					<description><![CDATA[Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, diz que a operação foi privada e já está encerrada; circunstâncias, condições e forma original do empréstimo ainda não foram detalhadas publicamente O ex-chefe de gabinete da Presidência da República Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, confirmou ter mantido uma operação financeira com a empresária Roberta Luchsinger, investigada [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, diz que a operação foi privada e já está encerrada; circunstâncias, condições e forma original do empréstimo ainda não foram detalhadas publicamente</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O ex-chefe de gabinete da Presidência da República Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, confirmou ter mantido uma operação financeira com a empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal em desdobramentos do caso das fraudes contra beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social. Segundo nota divulgada nesta terça-feira, 4 de agosto, ele realizou uma transferência bancária de <strong>R$ 249 mil para quitar um empréstimo pessoal</strong> obtido com a empresária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A redação da manifestação merece atenção. Algumas reportagens apresentaram os R$ 249 mil como o valor recebido por Marcola, enquanto a nota afirma que o empréstimo foi “pago com a transferência bancária de R$ 249 mil”. Portanto, o montante divulgado corresponde, com segurança, ao valor da quitação informada pelo ex-assessor. Não foram apresentados publicamente o contrato, o valor originalmente emprestado, a data da contratação, os juros, o prazo ou a quantidade de parcelas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marcola classificou a movimentação como de natureza “estritamente privada” e negou qualquer ilegalidade relacionada ao período em que trabalhava no Palácio do Planalto. Também informou que colocou seus sigilos bancário e fiscal à disposição da Justiça e que constituiu advogado para prestar esclarecimentos às autoridades.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Reportagens apontam pagamentos realizados em 2025</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A existência da relação financeira veio a público depois de reportagens informarem que Roberta Luchsinger teria realizado pagamentos em benefício de Marcola. O Poder360 afirmou ter confirmado as transferências com quatro pessoas familiarizadas com o caso, mas reconheceu inicialmente que os valores completos e a motivação das operações não eram conhecidos. Após a publicação, o ex-assessor confirmou o empréstimo e declarou que a dívida já havia sido paga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Metrópoles publicou que os repasses teriam ocorrido ao longo de 2025 e que parte das despesas pessoais teria sido paga por meio de códigos de barras encaminhados à empresária. A reportagem atribui essas informações a conversas obtidas pela Polícia Federal no celular de Roberta. Essas circunstâncias, entretanto, são informações jornalísticas sobre uma investigação ainda em andamento e não representam uma conclusão judicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A explicação divulgada por Marcola não esclarece por que ele precisou solicitar o empréstimo, como os recursos foram entregues originalmente nem se existia um documento formalizando a operação. Questionamentos encaminhados pelo Poder360 sobre contrato, juros, prazos e parcelas não haviam sido respondidos até a atualização da reportagem.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quem é Roberta Luchsinger</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Roberta Luchsinger é empresária e dirige uma consultoria voltada à intermediação de serviços e negócios. Ela é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, e foi alvo de medidas judiciais relacionadas à Operação Sem Desconto, que investiga desvios e cobranças indevidas em benefícios do INSS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Poder360, Roberta prestou serviços a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, um dos principais investigados no esquema. Ela confirmou ter apresentado Antunes a Lulinha, mas negou que o encontro tivesse o objetivo de intermediar negócios entre os dois. Por meio de seu advogado, afirmou que responderá aos questionamentos dentro do processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Metrópoles informou que a relação entre Roberta e Marcola integra uma apuração sobre possível tráfico de influência. Já a Revista Oeste afirmou que, até a publicação de sua matéria, Marcola não figurava formalmente como investigado. Como partes dos procedimentos permanecem sob sigilo, não é possível confirmar publicamente a extensão exata de sua situação processual.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Saída do governo e repercussão política</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Marcola ocupou a chefia de gabinete de Lula desde o início do terceiro mandato presidencial e deixou o Palácio do Planalto em julho de 2026 para atuar na campanha de reeleição do presidente. Ele era responsável pela organização da agenda presidencial e mantinha contato frequente com ministros e integrantes do governo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a divulgação do empréstimo, Lula teria determinado que o antigo auxiliar apresentasse explicações detalhadas. De acordo com a Folha de S.Paulo, integrantes do entorno presidencial demonstraram preocupação com a possível repercussão eleitoral do episódio, embora Marcola sustente que não houve relação entre a transação particular e suas funções públicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pontos que ainda precisam ser esclarecidos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A confirmação da transferência de R$ 249 mil não resolve todas as dúvidas sobre a operação. Permanecem sem resposta pública a finalidade do empréstimo, a data em que os recursos foram entregues, a forma de pagamento utilizada por Roberta, a existência de contrato, os juros cobrados e a compatibilidade da operação com a renda declarada pelas partes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também deverá ser esclarecido se a movimentação possui alguma relação com os fatos investigados pela Polícia Federal ou se, como afirma Marcola, foi exclusivamente uma negociação pessoal. Até o momento, a existência do empréstimo e sua proximidade com pessoas investigadas justificam questionamentos, mas não constituem, por si só, prova de crime.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marcola nega irregularidades, declara que a dívida foi quitada e afirma estar disposto a fornecer documentos à Justiça. Roberta Luchsinger, por sua vez, informou por meio de sua defesa que se manifestará nos autos. O avanço das investigações e a eventual apresentação dos documentos financeiros serão fundamentais para esclarecer a origem, o destino e as condições da operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cágado-iaçá entra na lista brasileira de espécies ameaçadas após forte declínio na Amazônia</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/cagado-iaca-entra-na-lista-brasileira-de-especies-ameacadas-apos-forte-declinio-na-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 03:30:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1530</guid>

					<description><![CDATA[Nova classificação coloca o Podocnemis sextuberculata na categoria “Em Perigo” e reforça a necessidade de proteger praias de desova, combater a captura ilegal e envolver comunidades amazônicas nas ações de conservação Uma das espécies mais conhecidas entre os quelônios da Amazônia passou a integrar oficialmente a lista brasileira de animais ameaçados de extinção. O cágado-iaçá, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Nova classificação coloca o <em>Podocnemis sextuberculata</em> na categoria “Em Perigo” e reforça a necessidade de proteger praias de desova, combater a captura ilegal e envolver comunidades amazônicas nas ações de conservação</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das espécies mais conhecidas entre os quelônios da Amazônia passou a integrar oficialmente a lista brasileira de animais ameaçados de extinção. O cágado-iaçá, também chamado de pitiú e identificado cientificamente como <em>Podocnemis sextuberculata</em>, foi classificado como <strong>Em Perigo</strong> na atualização publicada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em junho de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inclusão foi formalizada pela Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026, publicada no Diário Oficial da União no dia seguinte. O documento atualizou a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção para répteis, anfíbios, aves, mamíferos e invertebrados terrestres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora algumas reportagens utilizem o termo “tracajás” de forma ampla para se referir aos cágados amazônicos, a espécie que entrou na categoria <strong>Em Perigo</strong> foi especificamente o cágado-iaçá. O tracajá propriamente dito, <em>Podocnemis unifilis</em>, e a tartaruga-da-amazônia, <em>Podocnemis expansa</em>, permanecem classificadas nacionalmente em uma categoria de menor preocupação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">População caiu mais de 50%</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança de classificação foi motivada principalmente pela redução expressiva da população do cágado-iaçá. Segundo informações do Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade, as populações analisadas diminuíram mais de 50% ao longo de aproximadamente 36 anos, período equivalente a três gerações da espécie.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O declínio foi observado principalmente no Amazonas e no oeste do Pará, área que representa cerca de 70% da distribuição da espécie no Brasil. A dimensão da perda levou os especialistas a elevar o nível de risco de “Quase Ameaçado” para “Em Perigo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A categoria “Em Perigo” indica que a espécie enfrenta um risco elevado de desaparecer da natureza caso as pressões atuais continuem. Para chegar a essa classificação, os pesquisadores consideram fatores como redução populacional, tamanho das populações, distribuição geográfica, fragmentação dos ambientes, intensidade da captura e medidas de proteção já existentes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Captura ilegal e destruição dos locais de reprodução</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os quelônios amazônicos sofrem historicamente com a retirada de animais adultos e ovos para consumo e comércio ilegal. Durante o período de reprodução, as fêmeas saem da água para depositar os ovos em praias e bancos de areia, ficando mais expostas à captura humana e à perturbação dos ninhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Operações realizadas pelo Ibama continuam encontrando tartarugas, tracajás e iaçás mantidos ou transportados ilegalmente. Em setembro de 2025, por exemplo, uma fiscalização no rio Tapajós, no Pará, resgatou 33 quelônios vivos e encontrou evidências de caça irregular de animais silvestres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da captura, a espécie enfrenta alterações nos rios e nas praias utilizadas para reprodução. Mudanças no nível das águas, destruição do habitat, ocupação das margens, circulação de embarcações, atividades turísticas próximas aos ninhos e intervenções que modificam o funcionamento natural dos rios podem reduzir o sucesso da desova e a sobrevivência dos filhotes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proteção das praias é especialmente importante porque ovos e filhotes ficam vulneráveis durante semanas. Em áreas de maior risco, equipes de conservação e moradores transferem os ovos para berçários protegidos que reproduzem as condições naturais, acompanhando a incubação até o nascimento e a soltura dos animais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Uma relação histórica com as comunidades amazônicas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O cágado-iaçá faz parte da alimentação e da cultura de comunidades ribeirinhas e indígenas. Por isso, especialistas defendem que as medidas de conservação não sejam construídas apenas com fiscalização e proibições, mas também com diálogo, educação ambiental e participação direta das populações locais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença das comunidades é considerada fundamental para vigiar praias, proteger ninhos, registrar desovas, evitar a retirada clandestina de ovos e acompanhar a soltura dos filhotes. Em muitas regiões remotas, os próprios moradores são os primeiros a identificar invasões e ameaças aos locais de reprodução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse modelo procura conciliar a proteção da biodiversidade com os modos de vida amazônicos. A estratégia é impedir a exploração predatória e o comércio ilegal, sem ignorar as relações culturais e alimentares construídas ao longo de gerações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Programa já devolveu milhões de filhotes à natureza</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil mantém desde 1979 o Programa Quelônios da Amazônia, coordenado pelo Ibama em parceria com comunidades tradicionais, universidades, pesquisadores, órgãos públicos e organizações da sociedade civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o instituto, o programa já participou do manejo, monitoramento e retorno à natureza de mais de 107 milhões de filhotes de tartaruga-da-amazônia, tracajá e iaçá. As ações incluem identificação de áreas de reprodução, proteção das praias, acompanhamento dos ninhos, transferência de ovos ameaçados, criação de berçários e soltura dos filhotes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos resultados, a queda registrada nas populações do cágado-iaçá mostra que as iniciativas precisam ser ampliadas e mantidas durante longos períodos. A soltura de filhotes é importante, mas não resolve sozinha o problema quando animais adultos continuam sendo capturados ou quando praias de reprodução são destruídas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que muda com a lista oficial</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A inclusão na Lista Nacional Oficial de Espécies Ameaçadas produz efeitos legais e administrativos. A classificação ajuda a estabelecer restrições à captura, ao transporte, ao comércio e à exportação, além de orientar ações de fiscalização e licenciamento ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lista também permite direcionar recursos públicos, pesquisas e programas de recuperação para as espécies em maior risco. Ela serve como referência para Planos de Ação Nacional, criação e gestão de unidades de conservação, avaliação de impactos ambientais e definição de medidas para reduzir danos causados por obras e atividades econômicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atualização de 2026 foi baseada em uma das maiores avaliações de fauna já realizadas no país. O processo analisou mais de 15 mil espécies e reuniu pesquisadores, técnicos e especialistas de diferentes instituições. Somadas as listas dos diferentes grupos de animais, o Brasil passou a reconhecer oficialmente cerca de 1.280 espécies ameaçadas de extinção.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um alerta vindo dos rios</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A entrada do cágado-iaçá na categoria “Em Perigo” revela que mesmo espécies ainda encontradas em grandes áreas da Amazônia podem sofrer um declínio silencioso. A presença eventual de animais nos rios não significa necessariamente que suas populações estejam estáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Proteger o iaçá exige conservar os rios, manter praias de desova, combater o tráfico, fiscalizar a captura ilegal e fortalecer os projetos comunitários. Também será necessário acompanhar as populações ao longo dos próximos anos para verificar se as medidas adotadas estão conseguindo interromper a redução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que reconhecer uma situação de risco, a nova classificação representa um chamado para agir enquanto ainda existem populações capazes de se recuperar. O futuro desses quelônios dependerá da união entre ciência, poder público e comunidades que vivem diariamente junto aos rios da Amazônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
