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	<description>Notícias no Brasil</description>
	<lastBuildDate>Sun, 14 Jun 2026 18:41:39 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Inflação acelera e coloca juros no centro do debate econômico no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2026 18:41:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[País chega à nova reunião do Copom com preços pressionados, atividade econômica resistente e sinais de desaceleração na criação de empregos formais Por Redação Portal BR14 de junho de 2026 A economia brasileira chega à metade de junho apresentando sinais contraditórios. Enquanto o Produto Interno Bruto voltou a crescer com força no início do ano, [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading">País chega à nova reunião do Copom com preços pressionados, atividade econômica resistente e sinais de desaceleração na criação de empregos formais</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por Redação Portal BR</strong><br><strong>14 de junho de 2026</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A economia brasileira chega à metade de junho apresentando sinais contraditórios. Enquanto o Produto Interno Bruto voltou a crescer com força no início do ano, a inflação acelerou e ultrapassou o limite superior do intervalo de tolerância estabelecido para a meta oficial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário aumenta a expectativa em torno da reunião do Comitê de Política Monetária, marcada para os dias 16 e 17 de junho. O Banco Central precisará decidir se continua reduzindo a taxa básica de juros ou se interrompe o ciclo de cortes diante do aumento dos preços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para consumidores e empresas, a combinação continua desafiadora: a economia mantém algum dinamismo, mas alimentos mais caros, crédito elevado e incertezas internacionais dificultam o planejamento financeiro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Inflação chega a 4,72% em 12 meses</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, considerado a inflação oficial do país, subiu <strong>0,58% em maio</strong>. Com o resultado, o IPCA acumulado em 12 meses avançou de 4,39% para <strong>4,72%</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inflação ficou, portanto, acima do teto de 4,5% do intervalo de tolerância da meta. O objetivo central perseguido pelo Banco Central é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo de alimentação e bebidas foi um dos principais responsáveis pela pressão sobre o orçamento das famílias, com alta de 1,33% no mês. Os transportes, por outro lado, registraram redução de 0,46%, ajudando a impedir uma elevação ainda maior do índice.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação é especialmente sensível para famílias de renda mais baixa, que destinam uma parcela maior de seus recursos à alimentação. O INPC, índice que acompanha principalmente o custo de vida das famílias com rendimentos entre um e cinco salários mínimos, subiu 0,65% em maio.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Banco Central enfrenta decisão difícil</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa Selic está atualmente em <strong>14,50% ao ano</strong>, depois de dois cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual realizados pelo Banco Central.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até algumas semanas atrás, parte considerável do mercado esperava novas reduções ao longo de 2026. A aceleração da inflação, entretanto, diminuiu o espaço para uma queda rápida dos juros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa mais recente de expectativas econômicas citada pela Reuters indica que o mercado passou a projetar a Selic em 13,50% no encerramento do ano, acima da estimativa de 13,25% registrada anteriormente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão do Copom será divulgada na quarta-feira, dia 17. Entre as possibilidades discutidas por economistas estão a manutenção da Selic em 14,50% ou uma nova redução limitada a 0,25 ponto percentual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Banco Central vem destacando que a inflação não decorre apenas de problemas externos. A força do consumo, a expansão do crédito, o crescimento dos salários e a inflação dos serviços também exercem pressão sobre os preços.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Juros elevados afetam consumidores e empresas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Selic funciona como referência para as demais taxas praticadas na economia. Quando permanece elevada, financiamentos, empréstimos, parcelamentos e capital de giro tendem a ficar mais caros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as famílias, isso pode significar prestações maiores na compra de veículos, imóveis e eletrodomésticos. Também aumenta o custo do crédito rotativo, do cheque especial e de outras modalidades de financiamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas empresas, os juros altos dificultam investimentos em equipamentos, ampliação de instalações, contratação de funcionários e formação de estoques. Pequenos negócios costumam ser os mais afetados, pois normalmente possuem menos acesso a linhas de crédito com condições diferenciadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, juros elevados são utilizados pelo Banco Central para reduzir a circulação de dinheiro e conter o consumo, procurando diminuir a pressão sobre os preços.</p>



<h2 class="wp-block-heading">PIB cresce 1,1% no primeiro trimestre</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do ambiente de crédito caro, a economia brasileira cresceu <strong>1,1% no primeiro trimestre de 2026</strong>, na comparação com os três meses anteriores. O resultado ficou ligeiramente acima das expectativas de analistas consultados pela Reuters.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao mesmo período de 2025, a expansão foi de 1,8%. O consumo das famílias aumentou 1%, enquanto os investimentos, medidos pela formação bruta de capital fixo, avançaram 3,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo lado da produção, a agropecuária cresceu 2%, favorecida principalmente pela safra de soja. A indústria avançou 1%, e o setor de serviços, responsável pela maior parte da economia e dos empregos, registrou crescimento de 0,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados mostram uma recuperação em relação ao ritmo mais fraco observado no segundo semestre de 2025. Essa resistência da atividade econômica, porém, também pode dificultar a redução da inflação caso o consumo continue crescendo acima da capacidade de produção.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Criação de empregos formais perde força</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado de trabalho apresentou um resultado abaixo do esperado em abril. O Brasil abriu <strong>85.888 vagas formais líquidas</strong>, considerando a diferença entre contratações e demissões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Economistas consultados pela Reuters esperavam a criação de aproximadamente 230 mil postos com carteira assinada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um único mês não representa necessariamente uma mudança definitiva no mercado de trabalho, mas o resultado reforça a percepção de que o crescimento econômico ocorre de forma desigual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A manutenção dos juros em níveis elevados pode reduzir investimentos e contratações nos próximos meses. Em sentido contrário, o consumo das famílias e os programas de estímulo econômico ainda ajudam a sustentar setores como comércio e serviços.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Petróleo aumenta incerteza internacional</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário internacional também influencia os preços no Brasil. A elevação do petróleo, associada aos conflitos no Oriente Médio, aumentou os custos de combustíveis, transporte, fertilizantes, plásticos e diferentes produtos industriais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em maio, o Ministério da Fazenda elevou sua estimativa para a inflação de 2026 de 3,7% para <strong>4,5%</strong>. A projeção oficial para o crescimento do PIB foi mantida em 2,3%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo trabalha com a possibilidade de uma desaceleração durante o segundo e o terceiro trimestres, seguida por uma pequena recuperação no final do ano. Economistas do mercado apresentam previsões mais conservadoras para o crescimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso o petróleo continue valorizado, o Banco Central poderá encontrar maior dificuldade para reduzir os juros. Uma eventual valorização do dólar também encareceria produtos importados, componentes eletrônicos, medicamentos e insumos utilizados pela indústria e pela agricultura.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Inflação dos alimentos preocupa famílias</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A elevação dos alimentos tem impacto direto na percepção da população sobre a economia. Mesmo quando outros grupos apresentam estabilidade ou redução, aumentos em carnes, frutas, verduras, leite, café e produtos básicos são rapidamente sentidos pelos consumidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de diminuir o poder de compra, a inflação alimentar pode alterar os hábitos das famílias, que passam a substituir produtos, reduzir quantidades e procurar marcas mais baratas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para restaurantes, mercados, padarias e pequenos comerciantes, a pressão dos custos cria outro problema: reajustar preços pode afastar consumidores, mas manter os valores sem alteração reduz a margem de lucro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Segundo semestre exigirá equilíbrio</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O principal desafio econômico para os próximos meses será conciliar crescimento, controle da inflação e responsabilidade fiscal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma redução acelerada dos juros poderia estimular investimentos e consumo, mas também aumentaria a pressão sobre os preços. A manutenção prolongada da Selic, por outro lado, ajudaria no combate à inflação, mas poderia enfraquecer a atividade econômica e a geração de empregos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste domingo, o cenário aponta para uma economia que continua crescendo, mas enfrenta inflação mais resistente do que o esperado. A decisão do Banco Central nesta semana será determinante para indicar a direção dos juros e influenciar o crédito, os investimentos e o consumo durante o restante de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para famílias e empresas, a recomendação permanece sendo cautela com dívidas de juros elevados, atenção ao fluxo de caixa e planejamento diante da possibilidade de que o crédito continue caro por mais tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Tecnologia deixa de ser luxo e passa a definir o futuro das pequenas empresas</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/tecnologia-deixa-de-ser-luxo-e-passa-a-definir-o-futuro-das-pequenas-empresas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2026 17:42:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Sistemas de gestão, inteligência artificial, vendas digitais e automação ajudam pequenos negócios a reduzir custos, melhorar o atendimento e competir com empresas maiores Por Redação Portal BR A transformação digital deixou de ser uma realidade exclusiva das grandes corporações. Em lojas, oficinas, restaurantes, escritórios, indústrias familiares e empresas prestadoras de serviços, ferramentas tecnológicas estão modificando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Sistemas de gestão, inteligência artificial, vendas digitais e automação ajudam pequenos negócios a reduzir custos, melhorar o atendimento e competir com empresas maiores</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por Redação Portal BR</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A transformação digital deixou de ser uma realidade exclusiva das grandes corporações. Em lojas, oficinas, restaurantes, escritórios, indústrias familiares e empresas prestadoras de serviços, ferramentas tecnológicas estão modificando a maneira de vender, atender clientes, controlar despesas e tomar decisões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as pequenas empresas, a tecnologia representa uma oportunidade de aumentar a produtividade sem necessariamente ampliar a estrutura física ou contratar grandes equipes. Sistemas de gestão, armazenamento em nuvem, comércio eletrônico, pagamentos digitais e soluções de inteligência artificial já podem ser contratados por mensalidades acessíveis e implantados gradualmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas recentes sobre transformação digital em pequenas e médias empresas destacam que o avanço tecnológico não depende apenas da compra de equipamentos ou programas. O aprendizado organizacional, a qualificação das equipes e a capacidade de utilizar informações na tomada de decisões são considerados elementos fundamentais para que a digitalização produza resultados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Gestão integrada reduz erros e desperdícios</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos primeiros passos para a modernização de um pequeno negócio é substituir controles dispersos em cadernos, planilhas e aplicativos desconectados por um sistema integrado de gestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Plataformas conhecidas como ERP podem reunir informações sobre vendas, estoque, contas a pagar, contas a receber, fluxo de caixa, emissão de documentos fiscais e cadastro de clientes. Com os dados centralizados, o empresário consegue identificar produtos mais vendidos, períodos de maior movimento, despesas elevadas e mercadorias próximas de acabar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A automação também reduz a repetição de tarefas. Uma venda realizada no caixa, por exemplo, pode atualizar automaticamente o estoque, registrar o pagamento e gerar informações para o controle financeiro. Isso diminui a possibilidade de erros manuais e libera tempo para atividades estratégicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Inteligência artificial chega aos pequenos negócios</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência artificial generativa vem sendo utilizada para produzir textos, organizar informações, criar campanhas, analisar documentos, responder perguntas frequentes e apoiar o atendimento ao consumidor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pesquisa sobre os impactos da inteligência artificial generativa no mercado de trabalho brasileiro apontou que a tecnologia já começa a transformar atividades realizadas em micro e pequenas empresas, embora sua adoção ainda seja desigual. O estudo encontrou uma combinação de otimismo, preocupação e potencial ainda pouco explorado entre trabalhadores e empregadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, a IA pode ajudar uma loja a preparar descrições de produtos, um restaurante a organizar cardápios, uma oficina a elaborar mensagens para clientes e um escritório a resumir documentos. Entretanto, o conteúdo gerado precisa ser revisado por uma pessoa, especialmente quando envolver preços, contratos, informações fiscais, dados pessoais ou orientações técnicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ferramenta deve funcionar como apoio, e não como substituta da responsabilidade profissional.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Vendas digitais ampliam o mercado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A presença digital permite que pequenos negócios ultrapassem os limites do bairro ou da cidade onde estão instalados. Sites, lojas virtuais, catálogos digitais, redes sociais e aplicativos de mensagens aproximam empresas e consumidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo os estabelecimentos que dependem do atendimento presencial podem usar a internet para receber pedidos, divulgar horários, apresentar produtos, confirmar agendamentos e manter contato após a venda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio é não depender exclusivamente de uma rede social. Um site institucional próprio, um domínio registrado e uma base organizada de clientes oferecem maior segurança para a estratégia digital. Plataformas podem mudar regras, reduzir o alcance das publicações ou até suspender contas, enquanto os canais próprios permanecem sob controle da empresa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Atendimento mais rápido e personalizado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sistemas de relacionamento com clientes, chamados de CRM, ajudam a registrar contatos, pedidos, negociações e preferências. Com essas informações, a empresa pode acompanhar oportunidades de venda, lembrar clientes sobre serviços recorrentes e oferecer um atendimento mais organizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chatbots também podem responder perguntas simples, como horário de funcionamento, endereço, formas de pagamento e situação de pedidos. Nos casos mais complexos, o atendimento deve ser transferido para uma pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia não elimina a importância do relacionamento humano. Pelo contrário: quando tarefas repetitivas são automatizadas, a equipe pode dedicar mais atenção às necessidades reais do consumidor.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Segurança digital exige atenção</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A digitalização também cria responsabilidades. Pequenas empresas armazenam informações de clientes, fornecedores, funcionários e operações financeiras, tornando-se possíveis alvos de golpes, invasões e sequestro de dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Medidas básicas podem reduzir os riscos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>utilizar senhas diferentes e difíceis de adivinhar;</li>



<li>ativar a autenticação em duas etapas;</li>



<li>manter computadores e sistemas atualizados;</li>



<li>realizar cópias de segurança regularmente;</li>



<li>limitar o acesso dos funcionários às informações necessárias;</li>



<li>desconfiar de links, boletos e mensagens inesperadas;</li>



<li>orientar a equipe sobre golpes digitais.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A proteção de dados deve fazer parte da rotina administrativa. Informações pessoais não devem ser coletadas sem necessidade nem compartilhadas de maneira indiscriminada.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Modernização pode começar aos poucos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A transformação digital não precisa ocorrer de uma só vez. O caminho mais seguro é identificar um problema concreto e escolher uma ferramenta capaz de resolvê-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma empresa com dificuldades no controle de mercadorias pode começar pelo estoque. Um prestador de serviços pode priorizar o agendamento. Um comércio com poucas vendas pode investir em catálogo digital e atendimento on-line. Já uma empresa com atrasos nos pagamentos pode adotar sistemas de cobrança e controle financeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da contratação, é importante verificar custos, suporte técnico, facilidade de uso, possibilidade de exportação dos dados e integração com outras plataformas. Soluções muito complexas podem gerar despesas sem trazer benefícios reais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Competitividade dependerá da capacidade de adaptação</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O principal diferencial não será simplesmente possuir a tecnologia mais moderna, mas saber utilizá-la para melhorar processos, atender melhor e tomar decisões baseadas em informações confiáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pequenas empresas possuem uma vantagem importante: normalmente conseguem modificar rotinas com maior rapidez do que grandes organizações. Quando a tecnologia é implantada com planejamento, treinamento e objetivos claros, ela pode reduzir distâncias competitivas e abrir novas oportunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No novo ambiente empresarial, inovação não significa apenas criar produtos revolucionários. Também significa controlar melhor o caixa, responder rapidamente ao cliente, reduzir desperdícios e utilizar os recursos disponíveis de forma inteligente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os pequenos negócios, a transformação digital já não é apenas uma tendência. Ela se tornou parte da sobrevivência e do crescimento no mercado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Arte Final oferece soluções digitais para empresas de diferentes portes</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com atuação em sistemas para Internet desde o ano 2000, a <strong><a href="https://www.artefinal.net">Arte Final</a></strong> desenvolve soluções tecnológicas para pequenas, médias e grandes empresas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa oferece sistemas personalizados para gestão, atendimento, vendas, automação e presença digital, além de projetos baseados em blockchain, voltados à segurança, rastreabilidade, armazenamento permanente de informações e criação de novas experiências digitais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A trajetória de mais de duas décadas permite à Arte Final combinar experiência, inovação e adaptação às necessidades de cada negócio.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Correios entram em insolvência técnica, prejuízo dispara e gestão fica sob investigação</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/correios-entram-em-insolvencia-tecnica-prejuizo-dispara-e-gestao-fica-sob-investigacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 18:46:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Estatal perdeu R$ 8,46 bilhões em 2025 e outros R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026; TCU alerta para risco ao Tesouro, enquanto denúncias de irregularidades administrativas, contábeis e possíveis fraudes são investigadas Da Redação Portal BR BRASÍLIA — A crise dos Correios alcançou um dos momentos mais graves de sua história. A estatal [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Estatal perdeu R$ 8,46 bilhões em 2025 e outros R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026; TCU alerta para risco ao Tesouro, enquanto denúncias de irregularidades administrativas, contábeis e possíveis fraudes são investigadas</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Da Redação Portal BR</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BRASÍLIA —</strong> A crise dos Correios alcançou um dos momentos mais graves de sua história. A estatal encerrou 2025 com prejuízo líquido de <strong>R$ 8,46 bilhões</strong> e acumulou mais <strong>R$ 3,16 bilhões de perdas somente entre janeiro e março de 2026</strong>. O patrimônio líquido negativo chegou a R$ 16,28 bilhões no final do primeiro trimestre deste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal de Contas da União classificou a situação registrada no encerramento de 2025 como <strong>“insolvência técnica”</strong> e alertou que a empresa apresenta deterioração severa de sua capacidade de pagamento. O funcionamento da estatal passou a depender de empréstimos bilionários garantidos pela União, aumentando o risco de que parte da conta seja transferida ao Tesouro Nacional e, em última análise, aos contribuintes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crise financeira é acompanhada por questionamentos sobre a qualidade da gestão, os controles contábeis, a supervisão exercida pelo governo federal e possíveis irregularidades. Uma fiscalização aprovada no Senado reúne denúncias de ocultação de passivos, nomeações políticas, retenção de repasses, funcionamento de agências paralelas e comercialização irregular de etiquetas postais. As acusações estão sob apuração e ainda não representam condenações nem comprovação definitiva de crimes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Prejuízo quase dobra no início de 2026</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os Correios tiveram prejuízo líquido de <strong>R$ 3,158 bilhões</strong> no primeiro trimestre de 2026. No mesmo período de 2025, a perda havia sido de R$ 1,726 bilhão. O aumento foi de aproximadamente 83%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A receita líquida recuou de R$ 3,95 bilhões para R$ 3,86 bilhões. Mesmo com a redução de parte dos custos operacionais, as despesas gerais e administrativas subiram de R$ 1,23 bilhão para R$ 2,27 bilhões. As despesas financeiras saltaram de R$ 283 milhões para R$ 985 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O patrimônio líquido, que já estava negativo em R$ 13,16 bilhões no fim de 2025, caiu para <strong>R$ 16,28 bilhões</strong> em março de 2026. Isso significa que, contabilmente, as obrigações da empresa superavam seus ativos em mais de R$ 16 bilhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expressão “quebra dos Correios” é utilizada politicamente para descrever essa situação, mas não significa que a empresa tenha declarado falência ou interrompido suas atividades. Como estatal integralmente controlada pela União e responsável pelo serviço postal universal, os Correios continuam funcionando. O termo técnico utilizado pelo TCU é insolvência técnica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Rombo de 2025 superou R$ 8,4 bilhões</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As demonstrações contábeis mostram que o prejuízo de 2025 alcançou <strong>R$ 8,457 bilhões</strong>, mais de três vezes o resultado negativo reapresentado de R$ 2,447 bilhões em 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A receita líquida caiu de R$ 18,91 bilhões para R$ 16,65 bilhões. Ao mesmo tempo, as despesas gerais e administrativas aumentaram de R$ 4,59 bilhões para R$ 6,29 bilhões. O resultado financeiro negativo passou de R$ 380 milhões para R$ 1,27 bilhão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Correios encerraram 2025 com prejuízos acumulados de R$ 12,99 bilhões e patrimônio líquido negativo de R$ 13,16 bilhões. O balanço também registrou R$ 13,65 bilhões em passivos circulantes, contra R$ 7,53 bilhões em ativos de curto prazo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Resultados pioraram durante o atual governo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os Correios já haviam entrado no vermelho em 2022, último ano do governo anterior, quando registraram prejuízo de R$ 767,58 milhões. Em 2023, primeiro ano do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a perda ficou em R$ 596,63 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A deterioração acelerou posteriormente:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>2023:</strong> prejuízo de aproximadamente R$ 596,6 milhões;</li>



<li><strong>2024:</strong> prejuízo reapresentado de R$ 2,45 bilhões;</li>



<li><strong>2025:</strong> prejuízo de R$ 8,46 bilhões;</li>



<li><strong>primeiro trimestre de 2026:</strong> prejuízo de R$ 3,16 bilhões.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que o problema não começou exclusivamente no atual governo, mas ganhou proporções muito maiores durante a administração Lula. Entre 2023 e março de 2026, a soma dos resultados negativos chega a aproximadamente <strong>R$ 14,7 bilhões</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo Lula retirou os Correios do programa de privatizações em 2023 e decidiu manter a empresa sob controle integral da União. Com isso, a administração federal também assumiu a responsabilidade política por recuperar a estatal, modernizar sua operação e impedir que os prejuízos se transformassem em uma despesa permanente para o Tesouro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Empresa perdeu espaço nas encomendas internacionais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O TCU identificou uma redução expressiva da participação dos Correios no mercado de encomendas internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até dezembro de 2023, a estatal possuía 99% desse segmento. A participação caiu para 93% em agosto de 2024, 66% em dezembro, 52% em janeiro de 2025 e apenas 31% em junho daquele ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre agosto e dezembro de 2024, as receitas com entrega de mercadorias ficaram R$ 2,2 bilhões abaixo do previsto. De janeiro a setembro de 2025, a redução chegou a mais R$ 1,56 bilhão, segundo o Tribunal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A abertura do mercado para operadores privados, a concorrência das plataformas de comércio eletrônico e as alterações nas regras das remessas internacionais contribuíram para a perda de receita. Os Correios também enfrentam a redução estrutural do envio de cartas e documentos físicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses fatores explicam parte da crise, mas não eliminam as cobranças sobre a gestão. Uma empresa com obrigação de presença nacional precisa antecipar mudanças tecnológicas, desenvolver novas fontes de receita e controlar despesas antes que a queda do mercado tradicional comprometa sua sobrevivência.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Precatórios e ações trabalhistas aumentam despesas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os passivos judiciais tiveram peso elevado nos resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2025, as despesas com precatórios e Requisições de Pequeno Valor chegaram a R$ 2,48 bilhões, ante R$ 1,13 bilhão no ano anterior. O saldo de precatórios e RPVs a pagar terminou o exercício em R$ 2,76 bilhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No primeiro trimestre de 2026, os Correios atribuíram R$ 1,4 bilhão do resultado negativo a passivos judiciais e precatórios. Segundo a empresa, esse valor representou 44% do prejuízo do período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os gastos com pessoal também permanecem elevados. Em 2025, reajustes salariais, plano de saúde e despesas relacionadas ao Programa de Desligamento Voluntário aumentaram os custos da empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estatal precisa manter atendimento até em municípios e áreas onde a operação não é comercialmente rentável. Essa obrigação social possui importância para a integração nacional, mas exige planejamento, produtividade e mecanismos transparentes para financiar o serviço universal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Empréstimos bilionários sustentam o caixa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No final de 2025, os Correios contrataram uma operação de crédito de <strong>R$ 12 bilhões</strong>, garantida pela União.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento analisado pelo TCU também considerava a entrada de outros R$ 8 bilhões em 2026, totalizando até R$ 20 bilhões em recursos para a recuperação financeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira proposta de R$ 20 bilhões foi rejeitada pelo Tesouro Nacional porque previa juros de 20% ao ano, acima do limite aceito pelo governo para fornecer garantia. Uma segunda proposta reduziu o valor inicial para R$ 12 bilhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O TCU alertou que os Correios dependem desses empréstimos para pagar tributos, salários e fornecedores. Caso a empresa não consiga cumprir as obrigações, a garantia da União poderá ser acionada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O risco não está limitado ao valor principal. No primeiro trimestre de 2026, os Correios já registraram R$ 437,6 milhões de crescimento no saldo de empréstimos de longo prazo, além de despesas relevantes com juros, comissões e liquidação antecipada de operações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">TCU aponta fragilidades no plano de recuperação</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O plano de reestruturação dos Correios prevê um Programa de Desligamento Voluntário para até 15 mil empregados, fechamento de aproximadamente mil agências consideradas deficitárias ou sobrepostas, mudanças no plano de saúde, venda de imóveis e parcerias com empresas privadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal de Contas, porém, concluiu que as premissas operacionais e econômico-financeiras não estavam suficientemente demonstradas. Também foram encontradas fragilidades nos mecanismos de acompanhamento e avaliação do plano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O TCU considerou incerta a capacidade das receitas previstas de recuperar a sustentabilidade da empresa. O Tribunal alertou que poderão ser necessários novos empréstimos ou aportes federais ainda em 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso a recuperação fracasse, os Correios poderão se tornar uma estatal dependente, passando a necessitar regularmente de recursos orçamentários para financiar suas atividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal determinou que a empresa estabeleça metas mensuráveis, apresente indicadores de resultado e aperfeiçoe o controle das ações. O Ministério das Comunicações também recebeu a determinação de criar mecanismos mais eficientes de supervisão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Denúncias falam em corrupção, aparelhamento e fraudes</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em setembro de 2025, a Comissão de Fiscalização e Controle do Senado aprovou uma investigação sobre possíveis irregularidades na gestão dos Correios, com apoio do TCU.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta de fiscalização reuniu acusações relacionadas a:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>possível ocultação de passivos e problemas contábeis;</li>



<li>suspensão ou demora na divulgação de demonstrações financeiras;</li>



<li>dívidas e repasses envolvendo o Postalis e o Postal Saúde;</li>



<li>aumento de determinados gastos durante o déficit;</li>



<li>possíveis nomeações políticas sem critérios técnicos;</li>



<li>desistência de ações judiciais potencialmente prejudiciais;</li>



<li>inadimplência com fornecedores e transportadoras;</li>



<li>suposto funcionamento de agências paralelas;</li>



<li>venda irregular de etiquetas postais fora dos sistemas oficiais.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Essas acusações justificam investigação rigorosa, mas não podem ser apresentadas como crimes definitivamente comprovados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, os documentos mais recentes do TCU citados nesta matéria apontam insolvência, falhas de planejamento, risco fiscal e fragilidades de controle. Eles <strong>não concluem que a atual direção ou o presidente Lula tenham cometido crime de gestão fraudulenta</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fiscalização do Senado deverá reunir documentos, depoimentos e informações dos órgãos de controle. Somente a conclusão das apurações poderá determinar se houve corrupção, fraude, negligência administrativa ou decisões empresariais malsucedidas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Auditoria fez ressalva sobre as contas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações de 2025 apresentou uma <strong>opinião com ressalva</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A auditoria identificou avanços na classificação dos riscos judiciais, mas afirmou que ainda existiam pontos a melhorar nos critérios e controles internos. Por isso, os auditores não conseguiram concluir integralmente se o saldo de R$ 6,36 bilhões registrado para processos judiciais e precatórios estava adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os balanços de 2023 e 2024 também precisaram ser reapresentados, principalmente por causa da revisão de provisões trabalhistas relacionadas à acumulação de adicionais pagos a empregados. A auditoria considerou adequada a reapresentação, mas o episódio reforçou as dúvidas sobre a qualidade anterior dos controles contábeis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma ressalva de auditoria não comprova fraude. Ela indica que existe uma área relevante em que os auditores não obtiveram segurança suficiente para validar integralmente os valores apresentados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma empresa com passivos bilionários e garantia financeira da União, essa limitação exige transparência máxima e correção imediata dos controles.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Governo federal precisa responder pela supervisão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os Correios são vinculados ao Ministério das Comunicações e pertencem integralmente à União. Embora as decisões operacionais sejam tomadas pela diretoria e pelos conselhos da estatal, o governo federal possui responsabilidade pela supervisão, nomeação dos administradores e acompanhamento da sustentabilidade financeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crise não pode ser tratada apenas como consequência inevitável da concorrência, das ações trabalhistas ou das transformações tecnológicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses fatores são reais, mas cabia à gestão antecipar riscos, diversificar receitas, controlar contratos, modernizar a operação e apresentar um plano de recuperação tecnicamente verificável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A continuidade de prejuízos bilionários, acompanhada de empréstimos garantidos pela União, transforma um problema empresarial em um risco fiscal nacional.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sociedade pode terminar pagando a conta</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os Correios possuem relevância social e atendem regiões onde empresas privadas não têm interesse econômico. A preservação do serviço postal não significa, porém, aceitar prejuízos ilimitados ou falta de responsabilização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso os empréstimos não sejam pagos, a União poderá ser obrigada a honrar as garantias. Caso a estatal se torne dependente, recursos do orçamento poderão ser necessários todos os anos para financiar salários, fornecedores e operações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso reduziria o dinheiro disponível para saúde, educação, segurança, infraestrutura e outras políticas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo Lula precisa apresentar resultados, não apenas novos financiamentos. A direção dos Correios deve demonstrar de forma transparente como cada medida reduzirá despesas, recuperará receitas e impedirá que a empresa volte a pedir socorro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem recuperação operacional, fiscalização rigorosa e responsabilização por eventuais irregularidades, os empréstimos poderão apenas adiar a crise — transferindo ao contribuinte uma conta que continua crescendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cidades precisam trazer a floresta de volta para enfrentar calor e eventos extremos, alertam pesquisadores</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/cidades-precisam-trazer-a-floresta-de-volta-para-enfrentar-calor-e-eventos-extremos-alertam-pesquisadores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 13:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1365</guid>

					<description><![CDATA[Especialistas defendem mais arborização, redução de áreas asfaltadas e recuperação de rios urbanos. Debate ganha urgência diante da previsão de temperaturas acima da média e dos impactos crescentes das mudanças climáticas no Brasil. Por Redação Portal BR13 de junho de 2026 As florestas, os rios e as áreas verdes precisam deixar de ser tratados como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Especialistas defendem mais arborização, redução de áreas asfaltadas e recuperação de rios urbanos. Debate ganha urgência diante da previsão de temperaturas acima da média e dos impactos crescentes das mudanças climáticas no Brasil.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por Redação Portal BR</strong><br><strong>13 de junho de 2026</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As florestas, os rios e as áreas verdes precisam deixar de ser tratados como elementos separados das cidades e passar a ocupar posição central no planejamento urbano brasileiro. A avaliação é de pesquisadores reunidos no Seminário Internacional Transmutar, realizado pelo Instituto Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O debate ganhou destaque neste sábado, 13 de junho, ao propor uma mudança profunda na forma como os centros urbanos são organizados. Em vez de cidades dominadas por asfalto, concreto e veículos, especialistas defendem bairros mais arborizados, edifícios integrados à vegetação e sistemas eficientes de transporte coletivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As chamadas “fitópolis”</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos conceitos apresentados no encontro foi o das <strong>fitópolis</strong>, cidades planejadas a partir de princípios observados na organização das plantas e dos ecossistemas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta foi defendida pelo pesquisador italiano Stefano Mancuso, fundador do Laboratório Internacional de Neurobiologia Vegetal da Universidade de Florença. Segundo ele, as cidades devem funcionar como organismos capazes de se adaptar às mudanças ambientais, reduzir temperaturas e melhorar a qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mancuso sustenta que a substituição de aproximadamente 20% das superfícies asfaltadas por áreas arborizadas já produziria benefícios importantes. Em um modelo urbano considerado ideal pelo pesquisador, a cobertura vegetal chegaria a pelo menos 60%, acompanhada por transporte público eficiente e pela redução progressiva dos veículos movidos a combustíveis fósseis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Árvores e outras formas de vegetação ajudam a diminuir a temperatura das ruas, oferecem sombra, absorvem parte da água das chuvas e armazenam carbono. Também podem contribuir para a melhoria da qualidade do ar e para a formação de corredores ecológicos destinados à fauna urbana.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Conhecimento antigo da Amazônia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O arqueólogo e antropólogo Eduardo Góes Neves, professor da Universidade de São Paulo, lembrou que a integração entre áreas habitadas e florestas não é uma ideia recente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas arqueológicas identificaram formas de urbanização indígena desenvolvidas há cerca de 2,5 mil anos no atual território do Acre. Em períodos posteriores, sistemas semelhantes se espalharam por diferentes regiões da Amazônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses assentamentos mantinham áreas de moradia, cultivo e circulação interligadas a bosques e outros espaços naturais. Ao contrário de muitos centros urbanos modernos, não procuravam expulsar completamente a natureza do território ocupado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o pesquisador, essas experiências podem ajudar o Brasil a pensar em “cidades-jardins”, nas quais florestas, rios e população façam parte de um mesmo planejamento. Ele também chama atenção para a desigualdade ambiental: bairros de maior renda costumam apresentar mais árvores e áreas verdes, enquanto comunidades vulneráveis enfrentam maior exposição ao calor e à ausência de infraestrutura.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Calor aumenta pressão sobre as cidades</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão ocorre em um mês no qual as temperaturas devem permanecer acima da média histórica em grande parte do país. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia indica elevação térmica em todas as regiões durante junho, com aumentos que podem chegar a 1,5°C acima da média em determinadas áreas do Sudeste, Sul e Centro-Oeste.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ondas de calor, chuvas intensas, enchentes e períodos prolongados de seca ampliam a pressão sobre sistemas urbanos de drenagem, abastecimento de água, energia, saúde e transporte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O próprio Ministério do Meio Ambiente reconhece que secas na Amazônia, aumento da aridez no Nordeste, ondas de calor no Sudeste e Centro-Oeste e inundações como as registradas no Rio Grande do Sul exigem novas políticas de prevenção e adaptação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Programa Cidades Verdes Resilientes, coordenado pelo governo federal, pretende aproximar desenvolvimento urbano sustentável, adaptação climática e justiça socioambiental. A implementação, entretanto, depende da adesão dos municípios, da disponibilidade de recursos e da continuidade dos projetos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Desmatamento diminui, mas pressão continua</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil encerrou 2025 com redução de 20,6% na área de vegetação nativa desmatada em comparação com o ano anterior. Foi a primeira vez desde 2019 que o total anual ficou abaixo de 1 milhão de hectares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da melhora, o país ainda perdeu 984.794 hectares de vegetação nativa durante o ano — média aproximada de 2.698 hectares por dia. Amazônia e Cerrado concentraram mais de 84% de toda a área desmatada, e a expansão agropecuária permaneceu como o principal vetor de pressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números mostram que a proteção ambiental precisa ocorrer simultaneamente dentro e fora dos centros urbanos. Preservar grandes biomas é fundamental, mas ampliar a arborização das cidades, recuperar margens de rios, proteger nascentes e reduzir a impermeabilização do solo também são medidas essenciais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Planejamento precisa sair do papel</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Transformar cidades brasileiras em espaços mais verdes exigirá ações permanentes, e não apenas campanhas de plantio de árvores. Especialistas apontam a necessidade de inventários da arborização, escolha adequada das espécies, manutenção das mudas, criação de parques, recuperação de cursos d’água e revisão das regras de ocupação do solo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Instituto Inhotim é citado como exemplo de recuperação ambiental. Localizado em uma área de transição entre Mata Atlântica e Cerrado, o espaço já regenerou 75 hectares de floresta nativa e conserva mais de mil espécies de plantas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio agora é transportar essas experiências para as cidades, especialmente para as regiões periféricas. Diante do aumento das temperaturas e da frequência de eventos extremos, a arborização urbana deixa de ser apenas uma questão estética e passa a ser considerada infraestrutura essencial para a saúde, a segurança e a qualidade de vida da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Inflação volta a superar teto da meta e aumenta cautela com juros no Brasil</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/inflacao-volta-a-superar-teto-da-meta-e-aumenta-cautela-com-juros-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 22:10:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[IPCA avançou 0,58% em maio, pressionado por alimentos e energia elétrica; resultado dificulta novos cortes da Selic, enquanto governo lança crédito para entregadores comprarem motos e bicicletas elétricas Da Redação Portal BR BRASÍLIA — A inflação brasileira voltou ao centro das preocupações econômicas nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026. O Índice Nacional de Preços [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">IPCA avançou 0,58% em maio, pressionado por alimentos e energia elétrica; resultado dificulta novos cortes da Selic, enquanto governo lança crédito para entregadores comprarem motos e bicicletas elétricas</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Da Redação Portal BR</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BRASÍLIA —</strong> A inflação brasileira voltou ao centro das preocupações econômicas nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, considerado a inflação oficial do país, subiu 0,58% em maio e acumula alta de 4,72% em 12 meses, acima do limite superior da faixa de tolerância da meta definida para o Banco Central. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado mensal ficou abaixo dos 0,67% registrados em abril, mas superou as expectativas de parte do mercado financeiro. O avanço foi provocado principalmente pela alimentação, pelas contas de energia elétrica e pelos gastos com saúde e cuidados pessoais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os novos números foram divulgados poucos dias antes da reunião do Comitê de Política Monetária, marcada para terça e quarta-feira, dias 16 e 17 de junho. A persistência das pressões sobre os preços aumenta a possibilidade de o Banco Central interromper ou reduzir o ritmo de queda da taxa Selic, atualmente em 14,5% ao ano. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Alimentos respondem por metade da inflação do mês</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo alimentação e bebidas subiu 1,33% em maio e respondeu por aproximadamente metade do impacto total do IPCA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A alimentação consumida dentro de casa avançou 1,65%. Entre os principais aumentos registrados pelo IBGE estão a batata-inglesa, com alta de 44,69%; o tomate, com 20,62%; a cebola, com 16,80%; e as carnes, com 1,39%. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A redução da oferta de alguns produtos e a elevação dos custos de transporte contribuíram para os reajustes. O aumento dos combustíveis observado em meses anteriores também afetou o valor dos fretes e a distribuição de alimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na direção contrária, o café moído recuou 2,38%, enquanto as frutas apresentaram queda média de 0,70%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comportamento dos alimentos possui peso especial no orçamento das famílias de renda mais baixa, que destinam uma parcela maior dos rendimentos à alimentação. Mesmo quando o índice geral desacelera, aumentos concentrados em produtos básicos podem reduzir o poder de compra.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Energia elétrica sobe 3,67%</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo habitação avançou 1,22% em maio, depois de registrar alta de 0,63% em abril.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A energia elétrica residencial subiu 3,67% e foi o item com o maior impacto individual sobre a inflação, respondendo por 0,15 ponto percentual do IPCA. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento refletiu reajustes tarifários em diferentes regiões e a vigência da bandeira amarela, que acrescentou cobrança adicional às contas de luz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A elevação da energia possui efeito que vai além das despesas domésticas. Comércio, indústria, restaurantes, hotéis e prestadores de serviços também enfrentam custos maiores, que podem ser incorporados aos preços pagos pelos consumidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saúde e cuidados pessoais tiveram alta de 0,90%. Os artigos de higiene pessoal subiram 1,95%, com destaque para os perfumes, enquanto os planos de saúde avançaram 0,50%.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Combustíveis ajudam a conter índice</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os transportes foram o único dos nove grupos pesquisados pelo IBGE que apresentaram queda em maio, com recuo de 0,46%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os combustíveis ficaram 1,95% mais baratos. O etanol caiu 6,20%, o óleo diesel recuou 2,34% e a gasolina apresentou redução de 1,46%. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A queda da gasolina exerceu o maior impacto negativo individual do mês e ajudou a impedir uma inflação ainda mais elevada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comportamento dos combustíveis, porém, continua cercado de incertezas devido às tensões internacionais e às oscilações do petróleo. Uma nova alta nas cotações internacionais poderia voltar a pressionar transportes, produção agrícola, indústria e distribuição de mercadorias.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Inflação em 12 meses chega a 4,72%</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com o resultado de maio, o IPCA acumula alta de 3,20% nos cinco primeiros meses de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inflação em 12 meses passou de 4,39% em abril para 4,72% em maio. O número ultrapassou o teto de 4,5% da faixa de tolerância adotada para a meta de 3%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado também ficou acima da mediana das projeções reunidas pela Reuters, que apontava inflação mensal de 0,53% e taxa anual de 4,66%. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A superação da faixa não significa que todos os preços tenham aumentado na mesma intensidade. O IPCA representa a média de uma cesta de produtos e serviços consumidos pelas famílias, com pesos diferentes para alimentação, moradia, transporte, saúde, educação e outras despesas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A percepção individual pode ser maior ou menor, dependendo dos produtos e serviços mais consumidos por cada família.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Copom enfrenta decisão mais difícil</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Banco Central começou a reduzir a Selic em março e realizou dois cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, levando a taxa de 15% para 14,5% ao ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inflação mais resistente, entretanto, diminuiu o espaço para novos cortes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Selic elevada ajuda a controlar os preços ao reduzir a demanda, mas também encarece empréstimos, financiamentos, cartões de crédito e capital de giro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as famílias, juros altos dificultam compras parceladas de automóveis, imóveis, eletrodomésticos e outros bens de maior valor. Para as empresas, o custo do crédito limita investimentos, contratação de funcionários, formação de estoques e expansão da produção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Analistas vêm reduzindo as projeções para a queda dos juros ao longo de 2026. A estimativa mais recente do mercado indica Selic de 13,5% no encerramento do ano, acima da expectativa registrada na semana anterior. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Economia cresceu no início do ano</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio do Banco Central ocorre em um momento de expansão da atividade econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Produto Interno Bruto cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três últimos meses de 2025. Em 12 meses, o avanço foi de 2%. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A agropecuária cresceu 2%, a indústria avançou 1% e os serviços apresentaram expansão de 0,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O consumo das famílias aumentou 1%, enquanto os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo, cresceram 3,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma economia mais aquecida favorece emprego, renda e arrecadação, mas também pode aumentar a pressão sobre os preços quando a demanda cresce mais rapidamente que a capacidade de produção.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Construção fica mais cara</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro indicador divulgado nesta sexta-feira mostrou aumento nos custos da construção civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Índice Nacional da Construção Civil avançou 0,36% em maio. A Região Sul apresentou a maior variação regional, com alta de 0,44%, enquanto o Paraná teve aumento de 0,65%. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço afeta os orçamentos de obras públicas e privadas, reformas residenciais e novos empreendimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A elevação dos custos pode aumentar o preço final dos imóveis e exigir revisões em contratos, financiamentos e projetos que possuem prazos mais longos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do aumento mensal, o comportamento da construção dependerá da trajetória dos materiais, dos salários e dos juros. O crédito imobiliário e empresarial permanece sensível às decisões do Banco Central.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Governo lança crédito para entregadores</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em outra frente econômica, o governo federal lançou nesta sexta-feira o programa Move Brasil – Entregadores e Motoapp.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa oferece financiamento para entregadores, motociclistas de aplicativo, motofretistas, mototaxistas e ciclistas profissionais comprarem motos, motonetas, ciclomotores e bicicletas elétricas novos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os financiamentos terão prazo de até 48 meses e carência de dois meses para o início dos pagamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa será de 12,5% ao ano para homens e 11,5% para mulheres. O programa contará com garantia do Fundo Garantidor de Operações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para participar, trabalhadores de plataformas precisarão comprovar pelo menos seis meses de atividade e um mínimo de 100 corridas ou entregas. Profissionais contratados formalmente deverão possuir pelo menos seis meses de vínculo na mesma empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cadastro começou nesta sexta-feira, mas a aprovação para participar não garante automaticamente o crédito. Cada pedido ainda dependerá da análise dos bancos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os financiamentos poderão ser contratados a partir de 13 de julho na Caixa Econômica Federal, no Banco do Brasil e em outras instituições habilitadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Crédito pode estimular indústria e consumo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O programa pretende facilitar a aquisição dos veículos utilizados como instrumento de trabalho e, ao mesmo tempo, estimular a indústria nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Poderão ser financiadas motocicletas flex de até 160 cilindradas, motos elétricas, motonetas, ciclomotores, bicicletas elétricas e outros veículos que atendam às regras de potência e produção nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma operação de R$ 21 mil teria prestação estimada em aproximadamente R$ 552, segundo a simulação apresentada pelo governo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora as taxas sejam inferiores à Selic, o financiamento representa um compromisso de longo prazo. Os trabalhadores deverão considerar renda média, combustível, manutenção, seguro e possíveis oscilações na demanda antes da contratação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cenário mistura crescimento e pressão sobre preços</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os indicadores desta sexta-feira mostram uma economia que continua crescendo, mas enfrenta dificuldades para controlar a inflação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atividade econômica, o emprego e o consumo mantêm algum dinamismo. Ao mesmo tempo, alimentos, energia, saúde e custos da construção pressionam famílias e empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A queda dos combustíveis ofereceu alívio em maio, mas as incertezas internacionais continuam capazes de alterar rapidamente esse cenário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O principal desafio será reduzir a inflação sem provocar uma desaceleração excessiva da economia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão do Banco Central na próxima semana deverá indicar como a autoridade monetária pretende equilibrar esses dois objetivos e se ainda existe espaço para diminuir os juros durante o segundo semestre.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Corrupção mantém imagem do Brasil sob desconfiança, mas mercado e instituições mostram cenário mais complexo</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/corrupcao-mantem-imagem-do-brasil-sob-desconfianca-mas-mercado-e-instituicoes-mostram-cenario-mais-complexo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 12:51:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
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					<description><![CDATA[País aparece na 107ª posição em ranking internacional de percepção da corrupção; avaliações externas apontam fragilidades na transparência política, mas reconhecem avanços institucionais e a força da economia brasileira Da Redação Portal BR BRASÍLIA — A imagem do Brasil no exterior continua marcada pela percepção de corrupção no setor público, pela sucessão de escândalos políticos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">País aparece na 107ª posição em ranking internacional de percepção da corrupção; avaliações externas apontam fragilidades na transparência política, mas reconhecem avanços institucionais e a força da economia brasileira</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Da Redação Portal BR</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BRASÍLIA —</strong> A imagem do Brasil no exterior continua marcada pela percepção de corrupção no setor público, pela sucessão de escândalos políticos e pela dificuldade de transformar leis e órgãos de controle em resultados permanentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais recente Índice de Percepção da Corrupção, divulgado pela Transparência Internacional, atribuiu ao Brasil 35 pontos em uma escala de zero a 100, na qual as maiores pontuações representam níveis mais elevados de integridade. O país permaneceu na 107ª posição entre 182 nações e territórios avaliados. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado representa uma melhora de um ponto em relação ao levantamento anterior, mas mantém o Brasil em uma das posições mais baixas de sua série recente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação internacional, entretanto, não é inteiramente negativa. Outros estudos reconhecem que o país possui órgãos de fiscalização, sistemas de transparência, legislação anticorrupção e mecanismos disciplinares mais desenvolvidos do que os existentes em muitas economias emergentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mundo observa, portanto, um Brasil contraditório: uma grande economia, com mercado consumidor expressivo e instituições capazes de investigar desvios, mas que ainda enfrenta dificuldades para prevenir a influência indevida sobre decisões públicas, punir crimes de forma previsível e recuperar a confiança da sociedade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ranking mede percepção, não quantidade direta de crimes</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Índice de Percepção da Corrupção não contabiliza diretamente todos os casos ocorridos em um país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento reúne avaliações de especialistas, empresários, organismos multilaterais e instituições responsáveis por analisar governança, ambiente de negócios e funcionamento do setor público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pontuação indica como a corrupção pública é percebida por esses grupos, considerando fatores como pagamento de propina, desvio de recursos, influência política, transparência, capacidade de fiscalização e responsabilização de autoridades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que uma grande operação policial pode, em um primeiro momento, piorar a imagem do país ao revelar irregularidades. Ao mesmo tempo, a própria investigação pode demonstrar que as instituições estão funcionando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por essa razão, a posição brasileira não deve ser interpretada como uma contagem exata de crimes nem como uma prova de que todos os órgãos públicos estejam envolvidos em corrupção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ranking mostra que existe uma desconfiança persistente sobre a capacidade do país de impedir abusos de poder e garantir consequências duradouras para os responsáveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Brasil está abaixo da média mundial</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A média mundial do índice de 2025 caiu para 42 pontos. Mais de dois terços dos países avaliados ficaram abaixo de 50.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com 35 pontos, o Brasil aparece abaixo dessa média e distante dos países com os melhores resultados, como Dinamarca, Finlândia e Singapura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A posição brasileira também provoca comparação com outras democracias e economias de renda média que conseguiram desenvolver mecanismos mais consistentes de prevenção, transparência e responsabilização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Transparência Internacional afirma que a corrupção nas Américas está associada ao enfraquecimento das instituições, ao crescimento do crime organizado e à perda de confiança da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema não se limita ao desvio direto de dinheiro. Também envolve favorecimento em contratos públicos, interferência política em órgãos técnicos, financiamento irregular de campanhas, conflito de interesses e utilização da estrutura estatal para beneficiar grupos específicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Estado de Direito apresenta resultado intermediário</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Índice de Estado de Direito de 2025, elaborado pelo World Justice Project, oferece uma visão mais detalhada sobre o Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O país ficou na 78ª posição entre 143 nações na avaliação geral. No fator específico denominado “ausência de corrupção”, apareceu em 76º lugar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O indicador considera corrupção no Poder Executivo, Legislativo, Judiciário, forças policiais e militares. Também analisa suborno, apropriação indevida de recursos públicos e influência imprópria de interesses privados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil apresentou resultado melhor no quesito governo aberto, ocupando a 44ª posição mundial e a sexta colocação entre 32 países da América Latina e do Caribe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse contraste mostra que o país possui sistemas relevantes de divulgação de informações, participação pública e acesso a dados, mas ainda encontra dificuldades para garantir que a transparência resulte em prevenção efetiva dos desvios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Publicar contratos, agendas e despesas é importante, mas não suficiente quando a fiscalização é lenta, a informação é incompleta ou os processos de responsabilização demoram muitos anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Escândalos formaram uma imagem difícil de superar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A reputação internacional do Brasil foi construída ao longo de décadas de denúncias envolvendo governos, partidos políticos, empresas estatais, empreiteiras, bancos, fundos de pensão e agentes privados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Casos de grande dimensão alcançaram a imprensa mundial e associaram o país a esquemas complexos de pagamento de propina, superfaturamento de contratos e financiamento político.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Operações como Mensalão, Lava Jato e diferentes investigações sobre empresas públicas ampliaram a visibilidade do problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, essas operações também mostraram que autoridades, empresários e políticos poderosos poderiam ser investigados, processados e condenados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A imagem externa tornou-se ainda mais confusa quando decisões judiciais posteriores anularam processos por questões de competência, procedimentos ilegais ou violações de garantias jurídicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para observadores estrangeiros, o resultado foi uma combinação de duas mensagens: o Brasil demonstrou capacidade de descobrir grandes esquemas, mas não conseguiu manter uma política anticorrupção estável, juridicamente segura e protegida das disputas partidárias.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Corrupção passou a ser usada na disputa política</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O combate à corrupção tornou-se um dos principais temas eleitorais brasileiros, mas também passou a ser utilizado como instrumento de confronto entre grupos políticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Governos e partidos frequentemente apresentam denúncias contra adversários, enquanto minimizam suspeitas envolvendo aliados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa seletividade reduz a confiança da população e prejudica a imagem internacional do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma política de integridade considerada confiável precisa funcionar da mesma maneira, independentemente do partido, da ideologia ou da posição ocupada pelo investigado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando investigações parecem avançar ou recuar conforme a conveniência política, cresce a percepção de que as instituições podem estar sendo utilizadas para proteger aliados ou enfraquecer adversários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema não está apenas na existência de acusações, mas na dificuldade de separar investigação técnica, disputa eleitoral e campanha de comunicação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">OCDE reconhece avanços, mas aponta falhas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico divulgou em março uma avaliação sobre o sistema brasileiro de integridade e combate à corrupção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório reconhece que o Brasil possui uma estratégia nacional, coordenada pela Controladoria-Geral da União, além de órgãos responsáveis por conflitos de interesse, acesso à informação, disciplina administrativa e fiscalização eleitoral. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O Plano de Integridade e Combate à Corrupção 2025–2027 possui 260 ações distribuídas em áreas como controle dos recursos públicos, relações entre Estado e empresas, transparência, fortalecimento institucional e prevenção de irregularidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a OCDE, o Brasil cumpre 47% dos critérios relacionados à estrutura de sua estratégia e 53% dos critérios de aplicação prática. Os resultados superam as médias de 38% e 32% registradas no conjunto analisado pela organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O país também apresenta desempenho elevado no sistema disciplinar aplicável aos servidores federais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses dados mostram que o Brasil não é visto internacionalmente como um país sem regras ou mecanismos de controle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O principal questionamento está na capacidade de aplicar essas regras de forma uniforme, avaliar seus resultados e impedir que mudanças políticas enfraqueçam as instituições.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Plano ainda não possui metas suficientes</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A mesma avaliação da OCDE apontou que o plano brasileiro não possui indicadores de resultado e metas iniciais suficientemente detalhadas para medir seu impacto ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A organização também observou a ausência de uma avaliação abrangente e recente dos principais riscos de integridade existentes no Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem metas objetivas, o governo pode informar que realizou reuniões, cursos, auditorias e ações administrativas sem demonstrar se essas medidas realmente reduziram fraudes, conflitos de interesse e desperdícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença entre criar uma política e obter resultados é central para a avaliação internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leis bem elaboradas ajudam a reputação do país, mas sua credibilidade depende de fiscalização, orçamento, independência institucional, pessoal qualificado e divulgação transparente dos resultados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Falta de regulamentação do lobby preocupa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das principais fragilidades apontadas pela OCDE está na relação entre interesses privados e decisões governamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil publica agendas de determinadas autoridades por meio do sistema e-Agendas, permitindo que a sociedade acompanhe parte das reuniões mantidas por agentes públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar disso, o país ainda não possui uma legislação ampla e específica que defina o lobby, estabeleça obrigações de transparência e determine regras claras para empresas, associações e profissionais que procuram influenciar políticas públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A OCDE atribuiu pontuação zero ao Brasil no indicador relacionado à aplicação prática de salvaguardas específicas para o lobby. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A atividade de representação de interesses não é necessariamente ilegal. Empresas, sindicatos, organizações ambientais, associações profissionais e movimentos sociais têm direito de apresentar propostas ao governo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O risco surge quando o acesso ocorre sem transparência, permitindo que grupos economicamente poderosos exerçam influência maior que a população comum.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Financiamento político permanece sob atenção</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto analisado internacionalmente é a relação entre dinheiro e política.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Doações eleitorais, fundos partidários, emendas parlamentares, contratos públicos e nomeações para cargos estratégicos podem criar ambientes favoráveis à troca de favores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil desenvolveu mecanismos de prestação de contas eleitoral e fiscalização pelo Tribunal Superior Eleitoral. No entanto, a complexidade das campanhas e a utilização de estruturas informais dificultam o controle completo dos recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A transparência sobre emendas parlamentares também ganhou importância diante do crescimento dos valores controlados pelo Congresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a origem, o destino e os critérios de distribuição do dinheiro público não são suficientemente claros, aumenta a desconfiança de organismos internacionais, empresas e cidadãos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Investidores não enxergam apenas corrupção</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da reputação negativa nos índices de integridade, o Brasil continua entre os maiores destinos de investimentos estrangeiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um relatório sobre o ambiente de investimentos publicado pelo governo dos Estados Unidos, com base em dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, apontou o Brasil como o quinto maior receptor global de investimento estrangeiro direto. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O país atrai capital por possuir uma grande população, mercado consumidor, recursos naturais, produção agrícola, matriz energética diversificada e oportunidades em infraestrutura, tecnologia, indústria e transição ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse comportamento mostra que investidores não avaliam apenas rankings de corrupção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles também consideram tamanho do mercado, rentabilidade, disponibilidade de matérias-primas, mão de obra, logística, estabilidade financeira e perspectivas de crescimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A corrupção, entretanto, aumenta os custos de conformidade, auditoria e avaliação de riscos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas internacionais submetidas a legislações rigorosas em seus países precisam verificar fornecedores, intermediários, parceiros e contratos públicos para evitar envolvimento em pagamentos indevidos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Reputação afeta empresas honestas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma imagem negativa prejudica inclusive organizações brasileiras que operam de maneira regular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas podem enfrentar exigências adicionais de documentação, auditoria e comprovação da origem dos recursos em operações internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bancos estrangeiros podem ampliar procedimentos de controle, enquanto investidores incluem riscos políticos e jurídicos nas decisões sobre projetos no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A desconfiança também pode reduzir a concorrência em licitações públicas, pois empresas com políticas rígidas de integridade evitam mercados considerados de alto risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando concorrentes honestos deixam de participar, o Estado pode receber menos propostas, pagar preços maiores e ficar mais exposto a fornecedores com menor preocupação ética.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Imprensa e sociedade civil influenciam percepção</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A liberdade de imprensa, o acesso à informação e a atuação das organizações da sociedade civil possuem papel central na reputação internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Países que perseguem jornalistas ou impedem o acesso a documentos podem aparentar possuir menos escândalos simplesmente porque as irregularidades não são reveladas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil possui uma imprensa ativa, organizações independentes e sistemas públicos de informação que permitem a identificação de problemas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa capacidade de fiscalização é um ponto positivo, mas a exposição constante de denúncias também alimenta a percepção de corrupção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A solução não é reduzir a divulgação, mas garantir que as denúncias sejam investigadas com rapidez, transparência e respeito às garantias legais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que poderia melhorar a imagem do Brasil</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas e organismos internacionais apontam medidas capazes de fortalecer a reputação brasileira:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>regulamentar o lobby e divulgar quem procura influenciar decisões públicas;</li>



<li>ampliar a transparência das emendas parlamentares;</li>



<li>estabelecer metas mensuráveis para programas anticorrupção;</li>



<li>proteger denunciantes, jornalistas e servidores que comunicam irregularidades;</li>



<li>garantir autonomia técnica aos órgãos de controle;</li>



<li>acelerar processos sem eliminar o direito de defesa;</li>



<li>recuperar recursos desviados;</li>



<li>integrar bancos de dados de contratos, empresas e beneficiários finais;</li>



<li>impedir conflitos de interesse entre cargos públicos e atividades privadas;</li>



<li>aplicar as mesmas regras a governos, partidos e grupos políticos diferentes.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança de posição nos rankings não depende de uma única operação ou de um novo pacote de leis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela exige continuidade institucional e demonstração de que as regras permanecem válidas independentemente de quem esteja no poder.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Brasil enfrenta disputa entre potencial e desconfiança</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A forma como o mundo vê o Brasil não pode ser resumida por uma única classificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O país é percebido como uma grande economia, capaz de atrair investimentos, investigar autoridades e disponibilizar volumes importantes de informações públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, carrega a reputação de possuir relações pouco transparentes entre política e negócios, processos demorados e resultados instáveis no combate à corrupção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A melhora de um ponto no índice mais recente representa um sinal positivo, mas ainda insuficiente para alterar a imagem construída durante décadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio brasileiro é transformar sistemas, leis e planos em resultados verificáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando investigações forem tecnicamente independentes, contratos públicos puderem ser acompanhados em tempo real e as decisões produzirem consequências previsíveis, o país poderá substituir a imagem de escândalos permanentes pela de uma democracia capaz de corrigir seus próprios problemas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
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		<title>Cultura brasileira amplia presença internacional com cinema, Portinari e novos investimentos</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/cultura-brasileira-amplia-presenca-internacional-com-cinema-portinari-e-novos-investimentos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 11:12:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[Delegação com 44 profissionais participará do Festival de Xangai, exposição reúne cerca de 50 obras de Portinari na China e projetos culturais recebem autorização para captar R$ 295,5 milhões Da Redação Portal BR BRASÍLIA — A cultura brasileira encerra esta sexta-feira, 12 de junho de 2026, com uma agenda marcada pela ampliação da presença artística [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading">Delegação com 44 profissionais participará do Festival de Xangai, exposição reúne cerca de 50 obras de Portinari na China e projetos culturais recebem autorização para captar R$ 295,5 milhões</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Da Redação Portal BR</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BRASÍLIA —</strong> A cultura brasileira encerra esta sexta-feira, <strong>12 de junho de 2026</strong>, com uma agenda marcada pela ampliação da presença artística do país no exterior, pela aprovação de novos projetos incentivados e pela abertura de oportunidades para profissionais do audiovisual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Cultura anunciou nesta sexta-feira que uma delegação formada por 44 representantes do setor participará do Festival Internacional de Cinema de Xangai, na China. Nove produções brasileiras integram a programação do evento, que será realizado entre os dias 16 e 24 de junho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A movimentação ocorre durante o Ano Cultural Brasil-China 2026 e se soma à exposição “O Brasil de Portinari”, aberta no Museu Nacional da China, em Pequim, com aproximadamente 50 obras originais de Candido Portinari. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No mercado interno, a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura autorizou 240 projetos a captarem até R$ 295,5 milhões por meio da Lei Rouanet. As propostas abrangem música, festas tradicionais, patrimônio, fotografia, educação e formação artística.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cinema brasileiro chega ao mercado asiático</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A participação brasileira no 28º Festival Internacional de Cinema de Xangai combina exibição de filmes, atividades institucionais e encontros de negócios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil terá uma mostra própria, denominada Mostra de Cinema Brasileiro em Xangai — Focus Brazil, integrada à programação oficial do festival. A abertura está prevista para o dia 19 de junho, no Fotografiska Xangai. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa pretende aproximar produtores, realizadores, distribuidores e instituições dos dois países, criando oportunidades para circulação de obras, coproduções e investimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das sessões cinematográficas, a programação terá um estande brasileiro no Mercado Internacional de Filme e TV de Xangai, seminários sobre políticas públicas, reuniões institucionais e visitas técnicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento é considerado uma das principais portas de entrada do audiovisual internacional no mercado asiático.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Nove produções representam o Brasil</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os filmes brasileiros selecionados está <strong>“O Deserto de Luiza”</strong>, que participará da mostra competitiva principal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A animação <strong>“Amadeo e o Hipotético Mundo Novo”</strong> concorrerá na mostra de animação, enquanto <strong>“Feito Pipa”</strong> integra a Belt and Road Film Week e também a mostra dedicada ao cinema brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A programação nacional contará ainda com os títulos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>“Herança de Narcisa”;</li>



<li>“Coração das Trevas”;</li>



<li>“Papaya”;</li>



<li>“A Fabulosa Máquina do Tempo”;</li>



<li>“Para Vigo Me Voy!”;</li>



<li>“A Hora da Estrela”.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de filmes em diferentes categorias amplia a visibilidade da produção nacional e permite que obras brasileiras cheguem a distribuidores, exibidores, programadores de festivais e plataformas internacionais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Delegação reúne 44 profissionais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A missão brasileira terá 44 representantes, incluindo realizadores, produtores, entidades do setor e integrantes das equipes das produções selecionadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo participará de rodadas de negócios e reuniões com instituições chinesas entre os dias 22 e 24 de junho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A programação também inclui uma apresentação sobre as políticas públicas planejadas para o audiovisual brasileiro durante a próxima década.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A participação no festival não se limita à promoção artística. Ela também possui uma dimensão econômica, pois a circulação internacional pode ampliar vendas, licenciamentos, coproduções, distribuição e contratação de serviços relacionados ao cinema.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Portinari ocupa um dos maiores museus do mundo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nas artes visuais, a exposição <strong>“O Brasil de Portinari”</strong> permanece como um dos principais acontecimentos culturais brasileiros no exterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mostra reúne cerca de 50 obras originais de Candido Portinari no Museu Nacional da China, localizado na Praça Tiananmen, em Pequim. A exposição começou no dia 9 de junho e seguirá aberta até 10 de outubro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É a primeira grande mostra do artista brasileiro realizada na Ásia e uma das maiores dedicadas a Portinari fora do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expectativa apresentada pelos organizadores é que o museu receba aproximadamente quatro milhões de visitantes durante o período da exposição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conjunto de obras procura apresentar ao público chinês diferentes dimensões da produção do artista, marcada por temas como trabalho, desigualdade, infância, vida rural, identidade brasileira e condição humana.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Transporte das obras exigiu operação especializada</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A transferência das telas para a China exigiu controle de temperatura, umidade, segurança, acondicionamento e acompanhamento técnico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Obras de arte precisam permanecer em condições ambientais controladas durante o transporte e a exposição para impedir danos provocados por variações climáticas, impactos ou iluminação inadequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mostra foi viabilizada pelo Projeto Portinari, pelo Ministério da Cultura, pelo Instituto Brasileiro de Museus e por instituições chinesas, com patrocínio da Petrobras e recursos incentivados pela Lei Rouanet.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Projeto Portinari desenvolve há mais de quatro décadas um trabalho de localização, catalogação e preservação da produção do artista. Mais de cinco mil obras já foram identificadas durante esse processo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Brasil prepara novo espaço cultural em Pequim</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A agenda brasileira na China também incluiu visitas a museus, centros de artes visuais e espaços ligados à economia criativa em Xangai e Pequim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Representantes do Ministério da Cultura passaram pelo China Art Museum Shanghai, pelo West Bund Museum, pelo Centro Nacional de Artes Cênicas da China e pelo 798 Art District. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Instalado em uma antiga área industrial, o 798 Art District tornou-se um dos principais centros de arte contemporânea de Pequim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério da Cultura anunciou que o Brasil deverá ocupar um espaço próprio no distrito em setembro, como parte das atividades do Ano Cultural Brasil-China 2026. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta amplia a possibilidade de exposições, encontros profissionais e atividades permanentes destinadas à apresentação da cultura brasileira.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Lei Rouanet autoriza R$ 295,5 milhões</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto artistas e instituições ampliam as atividades internacionais, novos projetos culturais avançaram no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Comissão Nacional de Incentivo à Cultura aprovou 240 propostas e autorizou a captação de até <strong>R$ 295,5 milhões</strong> por meio da Lei Rouanet. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A autorização não representa uma transferência automática de dinheiro público. Os projetos aprovados precisam buscar patrocinadores ou doadores interessados em destinar parte do imposto devido às iniciativas culturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as propostas está a edição de 2026 do São João de Maracanaú, no Ceará, com programação gratuita de música, teatro, circo e quadrilhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comissão também aprovou projetos ligados à educação quilombola, cultura afro-brasileira, povos originários, fotografia, patrimônio e formação musical.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Projetos atendem escolas e comunidades</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos projetos aprovados foi o plano bianual do Instituto Vini Jr., que prevê a distribuição de um livro sobre cultura afro-brasileira, povos originários e letramento antirracista em escolas públicas de cinco estados. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Minas Gerais, uma iniciativa da Associação Comunitária de Três Barras pretende preservar o modo de vida e o patrimônio agroalimentar de uma comunidade quilombola por meio de oficinas e de um inventário participativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Rio de Janeiro, o plano da Escola de Música da Rocinha prevê a manutenção de uma orquestra de câmara e a oferta gratuita de aulas de instrumentos, canto coral e teoria musical para crianças e adolescentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro projeto, denominado Olhares Negros, organizará oficinas de fotografia para jovens de periferias, com a proposta de registrar identidades, histórias e territórios.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Edital apoia circulação internacional</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outra iniciativa aberta em junho destina <strong>R$ 1 milhão</strong> ao apoio de estudantes e profissionais brasileiros que participem de festivais, mostras, seminários e mercados do audiovisual no exterior. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O edital funciona em fluxo contínuo e aceita propostas de pessoas físicas com experiência comprovada no setor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os valores máximos variam conforme o destino:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>até R$ 8 mil para eventos na América do Sul;</li>



<li>até R$ 11 mil para América do Norte e América Central;</li>



<li>até R$ 16 mil para a Europa;</li>



<li>até R$ 21 mil para África, Ásia e Oceania.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Profissionais provenientes de estados da Amazônia Legal poderão receber um adicional de R$ 1,5 mil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O apoio poderá ser utilizado para hospedagem, alimentação, passagens aéreas e deslocamentos terrestres relacionados à participação no evento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ações afirmativas estão previstas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O edital determina que pelo menos 40% dos recursos sejam destinados a pessoas negras, indígenas ou com deficiência, desde que existam candidaturas válidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A distribuição estabelece reserva mínima de 25% para pessoas negras, 10% para indígenas e 5% para pessoas com deficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também foi definido que uma única região brasileira não poderá concentrar mais de 40% dos recursos, salvo quando não existirem propostas qualificadas suficientes em outras regiões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida procura ampliar a diversidade entre os profissionais que representam o audiovisual brasileiro no exterior.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cultura também integra a economia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A agenda desta sexta-feira demonstra que a cultura envolve produção artística, preservação do patrimônio, educação, formação profissional, turismo e relações internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Filmes e exposições movimentam empresas de produção, montagem, transporte, comunicação, tecnologia, tradução, segurança, hospedagem e eventos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Projetos comunitários também geram trabalho e renda para professores, músicos, técnicos, fotógrafos, produtores, costureiros, cenógrafos e profissionais administrativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A internacionalização pode aumentar o alcance das obras brasileiras, mas os resultados dependerão da continuidade dos investimentos, da formação de profissionais e da capacidade de transformar encontros institucionais em contratos, coproduções e circulação efetiva.</p>



<h2 class="wp-block-heading">País busca ampliar visibilidade sem abandonar acesso interno</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O conjunto de acontecimentos mostra duas frentes complementares da política cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira busca apresentar o Brasil em mercados e instituições internacionais, utilizando o cinema, os museus e as artes visuais como instrumentos de aproximação entre países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda procura fortalecer atividades dentro do território nacional, apoiando festas populares, projetos educacionais, comunidades quilombolas, escolas de música e ações em regiões periféricas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio será manter equilíbrio entre grandes eventos internacionais e o acesso cotidiano da população à cultura em escolas, bibliotecas, teatros, cinemas, museus e espaços comunitários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A visibilidade alcançada no exterior ganha maior relevância quando também contribui para fortalecer artistas, instituições e públicos dentro do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Lulinha volta ao centro de investigações: o que se sabe sobre Gamecorp, Oi e o caso do INSS</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/lulinha-volta-ao-centro-de-investigacoes-o-que-se-sabe-sobre-gamecorp-oi-e-o-caso-do-inss/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 19:38:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
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					<description><![CDATA[Filho mais velho do presidente Lula teve empresas investigadas por repasses da antiga Telemar e agora aparece em apuração sobre a atuação do chamado “Careca do INSS”; defesa nega participação em fraudes e não há condenação criminal contra ele nos episódios abordados Da Redação Portal BR BRASÍLIA — O empresário Fábio Luís Lula da Silva, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Filho mais velho do presidente Lula teve empresas investigadas por repasses da antiga Telemar e agora aparece em apuração sobre a atuação do chamado “Careca do INSS”; defesa nega participação em fraudes e não há condenação criminal contra ele nos episódios abordados</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Da Redação Portal BR</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BRASÍLIA —</strong> O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, voltou ao centro do debate político após seu nome aparecer nas investigações sobre descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís já havia sido investigado em outros momentos por causa dos negócios mantidos por empresas das quais foi sócio, especialmente a Gamecorp, que recebeu investimentos e pagamentos da antiga Telemar, posteriormente transformada em Oi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os episódios provocaram acusações de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e favorecimento político. No entanto, é necessário separar denúncias políticas, linhas de investigação policial e fatos efetivamente comprovados pela Justiça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, não existe informação pública sobre condenação criminal de Fábio Luís nos casos Gamecorp, Oi ou INSS. No episódio mais recente, as investigações permanecem em andamento, e a defesa nega que ele tenha recebido recursos provenientes das fraudes contra aposentados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quem é Lulinha</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Fábio Luís Lula da Silva é formado em Ciências Biológicas e trabalhou no Zoológico de São Paulo antes de ingressar no setor de tecnologia, entretenimento digital e produção de conteúdo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele se tornou sócio de empresas relacionadas a jogos eletrônicos, telefonia móvel, televisão e serviços digitais. A mais conhecida foi a Gamecorp, criada com empresários ligados à família de Jacó Bittar, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e antigo aliado político de Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aproximação entre a Gamecorp e a Telemar passou a ser questionada porque aconteceu durante o primeiro mandato presidencial de Lula e envolveu uma companhia de telecomunicações submetida à regulamentação federal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Investimento da Telemar na Gamecorp</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2005, a Telemar realizou um investimento de aproximadamente R$ 5 milhões na Gamecorp, tornando-se acionista minoritária da empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A operação despertou suspeitas de possível favorecimento porque Fábio Luís era filho do então presidente da República. Parlamentares e investigadores questionaram se a companhia telefônica teria investido na empresa para obter influência junto ao governo federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Federal abriu inquérito para examinar a existência de possível tráfico de influência. Também foram analisadas as circunstâncias da posterior compra da Brasil Telecom pela Oi, operação que exigiu uma mudança regulatória autorizada durante o governo Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2013, a Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal homologou o arquivamento da investigação relacionada ao investimento inicial de R$ 5 milhões. O arquivamento indicou que aquela apuração não havia reunido elementos suficientes para sustentar uma acusação criminal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão não significou que todos os contratos futuros entre as empresas estariam automaticamente validados. Anos depois, novas investigações foram abertas com base em outros documentos, valores e períodos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pagamentos de R$ 132 milhões voltam a ser investigados</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em dezembro de 2019, a Operação Mapa da Mina, uma fase da Lava Jato, realizou buscas em endereços relacionados ao grupo Gamecorp/Gol.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação examinou aproximadamente R$ 132 milhões transferidos por empresas ligadas à Oi e à Telemar para companhias controladas por Fábio Luís e seus sócios entre 2004 e 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a acusação apresentada na época pelo Ministério Público Federal do Paraná, parte das empresas não teria estrutura compatível com os serviços contratados. Os investigadores também questionaram pagamentos acima dos valores previstos, ausência de concorrência com outros fornecedores e serviços que supostamente não teriam sido executados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das hipóteses era de que os pagamentos representariam vantagens indiretas ao então presidente Lula em troca de decisões políticas favoráveis à companhia telefônica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os atos examinados estava o decreto de 2008 que permitiu à Oi adquirir a Brasil Telecom. A investigação também analisou contatos de executivos da empresa com integrantes do governo e possíveis interesses relacionados à Agência Nacional de Telecomunicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Oi declarou à época que seus contratos eram regulares e que colaboraria com as autoridades. A defesa de Fábio Luís sustentou que as empresas prestaram serviços verdadeiros e que os valores recebidos tinham origem comercial.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Caso saiu de Curitiba e foi enviado para São Paulo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A competência da Justiça Federal de Curitiba para conduzir a investigação foi contestada pela defesa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo acabou transferido para a Justiça Federal de São Paulo porque os fatos investigados não apresentavam relação direta comprovada com os desvios da Petrobras, que justificavam a atuação da Lava Jato no Paraná.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2021, o Ministério Público Federal pediu o arquivamento da apuração sobre os pagamentos da Oi. O órgão afirmou que as investigações não haviam produzido elementos suficientes para comprovar a prática dos crimes atribuídos aos investigados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A defesa considerou o pedido uma confirmação de que os contratos tinham natureza empresarial. O resultado também demonstrou a diferença entre ser investigado, ser denunciado e ser condenado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A abertura de uma operação policial significa que existem suspeitas consideradas suficientes para a realização de diligências. Não significa, por si só, que o investigado tenha cometido um crime.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Investigação sobre fraudes no INSS</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O nome de Fábio Luís voltou a aparecer em uma investigação de grande repercussão no final de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Federal passou a examinar possíveis relações entre ele e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das linhas de investigação procura saber se Fábio Luís teria participado de negócios com Antunes ou atuado como sócio oculto em algum empreendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As suspeitas surgiram a partir de documentos, mensagens e depoimentos de pessoas ligadas ao empresário. Também apareceram alegações de que Antunes realizaria pagamentos periódicos ao filho do presidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas declarações ainda precisam ser comprovadas por documentos bancários, contratos, perícias e outras evidências. Um depoimento ou relato de terceiro não representa comprovação automática da prática de crime.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Viagem a Portugal foi confirmada pela defesa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A defesa de Fábio Luís confirmou que ele viajou a Portugal em 2024 com Antônio Carlos Camilo Antunes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os advogados, o objetivo da viagem era conhecer uma possível oportunidade de investimento relacionada à produção de cannabis para fins medicinais. O negócio não teria sido concretizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A defesa também reconheceu que as despesas da viagem foram pagas por Antunes, mas classificou a relação entre os dois como esporádica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os advogados afirmaram que Fábio Luís não foi sócio do empresário, não prestou serviços a ele, não recebeu pagamentos e não teve qualquer participação no esquema de descontos indevidos do INSS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Federal analisa se os gastos da viagem e outros contatos tiveram apenas natureza empresarial ou se estavam associados aos recursos investigados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quebra de sigilos foi aprovada pela CPMI</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em fevereiro de 2026, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS aprovou requerimentos para quebrar os sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A votação ocorreu em bloco, juntamente com dezenas de outros pedidos. Parlamentares governistas contestaram o procedimento e alegaram que não houve análise individualizada de cada medida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu os efeitos de algumas quebras de sigilo por considerar que decisões desse tipo precisam apresentar fundamentação específica e não podem ser aprovadas apenas de forma genérica ou coletiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão não declarou que Fábio Luís era inocente nem encerrou as apurações. O ministro analisou a regularidade formal do procedimento adotado pela comissão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, a investigação conduzida pela Polícia Federal continuou sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Relator pediu indiciamento e prisão preventiva</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar ao término da CPMI propôs o indiciamento de mais de 200 pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto incluiu Fábio Luís e chegou a pedir sua prisão preventiva, sob o argumento de que existiriam indícios suficientes para aprofundar a responsabilização criminal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pedido teve forte repercussão política, mas não se transformou em uma decisão judicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na madrugada de 28 de março, o relatório foi rejeitado por 19 votos a 12. A CPMI encerrou suas atividades sem aprovar um documento final.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que o pedido de indiciamento e prisão apresentado pelo relator não foi adotado oficialmente pela comissão. Também não houve ordem judicial de prisão decorrente daquele texto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cópias do relatório rejeitado foram encaminhadas a órgãos como Ministério Público, Polícia Federal e Supremo Tribunal Federal, que podem avaliar livremente as informações reunidas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mudança de delegado provoca questionamentos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em maio, a Polícia Federal substituiu o delegado que coordenava parte da investigação relacionada às fraudes do INSS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança provocou críticas de parlamentares e questionamentos sobre uma possível interferência política, especialmente porque ocorreu quando as apurações alcançavam pessoas próximas a Fábio Luís.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Federal declarou ao Supremo que a alteração foi administrativa e burocrática, relacionada à reorganização interna das equipes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A substituição de um delegado não anula provas, depoimentos ou diligências já realizadas. O inquérito continua sob controle judicial e pode ser acompanhado pelo Ministério Público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até que surjam elementos objetivos de interferência, não é possível afirmar que a mudança tenha sido determinada para proteger o filho do presidente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Zelotes envolveu outro filho de Lula</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma confusão frequente entre Fábio Luís e Luís Cláudio Lula da Silva, outro filho do presidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Operação Zelotes, que investigou possível compra de medidas provisórias e influência em decisões relacionadas a incentivos fiscais e à aquisição de caças militares, envolveu Luís Cláudio, e não Fábio Luís.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Luís Cláudio foi denunciado em 2016 ao lado do pai e de empresários. Portanto, atribuir esse processo a “Lulinha”, quando o apelido se refere normalmente a Fábio Luís, produz uma informação incorreta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A distinção é necessária para evitar que acusações formuladas contra integrantes diferentes da família sejam reunidas como se fossem um único processo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Defesa nega participação em corrupção</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os advogados de Fábio Luís afirmam que ele vem sendo investigado repetidamente em razão de sua relação familiar com o presidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na investigação do INSS, os representantes negam recebimento de valores, sociedade com Antônio Carlos Camilo Antunes ou participação nos descontos fraudulentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A defesa também argumenta que informações sigilosas estariam sendo vazadas de forma seletiva para produzir repercussão política antes da conclusão das investigações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fábio Luís possui direito à presunção de inocência, ao acesso às provas, ao contraditório e à ampla defesa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Investigação precisa chegar a uma conclusão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os casos envolvendo Fábio Luís demonstram como relações entre familiares de autoridades e empresas reguladas ou dependentes de decisões públicas provocam suspeitas e exigem transparência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O investimento da Telemar na Gamecorp e os contratos posteriores justificaram apurações devido ao contexto político e econômico em que ocorreram. As investigações, contudo, não resultaram em condenação de Fábio Luís.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso do INSS, existem contatos e uma viagem confirmada com um dos principais investigados. Ainda falta determinar se a relação foi apenas comercial ou se possui conexão com o dinheiro retirado irregularmente dos aposentados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conclusão deverá ser baseada em movimentações bancárias, mensagens, documentos, depoimentos confrontados e provas juridicamente válidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading">Fontes da apuração</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>[1] Gamecorp e investimento inicial da Telemar:</strong> documento do Ministério Público Federal registra que o investimento de R$ 5 milhões e a hipótese de tráfico de influência foram investigados, com arquivamento homologado em 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>[2] Operação Mapa da Mina e pagamentos da Oi:</strong> a investigação de 2019 examinou aproximadamente R$ 132 milhões transferidos para empresas do grupo Gamecorp/Gol e as possíveis contrapartidas regulatórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>[3] Pedido de arquivamento:</strong> em 2021, o MPF pediu o arquivamento da apuração relacionada aos repasses da Oi por considerar insuficientes os elementos para comprovar prática criminosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>[4] Investigação atual do INSS:</strong> a PF apura possíveis vínculos entre Fábio Luís e Antônio Carlos Camilo Antunes. A corporação informou ao STF que mudanças na equipe responsável tiveram natureza administrativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>[5] Viagem e posicionamento da defesa:</strong> os advogados confirmaram a viagem a Portugal, mas afirmaram que Fábio Luís não foi sócio, não prestou serviços e não recebeu valores do investigado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>[6] Decisões da CPMI e do STF:</strong> a comissão aprovou a quebra dos sigilos, posteriormente suspensa pelo STF devido à ausência de fundamentação individualizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>[7] Encerramento da CPMI:</strong> o relatório que propunha indiciamentos foi rejeitado por 19 votos a 12, e a comissão terminou sem relatório final aprovado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>[8] Esclarecimento sobre a Operação Zelotes:</strong> a denúncia daquele caso envolveu Luís Cláudio Lula da Silva, outro filho do presidente, e não Fábio Luís.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Serviços avançam e safra recorde fortalece economia brasileira, mas juros e inflação mantêm cautela</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/servicos-avancam-e-safra-recorde-fortalece-economia-brasileira-mas-juros-e-inflacao-mantem-cautela/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 11:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Setor de serviços cresceu 1,2% em abril, enquanto produção de grãos pode atingir 350,4 milhões de toneladas; crédito caro e alta internacional do petróleo continuam pressionando empresas e consumidores Da Redação Portal BR BRASÍLIA — A economia brasileira recebeu novos sinais positivos nesta quinta-feira, 11 de junho, com a recuperação do setor de serviços e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Setor de serviços cresceu 1,2% em abril, enquanto produção de grãos pode atingir 350,4 milhões de toneladas; crédito caro e alta internacional do petróleo continuam pressionando empresas e consumidores</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Da Redação Portal BR</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BRASÍLIA —</strong> A economia brasileira recebeu novos sinais positivos nesta quinta-feira, 11 de junho, com a recuperação do setor de serviços e a confirmação de uma safra recorde de grãos. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o volume de serviços cresceu 1,2% em abril, enquanto a produção agrícola estimada para 2026 chegou a 350,4 milhões de toneladas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dois indicadores reforçam a atividade econômica depois do crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre. O cenário, entretanto, permanece marcado por inflação resistente, juros elevados e incertezas internacionais, especialmente em razão da alta do petróleo e dos conflitos no Oriente Médio.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Serviços recuperam queda registrada em março</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O setor de serviços avançou 1,2% entre março e abril, recuperando integralmente a retração de 1,1% registrada no mês anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As cinco atividades pesquisadas pelo IBGE apresentaram crescimento. O principal destaque foi o segmento de transportes, que avançou 0,9%, impulsionado pela recuperação do transporte aéreo de passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na comparação com abril do ano passado, o volume de serviços aumentou 1,9%, completando 25 meses consecutivos de resultados positivos. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o crescimento chegou a 2,2%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O setor opera atualmente 19,9% acima do nível registrado antes da pandemia, em fevereiro de 2020, e apenas 0,3% abaixo do ponto mais elevado da série histórica, alcançado em outubro de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do patamar elevado, o próprio IBGE observa que os resultados recentes ainda não indicam uma trajetória contínua de aceleração. O desempenho mensal tem apresentado oscilações, refletindo diferenças entre atividades, preços e condições de consumo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Transporte aéreo cresce 7%</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O transporte aéreo de passageiros apresentou expansão de 7% em abril, depois de acumular queda de 16,6% entre fevereiro e março.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recuperação ocorreu em um período de redução dos preços das passagens. De acordo com o IBGE, as tarifas aéreas haviam subido 18,4% durante fevereiro e março, mas recuaram 14,45% em abril.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O movimento favorece diferentes atividades econômicas, como companhias aéreas, aeroportos, hotéis, restaurantes, agências de viagens, locadoras de veículos e transporte por aplicativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O transporte total de passageiros, considerando as modalidades acompanhadas pelo levantamento, cresceu 2,6% em abril. O transporte de cargas, entretanto, registrou retração de 0,9%, acumulando dois meses consecutivos de queda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença entre passageiros e cargas demonstra que a recuperação não ocorre de maneira uniforme. Enquanto turismo e deslocamentos pessoais apresentaram melhora, parte da logística empresarial ainda enfrenta desaceleração.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Turismo volta a crescer</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O índice de atividades turísticas avançou 4,1% em abril, recuperando parte da perda acumulada nos dois meses anteriores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O turismo brasileiro opera 11,2% acima do patamar anterior à pandemia, mas ainda está 2,2% abaixo do recorde alcançado em dezembro de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quatorze dos 17 estados e regiões pesquisados apresentaram crescimento. São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco exerceram as maiores contribuições positivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desempenho beneficia uma extensa cadeia formada por hotéis, pousadas, restaurantes, companhias de transporte, comércio, produtores culturais e empresas de entretenimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A movimentação relacionada aos grandes eventos esportivos de 2026 também poderá ampliar o consumo em bares, restaurantes, hotéis e estabelecimentos que organizarem transmissões e atividades especiais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tecnologia lidera crescimento na comparação anual</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços de informação e comunicação cresceram 6,3% em relação a abril de 2025 e exerceram o principal impacto positivo sobre o resultado anual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço foi impulsionado por atividades como desenvolvimento e licenciamento de programas, consultoria em tecnologia da informação, tratamento de dados, hospedagem na internet, serviços de aplicações, telecomunicações e portais de conteúdo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado confirma a expansão da economia digital e a crescente demanda por sistemas de gestão, armazenamento de dados, segurança digital, inteligência artificial e serviços online.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para pequenas e médias empresas, esse crescimento também representa maior pressão pela modernização. Negócios sem presença digital, sistemas de atendimento eletrônico ou processos automatizados podem perder competitividade em um mercado cada vez mais conectado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Safra pode alcançar 350,4 milhões de toneladas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No campo, o IBGE elevou para 350,4 milhões de toneladas a estimativa da produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O volume representa crescimento de 1,2%, equivalente a 4,3 milhões de toneladas, em comparação com a produção obtida no ano passado. Em relação à estimativa de abril, houve aumento de 1,7 milhão de toneladas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Arroz, milho e soja respondem juntos por 92,8% da produção prevista e ocupam 87,6% da área destinada à colheita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Centro-Oeste permanece como a principal região produtora, com estimativa de 175,9 milhões de toneladas, equivalente a pouco mais da metade da safra nacional. A Região Sul aparece em seguida, com 92,4 milhões de toneladas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Soja alcança novo recorde</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A produção brasileira de soja foi estimada em 174,6 milhões de toneladas, o maior volume da série histórica do IBGE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado representa crescimento de 5,1% em relação às 166,1 milhões de toneladas produzidas em 2025. A área cultivada deverá alcançar 48,3 milhões de hectares, enquanto a produtividade média foi estimada em 3.617 quilos por hectare.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A soja representa quase metade de toda a produção nacional de grãos. O desempenho foi favorecido pela ampliação das áreas cultivadas, pelos investimentos em tecnologia e pelas condições climáticas observadas nas principais regiões produtoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mato Grosso lidera a produção nacional, com estimativa de 50,7 milhões de toneladas. O Paraná deverá produzir 22 milhões de toneladas, e o Rio Grande do Sul, 18,4 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recuperação gaúcha é uma das mais expressivas do levantamento. A produção de soja no Estado poderá crescer 34,6% em relação à safra anterior, afetada por dificuldades climáticas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Produção de alimentos básicos apresenta queda</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do volume recorde da safra, nem todas as culturas apresentam crescimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento aponta redução de 11,4% na produção de arroz, de 5,8% no feijão, de 1,7% no milho e de 7,8% no trigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação do feijão exige atenção porque a oferta estimada está próxima das necessidades do mercado interno. Segundo o IBGE, o país poderá precisar importar pequenas quantidades para complementar o abastecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As quedas em alimentos consumidos diretamente pelas famílias podem pressionar preços, mesmo em um ano de produção agrícola recorde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma safra maior de soja favorece exportações, transporte, arrecadação e atividade industrial, mas não impede aumentos no custo da alimentação quando produtos como arroz, feijão e trigo apresentam menor oferta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Capacidade de armazenagem ainda é desafio</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A capacidade disponível para armazenamento agrícola chegou a 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, crescimento de 1,1% em relação ao semestre anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O país possuía 9.668 estabelecimentos de armazenagem. Mesmo com a expansão, a capacidade permanece consideravelmente abaixo da produção estimada de 350,4 milhões de toneladas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa diferença não significa que toda a safra precise ser armazenada simultaneamente, pois parte da produção é consumida, processada ou exportada durante a colheita. O contraste, porém, demonstra a necessidade de novos investimentos em silos, armazéns, ferrovias, rodovias e terminais portuários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de estruturas adequadas pode aumentar perdas, gerar filas, elevar custos logísticos e obrigar produtores a vender em períodos de preços menos favoráveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Inflação limita redução dos juros</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora serviços e agricultura apresentem resultados positivos, a inflação continua sendo o principal desafio para a economia brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado financeiro elevou de 5,09% para 5,11% a previsão do IPCA para 2026. A estimativa supera o limite de 4,5% estabelecido no sistema de metas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A meta central definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa Selic está atualmente em 14,5% ao ano. Economistas consultados pelo Banco Central aumentaram para 13,5% a projeção dos juros no encerramento de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O próximo encontro do Comitê de Política Monetária está marcado para os dias 16 e 17 de junho. A persistência da inflação e as pressões internacionais reduziram as expectativas de cortes mais intensos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Crédito caro afeta empresas e consumidores</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os juros elevados ajudam a reduzir a demanda e controlar os preços, mas também encarecem empréstimos, financiamentos, cartões de crédito e capital de giro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os consumidores, o resultado aparece em prestações mais altas e maior dificuldade para comprar imóveis, automóveis, eletrodomésticos e outros bens de maior valor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as empresas, o crédito caro limita investimentos, aquisição de equipamentos, expansão de unidades e formação de estoques.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pequenos negócios são especialmente afetados porque dependem mais do sistema bancário e possuem menor capacidade de negociar taxas ou financiar suas atividades com recursos próprios.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Petróleo amplia incerteza internacional</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No mercado internacional, o petróleo Brent voltou a ser negociado acima de US$ 93 por barril nesta quinta-feira, em meio à intensificação dos conflitos no Oriente Médio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A alta pode afetar combustíveis, fertilizantes, transportes, plásticos, produtos químicos e diferentes cadeias de produção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Banco Central Europeu aumentou os juros pela primeira vez em quase três anos para enfrentar pressões inflacionárias provocadas principalmente pela energia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Juros mais altos nas economias desenvolvidas também podem provocar saída de recursos de países emergentes, pressionar o câmbio e aumentar o custo internacional do financiamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Economia cresce, mas cenário exige equilíbrio</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os indicadores divulgados nesta quinta-feira mostram que a economia brasileira continua apresentando capacidade de crescimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços recuperaram a perda de março, o turismo voltou a avançar, a tecnologia mantém expansão e o agronegócio caminha para uma produção histórica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, inflação, juros elevados, menor oferta de alguns alimentos e instabilidade internacional impedem uma leitura excessivamente otimista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio será transformar a expansão dos serviços e da agricultura em investimentos produtivos, empregos, aumento da renda e melhoria da infraestrutura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A consolidação do crescimento dependerá do controle dos preços, da redução responsável dos juros, da expansão do crédito e da capacidade do país de diminuir os efeitos das tensões internacionais sobre combustíveis e custos de produção.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Governo Lula insiste em elevar etanol na gasolina para 32%; setor automotivo cobra testes sobre riscos aos motores</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/governo-lula-insiste-em-elevar-etanol-na-gasolina-para-32-setor-automotivo-cobra-testes-sobre-riscos-aos-motores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 16:43:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1342</guid>

					<description><![CDATA[Proposta do governo pretende reduzir importações e conter o impacto da alta do petróleo, mas fabricantes alertam que veículos exclusivamente a gasolina, modelos antigos e motocicletas precisam de avaliações mais rigorosas O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o aumento da quantidade obrigatória de etanol anidro misturado à gasolina vendida [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading">Proposta do governo pretende reduzir importações e conter o impacto da alta do petróleo, mas fabricantes alertam que veículos exclusivamente a gasolina, modelos antigos e motocicletas precisam de avaliações mais rigorosas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o aumento da quantidade obrigatória de etanol anidro misturado à gasolina vendida no Brasil. A proposta mais recente prevê elevar o percentual dos atuais <strong>30% para até 32%</strong>, criando a chamada gasolina E32.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou nesta terça-feira, <strong>9 de junho de 2026</strong>, que a medida deverá ser submetida ao Conselho Nacional de Política Energética nos próximos 15 dias. A alteração ainda não está em vigor e depende da aprovação do colegiado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa atende a uma demanda do setor de biocombustíveis e faz parte da política energética defendida pelo governo Lula. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a E32 poderia reduzir a necessidade de importação de gasolina em aproximadamente <strong>454 milhões de litros</strong>, além de evitar a emissão de cerca de 552 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o governo, o aumento do etanol fortaleceria a produção nacional, diminuiria a exposição do país às oscilações internacionais do petróleo e ajudaria a conter os preços dos combustíveis. A proposta, porém, reacendeu uma discussão importante: até que ponto os motores atualmente em circulação estão preparados para receber uma mistura ainda maior?</p>



<h2 class="wp-block-heading">Gasolina já passou de 27% para 30% de etanol</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 1º de agosto de 2025, a gasolina comum comercializada no Brasil contém obrigatoriamente 30% de etanol anidro. Antes da mudança, o percentual era de 27%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A alteração para a E30 foi aprovada depois de testes coordenados pelo Ministério de Minas e Energia e realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Os ensaios avaliaram partida a frio, dirigibilidade, emissões, diagnóstico eletrônico, estabilidade do combustível e octanagem, entre outros fatores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o relatório divulgado pelo governo, a E30 não provocou impactos relevantes na maioria dos automóveis e motocicletas testados. O próprio Ministério, entretanto, reconheceu que seriam recomendáveis avaliações adicionais para veículos antigos e modelos com tecnologias específicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Agência Nacional do Petróleo também precisou alterar as especificações da gasolina pura utilizada na mistura. A octanagem mínima da gasolina comercializada ao consumidor foi elevada para preservar a qualidade final do combustível com 30% de etanol.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Indústria automotiva questiona testes da E32</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A intenção de avançar rapidamente para 32% provocou reação da indústria automotiva. Fabricantes cobraram do governo novos ensaios específicos antes da liberação comercial da mistura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo representantes do setor ouvidos pela imprensa, o protocolo utilizado pelas montadoras exige que uma gasolina E32 seja testada também com uma margem adicional, chegando a 34% de etanol. O objetivo é garantir que eventuais variações encontradas na distribuição não ultrapassem a capacidade de adaptação dos motores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A indústria afirma que essa avaliação completa ainda não teria sido realizada e aponta riscos para a calibração da injeção eletrônica, o funcionamento do motor e a durabilidade de componentes do sistema de combustível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo sustenta uma posição diferente. Integrantes do Executivo afirmam que os estudos técnicos já realizados permitiriam avançar para a E32. O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou em maio que os testes autorizariam a mudança, enquanto o Ministério de Minas e Energia informa que a proposta está respaldada por avaliações realizadas após a aprovação da Lei do Combustível do Futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A divergência não significa que a E32 necessariamente destruirá motores. Significa que ainda existe uma disputa sobre a abrangência, a duração e a margem de segurança dos testes utilizados para justificar a nova mudança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os veículos flex foram projetados para funcionar tanto com gasolina quanto com etanol hidratado em concentrações muito superiores. Sensores e módulos eletrônicos identificam as características do combustível e ajustam a quantidade injetada, o ponto de ignição e outros parâmetros do funcionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os maiores questionamentos envolvem automóveis movidos exclusivamente a gasolina, principalmente modelos antigos, veículos importados desenvolvidos para mercados que utilizam apenas 10% ou 15% de etanol e motores com sistemas de combustível menos tolerantes ao álcool.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A compatibilidade não depende apenas do bloco do motor. Ela envolve tanque, bomba, mangueiras, vedações, injetores, sensores, catalisador e programação da central eletrônica. Estudos internacionais sobre combustíveis com etanol destacam que uma mistura somente pode ser considerada compatível quando o veículo consegue partir, funcionar normalmente e evitar vazamentos, corrosão ou degradação dos componentes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que acontece quando um motor a gasolina recebe etanol acima do previsto?</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Mistura pode ficar pobre</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A combustão do etanol exige proporcionalmente uma quantidade maior de combustível para o mesmo volume de ar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um motor calibrado para gasolina recebe uma concentração de etanol superior ao limite esperado, a central eletrônica tenta aumentar o tempo de abertura dos injetores. Nos sistemas modernos, as sondas de oxigênio identificam a alteração e realizam parte dessa correção automaticamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a capacidade de ajuste for ultrapassada, a mistura poderá ficar excessivamente pobre, com muito ar e pouco combustível. Isso pode provocar marcha lenta irregular, falhas de combustão, perda de desempenho, engasgos, dificuldade de aceleração e acendimento da luz de avaria no painel. O efeito da mistura mais pobre em motores sem capacidade suficiente de compensação é reconhecido em estudos técnicos sobre combustíveis com etanol.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em condições extremas e prolongadas, uma mistura pobre pode elevar a temperatura da combustão e sobrecarregar válvulas, pistões, velas e catalisador. Isso não significa que ocorrerá com todos os veículos abastecidos com uma mistura legal, mas representa um risco quando o percentual ultrapassa o nível para o qual o sistema foi projetado.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Consumo tende a aumentar</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O etanol possui menor quantidade de energia por litro do que a gasolina. O Departamento de Energia dos Estados Unidos informa que o etanol praticamente puro possui cerca de 30% menos energia por volume, e que o impacto sobre a autonomia varia de acordo com a proporção presente na mistura e a eficiência do motor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na passagem da E30 para a E32, a diferença de consumo provavelmente seria pequena para a maioria dos veículos. Mesmo assim, o motorista poderá percorrer uma distância ligeiramente menor com o mesmo volume de combustível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma eventual redução do preço na bomba, portanto, precisa ser comparada com a autonomia real. Combustível nominalmente mais barato nem sempre significa menor custo por quilômetro.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Partida a frio pode ficar mais difícil</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O etanol apresenta maior dificuldade de vaporização em temperaturas baixas. Em veículos devidamente preparados, o sistema de injeção utiliza estratégias específicas para enriquecer a mistura durante a partida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Automóveis exclusivamente a gasolina, antigos ou com bateria, velas e injetores em condições ruins podem apresentar demora para ligar, marcha lenta instável e falhas nos primeiros minutos de funcionamento quando recebem uma quantidade de álcool superior à prevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partida a frio foi justamente um dos pontos avaliados nos testes brasileiros da E30, o que demonstra sua importância para a análise de compatibilidade.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Mangueiras, vedações e bomba podem sofrer desgaste</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O etanol possui propriedades químicas diferentes das da gasolina. Ele pode interagir com determinados tipos de borracha, plástico, resinas e metais utilizados em sistemas de combustível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos veículos preparados para altas concentrações, esses componentes são fabricados com materiais resistentes. Em modelos antigos ou não projetados para misturas elevadas, a exposição contínua pode provocar ressecamento, amolecimento, inchaço ou degradação de vedações e mangueiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também podem ocorrer vazamentos, redução da vida útil da bomba e alterações no funcionamento dos injetores. Pesquisas do Laboratório Nacional de Energia Renovável dos Estados Unidos destacam que a compatibilidade de materiais precisa ser avaliada sempre que se aumenta a concentração de etanol.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Umidade pode favorecer corrosão</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O etanol possui capacidade de absorver água. Em combustível produzido, transportado e armazenado corretamente, as especificações técnicas procuram controlar esse problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a presença de umidade, combustível envelhecido ou armazenamento inadequado pode favorecer separação de fases e corrosão em peças metálicas. Tanques antigos, veículos que permanecem longos períodos sem uso e equipamentos com vedação deficiente estão mais expostos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gasolina adulterada representa um risco muito maior do que a simples mudança oficial de dois pontos percentuais. Caso um posto acrescente álcool além do permitido ou utilize etanol com quantidade inadequada de água, o combustível pode ultrapassar a capacidade de compensação do veículo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Modelos antigos e importados exigem mais atenção</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Proprietários de automóveis flex modernos tendem a enfrentar menos dificuldades porque esses veículos foram construídos para trabalhar com amplas variações na composição do combustível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já os donos de carros antigos, modelos de coleção, importados exclusivamente a gasolina, motocicletas e equipamentos estacionários devem consultar o manual e as orientações do fabricante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Veículos produzidos para países onde a gasolina contém no máximo 10% de etanol podem utilizar mangueiras, vedações e calibrações diferentes das adotadas no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ausência de falhas imediatas também não comprova compatibilidade completa. Alguns problemas de materiais surgem somente depois de exposição prolongada, razão pela qual testes de durabilidade são importantes antes de mudanças nacionais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Motorista não deve fazer misturas por conta própria</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A gasolina vendida legalmente nos postos já recebe o etanol anidro na distribuidora. O consumidor não precisa acrescentar etanol hidratado ao tanque de um veículo exclusivamente a gasolina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Misturar combustíveis manualmente em um automóvel não flex pode elevar o percentual acima da capacidade prevista pelo fabricante. Também torna impossível saber com precisão a composição final do tanque.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso o veículo apresente dificuldade de partida, falhas, perda de potência, consumo anormal ou luz de injeção acesa depois do abastecimento, o motorista deve guardar a nota fiscal, procurar uma oficina qualificada e comunicar a suspeita de combustível fora da especificação à ANP.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Governo precisa apresentar segurança antes de ampliar mistura</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A estratégia de fortalecer os biocombustíveis pode trazer ganhos econômicos, ambientais e energéticos. Entretanto, essas vantagens não eliminam a obrigação de demonstrar que a nova gasolina é segura para a frota em circulação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O histórico da E30 mostra que testes técnicos e ajustes regulatórios são necessários antes de qualquer alteração. Avançar para a E32 sem responder claramente às dúvidas das montadoras pode aumentar a insegurança dos consumidores e criar disputas sobre garantias e responsabilidades por eventuais defeitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, não há evidência de que a E30 esteja provocando uma destruição generalizada de motores. Também não é possível afirmar, sem avaliações suficientes, que qualquer percentual permitido pela lei será automaticamente seguro para todos os modelos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão do CNPE precisará equilibrar a redução das importações, o interesse do setor de etanol, o preço dos combustíveis e a proteção de milhões de proprietários de veículos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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