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	<title>Economia &#8211; Portal BR</title>
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	<description>Notícias no Brasil</description>
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	<title>Economia &#8211; Portal BR</title>
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		<title>Susto no mercado: proposta de Lara Resende para limitar a Selic acende alerta na economia brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 04:20:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O mercado financeiro brasileiro viveu um forte episódio de instabilidade no início de novembro de 2026 após a repercussão de uma proposta do economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, para reduzir e depois limitar a taxa Selic. A simples possibilidade de que a ideia fosse avaliada pelo governo Lula bastou para [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O mercado financeiro brasileiro viveu um forte episódio de instabilidade no início de novembro de 2026 após a repercussão de uma proposta do economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, para reduzir e depois limitar a taxa Selic. A simples possibilidade de que a ideia fosse avaliada pelo governo Lula bastou para derrubar a Bolsa, elevar o dólar e reacender o debate sobre credibilidade fiscal, autonomia do Banco Central e inflação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reação foi imediata. Na terça-feira, 3 de novembro, o Ibovespa fechou em queda de 1,40%, aos 165.569,36 pontos, seu menor nível desde janeiro, enquanto o dólar comercial subiu 0,74%, a R$ 5,4863 — maior fechamento do ano.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que Lara Resende propõe</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Lara Resende sustenta que os juros altos são o principal motor do crescimento da dívida pública brasileira e que uma queda controlada da Selic poderia reduzir despesas com juros sem exigir, em primeira instância, cortes de gastos ou aumento de impostos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta, publicada originalmente em 25 de setembro, prevê um novo arranjo entre as políticas fiscal e monetária, com os seguintes pontos centrais:valor.globo+1</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Redução gradual da Selic, hoje em 13,75% ao ano, para cerca de 7,5% em 12 meses.</li>



<li>Criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional, responsável por definir metas fiscais e monetárias para um horizonte de quatro a cinco anos.</li>



<li>Compromisso do Banco Central de manter a Selic, após a transição, entre 3% — a meta de inflação — e 5,5%, estimado como crescimento nominal potencial do PIB.</li>



<li>Uso eventual das reservas internacionais para conter uma desvalorização acentuada do real durante o período de ajuste.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, a proposta funcionaria como uma espécie de “tabelamento” ou faixa operacional para a taxa básica de juros, em vez de deixar sua trajetória predominantemente a cargo das decisões convencionais do Comitê de Política Monetária.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que o mercado se assustou</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A reação negativa não decorreu apenas do objetivo de reduzir juros, algo normalmente bem-vindo para empresas, consumidores e o Tesouro Nacional. O problema, para analistas, está no método: forçar uma trajetória de queda sem um ajuste fiscal estrutural prévio poderia ser interpretado como interferência política na política monetária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal preocupação é a chamada dominância fiscal — situação em que a necessidade de baratear o serviço da dívida passa a orientar as decisões do Banco Central, em vez do controle da inflação. Isso poderia desancorar expectativas, elevar os juros longos e aumentar a percepção de risco do Brasil.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th>Risco apontado</th><th>Mecanismo</th><th>Consequência temida</th></tr></thead><tbody><tr><td>Perda de credibilidade monetária</td><td>Mercado passa a duvidar do compromisso do BC com a inflação</td><td>Alta dos juros de longo prazo e queda dos títulos públicos </td></tr><tr><td>Fuga de capitais</td><td>Juros menores reduzem o diferencial de retorno dos ativos em reais</td><td>Corrida ao dólar e pressão sobre o câmbio </td></tr><tr><td>Inflação</td><td>Câmbio mais fraco encarece importações e repassa preços à economia</td><td>Desancoragem das expectativas inflacionárias </td></tr><tr><td>Erosão das reservas</td><td>BC usaria reservas para defender o real</td><td>Redução da proteção contra crises externas www1.folha.uol.com+1</td></tr></tbody></table></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Inflação, câmbio e reservas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para os críticos, o elo mais perigoso da proposta é a combinação entre queda artificial da Selic e uso de reservas internacionais. Uma redução acentuada dos juros diminuiria a atratividade das aplicações em reais frente a moedas e títulos estrangeiros, favorecendo a saída de capitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o real se desvalorizasse rapidamente, o custo de bens importados, combustíveis e insumos subiria, pressionando a inflação. Nesse cenário, o Banco Central precisaria escolher entre elevar novamente os juros — frustrando o objetivo da proposta — ou gastar reservas para segurar o câmbio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O uso das reservas é visto como especialmente sensível. Embora o país disponha de um colchão elevado — citado em torno de US$ 372,6 bilhões —, analistas avaliam que ele deveria ser preservado para enfrentar choques externos, e não para sustentar uma política de juros percebida como artificial.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O precedente de 2012</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Economistas também resgataram o precedente de 2012, quando o governo Dilma Rousseff adotou uma política de redução intensa dos juros e de intervenções no setor financeiro. A experiência é lembrada como um caso em que a tentativa de estimular a economia por meio de juros mais baixos, sem respaldo fiscal consistente, contribuiu para a perda de credibilidade econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o mercado, a lição é que juros elevados no Brasil não são apenas uma escolha arbitrária do Banco Central, mas também o preço cobrado por um histórico de fragilidade fiscal, inflação e incerteza institucional. Nessa leitura, reduzir a Selic por decreto ou por um novo conselho, sem consolidar as contas públicas, poderia reproduzir o problema em escala maior.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O recuo do governo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Diante do ruído, o ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, agiu para conter os efeitos. Ele negou que houvesse reunião agendada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e André Lara Resende e afirmou que não há proposta de tabelamento de juros em discussão no governo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Propostas como tabelar os juros ou queimar reservas cambiais não estão em avaliação”, declarou Durigan, segundo o G1. O ministro também negou qualquer plano de utilizar reservas internacionais para compensar uma eventual fuga de capitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A declaração buscou separar a proposta teórica do economista da agenda oficial do governo. Ainda assim, o episódio mostrou a sensibilidade dos ativos brasileiros a qualquer sinal, mesmo indireto, de mudança no regime de política monetária.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que está em jogo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O debate expõe uma tensão central da economia brasileira: como reduzir o custo da dívida sem comprometer a âncora inflacionária. Para Lara Resende e apoiadores, a Selic elevada alimenta um círculo vicioso de endividamento público; para o mercado, a solução passa por ajuste fiscal, redução de gastos, reformas e credibilidade, e não por limites impostos à taxa básica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto imediato nos preços dos ativos indica que os investidores tratam a autonomia do Banco Central e a trajetória da dívida como variáveis decisivas. Enquanto não houver clareza sobre a condução fiscal, qualquer discussão sobre intervenção mais direta na Selic tende a ser recebida com desconfiança e com volatilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>A pausa de IPOS na B3: o que os números dizem sobre o mercado e a economia</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/a-pausa-de-ipos-na-b3-o-que-os-numeros-dizem-sobre-o-mercado-e-a-economia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2026 03:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa brasileira registrou 74 ofertas públicas iniciais em 2020 e 2021. Depois, não houve novas estreias até o fim de 2025. O movimento evidencia a importância do ambiente de mercado. O gráfico mostra uma mudança marcante na abertura de capital de empresas na B3. Foram 28 IPOs em 2020 e 46 em 2021 — [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>A bolsa brasileira registrou 74 ofertas públicas iniciais em 2020 e 2021. Depois, não houve novas estreias até o fim de 2025. O movimento evidencia a importância do ambiente de mercado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gráfico mostra uma mudança marcante na abertura de capital de empresas na B3. Foram 28 IPOs em 2020 e 46 em 2021 — 74 no total. A própria B3 confirma os números e informa que, em 2020, IPOs e ofertas subsequentes de ações (<em>follow-ons</em>) captaram juntos R$ 117,7 bilhões. Em 2021, foram 46 IPOs e 26 <em>follow-ons</em>, que somaram R$ 130,5 bilhões. Esses valores são do conjunto das ofertas, não apenas dos IPOs.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A alta não continuou, não houve IPOs entre 2022 e 2025. Uma reportagem publicada em dezembro de 2025 também registrou que a última estreia na bolsa havia ocorrido em setembro de 2021.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que um IPO representa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">IPO é a primeira oferta pública de ações de uma empresa na bolsa. A operação pode dar acesso a recursos para financiar expansão, tecnologia ou aquisições, além de ampliar a visibilidade da companhia. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas ofertas primárias, a empresa emite ações e recebe os recursos. Na secundária, acionistas atuais vendem ações; o dinheiro vai para eles, não diretamente para o caixa da companhia. A B3, por exemplo, classificou como secundária a oferta da Compass, que estreou em maio de 2026, após quase cinco anos sem IPOs no Brasil.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como políticas pró-mercado podem influenciar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Há mecanismos econômicos pelos quais políticas associadas à abertura de mercados podem favorecer o financiamento privado. Regras previsíveis, concorrência, acesso a investidores e menor dificuldade para empresas entrarem no mercado podem ampliar as opções de financiamento e facilitar a captação de recursos para projetos de crescimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma revisão do Banco Mundial sobre pesquisas de mercado de capitais encontrou associação entre mercados mais desenvolvidos, crescimento e financiamento da inovação. O estudo aponta como condições relevantes a estabilidade macroeconômica, instituições financeiras desenvolvidas, abertura financeira, proteção aos investidores e segurança jurídica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Juros e incerteza também pesam</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O período do boom coincidiu com juros muito baixos: em agosto de 2020, o Banco Central reduziu a Selic para 2% ao ano. A taxa chegou a 13,75% em agosto de 2022. Juros mais altos podem tornar aplicações de renda fixa relativamente mais atraentes e elevar o custo de financiamento das empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, a Reuters relatou que empresas e profissionais do mercado citavam juros elevados, incertezas fiscais e riscos externos entre os fatores que dificultavam novas ofertas. É um contexto que ajuda a interpretar a pausa, mas não demonstra que um único fator — ou uma única decisão de governo — a tenha causado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, os números mostram um boom de aberturas de capital em 2020–21 e uma interrupção entre 2022 e 2025. Eles ajudam a explicar por que mercados de capitais acessíveis e confiáveis podem ser úteis para empresas e para o financiamento de investimentos. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Famílias brasileiras comprometem 29% da renda com dívidas e enfrentam inadimplência elevada</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/familias-brasileiras-comprometem-29-da-renda-com-dividas-e-enfrentam-inadimplencia-elevada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2026 02:41:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Dados do Banco Central mostram endividamento recorde; juros altos encarecem empréstimos, dificultam renegociações e reduzem o dinheiro disponível para consumo O endividamento das famílias brasileiras alcançou 50,1% da renda acumulada em 12 meses em agosto, o maior nível da série histórica do Banco Central. No mesmo período, o comprometimento da renda com o pagamento de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading">Dados do Banco Central mostram endividamento recorde; juros altos encarecem empréstimos, dificultam renegociações e reduzem o dinheiro disponível para consumo</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O endividamento das famílias brasileiras alcançou 50,1% da renda acumulada em 12 meses em agosto, o maior nível da série histórica do Banco Central. No mesmo período, o comprometimento da renda com o pagamento de parcelas e juros chegou a 29%, também um recorde, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 29 de outubro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números mostram duas faces da pressão financeira sobre os consumidores: o estoque de dívidas cresce em relação aos rendimentos, enquanto uma parcela cada vez maior do orçamento precisa ser reservada ao pagamento dessas obrigações. Em setembro, a inadimplência das pessoas físicas ficou próxima de 6% no conjunto do crédito bancário e atingiu 8,1% nas operações com recursos livres, segmento que inclui modalidades como crédito pessoal, cartão de crédito e cheque especial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O custo elevado do crédito ajuda a explicar esse quadro. A alta da Selic iniciada em setembro de 2024 encareceu os empréstimos e continua produzindo efeitos sobre o orçamento doméstico, mesmo após a redução da taxa básica em relação ao pico do ciclo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quase um terço da renda destinado às dívidas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O comprometimento da renda passou de 28,8% em julho para 29% em agosto. O indicador considera o serviço da dívida — isto é, o pagamento de juros e a amortização do principal, que corresponde à devolução do valor emprestado. Portanto, não significa que 29% da renda seja gasto exclusivamente com juros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como referência ilustrativa, o percentual equivale a destinar R$ 29 de cada R$ 100 de renda ao pagamento das obrigações financeiras. Isso não significa que todas as famílias estejam nessa situação: trata-se de um indicador agregado, que reúne condições bastante diferentes entre os consumidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O endividamento de 50,1%, por sua vez, compara o saldo das dívidas com a renda acumulada em 12 meses. Não é uma medida da parcela mensal paga pelos brasileiros. Confundir os dois conceitos pode superestimar ou subestimar a dimensão do problema.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th>Indicador</th><th>Resultado mais recente</th><th>O que mede</th></tr></thead><tbody><tr><td>Endividamento das famílias</td><td>50,1%, em agosto</td><td>Saldo de dívidas em relação à renda acumulada em 12 meses</td></tr><tr><td>Comprometimento da renda</td><td>29%, em agosto</td><td>Parcela da renda destinada ao pagamento de juros e amortizações</td></tr><tr><td>Inadimplência das pessoas físicas no crédito total</td><td>Aproximadamente 6%, em setembro</td><td>Parcela do saldo de crédito com atraso superior a 90 dias</td></tr><tr><td>Inadimplência das pessoas físicas no crédito livre</td><td>8,1%, em setembro</td><td>Atrasos superiores a 90 dias nas operações com condições livremente pactuadas</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados de endividamento e comprometimento têm defasagem em relação aos indicadores de crédito: a divulgação de outubro reúne informações de agosto e setembro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Atrasos permanecem próximos dos maiores níveis históricos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A inadimplência das pessoas físicas no crédito total recuou ligeiramente, de 6,04% em agosto para 5,99% em setembro. Arredondados para uma casa decimal, os dois resultados aparecem como 6%, o que explica a descrição de estabilidade em parte da cobertura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro é mais delicado no crédito livre às pessoas físicas, cuja inadimplência chegou a 8,1%, ante 6,9% em setembro de 2025. Nesse segmento, a taxa média de juros avançou para 62,4% ao ano, segundo análise do Goldman Sachs baseada nos números do BC.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a Selic pressiona o orçamento familiar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>Selic</strong> é a taxa básica da economia e influencia o custo de financiamento dos bancos e as condições de empréstimos oferecidas aos clientes. Quando sobe, tende a encarecer o crédito e a reduzir o incentivo ao consumo financiado. Esse é um dos canais pelos quais a política monetária procura conter a inflação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ciclo recente, a taxa chegou a 15% ao ano e, segundo a cobertura dos dados do BC, está em 13,75%. Mesmo abaixo do pico, permanece elevada, e seus efeitos não desaparecem imediatamente após os cortes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pressão sobre as famílias ocorre por diferentes caminhos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Novos empréstimos ficam mais caros: uma mesma quantia financiada pode exigir prestações maiores ou um prazo mais longo.</li>



<li>Renegociações tornam-se difíceis: substituir uma dívida por outra pode proporcionar pouco alívio quando as taxas disponíveis continuam altas.</li>



<li>Dívidas pós-fixadas podem ser afetadas: contratos cuja remuneração acompanha um indexador respondem conforme as regras previstas.</li>



<li>O atraso agrava o saldo devedor: juros e encargos podem dificultar a recuperação da capacidade de pagamento.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">É importante fazer uma ressalva: a elevação da Selic não reajusta automaticamente as parcelas de todos os empréstimos existentes. Contratos prefixados, por exemplo, mantêm as condições pactuadas, salvo situações previstas no próprio contrato. O impacto mais direto costuma aparecer no novo crédito, nas renovações e nas operações com taxas variáveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Juros bancários não dependem apenas da taxa básica</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre Selic e juros ao consumidor não é de equivalência. A taxa cobrada pelos bancos também incorpora risco de inadimplência, custos operacionais, tributos, garantias e condições de concorrência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, mesmo com cortes na taxa básica, o crédito pode continuar caro. Em setembro, os juros médios do crédito livre às famílias aumentaram, enquanto a inadimplência também permanecia elevada. A combinação ajuda a entender por que o alívio monetário ainda não se traduziu em melhora imediata das condições de pagamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse cenário pode alimentar um círculo de pressão: consumidores com dificuldade para pagar representam maior risco; instituições tornam as condições de crédito mais restritivas ou caras; e a renegociação fica menos acessível justamente para quem mais precisa dela. A análise do Goldman Sachs aponta Selic elevada, desaceleração econômica e aumento da inadimplência entre os fatores que pesam sobre os empréstimos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Financiamento imobiliário não explica sozinho o aperto</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de financiamentos habitacionais no estoque de dívidas exige cuidado na interpretação. Essas operações costumam envolver valores altos e prazos longos, sem significar, por si só, dificuldade financeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo excluindo o crédito imobiliário, porém, o endividamento das famílias chegou a 31% da renda em agosto. O comprometimento da renda sem essa modalidade atingiu 26,7%, também recorde, segundo a Reuters.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O dado mostra que a pressão não está concentrada apenas na compra da casa própria. Outras modalidades de crédito têm peso relevante no orçamento e na capacidade de pagamento das famílias.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Menos espaço para consumo e imprevistos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando aumenta a parcela da renda destinada às dívidas, diminui a margem disponível para consumo, formação de reserva e despesas inesperadas. Isso pode limitar a recuperação financeira mesmo em famílias que mantêm seus pagamentos em dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estoque de crédito bancário para famílias e empresas chegou a aproximadamente R$ 7,4 trilhões em setembro, com alta de 0,4% no mês e de 8,6% em 12 meses. Entretanto, o crescimento do saldo de crédito não deve ser interpretado automaticamente como melhora do acesso ou da capacidade de pagamento. Os dados precisam ser lidos junto com as taxas de juros, a inadimplência e o peso das prestações na renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O retrato divulgado nesta semana é, portanto, de resistência do sistema financeiro acompanhada de forte aperto no orçamento familiar. A melhora dependerá não apenas da trajetória da Selic, mas também dos juros efetivamente cobrados, da evolução da renda e da possibilidade de reduzir o peso das dívidas sem recorrer continuamente a novas operações caras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dívida bruta do Brasil chega a 82,9% do PIB e permanece no maior patamar desde 2021</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/divida-bruta-do-brasil-chega-a-829-do-pib-e-permanece-no-maior-patamar-desde-2021/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2026 22:21:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Endividamento alcançou R$ 11,1 trilhões em setembro; juros pressionam contas públicas, apesar da redução do déficit primário na comparação anual A Dívida Bruta do Governo Geral atingiu 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro de 2026, o equivalente a R$ 11,1 trilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira, 29 de outubro. O [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading">Endividamento alcançou R$ 11,1 trilhões em setembro; juros pressionam contas públicas, apesar da redução do déficit primário na comparação anual</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A Dívida Bruta do Governo Geral atingiu 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro de 2026, o equivalente a R$ 11,1 trilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira, 29 de outubro. O indicador permanece nos níveis mais elevados desde 2021 e acumula avanço de 4,3 pontos percentuais do PIB no ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na comparação com agosto, houve estabilidade quando os números são apresentados com uma casa decimal. Os dados mais detalhados, porém, mostram uma pequena elevação: de 82,87% para 82,93% do PIB. Em valores nominais, a dívida passou de R$ 11,055 trilhões para R$ 11,114 trilhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado evidencia que a melhora de parte das contas públicas não foi suficiente para interromper a pressão sobre o endividamento. O principal fator de alta em 2026 foi a incorporação de juros, que acrescentou 7,2 pontos percentuais à relação entre dívida e PIB, antes da compensação por outros componentes.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/divida-bruta-sobe-43-pontos-do-pib-em-2026-e-chega-a-829-diz-bc/"></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Juros mantêm pressão sobre a dívida</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Somente em setembro, os juros nominais contribuíram para elevar a relação dívida/PIB em 0,8 ponto percentual. Esse efeito foi praticamente compensado pelos resgates líquidos de dívida e pelo crescimento do PIB nominal, que reduziram o indicador em 0,4 ponto percentual cada, nos valores arredondados divulgados.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/divida-bruta-sobe-43-pontos-do-pib-em-2026-e-chega-a-829-diz-bc/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O PIB nominal corresponde ao valor da produção de bens e serviços medido a preços correntes. Quando ele cresce, pode reduzir a proporção da dívida em relação ao tamanho da economia, mesmo que o saldo devedor em reais continue aumentando — como ocorreu em setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No acumulado de 2026, as emissões líquidas de dívida também pressionaram o indicador, acrescentando 1,1 ponto percentual. Em sentido contrário, o crescimento do PIB nominal retirou 3,9 pontos percentuais, enquanto a valorização cambial contribuiu com redução de 0,2 ponto.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/divida-bruta-sobe-43-pontos-do-pib-em-2026-e-chega-a-829-diz-bc/"></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Setor público registra déficit de R$ 5,5 bilhões</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro. O resultado representa melhora em relação ao mesmo mês de 2025, quando o saldo negativo havia sido de R$ 17,5 bilhões — uma redução de aproximadamente 68,5%.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/divida-bruta-do-brasil-se-mantem-em-829-do-pib-em-setembro-maior-nivel-desde-2021-mostra-bc.shtml"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado primário compara receitas e despesas antes do pagamento de juros. Por isso, uma redução desse déficit não significa, necessariamente, queda da dívida: o custo dos juros continua sendo incorporado às necessidades de financiamento do setor público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em setembro, os resultados foram diferentes entre as esferas de governo:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th class="has-text-align-left" data-align="left">Componente</th><th class="has-text-align-left" data-align="left">Resultado primário</th></tr></thead><tbody><tr><td>Governo Central</td><td>Superávit de R$ 3,5 bilhões</td></tr><tr><td>Estados e municípios</td><td>Déficit de R$ 5,6 bilhões</td></tr><tr><td>Empresas estatais consideradas no levantamento</td><td>Déficit de R$ 3,4 bilhões</td></tr><tr><td>Setor público consolidado</td><td>Déficit de R$ 5,5 bilhões</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento consolidado exclui Petrobras e bancos públicos. Pequenas diferenças na soma podem decorrer do arredondamento dos valores apresentados.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/divida-bruta-do-brasil-se-mantem-em-829-do-pib-em-setembro-maior-nivel-desde-2021-mostra-bc.shtml"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Governo Central, que reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, teve seu melhor resultado primário para meses de setembro desde 2012. Ainda assim, os déficits dos governos regionais e das estatais levaram o conjunto do setor público a fechar o mês no vermelho.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/divida-bruta-do-brasil-se-mantem-em-829-do-pib-em-setembro-maior-nivel-desde-2021-mostra-bc.shtml"></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Melhora mensal não elimina deterioração no ano</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Entre janeiro e setembro, o déficit primário acumulado chegou a R$ 94,34 bilhões, equivalente a 0,93% do PIB. No mesmo período de 2025, o resultado negativo havia sido de R$ 79,24 bilhões, ou 0,84% do PIB. Assim, apesar da melhora observada especificamente em setembro, o saldo acumulado no ano piorou.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/divida-bruta-do-brasil-se-mantem-em-829-do-pib-em-setembro-maior-nivel-desde-2021-mostra-bc.shtml"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos 12 meses encerrados em setembro, o déficit primário somou R$ 70,1 bilhões, correspondente a 0,52% do PIB.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/divida-bruta-do-brasil-se-mantem-em-829-do-pib-em-setembro-maior-nivel-desde-2021-mostra-bc.shtml"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A distinção entre os períodos é importante: o resultado de um único mês pode refletir fatores de arrecadação e calendário de despesas, enquanto os números acumulados ajudam a observar a trajetória fiscal com menos influência dessas oscilações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Despesa com juros supera R$ 1,2 trilhão em 12 meses</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os juros nominais do setor público consolidado somaram R$ 107,5 bilhões em setembro, contra R$ 84,7 bilhões no mesmo mês do ano anterior. Em 12 meses, a despesa alcançou R$ 1,205 trilhão, equivalente a 8,99% do PIB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao incorporar os juros ao resultado primário, o déficit nominal chegou a R$ 1,275 trilhão em 12 meses, ou 9,51% do PIB. Esse indicador oferece uma visão mais ampla da necessidade de financiamento do setor público.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/bc-divida-publica-chega-a-82-9-do-pib-em-setembro"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números mostram por que o debate fiscal não pode se limitar ao saldo entre arrecadação e despesas correntes: o custo de financiamento de uma dívida elevada tem peso decisivo na evolução das contas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Dívida líquida também aumenta</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Dívida Líquida do Setor Público chegou a 70% do PIB em setembro, equivalente a R$ 9,4 trilhões, após subir 0,7 ponto percentual em relação a agosto. Esse conceito desconta ativos financeiros do setor público e leva em conta, entre outros componentes, as reservas internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já pela metodologia do Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida bruta brasileira passou de 94,5% para 95,2% do PIB no mês. A diferença em relação ao número de 82,9% divulgado pelo BC decorre de critérios distintos de contabilização; não são dois resultados diretamente intercambiáveis.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2026/10/29/divida-bruta-do-governo-geral-fica-estavel-em-829-do-pib-em-setembro-mostra-bc.htm"></a></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th class="has-text-align-left" data-align="left">Indicador</th><th class="has-text-align-left" data-align="left">Setembro de 2026</th></tr></thead><tbody><tr><td>Dívida bruta — metodologia do BC</td><td>82,9% do PIB</td></tr><tr><td>Dívida bruta em reais</td><td>R$ 11,114 trilhões</td></tr><tr><td>Alta da relação dívida/PIB em 2026</td><td>4,3 pontos percentuais</td></tr><tr><td>Dívida líquida do setor público</td><td>70% do PIB</td></tr><tr><td>Dívida bruta — metodologia do FMI</td><td>95,2% do PIB</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os valores se referem a conceitos diferentes de endividamento e devem ser comparados com suas respectivas séries históricas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que o indicador revela sobre as contas públicas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>sustentabilidade</strong> da dívida depende de mais do que um percentual isolado. A trajetória do endividamento precisa ser analisada em conjunto com o crescimento econômico, o custo dos juros e a capacidade de o governo produzir resultados fiscais que reduzam sua necessidade de financiamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados de setembro deixam um quadro de atenção: a relação dívida/PIB ficou praticamente estável no mês, mas permanece elevada e avançou no acumulado do ano. Houve melhora do resultado primário na comparação com setembro de 2025, porém acompanhada de aumento das despesas com juros e piora do déficit primário acumulado entre janeiro e setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A divulgação do BC mostra que conter o crescimento da dívida exige enfrentar simultaneamente o desequilíbrio primário e o peso do financiamento, sem depender apenas do crescimento nominal do PIB para compensar a expansão do passivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>MEI de até R$ 5 mil: promessa eleitoral de Lula causa decepção após eleições</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/mei-de-ate-r-5-mil-promessa-eleitoral-de-lula-causa-decepcao-apos-eleicoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2026 22:22:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1653</guid>

					<description><![CDATA[A promessa de um Pix de até R$ 5 mil para microempreendedores individuais, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha eleitoral, coloca o governo diante de uma cobrança: explicar quem poderá receber, quando os pagamentos começarão e quais serão os critérios de seleção. O anúncio ocorreu em 13 de outubro, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A promessa de um Pix de até R$ 5 mil para microempreendedores individuais, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha eleitoral, coloca o governo diante de uma cobrança: explicar quem poderá receber, quando os pagamentos começarão e quais serão os critérios de seleção. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O anúncio ocorreu em 13 de outubro, a 12 dias do segundo turno, com previsão de execução a partir de 2027. Na ocasião, o governo estimou um custo de R$ 5 bilhões e atendimento a aproximadamente 1 milhão de empreendedores. A iniciativa ainda estava em elaboração, sem detalhamento completo de acesso e funcionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O valor divulgado em publicações nas redes sociais e em parte da imprensa foi obtido dividindo os R$ 5 bilhões previstos pelo total de 13,78 milhões de MEIs ativos utilizado nesses cálculos. O resultado é de aproximadamente R$ 363 por empreendedor. Essa distribuição, porém, não faz parte da proposta anunciada.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www.aosfatos.org/noticias/governo-5000-mas-so-vai-pagar-363-pix-mei/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O desenho apresentado prevê transferências de até R$ 5 mil para beneficiários selecionados, com prioridade para mulheres e empreendedores de menor faturamento. <a href="https://www.aosfatos.org/noticias/governo-5000-mas-so-vai-pagar-363-pix-mei/" target="_blank" rel="noopener"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa não contempla automaticamente toda a categoria, e o valor máximo anunciado não deve ser confundido com dinheiro garantido para qualquer pessoa registrada como MEI.<a href="https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/10/25/do-dinheiro-para-meis-ao-passe-livre-aos-fins-de-semana-veja-o-que-lula-prometeu-e-o-que-depende-do-congresso.ghtml" target="_blank" rel="noopener"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O chamado Pix MEI integra o pacote Prospera MEI e foi apresentado como um incentivo para investimentos em pequenos negócios. Segundo o governo, o dinheiro não precisará ser devolvido e poderá financiar equipamentos e melhorias na atividade profissional. Não se trata, no desenho divulgado, de empréstimo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os exemplos mencionados estão a compra de equipamentos para salões de beleza, melhorias em barracas de alimentos e aquisição de uma moto elétrica para entregas. Lula chamou a iniciativa de “depósito de confiança”.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www.estadao.com.br/economia/perdao-dividas-meis-custara-mais-de-12-bilhoes-diz-ministro/"></a></p>



<figure class="wp-block-table is-style-regular"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th class="has-text-align-left" data-align="left">Ponto</th><th class="has-text-align-left" data-align="left">Informação divulgada</th></tr></thead><tbody><tr><td>Valor por beneficiário</td><td>Até R$ 5 mil</td></tr><tr><td>Devolução</td><td>Não prevista; apoio não reembolsável</td></tr><tr><td>Orçamento estimado</td><td>R$ 5 bilhões entre 2027 e 2030</td></tr><tr><td>Alcance previsto</td><td>Aproximadamente 1 milhão de empreendedores</td></tr><tr><td>Prioridades anunciadas</td><td>Mulheres e MEIs com faturamento anual de até R$ 40,5 mil</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os parâmetros ainda dependem das regras de implementação e seleção.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Anúncio às vésperas da eleição merece cobrança</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O momento escolhido por Lula dá fundamento à crítica política. Apresentar uma transferência de dinheiro diretamente ligada ao pequeno empreendedor, a menos de duas semanas da votação, teve evidente relevância eleitoral: o pacote buscava aproximar o presidente de uma categoria disputada pelas campanhas. Reportagens da época destacaram os MEIs como público estratégico na competição com Flávio Bolsonaro (PL).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cobrança mais consistente é sobre a diferença entre o impacto de uma promessa e a precisão das informações oferecidas. Um anúncio que destaca “R$ 5 mil” tem forte apelo, mas exige que limitações, número de vagas e condições tenham visibilidade equivalente. Sem isso, uma política direcionada a parte da categoria pode ser entendida como benefício geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proximidade da votação e o potencial de atração de eleitores são elementos de análise política, não há dinheiro garantido para todos os MEIs</p>



<p class="wp-block-paragraph">A previsão de alcançar aproximadamente 1 milhão de empreendedores é muito inferior ao universo de MEIs ativos considerado nas publicações sobre o tema. Assim, mesmo que o programa seja executado conforme anunciado, uma parcela expressiva da categoria ficará fora do atendimento previsto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo também informou que o incentivo não será pago automaticamente a todos os registrados como MEI. Em 21 de outubro, o Ministério das Mulheres reforçou essa limitação.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www.aosfatos.org/noticias/governo-5000-mas-so-vai-pagar-363-pix-mei/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem interpretou a divulgação como promessa de R$ 5 mil para toda a categoria, essa diferença pode gerar frustração. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As informações publicadas até esta semana indicavam ausência de inscrições abertas, edital definitivo e data confirmada para os depósitos. A previsão divulgada era iniciar a execução em 2027, com critérios de seleção a serem detalhados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também é necessário separar o Pix MEI de outras medidas do pacote. A sanção de mudanças relativas ao limite de faturamento e ao perdão de dívidas não equivale, por si só, à autorização de um depósito de R$ 5 mil. Segundo a cobertura sobre a implementação, o incentivo financeiro ainda precisava de instrumentos próprios para sair do anúncio e chegar aos beneficiários.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://economiareal.uol.com.br/noticia/mei/pix-mei-de-r-5-mil-so-comeca-em-2027-e-ainda-nao-tem-cadastro-aberto-2155"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula deve ser cobrado pelo alcance anunciado, pela transparência da seleção, pela origem dos recursos e pelo cumprimento dos prazos. O uso eleitoral de uma proposta ainda incompleta merece escrutínio, especialmente quando a mensagem chega a pessoas que dependem de capital para manter o negócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Inflação em alta, revisão do FMI e disputa eleitoral colocam economia no centro do debate</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/inflacao-em-alta-revisao-do-fmi-e-disputa-eleitoral-colocam-economia-no-centro-do-debate/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2026 00:15:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Mercado eleva previsão do IPCA para 5,22%, enquanto Fundo reduz estimativa de crescimento do Brasil; propostas sobre jornada de trabalho acrescentam incertezas sobre custos e contas públicas A economia brasileira chega à reta final da eleição presidencial com sinais distintos: o mercado financeiro elevou a previsão de inflação para 2026, mas reduziu a estimativa para [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Mercado eleva previsão do IPCA para 5,22%, enquanto Fundo reduz estimativa de crescimento do Brasil; propostas sobre jornada de trabalho acrescentam incertezas sobre custos e contas públicas</p>



<p class="wp-block-paragraph">A economia brasileira chega à reta final da eleição presidencial com sinais distintos: o mercado financeiro elevou a previsão de inflação para 2026, mas reduziu a estimativa para a taxa de juros no encerramento do ano. Ao mesmo tempo, o Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou sua projeção de crescimento do país. O debate sobre o fim da escala 6&#215;1 acrescenta uma discussão sobre custos empresariais, produtividade e eventual compensação pelo governo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário combina <strong>incerteza</strong> econômica e disputa política. Embora investidores tenham reagido com otimismo ao resultado do primeiro turno, as previsões de inflação, juros e crescimento para 2027 permaneceram praticamente inalteradas no Boletim Focus mais recente. Isso indica que a reação imediata dos mercados ainda não se traduziu em uma revisão ampla das perspectivas para o próximo governo.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/economistas-elevam-previsao-da-inflacao-e-reduzem-a-da-selic-neste-ano-mas-nao-preveem-mudancas-em-2027.shtml"></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Focus: inflação sobe pela quarta semana</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira, 13 de outubro, mostrou que a mediana das expectativas para o IPCA de 2026 passou de 5,01% para 5,22%. Foi a quarta elevação consecutiva na projeção da inflação oficial. O percentual está acima do limite superior de 4,5% do intervalo de tolerância da meta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sentido contrário, a previsão para a Selic no fim do ano caiu de 13,50% para 13,25%. Para 2027, os economistas mantiveram a estimativa de juros em 12% e de inflação em 4,3%. As projeções de crescimento do PIB também ficaram estáveis, em 1,85% para 2026 e 1,40% para 2027.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th class="has-text-align-left" data-align="left">Indicador do Focus</th><th class="has-text-align-left" data-align="left">Projeção anterior</th><th class="has-text-align-left" data-align="left">Projeção mais recente</th></tr></thead><tbody><tr><td>IPCA de 2026</td><td>5,01%</td><td>5,22%</td></tr><tr><td>Selic no fim de 2026</td><td>13,50%</td><td>13,25%</td></tr><tr><td>PIB de 2026</td><td>1,85%</td><td>1,85%</td></tr><tr><td>IPCA de 2027</td><td>4,30%</td><td>4,30%</td></tr><tr><td>Selic no fim de 2027</td><td>12,00%</td><td>12,00%</td></tr><tr><td>PIB de 2027</td><td>1,40%</td><td>1,40%</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As projeções representam expectativas de participantes do mercado, não decisões do Banco Central nem resultados já realizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A combinação de inflação projetada mais alta e juros esperados mais baixos não deve ser interpretada como garantia de cortes. O Focus reúne estimativas para diferentes variáveis; a trajetória efetiva da Selic dependerá das decisões de política monetária e dos dados disponíveis ao longo do período.</p>



<h2 class="wp-block-heading">FMI reduz previsão de crescimento do Brasil</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No relatório Perspectivas da Economia Mundial, o FMI reduziu de 2,4% para 2,2% a previsão de expansão do PIB brasileiro em 2026, na comparação com a atualização de julho. Para 2027, o Fundo projeta crescimento de 1,9%. O cenário considera um ambiente de juros ainda elevados e incerteza internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do corte, o FMI continua mais otimista sobre a atividade brasileira do que os analistas consultados pelo Banco Central. A diferença entre as projeções é de 0,35 ponto percentual para 2026 e de 0,50 ponto para 2027.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th class="has-text-align-left" data-align="left">Crescimento do PIB</th><th class="has-text-align-left" data-align="left">FMI</th><th class="has-text-align-left" data-align="left">Mercado, pelo Focus</th></tr></thead><tbody><tr><td>2026</td><td>2,20%</td><td>1,85%</td></tr><tr><td>2027</td><td>1,90%</td><td>1,40%</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As estimativas são produzidas por instituições diferentes, com hipóteses e processos próprios de atualização. Por isso, a divergência não significa que uma das projeções já esteja confirmada ou invalidada.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Atenção: as estimativas de inflação não medem a mesma coisa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O FMI prevê inflação brasileira de 4,4% em 2026 e de 4,1% em 2027. Esses números se referem à variação média anual dos preços ao consumidor. Já as estimativas de 5,22% e 4,3% do Focus correspondem ao IPCA acumulado ao final de cada ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A distinção é importante: a média anual incorpora o comportamento dos preços ao longo dos meses, enquanto o acumulado de dezembro compara o nível de preços com o de dezembro do ano anterior. Portanto, não é correto apresentar a diferença entre os números como uma divergência direta sobre um indicador idêntico.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/10/12/fmi-reduz-previsao-de-crescimento-do-brasil-para-22percent-em-2026-em-meio-aos-juros-ainda-altos-e-a-incerteza-global.ghtml"></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Eleições movimentam expectativas, mas não eliminam riscos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro turno presidencial provocou uma reação positiva entre investidores diante do desempenho de Flávio Bolsonaro (PL). Ainda assim, o Focus não registrou mudanças nas principais previsões para 2027: inflação de 4,3%, Selic de 12% e crescimento de 1,4%.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/economistas-elevam-previsao-da-inflacao-e-reduzem-a-da-selic-neste-ano-mas-nao-preveem-mudancas-em-2027.shtml"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse contraste separa duas dimensões do mercado. A primeira é a reação de curto prazo às chances dos candidatos e às sinalizações de campanha. A segunda é a avaliação sobre o que o próximo governo conseguirá executar, especialmente em relação a despesas, financiamento de propostas e reformas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até agora, os números do Focus mostram que o entusiasmo eleitoral não foi suficiente para alterar substancialmente o cenário esperado para o próximo ano. Também não permitem concluir que a eleição, isoladamente, tenha provocado a revisão da inflação: o boletim informa as expectativas, mas não identifica uma causa única para cada mudança.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Escala 6&#215;1 entra na agenda econômica das campanhas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A redução da jornada ganhou destaque nesta terça-feira, quando Flávio Bolsonaro declarou que votará a favor do fim da escala 6&#215;1. O senador também defendeu que o governo compense as empresas pelos custos adicionais e voltou a mencionar alternativas de negociação de jornadas flexíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta tem consequências diferentes para trabalhadores, empresas e governo. Para os trabalhadores, está em discussão a ampliação do descanso. Para os empregadores, o debate envolve reorganização de turnos, contratação e produtividade. Caso haja compensação estatal, surge ainda a questão de como financiá-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também é necessário distinguir escala de trabalho de carga horária semanal. A escala 6&#215;1 descreve seis dias de trabalho para um de descanso. Já os estudos econômicos frequentemente analisam uma redução de 44 para 40 horas semanais. Os efeitos dependem do desenho final da proposta, da manutenção dos salários e das regras de transição.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Estudos divergem sobre os custos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estimou que a redução da jornada de 44 para 40 horas elevaria o custo médio da mão de obra em 7,84%. Esse percentual não equivale ao aumento do custo total de operação das empresas, que inclui outros gastos além de pessoal.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/11/fim-da-escala-6x1-empresas-conseguiriam-acomodar-alta-do-custo-de-mao-de-obra-economistas-se-dividem.ghtml"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a análise, o impacto sobre os custos operacionais seria de aproximadamente 1,04% no comércio varejista e de 0,74% na fabricação de produtos alimentícios. Em atividades mais intensivas em trabalho, como vigilância e segurança, o efeito poderia chegar a 6,6%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por sua vez, estima custos adicionais anuais entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões nos cenários analisados para a redução de jornada, dependendo da utilização de horas extras ou de novas contratações para compensar as horas reduzidas.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www.gazetadopovo.com.br/economia/efeitos-economicos-fim-escala-6x1/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas estimativas não são resultados inevitáveis. Elas dependem de hipóteses sobre contratação, produtividade, salários e adaptação das empresas. Os estudos que apontam efeitos negativos mais fortes partem, em geral, da premissa de que não haverá ganho de produtividade suficiente para compensar a redução das horas trabalhadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como o debate pode afetar preços, emprego e contas públicas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais canais econômicos em discussão são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Custos e margens: empresas podem absorver parte do aumento de despesas, reorganizar operações ou buscar maior produtividade.</li>



<li>Contratação: a manutenção de serviços e turnos pode exigir novos trabalhadores, com efeitos distintos conforme o setor.</li>



<li>Preços: há risco de repasse de custos, mas sua dimensão depende das condições de concorrência e da capacidade de adaptação. Os estudos divergem sobre os efeitos inflacionários.</li>



<li>Contas públicas: a compensação defendida por Flávio abriria uma discussão sobre instrumentos, beneficiários e fonte de recursos;.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Não há, nos dados consultados, evidência suficiente para atribuir uma oscilação específica da Bolsa, do dólar ou dos juros ao anúncio sobre a escala 6&#215;1.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que acompanhar na reta final</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro econômico reúne três questões centrais: a persistência das revisões de inflação, a desaceleração prevista para a atividade e a viabilidade das propostas eleitorais. O Focus aponta inflação mais pressionada e crescimento modesto; o FMI também reduziu sua estimativa de expansão, embora permaneça mais otimista sobre o PIB brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para avaliar o impacto das propostas sobre jornada de trabalho, será decisivo conhecer o texto efetivamente aprovado, o prazo de adaptação e a existência — ou não — de compensações públicas. Entre anúncios de campanha e resultados econômicos, essas definições determinarão como os custos e os benefícios serão distribuídos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vulnerabilidade financeira das famílias aumenta em 22 das 27 unidades da federação, diz FGV Ibre</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/vulnerabilidade-financeira-das-familias-aumenta-em-22-das-27-unidades-da-federacao-diz-fgv-ibre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Oct 2026 17:11:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1597</guid>

					<description><![CDATA[A fragilidade financeira das famílias brasileiras piorou no segundo trimestre de 2026 em 22 das 27 unidades da federação, segundo o Índice de Vulnerabilidade Financeira Familiar (IVF) do Centro de Estudos para Desenvolvimento do Nordeste da FGV Ibre. Embora o avanço nacional tenha sido moderado — 1,01% na média —, a deterioração foi ampla e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A fragilidade financeira das famílias brasileiras piorou no segundo trimestre de 2026 em 22 das 27 unidades da federação, segundo o Índice de Vulnerabilidade Financeira Familiar (IVF) do Centro de Estudos para Desenvolvimento do Nordeste da FGV Ibre. Embora o avanço nacional tenha sido moderado — 1,01% na média —, a deterioração foi ampla e atingiu cerca de 81% dos estados e do Distrito Federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado indica que o problema não está concentrado em poucas regiões. A principal pressão sobre os orçamentos domésticos veio da inadimplência, que respondeu por 77% da alta da média nacional e subiu em 23 das 27 unidades da federação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que o índice mede</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O IVF é um indicador multidimensional, calculado trimestralmente para todas as unidades da federação, que combina dados públicos do Banco Central — por meio do Sistema de Informações de Crédito e da Estatística Bancária — com informações da PNAD Contínua, do IBGE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O índice varia de 0 a 1: quanto maior o valor, maior a vulnerabilidade financeira das famílias. Ele considera seis dimensões: inadimplência, endividamento relativo, pressão de curto prazo, custo do crédito, capacidade de absorção de choques e fragilidade do mercado de trabalho.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th>Dimensão</th><th>Peso no índice</th><th>O que avalia</th></tr></thead><tbody><tr><td>Inadimplência</td><td>25%</td><td>Dívidas em atraso em relação à carteira de crédito livre da pessoa física. </td></tr><tr><td>Endividamento relativo</td><td>15%</td><td>Volume da dívida em comparação com a massa salarial local. </td></tr><tr><td>Pressão de curto prazo</td><td>15%</td><td>Parcela das dívidas com vencimento em até 90 dias. </td></tr><tr><td>Custo do crédito</td><td>15%</td><td>Uso de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem consignação. </td></tr><tr><td>Capacidade de absorção de choques</td><td>15%</td><td>Poupança disponível como reserva para imprevistos. </td></tr><tr><td>Fragilidade do mercado de trabalho</td><td>15%</td><td>Desemprego, informalidade e rendimento médio real. </td></tr></tbody></table></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Deterioração generalizada</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Entre o primeiro e o segundo trimestres de 2026, a média nacional do IVF passou de 0,4331 para 0,4372, alta de 1,01%. O aumento foi pequeno em termos percentuais, mas a abrangência do movimento é o principal alerta: 22 unidades da federação registraram piora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apenas cinco UFs apresentaram queda no índice: Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraíba e Amazonas. Mato Grosso teve a maior melhora, com queda de 2,53%; Santa Catarina recuou 1,70%; Rio Grande do Sul, 1,09%; Paraíba, 1,04%; e Amazonas, 0,21%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inadimplência foi o vetor central da deterioração. Além de explicar 77% da alta da média nacional, ela subiu em 23 unidades da federação. A pressão de curto prazo — que mede quanto da carteira de crédito vence em até 90 dias — também contribuiu para o resultado, representando 32% do aumento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Maranhão lidera fragilidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Maranhão permaneceu como a unidade da federação com a maior vulnerabilidade financeira do país. O estado também registrou alta de 2,26% no período, com a piora concentrada na inadimplência e na capacidade efetiva de pagamento das famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tocantins e Rondônia seguiram entre os estados mais vulneráveis. No segundo trimestre, os três maiores índices continuaram sendo os do Maranhão, Tocantins e Rondônia, reforçando a persistência de desigualdades regionais no acesso à renda, ao crédito e à proteção financeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No extremo oposto, o Distrito Federal manteve o menor nível de vulnerabilidade do país. Ainda assim, o indicador local subiu 5,89% — a maior alta percentual do período —, impulsionado por endividamento relativo, fragilidade do mercado de trabalho e redução da capacidade de absorção de choques.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mato Grosso melhora, mas segue exposto</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mato Grosso foi o destaque positivo: a queda de 2,53% no IVF fez o estado avançar seis posições no ranking, saindo da quarta para a décima posição entre os mais vulneráveis. A melhora veio principalmente da redução do endividamento relativo, ou seja, do peso da dívida em relação à renda gerada no estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o economista Flávio Ataliba, um dos responsáveis pelo índice, o perfil de Mato Grosso é típico de economias ligadas ao agronegócio. O custo do crédito e o mercado de trabalho estão entre os melhores do país, mas o endividamento relativo ainda é o mais alto do Brasil — o que mantém o estado sensível a choques e a oscilações de renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pesquisador também observou que estados com forte atividade agrícola tendem a apresentar inadimplência mais elevada. Em julho, a inadimplência do crédito rural chegou a 8,8%, recorde da série histórica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Dívidas antigas pesam mais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A leitura central do estudo é que o desafio das famílias brasileiras deixou de estar principalmente na contração de novas dívidas e passou a estar no pagamento das obrigações já assumidas. “O problema das famílias hoje não é tanto contrair novas dívidas, mas conseguir pagar as que já têm”, afirmou Ataliba.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso ajuda a explicar por que a inadimplência pesa tanto no índice. Quando parte relevante da carteira entra em atraso, o orçamento doméstico fica mais pressionado e a capacidade de consumo, de poupança e de enfrentamento de imprevistos diminui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em estados do Nordeste e no Rio de Janeiro, a vulnerabilidade está mais associada ao custo do crédito — especialmente cartão, cheque especial e crédito pessoal — e à fragilidade do mercado de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores do estudo defendem que não há uma solução única para o problema, pois as causas da vulnerabilidade variam entre as regiões. Em estados do agronegócio, a agenda inclui gestão de riscos e renegociação do crédito rural; no Nordeste, educação financeira, substituição de dívidas caras por linhas mais baratas e proteção da renda dos trabalhadores informais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal contribuição do painel é criar uma base para acompanhar, de forma comparável, onde a vulnerabilidade é maior e em que direção ela está mudando.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Preços de brinquedos sobem quase 70% acima da inflação, aponta CNC</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/precos-de-brinquedos-sobem-quase-70-acima-da-inflacao-aponta-cnc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 18:08:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Datas comemorativas]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Os brinquedos ficaram 7,1% mais caros na comparação com o Dia das Crianças de 2025, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O avanço é 68% superior à inflação acumulada entre agosto de 2025 e agosto de 2026, que foi de 4,22%. A alta ocorre às vésperas da data [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Os brinquedos ficaram 7,1% mais caros na comparação com o Dia das Crianças de 2025, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O avanço é 68% superior à inflação acumulada entre agosto de 2025 e agosto de 2026, que foi de 4,22%.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www.infomoney.com.br/economia/preco-dos-brinquedos-dia-das-criancas-cnc-inflacao/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A alta ocorre às vésperas da data comemorativa e reforça o desafio das famílias para manter o tradicional presente infantil sem comprometer o orçamento. A CNC também projetou que as vendas do Dia das Crianças devem crescer 1,8% neste ano, alcançando R$ 9,27 bilhões.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www.infomoney.com.br/economia/preco-dos-brinquedos-dia-das-criancas-cnc-inflacao/"></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O que mostra a pesquisa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento acompanhou uma cesta com 11 itens típicos do Dia das Crianças. No conjunto, os preços subiram 6,7% em relação a 2025 — ritmo também acima da inflação geral no período.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www.infomoney.com.br/economia/preco-dos-brinquedos-dia-das-criancas-cnc-inflacao/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os brinquedos, porém, não foram o item com maior reajuste. Chocolates lideraram a alta, com avanço de 19,3%, seguidos por videogames (11,2%), lanches (8%), brinquedos (7,1%) e roupas (4%).<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www.infomoney.com.br/economia/preco-dos-brinquedos-dia-das-criancas-cnc-inflacao/"></a></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th class="has-text-align-left" data-align="left">Item</th><th class="has-text-align-left" data-align="left">Variação de preço ante 2025</th></tr></thead><tbody><tr><td>Chocolates</td><td>19,3%</td></tr><tr><td>Videogames</td><td>11,2%</td></tr><tr><td>Lanches</td><td>8,0%</td></tr><tr><td>Brinquedos</td><td>7,1%</td></tr><tr><td>Roupas</td><td>4,0%</td></tr><tr><td>Cesta do Dia das Crianças</td><td>6,7%</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: pesquisa da CNC.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www.infomoney.com.br/economia/preco-dos-brinquedos-dia-das-criancas-cnc-inflacao/"></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que os brinquedos pesam mais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a alta de 7,1% pareça moderada isoladamente, ela ganha relevância quando comparada à inflação de 4,22% no acumulado de 12 meses. Em termos práticos, o preço dos brinquedos avançou quase 3 pontos percentuais acima do índice geral, o que representa uma perda de poder de compra para quem pretende presentear.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www.infomoney.com.br/economia/preco-dos-brinquedos-dia-das-criancas-cnc-inflacao/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O movimento ocorre em um cenário de juros elevados e inadimplência, fatores que tendem a limitar o consumo. Ainda assim, a CNC avalia que o bom nível de emprego e o aumento da massa real de rendimentos sustentam as compras da data.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www.infomoney.com.br/economia/preco-dos-brinquedos-dia-das-criancas-cnc-inflacao/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Este movimento aponta a manutenção de uma tendência que vemos há alguns anos no varejo: um crescimento baixo, sustentado pelo bom índice de população empregada e aumento da massa real de rendimentos e sufocado pela alta taxa de juros e o custo restritivo do crédito”, avaliou Fabio Bentes, economista-chefe da CNC.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www.infomoney.com.br/economia/preco-dos-brinquedos-dia-das-criancas-cnc-inflacao/"></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Impacto no Dia das Crianças</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A projeção de R$ 9,27 bilhões em vendas indica uma recuperação modesta do comércio, mas não necessariamente uma folga no bolso do consumidor. O crescimento previsto no faturamento pode refletir tanto o aumento de preços quanto a manutenção da demanda por presentes, alimentação e lazer ligados à data.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www.infomoney.com.br/economia/preco-dos-brinquedos-dia-das-criancas-cnc-inflacao/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as famílias, a combinação de brinquedos mais caros, chocolates com alta de quase 20% e crédito restritivo pode levar à busca por alternativas mais baratas, compras antecipadas, promoções e reavaliação do valor dos presentes.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www.infomoney.com.br/economia/preco-dos-brinquedos-dia-das-criancas-cnc-inflacao/"></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Cenário mais amplo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Levantamentos complementares indicam que a pressão sobre os preços de itens infantis não é exclusiva dos brinquedos. Uma cesta do Dia das Crianças acompanhada pela Rico acumulou alta de 32% entre setembro de 2021 e agosto de 2026, acima da inflação geral de 29,9% no período.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://riconnect.rico.com.vc/analises/inflacao-dia-das-criancas/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">No recorte de cinco anos, os brinquedos tradicionais subiram 29,8%, praticamente em linha com o IPCA. Em 2026, porém, houve aceleração: até agosto, a alta foi de 4,61%, acima do avanço geral de 3,11% no ano. A Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) atribui o movimento à pressão sobre custos de produção e à recomposição das margens da indústria.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://riconnect.rico.com.vc/analises/inflacao-dia-das-criancas/"></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O que esperar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A tendência apontada pela CNC é de consumo em expansão lenta: as vendas crescem, mas o ambiente de juros altos, endividamento e preços acima da inflação em itens populares limita o ritmo. Para o varejo, o resultado depende da capacidade de oferecer condições de pagamento e promoções; para os consumidores, a principal estratégia continua sendo comparar preços e priorizar compras planejadas.<a rel="noopener" target="_blank" href="https://www.infomoney.com.br/economia/preco-dos-brinquedos-dia-das-criancas-cnc-inflacao/"></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Painel comparativo: chocolates (+19,3%), videogames (+11,2%) e brinquedos (+7,1%) frente à inflação de 4,22% — dados da CNC em gráfico interativo</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Focus: mercado reduz projeção para PIB de 2026 e eleva estimativa para inflação</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/focus-mercado-reduz-projecao-para-pib-de-2026-e-eleva-estimativa-para-inflacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 18:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1603</guid>

					<description><![CDATA[O mercado financeiro piorou simultaneamente as expectativas para crescimento e preços no Brasil em 2026. Segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central em 5 de outubro, a projeção para o PIB caiu de 1,86% para 1,85%, enquanto a estimativa para o IPCA subiu de 4,99% para 5,01%. É a quarta redução consecutiva na previsão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O mercado financeiro piorou simultaneamente as expectativas para crescimento e preços no Brasil em 2026. Segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central em 5 de outubro, a projeção para o PIB caiu de 1,86% para 1,85%, enquanto a estimativa para o IPCA subiu de 4,99% para 5,01%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É a quarta redução consecutiva na previsão de crescimento econômico e a terceira alta seguida na projeção inflacionária. O movimento sinaliza um cenário de atividade mais fraca convivendo com pressão persistente sobre os preços.</p>



<h2 class="wp-block-heading">PIB perde força</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A mediana das projeções para o Produto Interno Bruto de 2026 recuou para 1,85%, ante 1,86% na semana anterior. Na comparação com as estimativas de meados de setembro, quando o mercado esperava expansão de 1,89%, o corte acumulado é de 0,04 ponto percentual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PIB mede o valor total de bens e serviços produzidos pela economia. A revisão indica que analistas veem menos dinamismo na atividade neste ano, em um ambiente de juros elevados e crédito mais caro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Inflação acima da meta</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A projeção para o IPCA — índice oficial de inflação — subiu para 5,01% em 2026, acima do teto da meta de 4,50%. A meta considera tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, formando um intervalo entre 3% e 6%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A alta foi a terceira consecutiva. Antes, a estimativa havia passado de 4,92% para 4,99% e, depois, para 5,01%, após quatro semanas estabilizada em 5,00%.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Juros e câmbio</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para o fim de 2026, o mercado mantém a expectativa de Selic em 13,50% ao ano e dólar a R$ 5,20. A permanência da taxa básica em patamar elevado ajuda a explicar tanto a desaceleração projetada do PIB quanto a dificuldade de trazer a inflação rapidamente para dentro da meta.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th>Indicador</th><th>Projeção para 2026</th><th>Movimento</th></tr></thead><tbody><tr><td>PIB</td><td>1,85%</td><td>Queda de 1,86%</td></tr><tr><td>IPCA</td><td>5,01%</td><td>Alta de 4,99%</td></tr><tr><td>Selic no fim do ano</td><td>13,50%</td><td>Mantida</td></tr><tr><td>Dólar no fim do ano</td><td>R$ 5,20</td><td>Mantido</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Boletim Focus de 5 de outubro de 2026.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que isso significa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A combinação de PIB menor e inflação maior sugere um cenário mais difícil para consumidores, empresas e gestores de política econômica. Para as famílias, a inflação acima da meta corrói o poder de compra; para o mercado, a previsão de crescimento baixo reduz o apetite por investimentos e contratações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o Banco Central, a leitura reforça o desafio de conduzir a política monetária: juros altos tendem a conter preços, mas também pesam sobre o crédito, o consumo e a atividade econômica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Próximos indicadores</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os próximos boletins Focus e os dados oficiais de inflação e atividade serão decisivos para confirmar se a revisão é um ajuste pontual ou o início de uma tendência mais firme de estagflação — situação em que a economia cresce pouco enquanto os preços seguem pressionados. Até agora, o mercado já revisou para baixo o PIB de 2026 em quatro semanas consecutivas e elevou o IPCA em três.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quando o Bolsa Família supera o emprego formal: um alerta sobre dependência, baixa produtividade e o fracasso em criar autonomia</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/quando-o-bolsa-familia-supera-o-emprego-formal-um-alerta-sobre-dependencia-baixa-produtividade-e-o-fracasso-em-criar-autonomia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 02:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bolsa família]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1581</guid>

					<description><![CDATA[Em dez estados, um levantamento de junho de 2026 mostra mais famílias atendidas pelo Bolsa Família do que vínculos formais de emprego. A fotografia é preocupante e deveria provocar uma discussão séria sobre desenvolvimento econômico, qualificação profissional e portas de saída dos programas sociais. O quadro apresentado, construído a partir de dados do Ministério do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em dez estados, um levantamento de junho de 2026 mostra mais famílias atendidas pelo Bolsa Família do que vínculos formais de emprego. A fotografia é preocupante e deveria provocar uma discussão séria sobre desenvolvimento econômico, qualificação profissional e portas de saída dos programas sociais. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro apresentado, construído a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e do Novo Caged, chama atenção. Maranhão, Pará, Bahia, Piauí, Paraíba, Alagoas, Amazonas, Acre, Sergipe e Amapá aparecem com mais famílias recebendo Bolsa Família do que postos formais de trabalho registrados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Maranhão, por exemplo, o estoque de empregos formais chegou a cerca de <strong>646,6 mil em junho</strong>, enquanto o Bolsa Família alcançava aproximadamente <strong>1,17 milhão de famílias</strong>. O próprio MDS informa que, em junho, Bahia tinha cerca de 2,38 milhões de famílias beneficiárias, Pará 1,28 milhão e Maranhão 1,17 milhão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma imagem desconfortável de uma parte do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um país saudável deveria caminhar para que cada vez mais famílias dependessem de renda proveniente do trabalho, da atividade empresarial e da produção — e cada vez menos de transferências permanentes do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema começa quando o auxílio, criado para proteger quem precisa, deixa de ser uma ponte para autonomia e passa a fazer parte permanente da estrutura econômica de regiões inteiras.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O verdadeiro escândalo é existir tão pouco emprego formal</h3>



<p class="wp-block-paragraph">É tentador olhar para esses números e concluir simplesmente que milhões de brasileiros se “acomodaram”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os próprios dados, porém, mostram um quadro mais complexo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O IBGE revelou que, no primeiro trimestre de 2026, a informalidade atingia <strong>57,6% dos ocupados no Maranhão, 56,5% no Pará e 53,2% no Amazonas</strong>. No Maranhão, apenas 53,4% dos empregados do setor privado tinham carteira assinada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja: há muita gente trabalhando que simplesmente não aparece na coluna do Novo Caged utilizada no gráfico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não diminui a gravidade do problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo contrário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mostra um país onde milhões sobrevivem de bicos, comércio informal, pequenos serviços, trabalho por conta própria e atividades com baixa produtividade e baixa proteção social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crítica, portanto, deveria ser ainda maior: <strong>como o Brasil chegou ao ponto de possuir regiões em que o mercado formal é tão pequeno diante da população vulnerável?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Onde estão as indústrias?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Onde estão os investimentos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Onde estão as empresas capazes de contratar?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Onde está a formação profissional?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Onde está a infraestrutura necessária para gerar riqueza?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Transferir renda é muito mais fácil do que criar uma economia capaz de sustentar centenas de milhares de bons empregos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Bolsa Família não pode se transformar em projeto de vida</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Programas de transferência de renda cumprem uma função importante quando uma família enfrenta pobreza, desemprego ou insegurança alimentar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema começa quando a política pública perde de vista sua finalidade mais importante: <strong>fazer com que aquela família um dia não precise mais dela</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um programa social eficiente deveria ser acompanhado de qualificação profissional, alfabetização, formação técnica, creches, intermediação de emprego, incentivo ao empreendedorismo, infraestrutura e expansão econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sucesso não deveria ser comemorado apenas pelo número de pessoas que entram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deveria ser medido também pelo número de famílias que conseguem sair porque sua renda aumentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um governo que apresenta como grande conquista apenas o crescimento contínuo da quantidade de beneficiários corre o risco de transformar um indicador de vulnerabilidade em troféu político.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pobreza não é patrimônio eleitoral.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O Brasil precisa parar de administrar pobreza e começar a produzir prosperidade</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo feitas essas ressalvas, os números continuam revelando um problema estrutural enorme.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No primeiro semestre de 2026, o Brasil criou <strong>921.645 empregos formais</strong>, levando o estoque nacional para pouco mais de <strong>48 milhões de vínculos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É positivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a concentração regional da pobreza, da informalidade e da baixa formalização mostra que crescimento econômico e oportunidades continuam distribuídos de maneira extremamente desigual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos estados, existe uma parcela imensa da população cujo relacionamento econômico mais estável não é com uma empresa empregadora, mas com algum mecanismo de assistência pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nenhuma nação deveria considerar isso normal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo de um país desenvolvido não pode ser montar o maior sistema possível de transferência de renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deve ser construir uma economia na qual o menor número possível de cidadãos precise dele.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Benefício social não pode virar instrumento eleitoral</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Existe ainda uma questão política inevitável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Programas sociais movimentam milhões de famílias e, consequentemente, possuem enorme peso eleitoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É legítimo questionar governos quando tratam benefícios financiados pelo contribuinte como se fossem uma concessão pessoal de determinado presidente, governador, prefeito ou partido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O dinheiro não pertence a político algum.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele é público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um governo tenta transmitir ao cidadão a sensação de que o benefício depende da permanência de determinada liderança no poder, abre-se espaço para uma relação política perigosa de dependência.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A dependência eleitoral é construída quando falta alternativa</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Há uma diferença enorme entre ajudar uma família pobre e mantê-la indefinidamente sem perspectiva de ascensão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se uma pessoa vive em uma região sem indústria, com infraestrutura precária, educação deficiente e poucas empresas contratando, não é surpreendente que dependa do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse caso, o fracasso é muito mais amplo do que o comportamento do beneficiário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o fracasso de décadas de políticas públicas incapazes de criar oportunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, responsabilizar exclusivamente o cidadão pobre seria confortável demais para o poder público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estado arrecada impostos, administra trilhões de reais e possui instrumentos para investir em educação, estradas, saneamento, segurança, tecnologia, crédito e ambiente empresarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se, depois de décadas, milhões continuam sem condições de se sustentar fora de programas assistenciais, alguma coisa está profundamente errada.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O auxílio deve existir, mas a porta de saída também</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Uma política social madura deveria ter duas mãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma protege quem caiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A outra ajuda essa pessoa a levantar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bolsa Família sem crescimento econômico combate momentaneamente a miséria, mas não elimina suas causas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Transferência de renda sem qualificação preserva vulnerabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Benefício sem geração de emprego protege o presente, mas não constrói o futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E assistência usada como marketing eleitoral degrada uma política pública legítima transformando cidadão vulnerável em peça de propaganda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil deveria comemorar quando uma família deixa o Bolsa Família porque passou a ganhar mais, e não tratar permanentemente o aumento do cadastro como símbolo de sucesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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