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	<title>Economia &#8211; Portal BR</title>
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	<description>Notícias no Brasil</description>
	<lastBuildDate>Sun, 14 Jun 2026 18:41:39 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Economia &#8211; Portal BR</title>
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		<title>Inflação acelera e coloca juros no centro do debate econômico no Brasil</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/inflacao-acelera-e-coloca-juros-no-centro-do-debate-economico-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2026 18:41:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[País chega à nova reunião do Copom com preços pressionados, atividade econômica resistente e sinais de desaceleração na criação de empregos formais Por Redação Portal BR14 de junho de 2026 A economia brasileira chega à metade de junho apresentando sinais contraditórios. Enquanto o Produto Interno Bruto voltou a crescer com força no início do ano, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">País chega à nova reunião do Copom com preços pressionados, atividade econômica resistente e sinais de desaceleração na criação de empregos formais</h2>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por Redação Portal BR</strong><br /><strong>14 de junho de 2026</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">A economia brasileira chega à metade de junho apresentando sinais contraditórios. Enquanto o Produto Interno Bruto voltou a crescer com força no início do ano, a inflação acelerou e ultrapassou o limite superior do intervalo de tolerância estabelecido para a meta oficial.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O cenário aumenta a expectativa em torno da reunião do Comitê de Política Monetária, marcada para os dias 16 e 17 de junho. O Banco Central precisará decidir se continua reduzindo a taxa básica de juros ou se interrompe o ciclo de cortes diante do aumento dos preços.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para consumidores e empresas, a combinação continua desafiadora: a economia mantém algum dinamismo, mas alimentos mais caros, crédito elevado e incertezas internacionais dificultam o planejamento financeiro.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Inflação chega a 4,72% em 12 meses</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, considerado a inflação oficial do país, subiu <strong>0,58% em maio</strong>. Com o resultado, o IPCA acumulado em 12 meses avançou de 4,39% para <strong>4,72%</strong>.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A inflação ficou, portanto, acima do teto de 4,5% do intervalo de tolerância da meta. O objetivo central perseguido pelo Banco Central é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O grupo de alimentação e bebidas foi um dos principais responsáveis pela pressão sobre o orçamento das famílias, com alta de 1,33% no mês. Os transportes, por outro lado, registraram redução de 0,46%, ajudando a impedir uma elevação ainda maior do índice.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A situação é especialmente sensível para famílias de renda mais baixa, que destinam uma parcela maior de seus recursos à alimentação. O INPC, índice que acompanha principalmente o custo de vida das famílias com rendimentos entre um e cinco salários mínimos, subiu 0,65% em maio.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Banco Central enfrenta decisão difícil</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A taxa Selic está atualmente em <strong>14,50% ao ano</strong>, depois de dois cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual realizados pelo Banco Central.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Até algumas semanas atrás, parte considerável do mercado esperava novas reduções ao longo de 2026. A aceleração da inflação, entretanto, diminuiu o espaço para uma queda rápida dos juros.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa mais recente de expectativas econômicas citada pela Reuters indica que o mercado passou a projetar a Selic em 13,50% no encerramento do ano, acima da estimativa de 13,25% registrada anteriormente.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A decisão do Copom será divulgada na quarta-feira, dia 17. Entre as possibilidades discutidas por economistas estão a manutenção da Selic em 14,50% ou uma nova redução limitada a 0,25 ponto percentual.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O Banco Central vem destacando que a inflação não decorre apenas de problemas externos. A força do consumo, a expansão do crédito, o crescimento dos salários e a inflação dos serviços também exercem pressão sobre os preços.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Juros elevados afetam consumidores e empresas</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A Selic funciona como referência para as demais taxas praticadas na economia. Quando permanece elevada, financiamentos, empréstimos, parcelamentos e capital de giro tendem a ficar mais caros.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para as famílias, isso pode significar prestações maiores na compra de veículos, imóveis e eletrodomésticos. Também aumenta o custo do crédito rotativo, do cheque especial e de outras modalidades de financiamento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Nas empresas, os juros altos dificultam investimentos em equipamentos, ampliação de instalações, contratação de funcionários e formação de estoques. Pequenos negócios costumam ser os mais afetados, pois normalmente possuem menos acesso a linhas de crédito com condições diferenciadas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, juros elevados são utilizados pelo Banco Central para reduzir a circulação de dinheiro e conter o consumo, procurando diminuir a pressão sobre os preços.</p>
<h2 class="wp-block-heading">PIB cresce 1,1% no primeiro trimestre</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar do ambiente de crédito caro, a economia brasileira cresceu <strong>1,1% no primeiro trimestre de 2026</strong>, na comparação com os três meses anteriores. O resultado ficou ligeiramente acima das expectativas de analistas consultados pela Reuters.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao mesmo período de 2025, a expansão foi de 1,8%. O consumo das famílias aumentou 1%, enquanto os investimentos, medidos pela formação bruta de capital fixo, avançaram 3,5%.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Pelo lado da produção, a agropecuária cresceu 2%, favorecida principalmente pela safra de soja. A indústria avançou 1%, e o setor de serviços, responsável pela maior parte da economia e dos empregos, registrou crescimento de 0,5%.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os dados mostram uma recuperação em relação ao ritmo mais fraco observado no segundo semestre de 2025. Essa resistência da atividade econômica, porém, também pode dificultar a redução da inflação caso o consumo continue crescendo acima da capacidade de produção.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Criação de empregos formais perde força</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O mercado de trabalho apresentou um resultado abaixo do esperado em abril. O Brasil abriu <strong>85.888 vagas formais líquidas</strong>, considerando a diferença entre contratações e demissões.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Economistas consultados pela Reuters esperavam a criação de aproximadamente 230 mil postos com carteira assinada.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Um único mês não representa necessariamente uma mudança definitiva no mercado de trabalho, mas o resultado reforça a percepção de que o crescimento econômico ocorre de forma desigual.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A manutenção dos juros em níveis elevados pode reduzir investimentos e contratações nos próximos meses. Em sentido contrário, o consumo das famílias e os programas de estímulo econômico ainda ajudam a sustentar setores como comércio e serviços.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Petróleo aumenta incerteza internacional</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O cenário internacional também influencia os preços no Brasil. A elevação do petróleo, associada aos conflitos no Oriente Médio, aumentou os custos de combustíveis, transporte, fertilizantes, plásticos e diferentes produtos industriais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em maio, o Ministério da Fazenda elevou sua estimativa para a inflação de 2026 de 3,7% para <strong>4,5%</strong>. A projeção oficial para o crescimento do PIB foi mantida em 2,3%.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O governo trabalha com a possibilidade de uma desaceleração durante o segundo e o terceiro trimestres, seguida por uma pequena recuperação no final do ano. Economistas do mercado apresentam previsões mais conservadoras para o crescimento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Caso o petróleo continue valorizado, o Banco Central poderá encontrar maior dificuldade para reduzir os juros. Uma eventual valorização do dólar também encareceria produtos importados, componentes eletrônicos, medicamentos e insumos utilizados pela indústria e pela agricultura.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Inflação dos alimentos preocupa famílias</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A elevação dos alimentos tem impacto direto na percepção da população sobre a economia. Mesmo quando outros grupos apresentam estabilidade ou redução, aumentos em carnes, frutas, verduras, leite, café e produtos básicos são rapidamente sentidos pelos consumidores.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além de diminuir o poder de compra, a inflação alimentar pode alterar os hábitos das famílias, que passam a substituir produtos, reduzir quantidades e procurar marcas mais baratas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para restaurantes, mercados, padarias e pequenos comerciantes, a pressão dos custos cria outro problema: reajustar preços pode afastar consumidores, mas manter os valores sem alteração reduz a margem de lucro.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Segundo semestre exigirá equilíbrio</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O principal desafio econômico para os próximos meses será conciliar crescimento, controle da inflação e responsabilidade fiscal.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Uma redução acelerada dos juros poderia estimular investimentos e consumo, mas também aumentaria a pressão sobre os preços. A manutenção prolongada da Selic, por outro lado, ajudaria no combate à inflação, mas poderia enfraquecer a atividade econômica e a geração de empregos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Neste domingo, o cenário aponta para uma economia que continua crescendo, mas enfrenta inflação mais resistente do que o esperado. A decisão do Banco Central nesta semana será determinante para indicar a direção dos juros e influenciar o crédito, os investimentos e o consumo durante o restante de 2026.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para famílias e empresas, a recomendação permanece sendo cautela com dívidas de juros elevados, atenção ao fluxo de caixa e planejamento diante da possibilidade de que o crédito continue caro por mais tempo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">
<hr>
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			</item>
		<item>
		<title>Correios entram em insolvência técnica, prejuízo dispara e gestão fica sob investigação</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/correios-entram-em-insolvencia-tecnica-prejuizo-dispara-e-gestao-fica-sob-investigacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 18:46:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Estatal perdeu R$ 8,46 bilhões em 2025 e outros R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026; TCU alerta para risco ao Tesouro, enquanto denúncias de irregularidades administrativas, contábeis e possíveis fraudes são investigadas Da Redação Portal BR BRASÍLIA — A crise dos Correios alcançou um dos momentos mais graves de sua história. A estatal [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Estatal perdeu R$ 8,46 bilhões em 2025 e outros R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026; TCU alerta para risco ao Tesouro, enquanto denúncias de irregularidades administrativas, contábeis e possíveis fraudes são investigadas</h2>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Da Redação Portal BR</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>BRASÍLIA —</strong> A crise dos Correios alcançou um dos momentos mais graves de sua história. A estatal encerrou 2025 com prejuízo líquido de <strong>R$ 8,46 bilhões</strong> e acumulou mais <strong>R$ 3,16 bilhões de perdas somente entre janeiro e março de 2026</strong>. O patrimônio líquido negativo chegou a R$ 16,28 bilhões no final do primeiro trimestre deste ano.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal de Contas da União classificou a situação registrada no encerramento de 2025 como <strong>“insolvência técnica”</strong> e alertou que a empresa apresenta deterioração severa de sua capacidade de pagamento. O funcionamento da estatal passou a depender de empréstimos bilionários garantidos pela União, aumentando o risco de que parte da conta seja transferida ao Tesouro Nacional e, em última análise, aos contribuintes.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A crise financeira é acompanhada por questionamentos sobre a qualidade da gestão, os controles contábeis, a supervisão exercida pelo governo federal e possíveis irregularidades. Uma fiscalização aprovada no Senado reúne denúncias de ocultação de passivos, nomeações políticas, retenção de repasses, funcionamento de agências paralelas e comercialização irregular de etiquetas postais. As acusações estão sob apuração e ainda não representam condenações nem comprovação definitiva de crimes.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Prejuízo quase dobra no início de 2026</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Os Correios tiveram prejuízo líquido de <strong>R$ 3,158 bilhões</strong> no primeiro trimestre de 2026. No mesmo período de 2025, a perda havia sido de R$ 1,726 bilhão. O aumento foi de aproximadamente 83%.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A receita líquida recuou de R$ 3,95 bilhões para R$ 3,86 bilhões. Mesmo com a redução de parte dos custos operacionais, as despesas gerais e administrativas subiram de R$ 1,23 bilhão para R$ 2,27 bilhões. As despesas financeiras saltaram de R$ 283 milhões para R$ 985 milhões.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O patrimônio líquido, que já estava negativo em R$ 13,16 bilhões no fim de 2025, caiu para <strong>R$ 16,28 bilhões</strong> em março de 2026. Isso significa que, contabilmente, as obrigações da empresa superavam seus ativos em mais de R$ 16 bilhões.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A expressão “quebra dos Correios” é utilizada politicamente para descrever essa situação, mas não significa que a empresa tenha declarado falência ou interrompido suas atividades. Como estatal integralmente controlada pela União e responsável pelo serviço postal universal, os Correios continuam funcionando. O termo técnico utilizado pelo TCU é insolvência técnica.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Rombo de 2025 superou R$ 8,4 bilhões</h2>
<p class="wp-block-paragraph">As demonstrações contábeis mostram que o prejuízo de 2025 alcançou <strong>R$ 8,457 bilhões</strong>, mais de três vezes o resultado negativo reapresentado de R$ 2,447 bilhões em 2024.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A receita líquida caiu de R$ 18,91 bilhões para R$ 16,65 bilhões. Ao mesmo tempo, as despesas gerais e administrativas aumentaram de R$ 4,59 bilhões para R$ 6,29 bilhões. O resultado financeiro negativo passou de R$ 380 milhões para R$ 1,27 bilhão.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os Correios encerraram 2025 com prejuízos acumulados de R$ 12,99 bilhões e patrimônio líquido negativo de R$ 13,16 bilhões. O balanço também registrou R$ 13,65 bilhões em passivos circulantes, contra R$ 7,53 bilhões em ativos de curto prazo.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Resultados pioraram durante o atual governo</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Os Correios já haviam entrado no vermelho em 2022, último ano do governo anterior, quando registraram prejuízo de R$ 767,58 milhões. Em 2023, primeiro ano do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a perda ficou em R$ 596,63 milhões.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A deterioração acelerou posteriormente:</p>
<ul class="wp-block-list">
<li><strong>2023:</strong> prejuízo de aproximadamente R$ 596,6 milhões;</li>
<li><strong>2024:</strong> prejuízo reapresentado de R$ 2,45 bilhões;</li>
<li><strong>2025:</strong> prejuízo de R$ 8,46 bilhões;</li>
<li><strong>primeiro trimestre de 2026:</strong> prejuízo de R$ 3,16 bilhões.</li>
</ul>
<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que o problema não começou exclusivamente no atual governo, mas ganhou proporções muito maiores durante a administração Lula. Entre 2023 e março de 2026, a soma dos resultados negativos chega a aproximadamente <strong>R$ 14,7 bilhões</strong>.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O governo Lula retirou os Correios do programa de privatizações em 2023 e decidiu manter a empresa sob controle integral da União. Com isso, a administração federal também assumiu a responsabilidade política por recuperar a estatal, modernizar sua operação e impedir que os prejuízos se transformassem em uma despesa permanente para o Tesouro.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Empresa perdeu espaço nas encomendas internacionais</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O TCU identificou uma redução expressiva da participação dos Correios no mercado de encomendas internacionais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Até dezembro de 2023, a estatal possuía 99% desse segmento. A participação caiu para 93% em agosto de 2024, 66% em dezembro, 52% em janeiro de 2025 e apenas 31% em junho daquele ano.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Entre agosto e dezembro de 2024, as receitas com entrega de mercadorias ficaram R$ 2,2 bilhões abaixo do previsto. De janeiro a setembro de 2025, a redução chegou a mais R$ 1,56 bilhão, segundo o Tribunal.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A abertura do mercado para operadores privados, a concorrência das plataformas de comércio eletrônico e as alterações nas regras das remessas internacionais contribuíram para a perda de receita. Os Correios também enfrentam a redução estrutural do envio de cartas e documentos físicos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Esses fatores explicam parte da crise, mas não eliminam as cobranças sobre a gestão. Uma empresa com obrigação de presença nacional precisa antecipar mudanças tecnológicas, desenvolver novas fontes de receita e controlar despesas antes que a queda do mercado tradicional comprometa sua sobrevivência.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Precatórios e ações trabalhistas aumentam despesas</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Os passivos judiciais tiveram peso elevado nos resultados.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em 2025, as despesas com precatórios e Requisições de Pequeno Valor chegaram a R$ 2,48 bilhões, ante R$ 1,13 bilhão no ano anterior. O saldo de precatórios e RPVs a pagar terminou o exercício em R$ 2,76 bilhões.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No primeiro trimestre de 2026, os Correios atribuíram R$ 1,4 bilhão do resultado negativo a passivos judiciais e precatórios. Segundo a empresa, esse valor representou 44% do prejuízo do período.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os gastos com pessoal também permanecem elevados. Em 2025, reajustes salariais, plano de saúde e despesas relacionadas ao Programa de Desligamento Voluntário aumentaram os custos da empresa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A estatal precisa manter atendimento até em municípios e áreas onde a operação não é comercialmente rentável. Essa obrigação social possui importância para a integração nacional, mas exige planejamento, produtividade e mecanismos transparentes para financiar o serviço universal.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Empréstimos bilionários sustentam o caixa</h2>
<p class="wp-block-paragraph">No final de 2025, os Correios contrataram uma operação de crédito de <strong>R$ 12 bilhões</strong>, garantida pela União.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O planejamento analisado pelo TCU também considerava a entrada de outros R$ 8 bilhões em 2026, totalizando até R$ 20 bilhões em recursos para a recuperação financeira.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A primeira proposta de R$ 20 bilhões foi rejeitada pelo Tesouro Nacional porque previa juros de 20% ao ano, acima do limite aceito pelo governo para fornecer garantia. Uma segunda proposta reduziu o valor inicial para R$ 12 bilhões.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O TCU alertou que os Correios dependem desses empréstimos para pagar tributos, salários e fornecedores. Caso a empresa não consiga cumprir as obrigações, a garantia da União poderá ser acionada.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O risco não está limitado ao valor principal. No primeiro trimestre de 2026, os Correios já registraram R$ 437,6 milhões de crescimento no saldo de empréstimos de longo prazo, além de despesas relevantes com juros, comissões e liquidação antecipada de operações.</p>
<h2 class="wp-block-heading">TCU aponta fragilidades no plano de recuperação</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O plano de reestruturação dos Correios prevê um Programa de Desligamento Voluntário para até 15 mil empregados, fechamento de aproximadamente mil agências consideradas deficitárias ou sobrepostas, mudanças no plano de saúde, venda de imóveis e parcerias com empresas privadas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal de Contas, porém, concluiu que as premissas operacionais e econômico-financeiras não estavam suficientemente demonstradas. Também foram encontradas fragilidades nos mecanismos de acompanhamento e avaliação do plano.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O TCU considerou incerta a capacidade das receitas previstas de recuperar a sustentabilidade da empresa. O Tribunal alertou que poderão ser necessários novos empréstimos ou aportes federais ainda em 2026.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Caso a recuperação fracasse, os Correios poderão se tornar uma estatal dependente, passando a necessitar regularmente de recursos orçamentários para financiar suas atividades.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal determinou que a empresa estabeleça metas mensuráveis, apresente indicadores de resultado e aperfeiçoe o controle das ações. O Ministério das Comunicações também recebeu a determinação de criar mecanismos mais eficientes de supervisão.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Denúncias falam em corrupção, aparelhamento e fraudes</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Em setembro de 2025, a Comissão de Fiscalização e Controle do Senado aprovou uma investigação sobre possíveis irregularidades na gestão dos Correios, com apoio do TCU.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A proposta de fiscalização reuniu acusações relacionadas a:</p>
<ul class="wp-block-list">
<li>possível ocultação de passivos e problemas contábeis;</li>
<li>suspensão ou demora na divulgação de demonstrações financeiras;</li>
<li>dívidas e repasses envolvendo o Postalis e o Postal Saúde;</li>
<li>aumento de determinados gastos durante o déficit;</li>
<li>possíveis nomeações políticas sem critérios técnicos;</li>
<li>desistência de ações judiciais potencialmente prejudiciais;</li>
<li>inadimplência com fornecedores e transportadoras;</li>
<li>suposto funcionamento de agências paralelas;</li>
<li>venda irregular de etiquetas postais fora dos sistemas oficiais.</li>
</ul>
<p class="wp-block-paragraph">Essas acusações justificam investigação rigorosa, mas não podem ser apresentadas como crimes definitivamente comprovados.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, os documentos mais recentes do TCU citados nesta matéria apontam insolvência, falhas de planejamento, risco fiscal e fragilidades de controle. Eles <strong>não concluem que a atual direção ou o presidente Lula tenham cometido crime de gestão fraudulenta</strong>.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A fiscalização do Senado deverá reunir documentos, depoimentos e informações dos órgãos de controle. Somente a conclusão das apurações poderá determinar se houve corrupção, fraude, negligência administrativa ou decisões empresariais malsucedidas.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Auditoria fez ressalva sobre as contas</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações de 2025 apresentou uma <strong>opinião com ressalva</strong>.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A auditoria identificou avanços na classificação dos riscos judiciais, mas afirmou que ainda existiam pontos a melhorar nos critérios e controles internos. Por isso, os auditores não conseguiram concluir integralmente se o saldo de R$ 6,36 bilhões registrado para processos judiciais e precatórios estava adequado.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os balanços de 2023 e 2024 também precisaram ser reapresentados, principalmente por causa da revisão de provisões trabalhistas relacionadas à acumulação de adicionais pagos a empregados. A auditoria considerou adequada a reapresentação, mas o episódio reforçou as dúvidas sobre a qualidade anterior dos controles contábeis.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Uma ressalva de auditoria não comprova fraude. Ela indica que existe uma área relevante em que os auditores não obtiveram segurança suficiente para validar integralmente os valores apresentados.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em uma empresa com passivos bilionários e garantia financeira da União, essa limitação exige transparência máxima e correção imediata dos controles.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Governo federal precisa responder pela supervisão</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Os Correios são vinculados ao Ministério das Comunicações e pertencem integralmente à União. Embora as decisões operacionais sejam tomadas pela diretoria e pelos conselhos da estatal, o governo federal possui responsabilidade pela supervisão, nomeação dos administradores e acompanhamento da sustentabilidade financeira.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A crise não pode ser tratada apenas como consequência inevitável da concorrência, das ações trabalhistas ou das transformações tecnológicas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Esses fatores são reais, mas cabia à gestão antecipar riscos, diversificar receitas, controlar contratos, modernizar a operação e apresentar um plano de recuperação tecnicamente verificável.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A continuidade de prejuízos bilionários, acompanhada de empréstimos garantidos pela União, transforma um problema empresarial em um risco fiscal nacional.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Sociedade pode terminar pagando a conta</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Os Correios possuem relevância social e atendem regiões onde empresas privadas não têm interesse econômico. A preservação do serviço postal não significa, porém, aceitar prejuízos ilimitados ou falta de responsabilização.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Caso os empréstimos não sejam pagos, a União poderá ser obrigada a honrar as garantias. Caso a estatal se torne dependente, recursos do orçamento poderão ser necessários todos os anos para financiar salários, fornecedores e operações.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Isso reduziria o dinheiro disponível para saúde, educação, segurança, infraestrutura e outras políticas públicas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O governo Lula precisa apresentar resultados, não apenas novos financiamentos. A direção dos Correios deve demonstrar de forma transparente como cada medida reduzirá despesas, recuperará receitas e impedirá que a empresa volte a pedir socorro.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Sem recuperação operacional, fiscalização rigorosa e responsabilização por eventuais irregularidades, os empréstimos poderão apenas adiar a crise — transferindo ao contribuinte uma conta que continua crescendo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">
<hr>
<p style="font-size:12px;color:#555"><a href="https://www.portalbr.com.br/correios-entram-em-insolvencia-tecnica-prejuizo-dispara-e-gestao-fica-sob-investigacao/">https://www.portalbr.com.br/correios-entram-em-insolvencia-tecnica-prejuizo-dispara-e-gestao-fica-sob-investigacao/</a><br />
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		<title>Inflação volta a superar teto da meta e aumenta cautela com juros no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 22:10:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[IPCA avançou 0,58% em maio, pressionado por alimentos e energia elétrica; resultado dificulta novos cortes da Selic, enquanto governo lança crédito para entregadores comprarem motos e bicicletas elétricas Da Redação Portal BR BRASÍLIA — A inflação brasileira voltou ao centro das preocupações econômicas nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026. O Índice Nacional de Preços [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading">IPCA avançou 0,58% em maio, pressionado por alimentos e energia elétrica; resultado dificulta novos cortes da Selic, enquanto governo lança crédito para entregadores comprarem motos e bicicletas elétricas</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Da Redação Portal BR</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BRASÍLIA —</strong> A inflação brasileira voltou ao centro das preocupações econômicas nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, considerado a inflação oficial do país, subiu 0,58% em maio e acumula alta de 4,72% em 12 meses, acima do limite superior da faixa de tolerância da meta definida para o Banco Central. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado mensal ficou abaixo dos 0,67% registrados em abril, mas superou as expectativas de parte do mercado financeiro. O avanço foi provocado principalmente pela alimentação, pelas contas de energia elétrica e pelos gastos com saúde e cuidados pessoais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os novos números foram divulgados poucos dias antes da reunião do Comitê de Política Monetária, marcada para terça e quarta-feira, dias 16 e 17 de junho. A persistência das pressões sobre os preços aumenta a possibilidade de o Banco Central interromper ou reduzir o ritmo de queda da taxa Selic, atualmente em 14,5% ao ano. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Alimentos respondem por metade da inflação do mês</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo alimentação e bebidas subiu 1,33% em maio e respondeu por aproximadamente metade do impacto total do IPCA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A alimentação consumida dentro de casa avançou 1,65%. Entre os principais aumentos registrados pelo IBGE estão a batata-inglesa, com alta de 44,69%; o tomate, com 20,62%; a cebola, com 16,80%; e as carnes, com 1,39%. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A redução da oferta de alguns produtos e a elevação dos custos de transporte contribuíram para os reajustes. O aumento dos combustíveis observado em meses anteriores também afetou o valor dos fretes e a distribuição de alimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na direção contrária, o café moído recuou 2,38%, enquanto as frutas apresentaram queda média de 0,70%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comportamento dos alimentos possui peso especial no orçamento das famílias de renda mais baixa, que destinam uma parcela maior dos rendimentos à alimentação. Mesmo quando o índice geral desacelera, aumentos concentrados em produtos básicos podem reduzir o poder de compra.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Energia elétrica sobe 3,67%</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo habitação avançou 1,22% em maio, depois de registrar alta de 0,63% em abril.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A energia elétrica residencial subiu 3,67% e foi o item com o maior impacto individual sobre a inflação, respondendo por 0,15 ponto percentual do IPCA. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento refletiu reajustes tarifários em diferentes regiões e a vigência da bandeira amarela, que acrescentou cobrança adicional às contas de luz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A elevação da energia possui efeito que vai além das despesas domésticas. Comércio, indústria, restaurantes, hotéis e prestadores de serviços também enfrentam custos maiores, que podem ser incorporados aos preços pagos pelos consumidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saúde e cuidados pessoais tiveram alta de 0,90%. Os artigos de higiene pessoal subiram 1,95%, com destaque para os perfumes, enquanto os planos de saúde avançaram 0,50%.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Combustíveis ajudam a conter índice</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os transportes foram o único dos nove grupos pesquisados pelo IBGE que apresentaram queda em maio, com recuo de 0,46%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os combustíveis ficaram 1,95% mais baratos. O etanol caiu 6,20%, o óleo diesel recuou 2,34% e a gasolina apresentou redução de 1,46%. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A queda da gasolina exerceu o maior impacto negativo individual do mês e ajudou a impedir uma inflação ainda mais elevada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comportamento dos combustíveis, porém, continua cercado de incertezas devido às tensões internacionais e às oscilações do petróleo. Uma nova alta nas cotações internacionais poderia voltar a pressionar transportes, produção agrícola, indústria e distribuição de mercadorias.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Inflação em 12 meses chega a 4,72%</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com o resultado de maio, o IPCA acumula alta de 3,20% nos cinco primeiros meses de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inflação em 12 meses passou de 4,39% em abril para 4,72% em maio. O número ultrapassou o teto de 4,5% da faixa de tolerância adotada para a meta de 3%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado também ficou acima da mediana das projeções reunidas pela Reuters, que apontava inflação mensal de 0,53% e taxa anual de 4,66%. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A superação da faixa não significa que todos os preços tenham aumentado na mesma intensidade. O IPCA representa a média de uma cesta de produtos e serviços consumidos pelas famílias, com pesos diferentes para alimentação, moradia, transporte, saúde, educação e outras despesas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A percepção individual pode ser maior ou menor, dependendo dos produtos e serviços mais consumidos por cada família.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Copom enfrenta decisão mais difícil</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Banco Central começou a reduzir a Selic em março e realizou dois cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, levando a taxa de 15% para 14,5% ao ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inflação mais resistente, entretanto, diminuiu o espaço para novos cortes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Selic elevada ajuda a controlar os preços ao reduzir a demanda, mas também encarece empréstimos, financiamentos, cartões de crédito e capital de giro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as famílias, juros altos dificultam compras parceladas de automóveis, imóveis, eletrodomésticos e outros bens de maior valor. Para as empresas, o custo do crédito limita investimentos, contratação de funcionários, formação de estoques e expansão da produção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Analistas vêm reduzindo as projeções para a queda dos juros ao longo de 2026. A estimativa mais recente do mercado indica Selic de 13,5% no encerramento do ano, acima da expectativa registrada na semana anterior. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Economia cresceu no início do ano</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio do Banco Central ocorre em um momento de expansão da atividade econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Produto Interno Bruto cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três últimos meses de 2025. Em 12 meses, o avanço foi de 2%. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A agropecuária cresceu 2%, a indústria avançou 1% e os serviços apresentaram expansão de 0,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O consumo das famílias aumentou 1%, enquanto os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo, cresceram 3,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma economia mais aquecida favorece emprego, renda e arrecadação, mas também pode aumentar a pressão sobre os preços quando a demanda cresce mais rapidamente que a capacidade de produção.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Construção fica mais cara</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro indicador divulgado nesta sexta-feira mostrou aumento nos custos da construção civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Índice Nacional da Construção Civil avançou 0,36% em maio. A Região Sul apresentou a maior variação regional, com alta de 0,44%, enquanto o Paraná teve aumento de 0,65%. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço afeta os orçamentos de obras públicas e privadas, reformas residenciais e novos empreendimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A elevação dos custos pode aumentar o preço final dos imóveis e exigir revisões em contratos, financiamentos e projetos que possuem prazos mais longos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do aumento mensal, o comportamento da construção dependerá da trajetória dos materiais, dos salários e dos juros. O crédito imobiliário e empresarial permanece sensível às decisões do Banco Central.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Governo lança crédito para entregadores</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em outra frente econômica, o governo federal lançou nesta sexta-feira o programa Move Brasil – Entregadores e Motoapp.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa oferece financiamento para entregadores, motociclistas de aplicativo, motofretistas, mototaxistas e ciclistas profissionais comprarem motos, motonetas, ciclomotores e bicicletas elétricas novos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os financiamentos terão prazo de até 48 meses e carência de dois meses para o início dos pagamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa será de 12,5% ao ano para homens e 11,5% para mulheres. O programa contará com garantia do Fundo Garantidor de Operações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para participar, trabalhadores de plataformas precisarão comprovar pelo menos seis meses de atividade e um mínimo de 100 corridas ou entregas. Profissionais contratados formalmente deverão possuir pelo menos seis meses de vínculo na mesma empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cadastro começou nesta sexta-feira, mas a aprovação para participar não garante automaticamente o crédito. Cada pedido ainda dependerá da análise dos bancos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os financiamentos poderão ser contratados a partir de 13 de julho na Caixa Econômica Federal, no Banco do Brasil e em outras instituições habilitadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Crédito pode estimular indústria e consumo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O programa pretende facilitar a aquisição dos veículos utilizados como instrumento de trabalho e, ao mesmo tempo, estimular a indústria nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Poderão ser financiadas motocicletas flex de até 160 cilindradas, motos elétricas, motonetas, ciclomotores, bicicletas elétricas e outros veículos que atendam às regras de potência e produção nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma operação de R$ 21 mil teria prestação estimada em aproximadamente R$ 552, segundo a simulação apresentada pelo governo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora as taxas sejam inferiores à Selic, o financiamento representa um compromisso de longo prazo. Os trabalhadores deverão considerar renda média, combustível, manutenção, seguro e possíveis oscilações na demanda antes da contratação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cenário mistura crescimento e pressão sobre preços</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os indicadores desta sexta-feira mostram uma economia que continua crescendo, mas enfrenta dificuldades para controlar a inflação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atividade econômica, o emprego e o consumo mantêm algum dinamismo. Ao mesmo tempo, alimentos, energia, saúde e custos da construção pressionam famílias e empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A queda dos combustíveis ofereceu alívio em maio, mas as incertezas internacionais continuam capazes de alterar rapidamente esse cenário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O principal desafio será reduzir a inflação sem provocar uma desaceleração excessiva da economia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão do Banco Central na próxima semana deverá indicar como a autoridade monetária pretende equilibrar esses dois objetivos e se ainda existe espaço para diminuir os juros durante o segundo semestre.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Serviços avançam e safra recorde fortalece economia brasileira, mas juros e inflação mantêm cautela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 11:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Setor de serviços cresceu 1,2% em abril, enquanto produção de grãos pode atingir 350,4 milhões de toneladas; crédito caro e alta internacional do petróleo continuam pressionando empresas e consumidores Da Redação Portal BR BRASÍLIA — A economia brasileira recebeu novos sinais positivos nesta quinta-feira, 11 de junho, com a recuperação do setor de serviços e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Setor de serviços cresceu 1,2% em abril, enquanto produção de grãos pode atingir 350,4 milhões de toneladas; crédito caro e alta internacional do petróleo continuam pressionando empresas e consumidores</h2>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Da Redação Portal BR</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>BRASÍLIA —</strong> A economia brasileira recebeu novos sinais positivos nesta quinta-feira, 11 de junho, com a recuperação do setor de serviços e a confirmação de uma safra recorde de grãos. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o volume de serviços cresceu 1,2% em abril, enquanto a produção agrícola estimada para 2026 chegou a 350,4 milhões de toneladas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os dois indicadores reforçam a atividade econômica depois do crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre. O cenário, entretanto, permanece marcado por inflação resistente, juros elevados e incertezas internacionais, especialmente em razão da alta do petróleo e dos conflitos no Oriente Médio.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Serviços recuperam queda registrada em março</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O setor de serviços avançou 1,2% entre março e abril, recuperando integralmente a retração de 1,1% registrada no mês anterior.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As cinco atividades pesquisadas pelo IBGE apresentaram crescimento. O principal destaque foi o segmento de transportes, que avançou 0,9%, impulsionado pela recuperação do transporte aéreo de passageiros.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na comparação com abril do ano passado, o volume de serviços aumentou 1,9%, completando 25 meses consecutivos de resultados positivos. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o crescimento chegou a 2,2%.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O setor opera atualmente 19,9% acima do nível registrado antes da pandemia, em fevereiro de 2020, e apenas 0,3% abaixo do ponto mais elevado da série histórica, alcançado em outubro de 2025.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar do patamar elevado, o próprio IBGE observa que os resultados recentes ainda não indicam uma trajetória contínua de aceleração. O desempenho mensal tem apresentado oscilações, refletindo diferenças entre atividades, preços e condições de consumo.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Transporte aéreo cresce 7%</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O transporte aéreo de passageiros apresentou expansão de 7% em abril, depois de acumular queda de 16,6% entre fevereiro e março.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A recuperação ocorreu em um período de redução dos preços das passagens. De acordo com o IBGE, as tarifas aéreas haviam subido 18,4% durante fevereiro e março, mas recuaram 14,45% em abril.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O movimento favorece diferentes atividades econômicas, como companhias aéreas, aeroportos, hotéis, restaurantes, agências de viagens, locadoras de veículos e transporte por aplicativos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O transporte total de passageiros, considerando as modalidades acompanhadas pelo levantamento, cresceu 2,6% em abril. O transporte de cargas, entretanto, registrou retração de 0,9%, acumulando dois meses consecutivos de queda.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A diferença entre passageiros e cargas demonstra que a recuperação não ocorre de maneira uniforme. Enquanto turismo e deslocamentos pessoais apresentaram melhora, parte da logística empresarial ainda enfrenta desaceleração.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Turismo volta a crescer</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O índice de atividades turísticas avançou 4,1% em abril, recuperando parte da perda acumulada nos dois meses anteriores.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O turismo brasileiro opera 11,2% acima do patamar anterior à pandemia, mas ainda está 2,2% abaixo do recorde alcançado em dezembro de 2024.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Quatorze dos 17 estados e regiões pesquisados apresentaram crescimento. São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco exerceram as maiores contribuições positivas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O desempenho beneficia uma extensa cadeia formada por hotéis, pousadas, restaurantes, companhias de transporte, comércio, produtores culturais e empresas de entretenimento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A movimentação relacionada aos grandes eventos esportivos de 2026 também poderá ampliar o consumo em bares, restaurantes, hotéis e estabelecimentos que organizarem transmissões e atividades especiais.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Tecnologia lidera crescimento na comparação anual</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Os serviços de informação e comunicação cresceram 6,3% em relação a abril de 2025 e exerceram o principal impacto positivo sobre o resultado anual.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O avanço foi impulsionado por atividades como desenvolvimento e licenciamento de programas, consultoria em tecnologia da informação, tratamento de dados, hospedagem na internet, serviços de aplicações, telecomunicações e portais de conteúdo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O resultado confirma a expansão da economia digital e a crescente demanda por sistemas de gestão, armazenamento de dados, segurança digital, inteligência artificial e serviços online.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para pequenas e médias empresas, esse crescimento também representa maior pressão pela modernização. Negócios sem presença digital, sistemas de atendimento eletrônico ou processos automatizados podem perder competitividade em um mercado cada vez mais conectado.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Safra pode alcançar 350,4 milhões de toneladas</h2>
<p class="wp-block-paragraph">No campo, o IBGE elevou para 350,4 milhões de toneladas a estimativa da produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O volume representa crescimento de 1,2%, equivalente a 4,3 milhões de toneladas, em comparação com a produção obtida no ano passado. Em relação à estimativa de abril, houve aumento de 1,7 milhão de toneladas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Arroz, milho e soja respondem juntos por 92,8% da produção prevista e ocupam 87,6% da área destinada à colheita.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O Centro-Oeste permanece como a principal região produtora, com estimativa de 175,9 milhões de toneladas, equivalente a pouco mais da metade da safra nacional. A Região Sul aparece em seguida, com 92,4 milhões de toneladas.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Soja alcança novo recorde</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A produção brasileira de soja foi estimada em 174,6 milhões de toneladas, o maior volume da série histórica do IBGE.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O resultado representa crescimento de 5,1% em relação às 166,1 milhões de toneladas produzidas em 2025. A área cultivada deverá alcançar 48,3 milhões de hectares, enquanto a produtividade média foi estimada em 3.617 quilos por hectare.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A soja representa quase metade de toda a produção nacional de grãos. O desempenho foi favorecido pela ampliação das áreas cultivadas, pelos investimentos em tecnologia e pelas condições climáticas observadas nas principais regiões produtoras.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mato Grosso lidera a produção nacional, com estimativa de 50,7 milhões de toneladas. O Paraná deverá produzir 22 milhões de toneladas, e o Rio Grande do Sul, 18,4 milhões.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A recuperação gaúcha é uma das mais expressivas do levantamento. A produção de soja no Estado poderá crescer 34,6% em relação à safra anterior, afetada por dificuldades climáticas.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Produção de alimentos básicos apresenta queda</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar do volume recorde da safra, nem todas as culturas apresentam crescimento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O levantamento aponta redução de 11,4% na produção de arroz, de 5,8% no feijão, de 1,7% no milho e de 7,8% no trigo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A situação do feijão exige atenção porque a oferta estimada está próxima das necessidades do mercado interno. Segundo o IBGE, o país poderá precisar importar pequenas quantidades para complementar o abastecimento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As quedas em alimentos consumidos diretamente pelas famílias podem pressionar preços, mesmo em um ano de produção agrícola recorde.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Uma safra maior de soja favorece exportações, transporte, arrecadação e atividade industrial, mas não impede aumentos no custo da alimentação quando produtos como arroz, feijão e trigo apresentam menor oferta.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Capacidade de armazenagem ainda é desafio</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A capacidade disponível para armazenamento agrícola chegou a 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, crescimento de 1,1% em relação ao semestre anterior.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O país possuía 9.668 estabelecimentos de armazenagem. Mesmo com a expansão, a capacidade permanece consideravelmente abaixo da produção estimada de 350,4 milhões de toneladas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Essa diferença não significa que toda a safra precise ser armazenada simultaneamente, pois parte da produção é consumida, processada ou exportada durante a colheita. O contraste, porém, demonstra a necessidade de novos investimentos em silos, armazéns, ferrovias, rodovias e terminais portuários.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A falta de estruturas adequadas pode aumentar perdas, gerar filas, elevar custos logísticos e obrigar produtores a vender em períodos de preços menos favoráveis.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Inflação limita redução dos juros</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Embora serviços e agricultura apresentem resultados positivos, a inflação continua sendo o principal desafio para a economia brasileira.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O mercado financeiro elevou de 5,09% para 5,11% a previsão do IPCA para 2026. A estimativa supera o limite de 4,5% estabelecido no sistema de metas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A meta central definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A taxa Selic está atualmente em 14,5% ao ano. Economistas consultados pelo Banco Central aumentaram para 13,5% a projeção dos juros no encerramento de 2026.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O próximo encontro do Comitê de Política Monetária está marcado para os dias 16 e 17 de junho. A persistência da inflação e as pressões internacionais reduziram as expectativas de cortes mais intensos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Crédito caro afeta empresas e consumidores</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Os juros elevados ajudam a reduzir a demanda e controlar os preços, mas também encarecem empréstimos, financiamentos, cartões de crédito e capital de giro.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para os consumidores, o resultado aparece em prestações mais altas e maior dificuldade para comprar imóveis, automóveis, eletrodomésticos e outros bens de maior valor.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para as empresas, o crédito caro limita investimentos, aquisição de equipamentos, expansão de unidades e formação de estoques.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Pequenos negócios são especialmente afetados porque dependem mais do sistema bancário e possuem menor capacidade de negociar taxas ou financiar suas atividades com recursos próprios.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Petróleo amplia incerteza internacional</h2>
<p class="wp-block-paragraph">No mercado internacional, o petróleo Brent voltou a ser negociado acima de US$ 93 por barril nesta quinta-feira, em meio à intensificação dos conflitos no Oriente Médio.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A alta pode afetar combustíveis, fertilizantes, transportes, plásticos, produtos químicos e diferentes cadeias de produção.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O Banco Central Europeu aumentou os juros pela primeira vez em quase três anos para enfrentar pressões inflacionárias provocadas principalmente pela energia.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Juros mais altos nas economias desenvolvidas também podem provocar saída de recursos de países emergentes, pressionar o câmbio e aumentar o custo internacional do financiamento.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Economia cresce, mas cenário exige equilíbrio</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Os indicadores divulgados nesta quinta-feira mostram que a economia brasileira continua apresentando capacidade de crescimento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os serviços recuperaram a perda de março, o turismo voltou a avançar, a tecnologia mantém expansão e o agronegócio caminha para uma produção histórica.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, inflação, juros elevados, menor oferta de alguns alimentos e instabilidade internacional impedem uma leitura excessivamente otimista.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O desafio será transformar a expansão dos serviços e da agricultura em investimentos produtivos, empregos, aumento da renda e melhoria da infraestrutura.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A consolidação do crescimento dependerá do controle dos preços, da redução responsável dos juros, da expansão do crédito e da capacidade do país de diminuir os efeitos das tensões internacionais sobre combustíveis e custos de produção.</p>
<p class="wp-block-paragraph">
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<p style="font-size:12px;color:#555"><a href="https://www.portalbr.com.br/servicos-avancam-e-safra-recorde-fortalece-economia-brasileira-mas-juros-e-inflacao-mantem-cautela/">https://www.portalbr.com.br/servicos-avancam-e-safra-recorde-fortalece-economia-brasileira-mas-juros-e-inflacao-mantem-cautela/</a><br />
<a href="https://arweave.net.br"> Web3/Blockchain Arweave</a></p>
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		<title>Governo Lula insiste em elevar etanol na gasolina para 32%; setor automotivo cobra testes sobre riscos aos motores</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/governo-lula-insiste-em-elevar-etanol-na-gasolina-para-32-setor-automotivo-cobra-testes-sobre-riscos-aos-motores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 16:43:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1342</guid>

					<description><![CDATA[Proposta do governo pretende reduzir importações e conter o impacto da alta do petróleo, mas fabricantes alertam que veículos exclusivamente a gasolina, modelos antigos e motocicletas precisam de avaliações mais rigorosas O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o aumento da quantidade obrigatória de etanol anidro misturado à gasolina vendida [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Proposta do governo pretende reduzir importações e conter o impacto da alta do petróleo, mas fabricantes alertam que veículos exclusivamente a gasolina, modelos antigos e motocicletas precisam de avaliações mais rigorosas</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o aumento da quantidade obrigatória de etanol anidro misturado à gasolina vendida no Brasil. A proposta mais recente prevê elevar o percentual dos atuais <strong>30% para até 32%</strong>, criando a chamada gasolina E32.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou nesta terça-feira, <strong>9 de junho de 2026</strong>, que a medida deverá ser submetida ao Conselho Nacional de Política Energética nos próximos 15 dias. A alteração ainda não está em vigor e depende da aprovação do colegiado.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa atende a uma demanda do setor de biocombustíveis e faz parte da política energética defendida pelo governo Lula. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a E32 poderia reduzir a necessidade de importação de gasolina em aproximadamente <strong>454 milhões de litros</strong>, além de evitar a emissão de cerca de 552 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para o governo, o aumento do etanol fortaleceria a produção nacional, diminuiria a exposição do país às oscilações internacionais do petróleo e ajudaria a conter os preços dos combustíveis. A proposta, porém, reacendeu uma discussão importante: até que ponto os motores atualmente em circulação estão preparados para receber uma mistura ainda maior?</p>
<h2 class="wp-block-heading">Gasolina já passou de 27% para 30% de etanol</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Desde 1º de agosto de 2025, a gasolina comum comercializada no Brasil contém obrigatoriamente 30% de etanol anidro. Antes da mudança, o percentual era de 27%.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A alteração para a E30 foi aprovada depois de testes coordenados pelo Ministério de Minas e Energia e realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Os ensaios avaliaram partida a frio, dirigibilidade, emissões, diagnóstico eletrônico, estabilidade do combustível e octanagem, entre outros fatores.</p>
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o relatório divulgado pelo governo, a E30 não provocou impactos relevantes na maioria dos automóveis e motocicletas testados. O próprio Ministério, entretanto, reconheceu que seriam recomendáveis avaliações adicionais para veículos antigos e modelos com tecnologias específicas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A Agência Nacional do Petróleo também precisou alterar as especificações da gasolina pura utilizada na mistura. A octanagem mínima da gasolina comercializada ao consumidor foi elevada para preservar a qualidade final do combustível com 30% de etanol.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Indústria automotiva questiona testes da E32</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A intenção de avançar rapidamente para 32% provocou reação da indústria automotiva. Fabricantes cobraram do governo novos ensaios específicos antes da liberação comercial da mistura.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo representantes do setor ouvidos pela imprensa, o protocolo utilizado pelas montadoras exige que uma gasolina E32 seja testada também com uma margem adicional, chegando a 34% de etanol. O objetivo é garantir que eventuais variações encontradas na distribuição não ultrapassem a capacidade de adaptação dos motores.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A indústria afirma que essa avaliação completa ainda não teria sido realizada e aponta riscos para a calibração da injeção eletrônica, o funcionamento do motor e a durabilidade de componentes do sistema de combustível.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O governo sustenta uma posição diferente. Integrantes do Executivo afirmam que os estudos técnicos já realizados permitiriam avançar para a E32. O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou em maio que os testes autorizariam a mudança, enquanto o Ministério de Minas e Energia informa que a proposta está respaldada por avaliações realizadas após a aprovação da Lei do Combustível do Futuro.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A divergência não significa que a E32 necessariamente destruirá motores. Significa que ainda existe uma disputa sobre a abrangência, a duração e a margem de segurança dos testes utilizados para justificar a nova mudança.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os veículos flex foram projetados para funcionar tanto com gasolina quanto com etanol hidratado em concentrações muito superiores. Sensores e módulos eletrônicos identificam as características do combustível e ajustam a quantidade injetada, o ponto de ignição e outros parâmetros do funcionamento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os maiores questionamentos envolvem automóveis movidos exclusivamente a gasolina, principalmente modelos antigos, veículos importados desenvolvidos para mercados que utilizam apenas 10% ou 15% de etanol e motores com sistemas de combustível menos tolerantes ao álcool.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A compatibilidade não depende apenas do bloco do motor. Ela envolve tanque, bomba, mangueiras, vedações, injetores, sensores, catalisador e programação da central eletrônica. Estudos internacionais sobre combustíveis com etanol destacam que uma mistura somente pode ser considerada compatível quando o veículo consegue partir, funcionar normalmente e evitar vazamentos, corrosão ou degradação dos componentes.</p>
<h2 class="wp-block-heading">O que acontece quando um motor a gasolina recebe etanol acima do previsto?</h2>
<h3 class="wp-block-heading">Mistura pode ficar pobre</h3>
<p class="wp-block-paragraph">A combustão do etanol exige proporcionalmente uma quantidade maior de combustível para o mesmo volume de ar.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Quando um motor calibrado para gasolina recebe uma concentração de etanol superior ao limite esperado, a central eletrônica tenta aumentar o tempo de abertura dos injetores. Nos sistemas modernos, as sondas de oxigênio identificam a alteração e realizam parte dessa correção automaticamente.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Se a capacidade de ajuste for ultrapassada, a mistura poderá ficar excessivamente pobre, com muito ar e pouco combustível. Isso pode provocar marcha lenta irregular, falhas de combustão, perda de desempenho, engasgos, dificuldade de aceleração e acendimento da luz de avaria no painel. O efeito da mistura mais pobre em motores sem capacidade suficiente de compensação é reconhecido em estudos técnicos sobre combustíveis com etanol.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em condições extremas e prolongadas, uma mistura pobre pode elevar a temperatura da combustão e sobrecarregar válvulas, pistões, velas e catalisador. Isso não significa que ocorrerá com todos os veículos abastecidos com uma mistura legal, mas representa um risco quando o percentual ultrapassa o nível para o qual o sistema foi projetado.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Consumo tende a aumentar</h3>
<p class="wp-block-paragraph">O etanol possui menor quantidade de energia por litro do que a gasolina. O Departamento de Energia dos Estados Unidos informa que o etanol praticamente puro possui cerca de 30% menos energia por volume, e que o impacto sobre a autonomia varia de acordo com a proporção presente na mistura e a eficiência do motor.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na passagem da E30 para a E32, a diferença de consumo provavelmente seria pequena para a maioria dos veículos. Mesmo assim, o motorista poderá percorrer uma distância ligeiramente menor com o mesmo volume de combustível.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Uma eventual redução do preço na bomba, portanto, precisa ser comparada com a autonomia real. Combustível nominalmente mais barato nem sempre significa menor custo por quilômetro.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Partida a frio pode ficar mais difícil</h3>
<p class="wp-block-paragraph">O etanol apresenta maior dificuldade de vaporização em temperaturas baixas. Em veículos devidamente preparados, o sistema de injeção utiliza estratégias específicas para enriquecer a mistura durante a partida.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Automóveis exclusivamente a gasolina, antigos ou com bateria, velas e injetores em condições ruins podem apresentar demora para ligar, marcha lenta instável e falhas nos primeiros minutos de funcionamento quando recebem uma quantidade de álcool superior à prevista.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A partida a frio foi justamente um dos pontos avaliados nos testes brasileiros da E30, o que demonstra sua importância para a análise de compatibilidade.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Mangueiras, vedações e bomba podem sofrer desgaste</h3>
<p class="wp-block-paragraph">O etanol possui propriedades químicas diferentes das da gasolina. Ele pode interagir com determinados tipos de borracha, plástico, resinas e metais utilizados em sistemas de combustível.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Nos veículos preparados para altas concentrações, esses componentes são fabricados com materiais resistentes. Em modelos antigos ou não projetados para misturas elevadas, a exposição contínua pode provocar ressecamento, amolecimento, inchaço ou degradação de vedações e mangueiras.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Também podem ocorrer vazamentos, redução da vida útil da bomba e alterações no funcionamento dos injetores. Pesquisas do Laboratório Nacional de Energia Renovável dos Estados Unidos destacam que a compatibilidade de materiais precisa ser avaliada sempre que se aumenta a concentração de etanol.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Umidade pode favorecer corrosão</h3>
<p class="wp-block-paragraph">O etanol possui capacidade de absorver água. Em combustível produzido, transportado e armazenado corretamente, as especificações técnicas procuram controlar esse problema.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a presença de umidade, combustível envelhecido ou armazenamento inadequado pode favorecer separação de fases e corrosão em peças metálicas. Tanques antigos, veículos que permanecem longos períodos sem uso e equipamentos com vedação deficiente estão mais expostos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A gasolina adulterada representa um risco muito maior do que a simples mudança oficial de dois pontos percentuais. Caso um posto acrescente álcool além do permitido ou utilize etanol com quantidade inadequada de água, o combustível pode ultrapassar a capacidade de compensação do veículo.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Modelos antigos e importados exigem mais atenção</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Proprietários de automóveis flex modernos tendem a enfrentar menos dificuldades porque esses veículos foram construídos para trabalhar com amplas variações na composição do combustível.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Já os donos de carros antigos, modelos de coleção, importados exclusivamente a gasolina, motocicletas e equipamentos estacionários devem consultar o manual e as orientações do fabricante.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Veículos produzidos para países onde a gasolina contém no máximo 10% de etanol podem utilizar mangueiras, vedações e calibrações diferentes das adotadas no Brasil.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A ausência de falhas imediatas também não comprova compatibilidade completa. Alguns problemas de materiais surgem somente depois de exposição prolongada, razão pela qual testes de durabilidade são importantes antes de mudanças nacionais.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Motorista não deve fazer misturas por conta própria</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A gasolina vendida legalmente nos postos já recebe o etanol anidro na distribuidora. O consumidor não precisa acrescentar etanol hidratado ao tanque de um veículo exclusivamente a gasolina.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Misturar combustíveis manualmente em um automóvel não flex pode elevar o percentual acima da capacidade prevista pelo fabricante. Também torna impossível saber com precisão a composição final do tanque.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Caso o veículo apresente dificuldade de partida, falhas, perda de potência, consumo anormal ou luz de injeção acesa depois do abastecimento, o motorista deve guardar a nota fiscal, procurar uma oficina qualificada e comunicar a suspeita de combustível fora da especificação à ANP.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Governo precisa apresentar segurança antes de ampliar mistura</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A estratégia de fortalecer os biocombustíveis pode trazer ganhos econômicos, ambientais e energéticos. Entretanto, essas vantagens não eliminam a obrigação de demonstrar que a nova gasolina é segura para a frota em circulação.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O histórico da E30 mostra que testes técnicos e ajustes regulatórios são necessários antes de qualquer alteração. Avançar para a E32 sem responder claramente às dúvidas das montadoras pode aumentar a insegurança dos consumidores e criar disputas sobre garantias e responsabilidades por eventuais defeitos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, não há evidência de que a E30 esteja provocando uma destruição generalizada de motores. Também não é possível afirmar, sem avaliações suficientes, que qualquer percentual permitido pela lei será automaticamente seguro para todos os modelos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A decisão do CNPE precisará equilibrar a redução das importações, o interesse do setor de etanol, o preço dos combustíveis e a proteção de milhões de proprietários de veículos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">
<hr>
<p style="font-size:12px;color:#555"><a href="https://www.portalbr.com.br/governo-lula-insiste-em-elevar-etanol-na-gasolina-para-32-setor-automotivo-cobra-testes-sobre-riscos-aos-motores/">https://www.portalbr.com.br/governo-lula-insiste-em-elevar-etanol-na-gasolina-para-32-setor-automotivo-cobra-testes-sobre-riscos-aos-motores/</a><br />
<a href="https://arweave.net.br"> Web3/Blockchain Arweave</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Economia brasileira avança com indústria e investimentos, mas inflação e juros mantêm sinal de alerta</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/economia-brasileira-avanca-com-industria-e-investimentos-mas-inflacao-e-juros-mantem-sinal-de-alerta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 16:23:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Dados divulgados nesta quarta-feira mostram crescimento industrial em grande parte do país e força do setor da construção; aumento dos preços, crédito caro e incertezas externas, porém, ainda limitam uma recuperação mais ampla A economia brasileira chega a esta quarta-feira, 10 de junho de 2026, apresentando sinais importantes de crescimento, mas também desafios que continuam [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading">Dados divulgados nesta quarta-feira mostram crescimento industrial em grande parte do país e força do setor da construção; aumento dos preços, crédito caro e incertezas externas, porém, ainda limitam uma recuperação mais ampla</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A economia brasileira chega a esta quarta-feira, <strong>10 de junho de 2026</strong>, apresentando sinais importantes de crescimento, mas também desafios que continuam afetando empresas e consumidores. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram avanço da produção industrial em diferentes regiões do país e revelam a dimensão econômica da construção civil.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os indicadores reforçam uma percepção já apresentada pelo Produto Interno Bruto do primeiro trimestre: a atividade econômica começou 2026 em ritmo mais forte do que o observado no final do ano passado. A inflação resistente, os juros elevados e as tensões no comércio internacional, entretanto, aumentam a cautela sobre a continuidade desse movimento.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Indústria cresce em dez dos 15 locais pesquisados</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A produção industrial brasileira avançou em <strong>dez dos 15 locais pesquisados pelo IBGE</strong> na passagem de março para abril de 2026. O movimento regional ajudou a sustentar o crescimento nacional de 0,7% registrado no mês.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As maiores altas ocorreram na Bahia, com 3%; Ceará, com 2,3%; Espírito Santo e Minas Gerais, ambos com 2,1%. Santa Catarina e Goiás avançaram 1,7%, enquanto Rio de Janeiro, Região Nordeste, São Paulo e Paraná também apresentaram resultados positivos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No sentido contrário, Mato Grosso teve queda de 5,2%, seguido pelo Pará, com recuo de 5%, Pernambuco, com 3,6%, Rio Grande do Sul, com 1,6%, e Amazonas, com 0,8%. Os números demonstram que a recuperação industrial ocorre de maneira desigual entre os estados.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na comparação com abril de 2025, a produção industrial nacional aumentou 2,7%. Espírito Santo, com crescimento de 32,9%, e Rio de Janeiro, com 10,1%, lideraram os avanços, impulsionados principalmente pela extração de petróleo, gás natural e minério de ferro.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A indústria brasileira acumula expansão de <strong>1,7% nos quatro primeiros meses de 2026</strong>. Entre os estados, Espírito Santo, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Rio Grande do Sul registraram desempenhos superiores à média nacional no acumulado do ano.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Produção nacional completa quatro meses de avanço</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O crescimento de 0,7% registrado em abril representou o quarto resultado mensal positivo consecutivo da indústria. Durante esse período, o setor acumulou expansão de 4,4%.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A produção industrial encontra-se atualmente 4,7% acima do nível observado antes da pandemia, em fevereiro de 2020. Mesmo assim, ainda opera 12,9% abaixo do ponto mais elevado de sua série histórica, alcançado em maio de 2011.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Entre as atividades que mais contribuíram para o desempenho positivo em abril estiveram as indústrias extrativas e a produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, ambas com crescimento de 3,1%.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Também foram registradas altas nos segmentos de produtos de madeira, produtos têxteis, materiais plásticos e máquinas e equipamentos elétricos. Em contrapartida, houve queda nas indústrias química, farmacêutica, automobilística, metalúrgica e de máquinas e equipamentos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A diferença entre os setores mostra que parte relevante da expansão industrial ainda está concentrada em atividades ligadas ao petróleo, à mineração e às matérias-primas. A indústria de transformação, mais dependente do crédito, dos investimentos empresariais e do consumo interno, continua enfrentando maiores dificuldades.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Juros elevados limitam investimentos</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O próprio IBGE destaca que a política monetária restritiva permanece exercendo pressão sobre a produção industrial. Juros elevados encarecem empréstimos, financiamentos para máquinas, capital de giro e projetos de ampliação das empresas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho e o crescimento da massa salarial ajudam a sustentar o consumo e parte da produção. Esse equilíbrio entre emprego relativamente forte e crédito caro deverá continuar influenciando o comportamento da economia durante os próximos meses.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Pequenos e médios negócios são especialmente sensíveis às condições financeiras. Empresas com menor disponibilidade de recursos próprios dependem mais de bancos para renovar estoques, adquirir equipamentos e suportar períodos de menor faturamento.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Construção movimentou mais de R$ 522 bilhões</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Outro levantamento divulgado nesta quarta-feira mostra a importância da indústria da construção para a economia nacional.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, último ano abrangido pela Pesquisa Anual da Indústria da Construção, o setor movimentou <strong>R$ 522,5 bilhões</strong> em incorporações, obras e serviços. As 191 mil empresas pesquisadas empregavam aproximadamente 2,5 milhões de pessoas e pagaram R$ 95,6 bilhões em salários.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As obras de infraestrutura responderam por R$ 200,9 bilhões, equivalentes a 38,4% do total. A construção de edifícios movimentou R$ 198,9 bilhões, enquanto os serviços especializados, como instalações elétricas, hidráulicas, pinturas e acabamentos, somaram R$ 122,8 bilhões.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A demanda do setor público respondeu por 33% do valor total da construção. Nas obras de infraestrutura, como rodovias, ferrovias, intervenções urbanas e grandes estruturas, a participação pública chegou a 48,2%.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os números mostram que investimentos públicos possuem efeito relevante sobre emprego, fornecedores de materiais, transportadoras, prestadores de serviços e empresas de engenharia. Também demonstram como atrasos orçamentários ou interrupções de obras podem repercutir sobre diferentes atividades econômicas.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Emprego e renda continuam sustentando o consumo</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A taxa de desemprego ficou em <strong>5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026</strong>. O indicador aumentou em relação aos 5,4% observados no trimestre encerrado em janeiro, mas permaneceu abaixo dos 6,6% registrados no mesmo período de 2025.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O país tinha aproximadamente 6,3 milhões de pessoas procurando trabalho sem conseguir uma ocupação. O rendimento médio real habitual alcançou R$ 3.732.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O crescimento da renda ajuda a manter o movimento de supermercados, lojas, restaurantes, serviços pessoais e comércio eletrônico. Porém, uma parcela desse ganho é absorvida pelo aumento dos preços de alimentos, energia, habitação e outros itens essenciais.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Inflação volta a superar limite da meta</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, avançou <strong>0,62% em maio</strong>. O indicador acumulou 3,02% nos cinco primeiros meses do ano e 4,64% em 12 meses.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Alimentação e bebidas subiram 1,38%, enquanto habitação apresentou alta de 1,03%. Transportes foi o único grupo com queda no período, recuando 0,33%.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Com o acumulado de 4,64%, a prévia da inflação ficou acima do limite superior de 4,5% estabelecido no sistema brasileiro de metas. A meta central definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A inflação dos alimentos afeta principalmente as famílias de menor renda, que destinam uma parcela maior do orçamento às despesas básicas. Para as empresas, o aumento de matérias-primas, energia e serviços reduz as margens ou exige reajustes de preços.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Mercado prevê inflação de 5,11% em 2026</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O Relatório Focus mais recente mostra que economistas consultados pelo Banco Central elevaram a projeção para o IPCA de 2026 de 5,09% para <strong>5,11%</strong>.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A estimativa para o crescimento do PIB passou de 1,90% para 1,91%. Já a previsão para a taxa Selic no encerramento do ano subiu de 13,25% para 13,50% ao ano. Para o dólar, a projeção foi reduzida de R$ 5,16 para R$ 5,15 no fim de 2026.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Essas projeções não representam resultados garantidos, mas revelam como bancos, consultorias e instituições financeiras avaliam o cenário. A combinação de inflação acima da meta e economia em crescimento reduz o espaço para uma queda rápida dos juros.</p>
<h2 class="wp-block-heading">PIB começou o ano acima das expectativas</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O Produto Interno Bruto brasileiro cresceu <strong>1,1% no primeiro trimestre de 2026</strong>, na comparação com os três últimos meses de 2025. O valor total dos bens e serviços produzidos chegou a R$ 3,3 trilhões.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A agropecuária avançou 2%, a indústria cresceu 1% e os serviços aumentaram 0,5%. O consumo das famílias teve alta de 1%, enquanto os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo, aumentaram 3,5% na comparação trimestral.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao primeiro trimestre de 2025, a economia cresceu 1,8%. Nessa comparação, os serviços avançaram 2,1%, a indústria cresceu 1,6% e a agropecuária teve alta de 0,7%.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar do resultado positivo, a taxa de investimento ficou em 16,5% do PIB, abaixo dos 17,6% registrados no mesmo período do ano anterior. O indicador é importante porque representa os recursos destinados à ampliação da capacidade produtiva, infraestrutura, máquinas e construção.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Exportadores recebem acesso ampliado ao crédito</h2>
<p class="wp-block-paragraph">As novas regras do Plano Brasil Soberano começaram a vigorar nesta semana. O governo reduziu de 5% para 1% o impacto mínimo sobre o faturamento necessário para que determinadas empresas solicitem linhas de crédito do programa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A medida atende exportadores e fornecedores afetados pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos e pelos efeitos econômicos dos conflitos no Oriente Médio. Entre os setores contemplados estão aço, cobre, alumínio, automóveis, móveis, máquinas, produtos químicos, têxteis, equipamentos eletrônicos e minerais críticos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O objetivo é fornecer capital para empresas que enfrentam redução de pedidos, aumento de custos logísticos ou dificuldades de acesso a mercados internacionais. A efetividade da iniciativa dependerá das taxas, garantias exigidas e velocidade de liberação dos recursos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Economia apresenta recuperação, mas exige cautela</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Os dados disponíveis nesta quarta-feira mostram que a economia brasileira mantém capacidade de crescimento. A indústria completou quatro meses de avanço, o PIB iniciou o ano em alta, o desemprego permanece inferior ao observado há um ano e a construção movimenta uma extensa cadeia de fornecedores e trabalhadores.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O principal obstáculo continua sendo a inflação. A persistência dos preços elevados mantém o crédito caro e dificulta o planejamento das famílias e das empresas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para consolidar a recuperação, o Brasil precisará ampliar investimentos produtivos, melhorar a infraestrutura, garantir estabilidade fiscal, reduzir incertezas regulatórias e criar condições para que os juros possam cair sem provocar uma nova aceleração inflacionária.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O cenário atual não é de paralisação econômica, mas também não permite excesso de confiança. A atividade avança, enquanto inflação, juros e tensões internacionais continuam determinando os limites desse crescimento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">
<hr>
<p style="font-size:12px;color:#555"><a href="https://www.portalbr.com.br/economia-brasileira-avanca-com-industria-e-investimentos-mas-inflacao-e-juros-mantem-sinal-de-alerta/">https://www.portalbr.com.br/economia-brasileira-avanca-com-industria-e-investimentos-mas-inflacao-e-juros-mantem-sinal-de-alerta/</a><br />
<a href="https://arweave.net.br"> Web3/Blockchain Arweave</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Brasil avalia emitir títulos públicos em yuan: diversificação financeira exige cautela, transparência e responsabilidade fiscal</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/brasil-avalia-emitir-titulos-publicos-em-yuan-diversificacao-financeira-exige-cautela-transparencia-e-responsabilidade-fiscal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 15:17:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1329</guid>

					<description><![CDATA[Entrada no mercado chinês pode ampliar as fontes de financiamento do país, mas especialistas alertam para riscos cambiais, dependência financeira e contratos pouco transparentes. Casos internacionais mostram perda de controle sobre ativos estratégicos O Brasil prepara uma aproximação inédita com o mercado financeiro chinês. Segundo informações publicadas pela Reuters em 5 de junho de 2026, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 class="wp-block-heading">Entrada no mercado chinês pode ampliar as fontes de financiamento do país, mas especialistas alertam para riscos cambiais, dependência financeira e contratos pouco transparentes. Casos internacionais mostram perda de controle sobre ativos estratégicos</h3>
<p class="wp-block-paragraph">O Brasil prepara uma aproximação inédita com o mercado financeiro chinês. Segundo informações publicadas pela Reuters em 5 de junho de 2026, o governo pretende anunciar a primeira emissão brasileira de <strong>títulos soberanos denominados em yuan</strong>, conhecidos como <em>Panda bonds</em>, durante uma missão oficial à China prevista para ocorrer entre os dias 24 e 26 de junho.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A operação ainda não havia sido confirmada oficialmente pelo Ministério da Fazenda até a publicação da reportagem. Caso seja concretizada, representará a estreia do Brasil no mercado doméstico de títulos da China e integrará uma estratégia de diversificação das emissões internacionais, hoje concentradas principalmente em dólares e, mais recentemente, em euros.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o Tesouro brasileiro oferece títulos a investidores que atuam no mercado financeiro da China. Esses investidores entregam recursos em yuan e, em troca, o Brasil assume o compromisso de pagar juros e devolver o valor principal na data de vencimento.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os compradores podem incluir bancos, fundos, seguradoras e outras instituições. Portanto, os títulos não são necessariamente adquiridos diretamente pelo governo chinês.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Também não existe, nas informações divulgadas até agora, qualquer indicação de que áreas territoriais, portos, terras, florestas, reservas minerais ou empresas públicas brasileiras seriam oferecidas como garantia.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O risco concreto não está em uma transferência automática de território, mas nas condições financeiras e jurídicas da emissão: moeda utilizada, taxas de juros, prazos, garantias, legislação aplicável e capacidade futura de pagamento.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Dívida brasileira continua majoritariamente interna</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Em março de 2026, a Dívida Pública Federal brasileira alcançava aproximadamente <strong>R$ 8,633 trilhões</strong>. Desse total, cerca de R$ 8,301 trilhões correspondiam à dívida mobiliária interna, enquanto a dívida pública externa somava R$ 331,64 bilhões.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os investidores não residentes detinham aproximadamente R$ 888,66 bilhões em títulos da dívida interna, equivalentes a 10,70% do estoque. Isso demonstra que, apesar da participação estrangeira, a maior parte da dívida brasileira continua financiada dentro do próprio país.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Uma eventual emissão em yuan provavelmente representaria inicialmente uma parcela pequena do endividamento total. Mesmo assim, a operação possui relevância política e estratégica, pois inaugura uma nova relação financeira entre o Tesouro brasileiro e o mercado de capitais chinês.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Quais seriam as vantagens?</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A entrada no mercado chinês pode ampliar a base de investidores e reduzir a dependência exclusiva de emissões internacionais em dólar.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Outra vantagem seria a criação de uma referência de juros para empresas brasileiras que desejem captar recursos em yuan. Como a China é o maior parceiro comercial do Brasil, companhias exportadoras ou importadoras podem ter interesse em operações financeiras realizadas diretamente na moeda chinesa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A diversificação também pode aumentar a competição entre investidores e, em condições favoráveis, reduzir o custo de determinadas captações.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Porém, essas vantagens dependem do preço da emissão, da taxa de juros, do vencimento, dos custos jurídicos e da variação cambial.</p>
<h2 class="wp-block-heading">O risco do endividamento em moeda estrangeira</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Quando um governo contrai dívida em outra moeda, passa a enfrentar risco cambial.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Se o real perder valor em relação ao yuan, o custo da dívida aumenta quando convertido para a moeda brasileira. Mesmo que os juros permaneçam estáveis, o Tesouro poderá precisar de mais reais para comprar a quantidade de yuans necessária para efetuar os pagamentos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Esse risco pode ser reduzido por instrumentos de proteção cambial e pela existência de receitas ou reservas na mesma moeda. No entanto, essas medidas também possuem custos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto de atenção é a concentração. Diversificar credores pode ser positivo, mas ampliar excessivamente a dependência de um único país cria vulnerabilidade política, comercial e financeira.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Países perderam o controle do território para pagar dívidas à China</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O que ocorreu em alguns países foi que governos muito endividados concederam a empresas chinesas o controle, a exploração ou o arrendamento de ativos estratégicos por longos períodos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Embora essas concessões não representem necessariamente uma mudança de soberania territorial, podem reduzir a autonomia econômica do país endividado.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Sri Lanka e o porto de Hambantota</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O exemplo mais conhecido é o porto de Hambantota, no Sri Lanka.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em 2017, o governo cingalês concedeu a uma empresa chinesa uma participação majoritária e o direito de explorar o porto por <strong>99 anos</strong>. A operação movimentou cerca de US$ 1,1 bilhão e ocorreu em meio a uma grave crise financeira.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O episódio passou a ser apresentado internacionalmente como um caso de “armadilha da dívida”, no qual a China teria tomado o porto porque o Sri Lanka não conseguiu pagar os empréstimos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas posteriores, contudo, mostraram que essa interpretação é simplificada. A empresa chinesa pagou pelo arrendamento; os empréstimos utilizados na construção do porto não foram perdoados e continuaram sendo devidos. O dinheiro recebido foi utilizado pelo Sri Lanka para reforçar suas reservas e pagar outras obrigações. Portanto, não houve transferência de território nem uma troca direta de dívida pelo porto.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Isso não elimina as preocupações. Um contrato de 99 anos sobre uma infraestrutura estratégica pode gerar dependência econômica e influência política, mesmo que juridicamente não represente perda da soberania sobre a área.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Laos e o controle da rede elétrica</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O Laos também acumulou elevado endividamento relacionado a grandes obras de infraestrutura financiadas pela China.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em 2021, a empresa estatal de eletricidade do Laos e a chinesa China Southern Power Grid assinaram um acordo para criar uma companhia responsável por operar grande parte da rede de transmissão elétrica do país. A concessão foi estruturada por um período de 25 anos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O Banco Mundial registrou que o país recebeu adiamentos de aproximadamente US$ 2 bilhões em pagamentos de principal e juros devidos à China entre 2020 e 2023, o que proporcionou alívio temporário, mas não solucionou os problemas estruturais da dívida.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Novamente, não houve entrega formal de território. O que ocorreu foi a ampliação da participação chinesa em uma infraestrutura essencial, aumentando o debate sobre soberania econômica.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Tajiquistão: território foi transferido, mas por disputa de fronteira</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Outro caso frequentemente apresentado como pagamento de dívida é o do Tajiquistão.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em 2011, o país transferiu à China aproximadamente 1,1 mil quilômetros quadrados de uma área montanhosa. Entretanto, reportagens da época e estudos acadêmicos mostram que o acordo encerrou uma disputa fronteiriça que existia havia mais de um século.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A China reivindicava uma área muito maior, e o governo tajique apresentou a cessão de uma pequena parcela do território disputado como um acordo diplomático. Portanto, não há comprovação de que essa transferência tenha sido pagamento de títulos públicos ou quitação direta de uma dívida chinesa.</p>
<h2 class="wp-block-heading">O problema real das garantias financeiras</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Embora os casos de “pagamento com território” sejam frequentemente exagerados, existem preocupações legítimas com contratos de crédito garantidos por receitas estratégicas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Um levantamento publicado em 2025 por AidData, Instituto Kiel e Universidade de Georgetown identificou <strong>620 compromissos de empréstimos chineses garantidos</strong>, totalizando aproximadamente US$ 418 bilhões em 57 países entre 2000 e 2021.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em muitos contratos, as garantias não eram terras, mas depósitos em contas controladas, receitas de exportação de petróleo, minerais e outras commodities. Esses mecanismos podem limitar o acesso do próprio governo aos seus recursos e dificultar futuras renegociações da dívida.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Esse é um ponto fundamental para o Brasil: uma emissão tradicional de títulos no mercado chinês é diferente de um empréstimo bilateral garantido por petróleo, minérios, empresas públicas ou receitas específicas.</p>
<h2 class="wp-block-heading">O que o Brasil precisa observar</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A entrada no mercado de yuan pode ser economicamente legítima e até vantajosa, desde que seja acompanhada de rigor técnico.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O governo brasileiro deve divulgar com clareza:</p>
<ul class="wp-block-list">
<li>valor total da emissão;</li>
<li>taxa de juros e prazo de vencimento;</li>
<li>custo efetivo da operação;</li>
<li>legislação e foro aplicáveis;</li>
<li>riscos cambiais;</li>
<li>perfil dos investidores;</li>
<li>existência ou não de garantias;</li>
<li>mecanismos de proteção contra variações do yuan;</li>
<li>impacto sobre a dívida pública;</li>
<li>finalidade dos recursos captados.</li>
</ul>
<p class="wp-block-paragraph">Também é essencial impedir que receitas de recursos naturais, áreas públicas, empresas estatais ou infraestruturas estratégicas sejam utilizadas como garantias sem amplo debate institucional e transparência.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Cautela não significa rejeitar investimentos chineses</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A China ocupa uma posição central na economia mundial e é o principal parceiro comercial do Brasil. Recusar qualquer aproximação financeira apenas por sua origem seria economicamente inadequado.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Da mesma forma, aceitar recursos sem avaliar as condições seria irresponsável.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A melhor política é diversificar as fontes de financiamento, comparar custos, preservar a autonomia nacional e evitar que o aumento da dívida seja utilizado apenas para cobrir desequilíbrios fiscais permanentes.</p>
<h2 class="wp-block-heading">O maior risco é fiscal, não territorial</h2>
<p class="wp-block-paragraph">No caso brasileiro, o principal perigo imediato não é o país perder parte de seu território para a China.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O maior risco é ampliar o endividamento sem controlar as despesas, aceitar juros elevados, assumir exposição cambial excessiva ou criar dependência de credores estrangeiros.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A experiência internacional demonstra que países economicamente frágeis podem perder o controle de portos, redes elétricas, receitas de exportação e outras estruturas estratégicas quando entram em crises profundas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a possível emissão de títulos brasileiros em yuan deve ser acompanhada com atenção. A diversificação financeira pode fortalecer o país, mas somente quando ocorre com responsabilidade fiscal, contratos transparentes e proteção efetiva da soberania econômica nacional.</p>
<p class="wp-block-paragraph">
<hr>
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			</item>
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		<title>Inflação projetada sobe a 5,11% e mercado prevê juros altos por mais tempo no Brasil</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/inflacao-projetada-sobe-a-511-e-mercado-preve-juros-altos-por-mais-tempo-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:23:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1307</guid>

					<description><![CDATA[Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira mostra piora nas expectativas para os preços e menor espaço para redução da Selic. Alta do petróleo e tensões internacionais aumentam a preocupação com combustíveis e custo de vida. Por Portal BR — 8 de junho de 2026 A economia brasileira começou a semana com uma combinação de crescimento da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><strong>Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira mostra piora nas expectativas para os preços e menor espaço para redução da Selic. Alta do petróleo e tensões internacionais aumentam a preocupação com combustíveis e custo de vida.</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por Portal BR — 8 de junho de 2026</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">A economia brasileira começou a semana com uma combinação de crescimento da atividade, inflação resistente e maior cautela em relação à redução dos juros.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Nesta segunda-feira, 8 de junho, o mercado financeiro elevou pela 13ª semana consecutiva sua estimativa para a inflação de 2026. A projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, passou de 5,09% para <strong>5,11%</strong>, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O número está acima do limite superior do sistema de metas. O objetivo central definido para a inflação é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Dessa maneira, o teto considerado para o período é de 4,5%.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Mercado reduz expectativa de corte dos juros</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A piora das projeções também alterou as expectativas para a taxa básica de juros. Os economistas consultados pelo Banco Central passaram a estimar que a Selic encerrará 2026 em <strong>13,50% ao ano</strong>, contra 13,25% previstos na semana anterior.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para 2027, a estimativa subiu de 11,25% para 11,50% ao ano. Atualmente, a Selic está em 14,50%, depois de duas reduções realizadas pelo Comitê de Política Monetária neste ano.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A próxima reunião do Copom está marcada para os dias <strong>16 e 17 de junho</strong>. O encontro será acompanhado com atenção por bancos, empresas e consumidores, porque a decisão influenciará o custo dos financiamentos, empréstimos, cartões e investimentos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As projeções reunidas no Focus ainda indicam uma redução da Selic até o final do ano, mas em ritmo menor do que o previsto anteriormente. A leitura predominante é que a inflação persistente limita a capacidade do Banco Central de acelerar os cortes.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Petróleo aumenta pressão sobre os preços</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O cenário internacional tornou-se uma nova fonte de preocupação para a economia brasileira. A intensificação das tensões no Oriente Médio elevou os preços do petróleo e aumentou o receio de interrupções no fornecimento mundial.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na manhã desta segunda-feira, o barril de petróleo Brent chegou a superar US$ 98 e posteriormente era negociado próximo de US$ 95. O movimento pode afetar combustíveis, transportes, produtos petroquímicos e diferentes etapas da produção e da distribuição de mercadorias.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mesmo quando não ocorre um reajuste imediato nas bombas, a valorização prolongada do petróleo pode elevar custos para companhias aéreas, transportadoras, indústrias e produtores rurais. Parte desse aumento pode ser repassada gradualmente aos consumidores.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também chamou atenção recentemente para pressões internas sobre a inflação, especialmente nos serviços. Segundo ele, emprego elevado, aumento da renda e consumo sustentado pelo crédito mantêm a demanda aquecida em diferentes segmentos.</p>
<h2 class="wp-block-heading">PIB cresce, mas investimentos ainda preocupam</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A atividade econômica apresentou um resultado positivo no começo do ano. O Produto Interno Bruto brasileiro cresceu <strong>1,1% no primeiro trimestre de 2026</strong>, na comparação com os três últimos meses de 2025, e alcançou R$ 3,3 trilhões em valores correntes.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A Agropecuária avançou 2%, a Indústria cresceu 1% e os Serviços tiveram expansão de 0,5%. O consumo das famílias aumentou 1% na comparação trimestral, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo avançou 3,5%.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, entretanto, os investimentos recuaram 1,4%. A taxa de investimento ficou em 16,5% do PIB, abaixo dos 17,6% registrados no mesmo período do ano anterior.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O resultado mostra uma economia ainda resistente, mas com dificuldades para transformar o crescimento do consumo em expansão permanente da capacidade produtiva. Juros elevados tendem a encarecer máquinas, equipamentos, obras e projetos financiados.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Previsão para o crescimento melhora levemente</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar da maior preocupação com a inflação, o mercado elevou ligeiramente sua projeção para o crescimento da economia brasileira.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A estimativa para o PIB de 2026 passou de 1,90% para <strong>1,91%</strong>. Para 2027, a expectativa foi mantida em 1,70%.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A revisão é pequena, mas ocorre após a divulgação do crescimento de 1,1% no primeiro trimestre. O desempenho da Agropecuária, da construção, da extração de petróleo e gás e das atividades de informação e comunicação ajudou a sustentar a economia no período.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O desafio será manter esse ritmo durante o restante do ano em um ambiente de crédito caro, inflação pressionada e incertezas no comércio internacional.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Dólar e Bolsa iniciam semana sob pressão</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Os mercados financeiros reagiram à combinação de petróleo mais caro, tensão internacional e piora das expectativas para inflação e juros.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Por volta das 11h desta segunda-feira, o dólar comercial era negociado próximo de <strong>R$ 5,18</strong>, enquanto o Ibovespa apresentava queda. Como se trata de uma cotação durante o pregão, os valores podem mudar até o encerramento dos negócios.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O Boletim Focus reduziu de R$ 5,16 para <strong>R$ 5,15</strong> a projeção para a cotação do dólar no final de 2026. Para 2027, a expectativa caiu de R$ 5,25 para R$ 5,20.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A valorização do dólar costuma tornar importações mais caras e pode pressionar produtos que dependem de componentes, máquinas, fertilizantes ou matérias-primas compradas no exterior. Em sentido contrário, pode favorecer exportadores que recebem em moeda estrangeira.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Impactos no orçamento das famílias</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Para os consumidores, o principal efeito dos juros elevados aparece no custo do crédito. Financiamentos de imóveis e veículos, empréstimos pessoais, parcelamentos e dívidas no cartão tendem a permanecer caros enquanto a Selic estiver em níveis altos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A inflação também atinge as famílias de maneira desigual. Alimentação, energia, transporte e habitação possuem peso elevado no orçamento das pessoas de menor renda, que geralmente têm menos espaço para substituir produtos ou formar reservas financeiras.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em abril, o IPCA oficial avançou 0,67% e acumulou alta de 4,39% em 12 meses. A inflação de maio será divulgada pelo IBGE na sexta-feira, 12 de junho, e deverá ajudar a indicar se a pressão observada nas projeções do mercado já está aparecendo com maior intensidade nos preços ao consumidor.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Semana terá novos indicadores econômicos</h2>
<p class="wp-block-paragraph">A agenda econômica dos próximos dias incluirá dados regionais da produção industrial e novos números sobre serviços e agricultura.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na quarta-feira, 10 de junho, o IBGE divulgará a produção industrial regional referente a abril. Na quinta-feira, dia 11, serão apresentados os resultados da Pesquisa Mensal de Serviços e do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Esses indicadores ajudarão a mostrar se o crescimento registrado no primeiro trimestre continuou no início do segundo trimestre.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Equilíbrio entre crescimento e controle da inflação</h2>
<p class="wp-block-paragraph">O retrato da economia brasileira neste 8 de junho é marcado por sinais contraditórios. O PIB cresceu mais do que o esperado no começo do ano, o mercado de trabalho permanece forte e a projeção para a atividade melhorou levemente.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, as expectativas de inflação estão acima da meta, o petróleo adiciona riscos externos e os juros deverão permanecer elevados por mais tempo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O desafio do Banco Central será controlar os preços sem provocar uma desaceleração excessiva da economia. Para o governo, a tarefa será estimular investimentos e produtividade sem aumentar as pressões sobre a demanda e as contas públicas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para empresas e consumidores, o cenário recomenda cautela com dívidas de longo prazo, comparação das taxas de crédito e atenção às mudanças nos preços de combustíveis, alimentos e serviços.</p>
<p class="wp-block-paragraph">
<hr>
<p style="font-size:12px;color:#555"><a href="https://www.portalbr.com.br/inflacao-projetada-sobe-a-511-e-mercado-preve-juros-altos-por-mais-tempo-no-brasil/">https://www.portalbr.com.br/inflacao-projetada-sobe-a-511-e-mercado-preve-juros-altos-por-mais-tempo-no-brasil/</a><br />
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Economia brasileira encerra semana com PIB em alta, indústria avançando e inflação ainda pressionada</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/economia-brasileira-encerra-semana-com-pib-em-alta-industria-avancando-e-inflacao-ainda-pressionada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 22:49:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1286</guid>

					<description><![CDATA[Dados recentes mostram crescimento da atividade econômica e mercado de trabalho resistente, mas juros elevados e aumento dos preços de alimentos continuam pesando no orçamento das famílias. Por Portal BR — 6 de junho de 2026 A economia brasileira chega a este sábado, 6 de junho, apresentando sinais positivos de crescimento, acompanhados de desafios importantes [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dados recentes mostram crescimento da atividade econômica e mercado de trabalho resistente, mas juros elevados e aumento dos preços de alimentos continuam pesando no orçamento das famílias.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por Portal BR — 6 de junho de 2026</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A economia brasileira chega a este sábado, 6 de junho, apresentando sinais positivos de crescimento, acompanhados de desafios importantes relacionados à inflação, ao custo do crédito e ao cenário internacional. Os indicadores divulgados nas últimas semanas mostram avanço do Produto Interno Bruto, recuperação da produção industrial e manutenção de um nível elevado de ocupação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, a alta dos preços dos alimentos e da energia elétrica continua afetando o orçamento doméstico. A taxa básica de juros permanece em patamar elevado, restringindo o consumo financiado e os investimentos de empresas que dependem de crédito.</p>



<h2 class="wp-block-heading">PIB cresce 1,1% no primeiro trimestre</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Produto Interno Bruto brasileiro cresceu <strong>1,1% no primeiro trimestre de 2026</strong>, na comparação com os três últimos meses de 2025. Em valores correntes, a economia movimentou aproximadamente <strong>R$ 3,3 trilhões</strong> no período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Agropecuária avançou 2%, enquanto a Indústria cresceu 1% e o setor de Serviços apresentou expansão de 0,5%. Em relação ao primeiro trimestre de 2025, o crescimento do PIB foi de 1,8%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desempenho mostra que a atividade econômica iniciou o ano com força superior à observada no final de 2025. O consumo das famílias cresceu 1% na comparação trimestral, enquanto os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo, avançaram 3,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do resultado positivo, a taxa de investimento ficou em <strong>16,5% do PIB</strong>, abaixo dos 17,6% registrados no mesmo período do ano anterior. Esse indicador é importante porque mostra quanto o país está destinando à ampliação da capacidade produtiva, à infraestrutura, às máquinas e aos equipamentos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Indústria avança pelo quarto mês consecutivo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dado positivo veio da produção industrial, que cresceu <strong>0,7% em abril</strong>, na comparação com março. Foi o quarto resultado mensal positivo consecutivo, acumulando expansão de 4,4% nesse período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na comparação com abril de 2025, o crescimento industrial chegou a 2,7%. Entre os setores que mais contribuíram para o resultado estão as indústrias extrativas, a produção de derivados de petróleo e biocombustíveis, os produtos de madeira, os produtos têxteis e os materiais elétricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com a recuperação recente, a indústria brasileira ainda opera 12,9% abaixo do ponto mais alto de sua série histórica, registrado em maio de 2011. Além disso, a produção de bens de consumo duráveis caiu 3,2% em abril, indicando cautela dos consumidores na aquisição de automóveis, eletrodomésticos e outros produtos de maior valor.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Inflação desacelera no mês, mas continua preocupando</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, ficou em <strong>0,62% em maio</strong>, abaixo dos 0,89% registrados em abril. Apesar da desaceleração mensal, o indicador acumulou alta de 3,02% nos cinco primeiros meses do ano e de 4,64% no período de 12 meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais impactos vieram dos grupos Alimentação e Bebidas e Habitação. A energia elétrica residencial subiu 2,16%, enquanto também foram registrados aumentos nas carnes e no leite longa vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os produtos com altas mais expressivas estavam a batata-inglesa, com avanço de 26,29%, e o tomate, com 12,97%. Em sentido contrário, gasolina, etanol e café moído apresentaram queda de preços durante o período pesquisado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comportamento da inflação continua sendo decisivo para as próximas decisões do Banco Central. Em abril, o Comitê de Política Monetária reduziu a taxa Selic para <strong>14,50% ao ano</strong>, mantendo, porém, uma política monetária considerada restritiva diante das incertezas inflacionárias e externas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Desemprego fica em 5,8%</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No mercado de trabalho, a taxa de desemprego chegou a <strong>5,8% no trimestre encerrado em abril</strong>. Aproximadamente 6,3 milhões de pessoas procuravam trabalho sem conseguir uma ocupação, um aumento de 471 mil pessoas em relação ao trimestre móvel encerrado em janeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar desse crescimento sazonal da desocupação, o mercado de trabalho continua apresentando resultados historicamente elevados. O rendimento médio real habitual chegou a <strong>R$ 3.732</strong>, enquanto o número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada alcançou 39,3 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A informalidade recuou para 37,2%, correspondendo a cerca de 38,1 milhões de trabalhadores. O desafio permanece em transformar o crescimento da ocupação em empregos mais produtivos, formalizados e com melhores salários.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cenário externo influencia dólar e Bolsa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No mercado financeiro, o dólar encerrou a sexta-feira, 5 de junho, cotado em torno de <strong>R$ 5,15</strong>, enquanto a Bolsa brasileira registrou queda. O movimento foi influenciado principalmente pelas expectativas de que os juros dos Estados Unidos possam permanecer elevados por mais tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Juros altos nas principais economias tornam os títulos estrangeiros mais atraentes e podem provocar a retirada de recursos de países emergentes. Esse movimento tende a pressionar o câmbio e pode encarecer produtos importados, combustíveis, insumos industriais e componentes eletrônicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Perspectivas para os próximos meses</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O atual retrato da economia brasileira combina crescimento da atividade, recuperação industrial e um mercado de trabalho relativamente forte. Entretanto, inflação acima do centro da meta, juros elevados e investimentos ainda limitados recomendam cautela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as famílias, os principais efeitos continuam sendo percebidos nos preços dos alimentos, da energia e do crédito. Para as empresas, o cenário oferece oportunidades relacionadas ao crescimento da produção e do consumo, mas exige planejamento financeiro diante das taxas de financiamento ainda elevadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os próximos indicadores de inflação, emprego e atividade econômica serão fundamentais para determinar se o Banco Central terá espaço para continuar reduzindo os juros durante o segundo semestre de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Nubank: Do cartão roxo à maior plataforma digital de serviços financeiros da América Latina</title>
		<link>https://www.portalbr.com.br/nubank-do-cartao-roxo-a-maior-plataforma-digital-de-servicos-financeiros-da-america-latina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal BR]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2025 04:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.portalbr.com.br/?p=1122</guid>

					<description><![CDATA[Por que esta história importa: em pouco mais de uma década, o Nubank saiu de um cartão sem anuidade para se tornar referência global em banca digital, com mais de 100 milhões de clientes na região e resultados consistentes de lucro, um caso raro de escala, inovação e inclusão financeira nas Américas. Origem: um manifesto [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por que esta história importa:</strong> em pouco mais de uma década, o Nubank saiu de um cartão sem anuidade para se tornar referência global em banca digital, com mais de 100 milhões de clientes na região e resultados consistentes de lucro, um caso raro de escala, inovação e inclusão financeira nas Américas.</p>
<p><strong>Origem: um manifesto contra a fricção bancária</strong></p>
<p>Fundado em 2013 por David Vélez, Cristina Junqueira e Edward Wible, o Nubank nasceu para enfrentar taxas altas, burocracia e atendimento precário que marcavam a experiência bancária no Brasil. A proposta: um cartão internacional sem anuidade, 100% gerenciável pelo app, o “cartão roxo” que virou ícone cultural.</p>
<p><strong>Trajetória e marcos do produto</strong></p>
<p>Do cartão inicial, o Nubank evoluiu para um portfólio completo: conta digital, cartões múltiplos, crédito pessoal, seguros, investimentos, Pix, marketplace/benefícios e recursos de pagamentos como o NuPay. O passo decisivo para investimentos veio com a aquisição da Easynvest (2020), depois rebatizada como NuInvest e integrada ao app principal, movimento que consolidou a ambição de “plataforma financeira de tudo”.</p>
<p>Outro marco de educação financeira e democratização do mercado de capitais foi o programa NuSócios: na estreia em bolsa, a empresa estruturou BDRs locais e deu a clientes um “pedacinho” gratuito da companhia, junto com trilhas de aprendizado.</p>
<p><strong>O IPO que virou símbolo</strong></p>
<p>Em dezembro de 2021, a abertura de capital em Nova York (com BDRs no Brasil) colocou o Nubank entre as companhias financeiras mais valiosas da região, estreando perto de US$ 52 bilhões em valor de mercado. O feito projetou o case no mundo e levou a cofundadora Cristina Junqueira ao seleto grupo de bilionárias self-made do país.</p>
<p><strong>Expansão internacional</strong></p>
<p>A estratégia de internacionalização começou pelo México (2019) e Colômbia, replicando o playbook do Brasil. Em abril de 2025, a operação mexicana recebeu aprovação de licença bancária, abrindo espaço para acelerar portfólio e inclusão financeira local, onde o Nu já somava milhões de clientes e forte base de depósitos.</p>
<p><strong>Escala e números recentes</strong></p>
<p>Em maio de 2024, o Nubank ultrapassou 100 milhões de clientes na América Latina, primeiro banco digital fora da Ásia a chegar nesse patamar. A empresa também reportou lucro anual acima de US$ 1 bilhão em 2023 e receita superior a US$ 8 bilhões. No 2º tri de 2025, a receita atingiu US$ 3,7 bilhões e o lucro líquido foi de US$ 637 milhões, com ROE anualizado de 28%.</p>
<p><strong>Por que o Nubank é importante para o Brasil</strong></p>
<p>Competição e tarifas: ao popularizar um produto sem anuidade e um app centrado no usuário, o Nubank forçou o mercado a rever tarifas, UX e canais digitais, um choque de competição que beneficiou milhões de consumidores.</p>
<p>Inclusão financeira digital: a fricção de abrir conta/ter cartão caiu drasticamente; novas camadas da população entraram no sistema, e passaram a investir via NuInvest/Nubank.</p>
<p>Educação e participação no mercado de capitais: a arquitetura do BDR/“NuSócios” ajudou a democratizar o acesso à bolsa e a conteúdos de educação financeira.</p>
<p>Exportação de know-how: a expansão para México e Colômbia mostra a capacidade brasileira de criar tecnologia financeira de classe mundial e exportar modelo operacional.</p>
<p><strong>O que vem pela frente</strong></p>
<p>Com base de clientes massiva, licença bancária em novos mercados e motor de dados/IA amadurecido, o Nubank entra em um ciclo de plataforma: mais produtos por cliente, monetização recorrente e disciplina de risco. Se mantiver a combinação de experiência simples + custo baixo + prova de rentabilidade, o roxo deve seguir como um dos principais vetores de modernização do sistema financeiro latino-americano.</p>
<p><strong>Linha do tempo</strong></p>
<p>2013 — Fundação (Vélez, Junqueira, Wible).<br />
2014–2015 — Cartão roxo sem anuidade ganha tração.<br />
2020–2021 — Compra da Easynvest → NuInvest e integração ao app.<br />
Dez/2021 — IPO NYSE/BDRs no Brasil; valor de mercado ~US$ 52 bi na estreia.<br />
Mai/2024 — 100 milhões de clientes na América Latina.<br />
Abr/2025 — Licença bancária aprovada no México.<br />
Ago/2025 — Receita trimestral recorde (US$ 3,7 bi) e ROE 28%.</p>
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<p style="font-size:12px;color:#555">Fonte: <a href="https://www.portalbr.com.br/nubank-do-cartao-roxo-a-maior-plataforma-digital-de-servicos-financeiros-da-america-latina/">https://www.portalbr.com.br/nubank-do-cartao-roxo-a-maior-plataforma-digital-de-servicos-financeiros-da-america-latina/</a><br />Exportado por WP Arweave Publisher</p>
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