Considerando tecnologia como infraestrutura digital e redes de telecomunicação, a Telefônica Brasil (Vivo) é a maior empresa do setor no país em faturamento e valor de mercado. A companhia combina telefonia móvel, fibra óptica, 5G, cloud, IoT e cibersegurança em uma operação que já vai muito além do serviço tradicional de voz e dados.
Em outubro de 2026, a Telefônica Brasil tinha valor de mercado de R$ 97,93 bilhões, segundo o Valor Econômico, que a apontou como campeã do setor de TI & Telecom no ranking Valor 1000. Na bolsa, as ações VIVT3 fazem da empresa uma das mais valiosas do país, com presença em todas as regiões brasileiras.
Uma operadora que virou plataforma digital
A Vivo nasceu como operadora de telecomunicações, mas hoje atua como provedora de conectividade e serviços digitais para pessoas, empresas e governos. Sua oferta inclui rede móvel 5G, banda larga por fibra óptica, soluções corporativas de nuvem, internet das coisas (IoT), cibersegurança e comunicações gerenciadas.
No segundo trimestre de 2026, a empresa registrou 118,8 milhões de acessos e rede de fibra passando por 32 milhões de domicílios. Desses, 8,2 milhões estavam efetivamente conectados, alta de 11,3% em um ano.
Números que sustentam a liderança
No 2T26, a receita operacional líquida da Telefônica Brasil somou R$ 15,757 bilhões, alta de 7,6% ante o mesmo período de 2025. O lucro líquido chegou a R$ 1,573 bilhão, crescimento de 17% na comparação anual.
5G e fibra como base do negócio
O 5G é um dos principais motores da expansão da Vivo. Entre abril e junho de 2026, a tecnologia estava disponível em 978 municípios, com cobertura superior a 73% da população brasileira; foram 325 novas cidades atendidas em 12 meses.
A fibra óptica também segue em crescimento. A receita de banda larga por FTTH — fibra até a residência — subiu 10,7% no trimestre, para R$ 2,147 bilhões, enquanto a cobertura alcançou 32 milhões de casas.
A companhia informou que cerca de um terço de sua base móvel, fora acessos máquina a máquina e dongles, já usa 5G diariamente. Isso indica que a rede não é apenas um ativo de cobertura, mas também uma fonte relevante de receita e fidelização.
B2B: cloud, IoT e cibersegurança
O negócio corporativo é a frente que mais aproxima a Vivo do setor de tecnologia. Nos 12 meses encerrados no 2T26, os serviços digitais B2B somaram R$ 5,466 bilhões, alta de 14,9%, e representaram 8,8% da receita total da companhia.
No segundo trimestre, a receita de TI e conectividade cresceu 7,8%, com avanço de 10% em cibersegurança e alta de 1% em IoT e mensageria. A estratégia é vender às empresas pacotes que combinam rede, nuvem, segurança e gestão de dispositivos conectados — uma área em que a Vivo compete não apenas com operadoras, mas também com provedores globais de tecnologia.
No conjunto, o segmento B2B respondeu por 22,5% da receita da companhia no período.
Por que a Vivo lidera
A liderança da Telefônica Brasil se apoia em três pilares:
- Escala de rede: maior rede de fibra do país e cobertura 5G em centenas de municípios.
- Diversificação de receita: crescimento simultâneo de telefonia, banda larga e serviços digitais corporativos.
- Capacidade de investimento: a companhia direciona recursos contínuos à expansão de redes, com foco em 5G, fibra e soluções B2B.
Desafios à frente
Apesar da liderança, a Vivo enfrenta pressões típicas do setor: concorrência intensa em preço, necessidade de elevar a penetração do 5G, custo de expansão da fibra e exigência crescente por segurança cibernética. A companhia também precisa converter seus investimentos em serviços digitais em margens sustentáveis, especialmente em cloud e IoT.
Ainda assim, os resultados recentes indicam que a estratégia de ir além da conectividade está avançando. Com receita crescendo acima da inflação, lucro em alta e presença em redes fixas e móveis, a Telefônica Brasil consolidou-se como o principal grupo brasileiro de tecnologia e conectividade.
