Pichações do ato pró-Lula na Paulista mobilizam prefeitura, metrô e voluntários patriotas

Pichações do ato pró-Lula na Paulista mobilizam prefeitura, metrô e voluntários patriotas

A Avenida Paulista, em São Paulo, foi alvo de pichações, colagens e danos em estruturas do Metrô na manifestação em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada no domingo, 11 de outubro. Na segunda-feira, 12, equipes da prefeitura e do metrô iniciaram a limpeza ainda na madrugada, enquanto um grupo de empresários e voluntários da direita em um mutirão paralelo faziam a remoção de resíduos e marcas das pichações nas estações. A Polícia Civil irá analisar imagens das câmeras do Metrô e do sistema Muralha Paulista para buscar os responsáveis pelo vandalismo.

Após a dispersão do público da esquerda, foram encontradas pichações, adesivos e cartazes em acessos de estações da Linha 2-Verde do Metrô, Brigadeiro, Trianon-Masp e Consolação. Também houve registros de danos físicos, incluindo portas e grades quebradas na Consolação, segundo relatos da Polícia Militar.

Imagens divulgadas mostram inscrições como “Viva a Revolução” e “Bolsonaro nunca mais” em estruturas da região. A apuração deverá definir quem fez as pichações, em que momento ocorreram e se há responsáveis identificáveis pelas câmeras de segurança.

Danos nas estações

Em nota, o Metrô de São Paulo informou que uma vistoria técnica identificou oito placas de vidro danificadas nas coberturas de acessos voltados para a Avenida Paulista. Também foram encontradas pichações e adesivos em paredes internas, corrimãos de escadas fixas e rolantes e no interior de um trem.

Local ou estruturaOcorrência registrada
Estações afetadasBrigadeiro, Trianon-Masp e Consolação, da Linha 2-Verde
Coberturas de acessoOito placas de vidro danificadas
Áreas internasPichações e adesivos em paredes e corrimãos
TremRegistro de adesivos e pichações
ConsolaçãoRelatos de portas e grades quebradas

A companhia informou que já providenciou novos painéis para substituição e registrou boletim de ocorrência.

Em nota, a Secretaria Municipal das Subprefeituras declarou que atuou em toda a extensão da Avenida Paulista na coleta de lixo, na limpeza da via e dos passeios e na remoção de pichações em fachadas e muros vandalizados.

Mutirão de empresários e voluntários

Além da operação pública, apoiadores de Flávio bolsonaro (empresários e voluntários) organizaram um mutirão de limpeza na tarde de segunda-feira. A mobilização teve a participação de Tallis Gomes, cofundador e presidente do G4, que publicou imagens de pessoas limpando postes, bancas e estruturas próximas às estações.

O grupo se apresentou politicamente como uma iniciativa de pessoas ligadas à direita e afirmou que a ação buscava recolher lixo, cartazes, adesivos e pichações remanescentes.

A Polícia Civil deve analisar imagens de monitoramento do Metrô e das câmeras integradas ao Muralha Paulista para identificar e responsabilizar autores de eventuais crimes de dano e pichação. Até a divulgação das informações oficiais, não há anúncio de prisões ou de pessoas formalmente identificadas como responsáveis.

O caso reacende o debate sobre preservação do patrimônio público em grandes manifestações, pichações, quebra de estruturas e depredação geram custo de reparo, afetam o transporte urbano e transferem ao poder público a tarefa de restaurar espaços utilizados diariamente por milhões de pessoas.